Vivemos numa simulação?

Filosofia especulativa à margem de método científico.

Porquê? Porque ninguém consegue demonstrar que é verdade ou que é mentira.

O Greg Egan (escritor de FC australiano, matemático salvo erro) tem mais do que uma história sobre o tema. Penso que até com uma ideia consistente de ser uma cadeia de simulações ("it's turtles all the way down"). Tenho uma vaga ideia de a constante de Planck ser a pista de que há recursos limitados para o detalhe fornecido [:D]

(os googles-ml chibam-se: https://www.google.com/search?q=Greg+Egan+simulation+planck )
 
Nightwisher não vi os vídeos todos mas transcreve duas ou três provas apontadas por ele que demonstram que vivemos numa simulação.



se alguém conseguisse demonstrar, não havia discussão [:D]


quem defende estas teorias normalmente baseia-se em princípios usados para desenvolver jogos de computador (simulações com personagens gerados que se comportam de forma autónoma mas que não são sencientes):

- física quântica provou que os resultados são diferentes caso a experiência seja observada ou não. Em jogos de computador os cenários e as personagens só são geradas também quando o utilizador está a observar, tudo o resto não existe ou está num estado indefinido se o utilizador não está lá;

- a velocidade da luz é uma constante. Em jogos de computador, é bastante útil ter uma constante de velocidade universal, porque impede o utilizador de se mover instantaneamente entre lugares muito afastados, assim com uma velocidade fixa, dá sempre tempo para fazer render dos sítios mais próximos.


outra coisa interessante nestas teorias da simulação, é que se a Humanidade alguma vez for capaz de desenvolver uma simulação (qualquer tipo de simulação, não precisa de ser uma cópia da nossa civilização ou seres) em que as entidades dentro da simulação têm consciência própria e sencientes MAS não sabem que estão numa simulação, então a probabilidade da nossa realidade ser uma simulação é altíssima, uma vez que haverá simulações dentro de simulações com uma profundidade infinita e a probabilidade de nós estarmos na realidade base é praticamente zero.
 
Last edited:
O Greg Egan (escritor de FC australiano, matemático salvo erro) tem mais do que uma história sobre o tema. Penso que até com uma ideia consistente de ser uma cadeia de simulações ("it's turtles all the way down"). Tenho uma vaga ideia de a constante de Planck ser a pista de que há recursos limitados para o detalhe fornecido [:D]

(os googles-ml chibam-se: https://www.google.com/search?q=Greg+Egan+simulation+planck )


Eu sou mais do estilo físico prático. Gosto muito de sci-fi mas prefiro método científico e eventos observáveis.

Essas teorias todas até podem ser interessantes mas, para mim, estão ao nível de crenças religiosas.
Ou simplesmente pseudociência.

A constante de Planck é relativamente fácil de calcular ( eu fiz essa experiência na escola) tal como muitas outras constantes. É apenas uma relação entre energia e frequência de uma onda. Obviamente que se essa constante é alterada, todo o mundo como o conhecemos fica alterado mas isso é especulação apenas.
 
Eu sou mais do estilo físico prático. Gosto muito de sci-fi mas prefiro método científico e eventos observáveis.

Não digas mais, foi para ti que criaram o "Glitch in the Matrix" [:p]

E.g. https://www.boredpanda.com/glitch-in-the-matrix-doppelgangers/

5b7525fc7cff3_HuPhj-eRo2t7tttdI4vfSZ7EQMDexu2LpLmSCqVU2OI__605.jpg
 
Nightwisher não vi os vídeos todos mas transcreve duas ou três provas apontadas por ele que demonstram que vivemos numa simulação.
O Jimbo já referiu grande parte.
Adicionava o entrelaçamento quântico (quantum entaglement), em que 2 partículas estão "ligadas" mas com spin opostos, independentemente da distância, o que quebra algumas leis da teoria da relatividade geral, e tem o efeito de provar que o universo nãoé localmente real.
O que ele refere é que isso é resolvido se for uma simulação, pois tudo está a ser processado no mesmo local e não há distância física entre elas.
Retirado do gemini:
The Collapse of Local Realism
For decades, physicists believed the universe was "locally real." This meant objects had definite properties before being measured (realism) and that they couldn't influence each other instantaneously across space (locality).Quantum Entanglement: Experiments, which were recognized by the Nobel Prize in Physics, consistently violate Bell's Theorem. When two entangled particles are separated by vast distances, measuring the state of one instantaneously determines the state of the other.
The Verdict: The universe cannot maintain both properties simultaneously. At the subatomic level, distant parts of an entangled system act as a single, unified entity rather than separate, localized objects.
 
O Jimbo já referiu grande parte.
Adicionava o entrelaçamento quântico (quantum entaglement), em que 2 partículas estão "ligadas" mas com spin opostos, independentemente da distância, o que quebra algumas leis da teoria da relatividade geral, e tem o efeito de provar que o universo nãoé localmente real.
O que ele refere é que isso é resolvido se for uma simulação, pois tudo está a ser processado no mesmo local e não há distância física entre elas.
Retirado do gemini:
The Collapse of Local Realism
For decades, physicists believed the universe was "locally real." This meant objects had definite properties before being measured (realism) and that they couldn't influence each other instantaneously across space (locality).Quantum Entanglement: Experiments, which were recognized by the Nobel Prize in Physics, consistently violate Bell's Theorem. When two entangled particles are separated by vast distances, measuring the state of one instantaneously determines the state of the other.
The Verdict: The universe cannot maintain both properties simultaneously. At the subatomic level, distant parts of an entangled system act as a single, unified entity rather than separate, localized objects.

Isso é muito interessante mas até se chegar à conclusão que vivemos numa simulação ainda há um longo caminho...

Mas andando um pouco atrás. Essa ideia de que estas particulas separadas mantêm as mesmas propriedades à distância de milhares de km de forma quase "magica" falta só explicar que...

Para uma das partículas alterar as suas propriedades, precisa de receber essa informação por fibra óptica ou laser. (Os experimentos funcionam assim). Ou seja é necessário enviar dados, muito semelhante a copiar um ficheiro de uma peça 3d de um lado para o outro e reimprimir a mesma peça noutro local. Teletransporte quantico implica sempre a existência de um canal de transmissão já conhecido da física clássica.
 
Para consumo moderno, temos o Jorge Luís Borges com "As ruínas circulares" (1940) - " um mago tenta sonhar um homem nos mínimos detalhes, dando-lhe vida, para só no final descobrir que ele próprio é apenas a projeção do sonho de outra pessoa."

Voltando ao Buda e aos 2500 anos atrás, o Gore Vidal tem um livro engraçado chamado Criação, em que aponta que a criação da perspectiva moderna ocorreu por essa altura, com vários pensadores (Siddartha Gautama incluído) em actividade simultânea em diversos locais. É ficção histórica, contada pelo suposto embaixador persa em Atenas (ao tempo a Pérsia era a grande potência assediada por uns pilha-galinhas periféricos).

Há uns tipos que têm uma teoria deprimente que o número de ideias originais é limitado, e básicamente se anda a desenterrar ossadas dum cemitério e depositá-las noutro [:p]

Thanks for the input. [:cool:] Desconhecia.
 

Novo video sobre o tema, desta vez focado sobre o livre-arbítrio (ou falta dele) como consequência de vivermos numa simulação.
"O nosso cérebro é um programa...".
 
Back
Top