Se deixares um carro parado 10 anos, também terás problemas nele funcionar se funcionar. A corrosão pode fazer colar segmentos e tens de ou mudar motor ou repara-lo para voltar a andar.
Se o carro não estiver abandonado na rua ou num sítio húmido, até pega muito bem. Não faltam vídeos de carros com 20 anos em celeiros quase a apodrecer e pegam e andam. Aliás, melhor, tens vídeos de motas com 40 anos que nunca sairam sequer da caixa, aquele motor nunca girou na vida, e metem gasolina e óleo, e o motor funciona como se estivesse a sair do stand naquele dia. Uma bateria da tecnologia ao fim de 20 anos sem sequer ser usada, está morta.
Mas o meu ponto nem era falar em carros negligenciados. O meu ponto é falar de carros que fazem poucos km, que são conduzidos de vez em quando, e como tal, não sofrem desses problemas que estás a falar.
E um carro pode ter um motor 30 anos: tem sem desgaste ou necessidade de reparação? Claro que não. Um motor com 30 anos sem ser aberto já consome o dobro que em novo e anda metade, tal como… uma bateria.
Pode ter e pode não ter, depende da qualidade desse motor e como foi tratado. Não faltam aí carros com mais de 20 e 30 anos a circular diáriamente com motor que nunca foi aberto e não está a queimar nada.
mas se tiveres dúvidas, tenho aqui um Flat 6 com 20 anos, que ainda hoje faz trackdays e nunca foi aberto, não deita ponta de fumo, até lhe podes lamber o escape.
A durabilidade da bateria só é relevante porque AINDA falta reparadores (que são poucos mas la vão aparecendo), e a duração já alta da bateria atrasa a sua reparação.
As baterias não são reparadas, são recicladas. O que acontece é que em algumas, os módulos morrem prematuramente, e aí sim, algumas pessoas são capazes de substituir módulos, inclusive alguns fabricantes de baterias fazem as baterias de modo a poder substituir os módulos. Mas a degradação é inevitável nos módulos todo, uma bateria com 10 anos, já tem uma certa percentagem de degradação de TODOS os módulos independentemente de ter andado muito ou pouco. Porque as baterias de lítio não se degradam só com os km, as baterias só com os anos, mesmo que não sejam usadas, sofrem degradação também (se bem, que a degradação é inferior do que se for usada obviamente)
Tal como um motor, se avariar ninguém vai a marca meter um novo, quando começar a aparecer quem repare módulos, ou troque baterias por usadas (e elas existirem) os preços das baterias na marca, tornam-se irrelevantes.
Muita gente vai. Agora depende da idade. A renault obviamente já não tem motores de renault 5 novos pra vender.
Podes pegar em qualquer exemplo… um motor novo na marca é um autêntico balurdio capaz de rivalizar com preços de baterias. Claro que tirando na garantia, virtualmente ninguém mete um motor novo na marca se o pode reparar ou trocar por um usado. Quando tal acontecer com as baterias, o preço da sua substituição desce drasticamente e isto torna-se um não assunto.
Porque é que bates no substituir o motor do carro, quando a grande maioria dos carros termina o seu ciclo de vida útil com o motor original? O ciclo de vida da grande maioria de automóveis é entre 20-30 anos se não sofrer acidentes, e a grande maioria desses carros, vai "morrer" com o motor original, logo não vais comprar motor nenhum. Um Tesla ou um Leaf com 30 anos a circular, 99.9% de certeza que não tem a bateria original.
A não ser que queiras admitir que o ciclo de vida do carro elétrico é o tempo de vida da bateria, mas diria que isso não abona ao favor do teu argumento.
O meu argumento é que um carro que faça 100 ou 150mil km no seu ciclo de vida (os tais 20-30mil km), o elétrico provavelmente não vai compensar, mas para quem fizer muitos km, o elétrico compensa, só isso. Ou seja, para a maioria das pessoas, que fez 200-300mil km com um carro, tenho a certeza que ao fim de 30 anos, mesmo a trocar a bateria 1x (15 anos para cada bateria parece razoável), acredito que vai ficar mais barato, mas para quem fizer metade disso, as contas podem já não ser as mesmas, e não é a maioria, mas há pessoas que conduzem pouco.