Os ensaios públicos em estradada do primeiro protótipo RX-8 Hydrogen de 2004 forneceram uma importante quantidade de informações úteis para a actual versão, a qual difere do seu predecessor em diversos aspectos:
- Caixa de velocidades automática: o protótipo foi equipado com uma caixa manual de 5 velocidades. Para um prazer de condução ainda maior, particularmente em condições de trânsito urbano, a nova versão do RX-8 Hydrogen está equipada com uma caixa automática de 4 velocidades com patilhas de mudanças atrás do volante.
- Tanques de hidrogénio maiores para maior autonomia: com a sua maior capacidade (110 litros), a autonomia do veículo no modo de hidrogénio foi aumentada para aproximadamente 100 quilómetros, apesar do aumento do consumo causado pela transmissão automática.
- Mudança rápida do tipo de combustível: um interruptor (em forma de rotor) no painel de bordo permite ao condutor mudar de hidrogénio para gasolina enquanto conduz. O interruptor fica iluminado de azul quando o carro se encontra no modo de hidrogénio.
- Nova disposição dos instrumentos: na primeira versão do RX-8 Hydrogen RE, o ponteiro de hidrogénio, o indicador do modo de combustível e luzes de aviso encontravam-se no centro do painel de bordo. Agora passaram a estar incorporados no painel de instrumentos.
E em relação às principais especificações técnicas do RX-8 Hidrogen, estamos perante um veículo com uma distância entre eixos de 2.700 mm, com medidas de comprimento, largura e altura de, respectivamente, 4.435 mm, 1.770 mm e 1.340 mm, e um peso de 1.460 kg. Depois, com capacidade para quatro adultos, o seu motor RENESIS rotativo a hidrogénio com sistema de duplo combustível é capaz de desenvolver uma potência máxima de 109 CV quando movido a hidrogénio, a qual sobe para os 210 CV se optarmos pelo uso da gasolina.
Já o binário máximo com a utilização de hidrogénio é de 140 Nm, um valor que sobe igualmente com o uso da gasolina, neste caso para os 222Nm. A sua autonomia é de 100 quilómetros quando nos deslocamos à custa do uso do hidrogénio, aumentando para os 550 quilómetros no uso normal da gasolina.