Trabalho como vigilante

Wighz

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Boa noite, tenho andado com a ideia de tirar o curso de vigilante, mas como todos os trabalhos tem os seus pros e contras
Gostaria de uma opinião de quem já trabalha nessa área
Tem progressão na carreira ?
Monetariamente compensa ?
Os turnos uma pessoa habitua-se ao fim de algum tempo ?
 
Boa noite, tenho andado com a ideia de tirar o curso de vigilante, mas como todos os trabalhos tem os seus pros e contras
Gostaria de uma opinião de quem já trabalha nessa área
Tem progressão na carreira ?
Monetariamente compensa ?
Os turnos uma pessoa habitua-se ao fim de algum tempo ?
As empresas privadas de segurança, exploram ao máximo os vigilantes....
Experimenta procurar por alguma que procure vigilantes, pode ser que te ofereçam o cartão e não tenhas de pagar...
Se não te importares de fazer noites, fds, páscoa, natal, ano novo, etc, acabas por te habituar
 
Boa noite, tenho andado com a ideia de tirar o curso de vigilante, mas como todos os trabalhos tem os seus pros e contras
Gostaria de uma opinião de quem já trabalha nessa área
Tem progressão na carreira ?
Monetariamente compensa ?
Os turnos uma pessoa habitua-se ao fim de algum tempo ?

Em relação que meti a bold, o sítio onde tenho o escritório tem segurança na portaria 24h.
São 3 pessoas, cada uma faz turnos de 12 horas a cada três dias.

Do que pouco que falo com o tipo mais acessível, não é fácil a adaptação, embora nada de transcendente, a dificuldade maior, pelo que ele me disse é que à noite é complicado, passam-se dias que não entra ou sai ninguém entre as 21h/22h e as 7h, as rondas têm que ser feitas, e o sono é algo constante.

Já tive que lá ir perto da 00h00, e um dos tipos estava a dormir, tive que sair do carro e bater na janela, não ganhou para o susto e não ficou muito bem na fotografia...
 
Depende de muitos fatores já ando nessa vida à uns 15 anos mas só faço tardes aguentasse melhor agora fazer horários rotativos é duro[;)]
 
Em relação que meti a bold, o sítio onde tenho o escritório tem segurança na portaria 24h.
São 3 pessoas, cada uma faz turnos de 12 horas a cada três dias.

De uma portaria semelhante que conheço, feita pela Prossegur, penso que são turnos de 8h - das 8 às 16h costuma ser uma mulher, as outras horas homens. Vêem-se as mesmas caras muitos meses seguidos, por vezes anos. É claro que é preferível ter gente que conheça a casa ... É preciso atender telefone, por vezes em inglês, receber visitantes e encomendas, etc. Só ouvi falar em horas mais longas para cobrir faltas inesperadas.
 
O pior de ser segurança nem é o horário mas sim o local, conheço quem na 1ª semana tenha levado logo carga de porrada dos ciganos ...

De resto é bem pacifico e faz-se bem, para quem acha o trabalho duro experimente ir para as obras.
 
Um ponto de partida é ver que empresas estão a contratar e depois ter uma ideia de onde laboram...portaria de uma empresa é "peaners" comparado com os que andam no metro sul do tejo ou nos Lidl e Aldi...
 
Um ponto de partida é ver que empresas estão a contratar e depois ter uma ideia de onde laboram...portaria de uma empresa é "peaners" comparado com os que andam no metro sul do tejo ou nos Lidl e Aldi...
Exato. O local é o que vai ditar a dureza do trabalho.

Também já conheci casos de malta que trabalha de 2ª a 6ª feira das 9h às 18h, uma vidinha santa portanto.
 
Tive um colega que foi destacado para um organismo público qualquer. Trabalhava de 2ª a 6ª das 9:00 às 17:00 e tinha uma hora para almoçar. Era a inveja dos colegas. Esteve lá uns anos. Quando o estavam para mudar (para um turno e função muito piores) meteu uma cunha lá com um doutor qualquer e arranjou um tacho a conduzir uma carrinha do Estado. Há pessoas com sorte.

Outro senhor que era tio de uma antiga namorada era vigilante num hiper. Apanhou uns ciganos a roubar e fizeram-lhe uma espera à saída. Foi bater ao hospital com costelas e os dois braços partidos.

Hoje em dia os únicos vigilantes com que me cruzo são os dos hipers. Estão lá a medir temperaturas e a desinfetar mãos. Sinceramente não vejo qualquer brilho nessa profissão mas tudo o que seja honesto e sirva para pôr comida na mesa e pagar as contas é válido.

EDIT: Esqueci-me de mencionar que trabalhei um dia como vigilante num hotel. Foi tão surreal que no dia seguinte fui à empresa devolver a farda.
 
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Trabalhei 14 anos nessa atividade e vou-te deixar um resumo da minha experiência:

a maior parte dos clientes onde fiz vigilância foram organismos públicos: IEFP e Universidade. No IEFP (Centro de Emprego) tive 3 anos e era um serviço santo: turno das 8:00 ás 16:30 de seg. a sex. Fins de semana livres e noites em casa. Na Universidade foram 10 anos: turnos rotativos de 8 horas, seis dias seguidos em cada turno. A mudança do turno da noite para o da manhã é o mais difícil de habituação. Se a escala o ditasse trabalhava feriados, Páscoa, Natal, Ano Novo!

A minha adaptação aos turnos não foi muito complicada. No entanto, com o avançar dos anos e da idade, comecei a ter alguma dificuldade a descansar, principalmente durante o dia. Se morares em sítios mais barulhentos vais sofrer para conseguires dormir de dia.

O mais importante é a empresa para onde possas vir a trabalhar (muitas das empresas têm alguma dificuldade em cumprir com a legislação laboral) e o local de trabalho. Organismos públicos ou até industria costuma ser mais calmo. Espaços comerciais ou transportes é mais duro.

As condições salariais são iguais para todos, dentro da mesma categoria. Atualmente julgo que o vencimento base é de 800€ +/-. Acrece subsidio de alimentação e horas noturnas. Tanto ganha um vigilante com 1 mês de casa como um com 30 anos! A progressão na carreira também é residual e limitada. Nos 14 anos de profissão só conheci um caso de progressão: de Vigilante para Vigilante Chefe.
 
De todas as empresas, as melhores são a prosegur e securitas.

Tudo o resto é de evitar, a prosegur já viu melhores dias e está a perder muitos clientes para a securitas, tenta nesta ultima que tem falta de pessoal

Como em tudo depende do local e da zona em questão e claro estares preparado para turnos rotativos. Há pessoas que não de adaptam e há outras que se adaptam.
 
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