Movyk
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Após as notícias que têm saído nos últimos dias, parece que a TAP vai ser vendida ao desbarato, nomeadamente por menos de 500 milhões de euros.
Efromovich oferece menos de 500 milhões pela TAP | Económico
Efromovich oferece menos de 500 milhões pela TAP
Efromovich já entregou a proposta vinculativa para compra de 95% da TAP.
O multimilionário esperou pelos últimos minutos para apresentar a sua oferta, que é inferior a 500 milhões de euros, soube o Diário Económico. Germán Efromovich concorre sozinho à compra da TAP através do Grupo Synergy.
"A proposta foi entregue dentro do prazo estipulado", confirmou ao Diário Económico fonte oficial da Synergy Aerospace, recusando adiantar detalhes.
O caderno de encargos da privatização prevê um aumento de capital para repor os capitais próprios da TAP que, no final do primeiro semestre, eram negativos em mais de 500 milhões de euros, de acordo com o relatório semestral da Parpública. Objectivo: tirar a empresa da falência técnica.
O presidente do grupo Synergy deixou ontem Lisboa, prevendo regressar antes do Natal. Ao que o Diário Económico apurou, as partes esperam assinar o acordo para a venda da companhia a 27 de Dezembro, cumprindo-se assim o objectivo do Governo de fechar o dossier este ano.
Germán Efromovich, que lidera a única proposta à privatização da TAP, tem defendido que a sua proposta é "sólida, real e é feita por quem conhece o negócio". O único candidato à privatização da TAP e o Governo acordaram na criação de um comité de acompanhamento do plano estratégico da empresa. O grupo, que deverá incluir elementos do Estado português, do futuro accionista e especialistas internacionais, será criado uma vez concluído processo de venda, que hoje queima mais uma etapa.
Com vista a avaliar a TAP, o grupo do dono da operadora aérea Avianca (nasceu da fusão entre a colombiana Avianca e a peruana Taca) realizou, no início de Novembro a fase ‘due diligence', tendo levado a equipa do Grupo Synergy à TAP, em Lisboa, a 9 de Novembro, para passar a pente fino os indicadores de performance e discutir outros pontos como acordos de empresa que dão aos trabalhadores da TAP várias regalias - e que Efromovich tentará renegociar (aumentos salariais em troca da perda de alguns direitos), utilização dos aviões, regras contabilísticas, entre outros aspectos.
Manutenção de acções durante 10 anos
O futuro comprador da TAP está ainda obrigado a manter as acções compradas no âmbito da privatização por um período de 10 anos para os 95% da TAP vendidos por ajuste direCto (os 5% restantes são para os trabalhadores). A regra foi aprovada, ontem, em resolução de Conselho de Ministros.
O Governo opta assim pelo prazo máximo do intervalo definido pelo decreto-lei que definiu o modelo de privatização da TAP [5 a 10 anos], durante o qual o futuro comprador fica sem conseguir alienar o seu lote de aCções, uma salvaguarda criada pelo Governo para evitar uma posterior venda da companhia, sendo ainda obrigado a "responder a todos os pedidos de informação que lhe sejam formulados pela Parpública ou pelo Governo durante esse prazo".
Findo esse período, segundo o diploma que estabelece as regras para a privatização, publicado em Outubro, o Estado goza do direito de preferência numa eventual venda.
Gérman Efromovich terá entretanto garantido a nacionalidade polaca, dando cumprimento a uma das exigências da legislação europeia sobre a detenção de capital das companhias aéreas dentro da União Europeia. Sem a nacionalidade polaca, teria que limitar a sua posição na TAP a 49,9%. A Synergy Aerospace irá ainda criar uma subsidiária na Europa, que terá sede no Luxemburgo.
Condições em jogo
Perante a existência de um só candidato, o acordo que vier a ser fechado deverá implicar um pagamento ao Estado que ajudará a desfazer dúvidas sobre a racionalidade do negócio. Mas perante uma oferta inferior a 500 milhões, os cofres do Estado só terão algum encaixe caso Efromovich venha a assumir a dívida da TAP que supera já os dois mil milhões de euros (só bancária é da ordem dos 1,3 mil milhões). Isto porque o caderno de encargos da privatização impõe ainda um aumento de capital para repor os capitais próprios da TAP que, no final do primeiro semestre, eram negativos em mais de 500 milhões de euros.
Ainda que eu não seja economista, e entenda que a empresa possa ter alguns problemas contabilísticos, a verdade é que a TAP é uma companhia aérea com muito valor acrescentado, possui uma frota que vale muitos mil milhões de euros, tem autorização para voar na Europa, base na Europa, assim como imensas rotas fixas.
Daí que me pareça que esta venda, a realizar-se, é apenas mais uma das vergonhas que se passam neste país. Nestas condições, a TAP deve permanecer pública. Até porque:
http://economico.sapo.pt/noticias/tap-bate-recordes-de-trafego-e-resultados_155755.html
A TAP fechou o terceiro trimestre com um lucro recorde de 102,3 milhões de euros. Valor que representa um crescimento de 21% face ao mesmo período de 2011.
Vender uma empresa que dá lucros de 100 milhões por 500 milhões? Alguma coisa está errada e cheira muito mal!
Efromovich oferece menos de 500 milhões pela TAP | Económico
Efromovich oferece menos de 500 milhões pela TAP
Efromovich já entregou a proposta vinculativa para compra de 95% da TAP.
O multimilionário esperou pelos últimos minutos para apresentar a sua oferta, que é inferior a 500 milhões de euros, soube o Diário Económico. Germán Efromovich concorre sozinho à compra da TAP através do Grupo Synergy.
"A proposta foi entregue dentro do prazo estipulado", confirmou ao Diário Económico fonte oficial da Synergy Aerospace, recusando adiantar detalhes.
O caderno de encargos da privatização prevê um aumento de capital para repor os capitais próprios da TAP que, no final do primeiro semestre, eram negativos em mais de 500 milhões de euros, de acordo com o relatório semestral da Parpública. Objectivo: tirar a empresa da falência técnica.
O presidente do grupo Synergy deixou ontem Lisboa, prevendo regressar antes do Natal. Ao que o Diário Económico apurou, as partes esperam assinar o acordo para a venda da companhia a 27 de Dezembro, cumprindo-se assim o objectivo do Governo de fechar o dossier este ano.
Germán Efromovich, que lidera a única proposta à privatização da TAP, tem defendido que a sua proposta é "sólida, real e é feita por quem conhece o negócio". O único candidato à privatização da TAP e o Governo acordaram na criação de um comité de acompanhamento do plano estratégico da empresa. O grupo, que deverá incluir elementos do Estado português, do futuro accionista e especialistas internacionais, será criado uma vez concluído processo de venda, que hoje queima mais uma etapa.
Com vista a avaliar a TAP, o grupo do dono da operadora aérea Avianca (nasceu da fusão entre a colombiana Avianca e a peruana Taca) realizou, no início de Novembro a fase ‘due diligence', tendo levado a equipa do Grupo Synergy à TAP, em Lisboa, a 9 de Novembro, para passar a pente fino os indicadores de performance e discutir outros pontos como acordos de empresa que dão aos trabalhadores da TAP várias regalias - e que Efromovich tentará renegociar (aumentos salariais em troca da perda de alguns direitos), utilização dos aviões, regras contabilísticas, entre outros aspectos.
Manutenção de acções durante 10 anos
O futuro comprador da TAP está ainda obrigado a manter as acções compradas no âmbito da privatização por um período de 10 anos para os 95% da TAP vendidos por ajuste direCto (os 5% restantes são para os trabalhadores). A regra foi aprovada, ontem, em resolução de Conselho de Ministros.
O Governo opta assim pelo prazo máximo do intervalo definido pelo decreto-lei que definiu o modelo de privatização da TAP [5 a 10 anos], durante o qual o futuro comprador fica sem conseguir alienar o seu lote de aCções, uma salvaguarda criada pelo Governo para evitar uma posterior venda da companhia, sendo ainda obrigado a "responder a todos os pedidos de informação que lhe sejam formulados pela Parpública ou pelo Governo durante esse prazo".
Findo esse período, segundo o diploma que estabelece as regras para a privatização, publicado em Outubro, o Estado goza do direito de preferência numa eventual venda.
Gérman Efromovich terá entretanto garantido a nacionalidade polaca, dando cumprimento a uma das exigências da legislação europeia sobre a detenção de capital das companhias aéreas dentro da União Europeia. Sem a nacionalidade polaca, teria que limitar a sua posição na TAP a 49,9%. A Synergy Aerospace irá ainda criar uma subsidiária na Europa, que terá sede no Luxemburgo.
Condições em jogo
Perante a existência de um só candidato, o acordo que vier a ser fechado deverá implicar um pagamento ao Estado que ajudará a desfazer dúvidas sobre a racionalidade do negócio. Mas perante uma oferta inferior a 500 milhões, os cofres do Estado só terão algum encaixe caso Efromovich venha a assumir a dívida da TAP que supera já os dois mil milhões de euros (só bancária é da ordem dos 1,3 mil milhões). Isto porque o caderno de encargos da privatização impõe ainda um aumento de capital para repor os capitais próprios da TAP que, no final do primeiro semestre, eram negativos em mais de 500 milhões de euros.
Ainda que eu não seja economista, e entenda que a empresa possa ter alguns problemas contabilísticos, a verdade é que a TAP é uma companhia aérea com muito valor acrescentado, possui uma frota que vale muitos mil milhões de euros, tem autorização para voar na Europa, base na Europa, assim como imensas rotas fixas.
Daí que me pareça que esta venda, a realizar-se, é apenas mais uma das vergonhas que se passam neste país. Nestas condições, a TAP deve permanecer pública. Até porque:
http://economico.sapo.pt/noticias/tap-bate-recordes-de-trafego-e-resultados_155755.html
A TAP fechou o terceiro trimestre com um lucro recorde de 102,3 milhões de euros. Valor que representa um crescimento de 21% face ao mesmo período de 2011.
Vender uma empresa que dá lucros de 100 milhões por 500 milhões? Alguma coisa está errada e cheira muito mal!
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