EscapeLivre
Well-known member
A questão é mesmo essa, tudo vai das referências que cada um de nós tem. Actualmente a maior parte das pessoas vem da era Turbo diesel com super injecção xpto, que fazem milagres: os carros acabam por ter bastante binário em baixas rotações o que torna a utilização bastante agradável (com sensação de força) e consumos relativamente reduzidos.
Os motores a gasolina, não turbinados da década de 90 já tinham catalisador e penso que de uma forma geral já todos andavam a injecção electrónica. A injecção veio tornar os motores mais eficientes, com claras vantagens para o consumo, mas o caracter "nervoso" que os carburadores davam acabou por se perder. Na verdade, os motores a gasolina , com excepção dos big V8 ou outros modelos inacessíveis, eram irremediavelmente pouco nervosos até uma gama de rotação 70 a 80 % do regime máximo. Se pensarmos bem, esses últimos 20 a 30 % da faixa de rotação são utilizados de forma bastante esporádica, a não ser que o carro se destine à competição ou a qualquer outro acelera... é aqui que considero a grande diferença do 528i para o 320d. Acresce que o binário nestes 6 cilindros não turbinados será inferior a um 4 cilindros com a mesma cilindrada. Onde o 528i ganha, efectivamente, é no caracter aveludado do motor. claro que um 6 em linha, pelo desenho do seu ciclo, é um motor muito menos ruidoso e com menos vibrações, ou seja mais equilibrado que um 4 cilindros...
Não obstante todas as considerações já aqui apresentadas, como de resto já havia escrito atrás, o BMW e39 é dono de uma silhueta invejável e segundo li, excelente qualidade de materiais e construção.
Seja qual for a decisão, deixo votos de muita sorte ao volante da máquina.
Ideias à parte, muita gente pensa que um atmosférico a gasolina não anda porque nem uma caixa de velocidades sabem usar....pensam que às 2000 RPM tem de ter o mesmo pico de binário que um turbodiesel e não pode ser...