Vida difícil?

LuisMiguel

Membro histórico
No Domingo à tarde estava, mais uma vez, a labutar na minha tese de mestrado. Depois de horas a dar numa tecla e um problema a permanecer insolúvel, comecei a desesperar. Decidi sair de casa um bocado, mas aquele stress, aquele "aperto na barriga" insistia em não passar. Tudo porque estou a utilizar um software em que ninguém que eu conheça sabe ou conhece quem saiba mexer e qualquer problema ou dificuldade que surja, tenho que ser eu a desenrascar-me, a bem ou mal, dê lá por onde der. O que às vezes se podia resolver com uma conversa de meia-hora com um perito no mesmo, posso eu levar dias e dias a resolver, correndo manuais e a internet e utilizando métodos iterativos, aka tentativa-erro. [8b] A juntar a isto, durante a semana tenho um emprego de 10 a 12h diárias.

Até que liguei a TV e vi o anúncio de uma reportagem que ia dar mais tarde. Também devem ter visto. Um rapaz que nasceu com deficiência, sem mãos e só com cerca de um quarto de uma perna.

Aí senti-me mesmo muito estúpido. :sh) Ele, naquelas condições, conseguiu aprender a guiar, vestir-se, varrer o chão, jogar à bola com os amigos... E eu a queixar-me do quê? [8b][8b][8b] Irra, que deu-me mesmo vontade de chamar estúpido e egoísta a mim próprio! [:vm)][8b]

Enfim, deixo aqui um exemplo de um pequeno episódio da minha vida. Para mim, pelo menos, serviu de exemplo. :sh)
 
É uma pena que nos esqueçamos disso no dia-a-dia!

Literalmente damos relevância a merd@ que não tem relevância nenhuma!
 
Senti mais ou menos o mesmo... Acho que é inevitável pensarmos sobre nós quando se vê uma reportagem como aquela.
 
Pois é, também vi, e um gajo está sempre a reclamar da nossa vida, do azar que temos, e estamos a ser uns grandes injustos, há muitos casos como esse infelizmente, e estamos nos sempre a reclamar da vida, a discutir por tudo e por nada, a enervar nos por tudo e por nada, quando devíamos pensar que até somos uns felizardos.
 
No Domingo à tarde estava, mais uma vez, a labutar na minha tese de mestrado. Depois de horas a dar numa tecla e um problema a permanecer insolúvel, comecei a desesperar. Decidi sair de casa um bocado, mas aquele stress, aquele "aperto na barriga" insistia em não passar. Tudo porque estou a utilizar um software em que ninguém que eu conheça sabe ou conhece quem saiba mexer e qualquer problema ou dificuldade que surja, tenho que ser eu a desenrascar-me, a bem ou mal, dê lá por onde der. O que às vezes se podia resolver com uma conversa de meia-hora com um perito no mesmo, posso eu levar dias e dias a resolver, correndo manuais e a internet e utilizando métodos iterativos, aka tentativa-erro. [8b] A juntar a isto, durante a semana tenho um emprego de 10 a 12h diárias.

Até que liguei a TV e vi o anúncio de uma reportagem que ia dar mais tarde. Também devem ter visto. Um rapaz que nasceu com deficiência, sem mãos e só com cerca de um quarto de uma perna.

Aí senti-me mesmo muito estúpido. :sh) Ele, naquelas condições, conseguiu aprender a guiar, vestir-se, varrer o chão, jogar à bola com os amigos... E eu a queixar-me do quê? [8b][8b][8b] Irra, que deu-me mesmo vontade de chamar estúpido e egoísta a mim próprio! [:vm)][8b]

Enfim, deixo aqui um exemplo de um pequeno episódio da minha vida. Para mim, pelo menos, serviu de exemplo. :sh)

Não podes de maneira alguma comprar o teu problema com o problema dele...
 
Eu também pensei o mesmo ao ver essa report, mas a verdade é uma, cada um lamenta-se daquilo que lhe causa transtorno, daquilo que lhe causa angustia, nos efectivamente devemos dar-nos por contentes ao ver essas situações por não termos que ter aquela angustia, mas temos direito a ter os nossos próprios problemas...não me parece que seja egoismo!

[;)]
 
É muito normal isso também me acontecer, mas nunca pensamos nesses casos.

Já agora, não me digas que estás a usar o LaTeX...
 
Não é uma questão de comparar vidas, é uma questão de darmos valor à nossa, e de a sabermos aproveitar da melhor maneira com aquilo que temos.

Também já dei comigo a pensar nisso muitas vezes, não só em relação a questões fisicas, mas a tudo o resto na nossa vida.
Só de pensar que há gente que não tem emprego, que no fim do mês não consegue ter dinheiro para comer sequer, para vestir. Tanta gente que é explorada de variadas maneiras.

E isto faz-me pensar o quão nós somos sortudos em ter um emprego fixo, em que no fim do mês o ordenado é sempre certo, mesmo que baixo, e mesmo assim estamo-nos sempre a queixar da vida, desta vida que comparada com a de tanta gente neste mundo afinal até é uma boa vida.
 
Não é uma questão de comparar vidas, é uma questão de darmos valor à nossa, e de a sabermos aproveitar da melhor maneira com aquilo que temos.

Também já dei comigo a pensar nisso muitas vezes, não só em relação a questões fisicas, mas a tudo o resto na nossa vida.
Só de pensar que há gente que não tem emprego, que no fim do mês não consegue ter dinheiro para comer sequer, para vestir. Tanta gente que é explorada de variadas maneiras.

E isto faz-me pensar o quão nós somos sortudos em ter um emprego fixo, em que no fim do mês o ordenado é sempre certo, mesmo que baixo, e mesmo assim estamo-nos sempre a queixar da vida, desta vida que comparada com a de tanta gente neste mundo afinal até é uma boa vida.

E tão má comparada com a outra "metade" do mundo... Apenas temos de dar valor ao que nos é dificil para nós... e não comparar com outros. É apenas a minha opnião!
 
Eu também pensei o mesmo ao ver essa report, mas a verdade é uma, cada um lamenta-se daquilo que lhe causa transtorno, daquilo que lhe causa angustia, nos efectivamente devemos dar-nos por contentes ao ver essas situações por não termos que ter aquela angustia, mas temos direito a ter os nossos próprios problemas...não me parece que seja egoismo!

[;)]

Grande verdade, caro colega, grande verdade...
 
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