Uma duvida que sempre tive foi o porquê que os comboios da Fertagus não continuam até ao Oriente e terminam em Roma-Areeiro?
Não existe capacidade adicional na estação Oriente para receber pelo menos 2 vezes por hora comboios da Fertagus vindos da margem Sul?
A Fertagus tem 18 comboios alugados à CP. 17 em funcionamento constante e 1 parado para o caso de um dos 17 avariar, ser prontamente substituido, de modo a não haver nunca atrasos nem supressões (ao contrário da CP que precisa de, por exemplo, 20 comboios para conseguir cumprir os horários e só trabalha com 19).
Para ir até ao Oriente é necessário pelo menos 20 comboios e a CP não autoriza mais alugures de comboios (cabe ao governo desbloquear isto).
A Gare do Oriente, que foi construida por um dos mais conceituados engenheiros e arquitectos do mundo (o homem tem os 2 cursos), o Santiago Calatrava, foi sub-dimensionada. Ela está ao máximo da sua capacidade e para meter lá a Fertagus é necessário retirar de lá comboios da CP. Aquando da construção do TGV, foi lançado o concurso publico para ampliar a gare, para acomodar não só o TGV mas também a Fertagus. Mas há vários engenheiros que defendem que para a Fertagus ir para lá, não é necessário ampliar a gare, pois basta uma melhor eficiencia da CP (reduzir os tempos de estacionamento dos comboios ou em vez de terminarem ali, irem terminar a Santa Apolónia ou a Alcântara-Terra ou Campolide). Basta mesmo isto não basta, pois para além disso, na envolvente da estação de Braço-de-Prata, a linha está neste momento duplicada e completamente saturada com os comboios da CP. Para puder acomodar a Fertagus, teria de passar de linha dupla para linha quadrupla (1 linha em cada sentido para a CP e 1 linha em cada sentido para a Fertagus, num total de 4 linhas). Esta obra já é prometida desde o o governo Sócrates e nunca avançou. Há quem diga que só há de avançar quando for feita a TTT (ponte Barreiro - Oriente).
A concessão da Fertagus termina em 2019. O PCP e o BE andam a espumar-se todos que querem passar o serviço para a CP (e já sabemos que isto vai implicar uma enorme perda de qualidade de serviço), mas o contrato que foi feito diz lá preto no branco que caso o governo não prolongue a concessão, terá de indeminizar a Fertagus em 7.6 milhões de euros.