Vou dar o meu contributo. Tenho um Ibiza, mas o motor é exactamente o mesmo, até porque o meu também é de 97.
Vou falar só em termos de motor.
Alguns aspectos:
- Economia: andando nas calmas, consegue boas médias, até porque muitas vezes nem vale a pena tentar puxar mais porque ele não vai andar mais, portanto mantém-se o acelerador na mesma posição. Neste particular a caixa curta dá uma ajuda: permite aumentar a velocidade com relativamente pouca carga e nos 50 consegues ir em 5ª na boa.
- Fiabilidade: o meu no Sábado entrou nos 80.000 km e já leva 17 anos e meio em cima. Problemas? Apenas o termostato que encravou aberto, e me custou a enorme fortuna de 25€, na marca (fui eu que o troquei) e um rotor do distribuidor porque o anterior (ainda de origem) faz um ano que abriu uma racha e o carro começou a engasgar em andamento por causa da humidade; 10€ na casa de peças e resolvi a coisa. Consumir óleo? Absolutamente nada, e eu por vezes dou-lhe cada esfrega. Ajuda andar com o nível a meio da vareta, mas mesmo assim. Sobre a questão da borboleta do acelerador, sou um pouco suspeito por causa dos só 80.000 km, mas mesmo assim não concordo, porque mesmo só com 80.000 km, nunca foi limpa e ainda se encontra bastante limpa. Não digo que no futuro não possa ter uma surpresa, mas como por enquanto não tive nenhuma, não me preocupo.
- Performance: para 50 cv, não se pode pedir muito. Atrás referi as vantagens da caixa curta em cidade. Precisamente o contrário em auto-estrada; chega a ser um sofrimento. Toda a caixa é curtíssima, sem excepção da 5ª, o que quer dizer que a 120 sou brindado com um cantar (deveria dizer berrar) de 4000 rpm. Força verdadeiramente dita só das 3000 para cima, e são apenas 86 Nm às 3200, salvo erro. Para o manter no limiar do economicamente viável (3000 rpm) é manter os 90, ou seja, aconselhável ir pelas nacionais, em que mesmo ir a 80 se vai bem. Andar a 90 (e às vezes 100) numa AE é um desespero, sobretudo se forem longas rectas que parecem não acabar. Quando ando com ele em AE, mesmo nas 3200/3500 rpm, por vezes carrego-lhe a fundo e a única coisa que aumenta é o barulho (por arrasto, o consumo). Velocidade nem por isso, tenho de esperar um bocado, e mesmo assim a resposta não deslumbra. Só o costumo levar aos 120 nas descidas para ganhar embalo na subida consequente, para que ele vá morrendo gradualmente até regressar aos 90. Óbvio que, em andamentos de 120, o consumo dispara. Mas mesmo assim, em velocidade de ponta, já consegui dar 160 de ponteiro. Neste curto espaço é que foi ver o ponteiro do depósito a descer em tempo real. Em andamento citadino, como vai em relações baixas, por vezes chega a surpreender a desenvoltura dele.
Resumindo: para andar nas calmas, serve perfeitamente. Tendo o cuidado de o manter sempre em ordem com o material todo nas horas, dificilmente dá problemas e se der, não será nada do outro mundo.