ainda faz sentido comprar um carro NOVO a combustão ?

https://www.razaoautomovel.com/2022/...chega-em-2035:

este é +/- o tipo de noticias que originou o post inicial ... a mudança VAI acontecer !
Pode ser mais longe ou mais perto, com mais exigência ou menos, mas VAI acontecer na Europa.

A questao é : ainda vai haver procura para carros a gasolina daqui a 4 ou 5 ou 8 anos ?

É "inteligente" comprar agora um hibrido ou phev ? ou esperar até depois de 2024 e ir logo para um EV ?
 
Última edição:

Eu sei, até lhes deixei um comentario na pagina do facebook. O que irá ser proibido é efectivamente a venda de carros que nao sejam CO2 neutral, mas a analise já nao é feita no escape, mas sim durante todo o life-cycle. Já nao é a tipica medicao do gas de escape, que mata qualquer ICE.

Claro que isto bane qualquer opcao com combustiveis fosseis e falta que os combustiveis sinteticos venham a vingar, mas é uma opcao super válida.

https://www.europarl.europa.eu/news/...d-vans-in-2035

"Assessing life-cycle emissions and progress towards zero-emission road mobility

Parliament succeeded in introducing methodology for the assessment and data reporting of full life-cycle CO2 emissions of cars and vans sold on the EU market. The Commission will present this methodology by 2025, accompanied by legislative proposals where appropriate."


EDIT: Claro que a UE pode ter outro entendimento de life-cycle, de qualquer maneira só iremos saber a metodologia em 2025 :)
 
Última edição:
De qualquer forma, em 2026 há uma reavaliação desta lei (clausula no contrato) e, pelos comentarios recentes, não me admiraria que venham a dizer que afinal os motores a combustão nao sao o bicho papão e não tenham de ser banidos só porque sim.
 
Eu não quero estar aqui a armar, mas basta ir ver o tópico do novo Sandero há dois anos atrás para ver que eu tinha previsto que ia vender muito e ia ultrapassar o Clio facilmente. Mesma plataforma, mais bonito e mais barato, não era muito difícil lá chegar. Sei de fonte interna na Renault que isso está a causar algum mal estar e até houve uma reunião com responsáveis internacionais para desbloquear a venda de novos Dacias no nosso país, porque queriam mesmo obrigar o pessoal a comprar Renault e proibir os concessionários de vender Dacia. [:D]

Mas está visto o que é que os portugueses querem, ou carros baratos ou quem pode carros elétricos. Respondendo directamente à questão do tópico, faz sentido se for um Dacia, principalmente se for a GPL, e então se não se tiver onde carregar faz ainda mais sentido.
90% dos que compram sanderos e Dacia acredito que façam puramente por questões económicas, não por gosto.

Aliás, dentro do que podem, é o que gostam.
 
90% dos que compram sanderos e Dacia acredito que façam puramente por questões económicas, não por gosto.

Aliás, dentro do que podem, é o que gostam.

Pois mas o Sandero que se vende mais (stepway Confort) já anda os 18/19mil euros, que é o preço dum Clio base ou semi-novo. Por isso não sei se será bem assim. Se fosse só pelo preço iam para a versão normal e níveis de equipamento mais baixos, coisa que não acontece. A imagem atual do Clio (e da Renault no geral) está muito gasta, e um Stepway dos novos tem muito mais presença e aparenta ser mais carro (que em dimensões exteriores é mesmo). Nunca me esqueço quando o vi pela primeira vez ao vivo no stand, há uns dois anos, ao lado dum qashqai, pareciam carros do mesmo segmento, e o Clio não. É isso que leva as pessoas a comprá-lo, pelo mesmo preço podem ter uma coisa aparentemente superior.
 
vendas em Espanha (unidades):

Top 10 Electricos Oct 2022
  1. Fiat 500e 244
  2. Hyundai Kona EV 164
  3. Volvo XC40 RC 124
  4. MG ZS EV 118
  5. MINI SE Cooper 116
  6. Kia e-Niro 114
  7. Citroën ë-C4 103
  8. Mercedes EQB 94
  9. Hyundai Ioniq5 92
  10. VW ID.4 92
Top 15 Modelos Octubre 2022
  1. Dacia Sandero 1.696
  2. Hyundai Tucson 1.630
  3. Kia Sportage 1.398
  4. Citroën C3 1.328
  5. Toyota C-HR 1.322
  6. Opel Corsa 1.236
  7. Fiat 500 1.226
  8. Toyota Corolla 1.204
  9. Citroën C3 Aircross 1.171
  10. Hyundai Kona 1.136
  11. Kia Stonic 1.134
  12. MG ZS 1.056
  13. SEAT Arona 1.017
  14. Renault Clio 1.004
  15. VW T-Roc 965
​​
​os mercados são diferentes MAS a realidade em PT é bastante diferente de Espanha
(em PT no TOP8 temos BMW serie 1 e MB classe A e o dacia sandero em 7º)
 
Última edição:
Como diz um amigo meu...:

A aventura elétrica é mais um tiro no pé, mal pensada, mal implementada, e ineficaz na redução das emissões, limita-se a mudar o local onde elas ocorrem, e depois acrescenta novos focos de emissão com a extração e refinação dos metais necessários e mais tarde com a reciclagem das baterias e outros resíduos resultantes do processo produtivo...
 
Perspectiva futura, numa antecipação impossível (diria)!

A electrificação não veio para ser mais barata aos utilizadores. Trata-se, também, de um negócio e, como tal, terá que dar lucro...crescente. E isso tem um "peso" progressivo em tudo...:

Carro elétrico devora o mundo do lítio

O custo das matérias-primas disparou devido à escassez global e isso levou ao primeiro aumento nos preços das baterias em uma década


QQDSVI7BLBGATI5HH27GCDJ2LA.jpg


A demanda de lítio é desmarcada. A mudança para um modelo de energia mais sustentável, impulsionado pelas principais economias do mundo, alimentou o apetite por essa matéria-prima. Hoje é consumido mais do que nunca, mas sua produção está atrasada em relação às necessidades do mercado. Um coquetel perigoso que inclui a falta de investimentos em mineração, fechamento temporário de fábricas na China ( devido a pandemia ), o cancelamento de projetos operacionais e um sucesso inesperado do carro elétrico alimentaram dúvidas sobre a disponibilidade do produto. E, como na física newtoniana, uma ação sempre corresponde a uma reação: o preço do metal quintuplicou nos últimos 12 meses, levando as baterias de íon de lítio ( ao auge da mobilidade futura ) ao seu primeiro aumento em uma década.

“ Governos, empresas automobilísticas e empresas de energia levaram a sério a descarbonização da economia ”, diz Chris Berry, fundador da House Mountain Partners, uma consultoria de matérias-primas com sede em Nova York. No ano passado, como as vendas globais de carros elétricos atingiram um recorde de ( 6,75 milhões de unidades, 108% a mais que em 2020, de acordo com a EV-Volumes ), as necessidades de lítio aumentaram 25% e a produção mundial recuperou apenas 21,2%, segundo estatísticas do US Geological Survey.

“ Já existe um déficit no mercado ”, destaca Caspar Rawles, diretor de dados ( CDO ) da consultoria britânica Benchmark Mineral Intelligence. Isso se deve, em parte, a uma redução de estoques e a falta de investimento na cadeia de suprimentos entre 2018 e 2020, quando o excesso de oferta de metal reduziu os preços e interrompeu a chegada de novo capital ao setor.

¿Haverá lítio suficiente para todos carros elétricos? Essa é a pergunta que todos os membros do mercado se perguntam. A demanda mundial por esse elemento se multiplicará por quatro nos próximos anos: chegará a dois milhões de toneladas até 2030, das atuais 500.000 toneladas, segundo estimativas da S&P Inteligência de mercado global. Para Kent Masters, CEO da Albemarle (, um mineiro americano especialista em lítio ), a previsão vai além: espera que o metal precise atingir três milhões de toneladas no início da próxima década. Uma pesquisa realizada pela Bloomberg entre seis empresas especializadas em metal revela que não há consenso sobre como a oferta se comportará. Enquanto alguns vêem um déficit equivalente a 13% da demanda em 2025, outros falam de um superávit de 17%.O certo é que mais de 84% de toda essa matéria-prima será destinada à bateria de um carro elétrico, que até lá veremos rolando normalmente nas estradas das principais economias. Os veículos elétricos serão 75% das vendas de automóveis de passageiros em todo o mundo até 2030, com a China no comando, seguida pela Europa e pelos EUA, prevê uma análise da McKinsey.


O desconhecido chileno

Como resultado, a pressão sobre a indústria do lítio aumenta. Acima de tudo, diante da revogação de projetos estratégicos na Europa e as dúvidas geradas pelas decisões políticas no Chile — o segundo produtor mundial, com um quarto da torta global, depois da Austrália, que cobre metade —, que acaba de lançar um governo com o esquerdista Gabriel Boric. Neste lado do mundo, nos Bálcãs, a Sérvia revogou, em janeiro passado, para a empresa de mineração australiana Rio Tinto (, uma das 10 principais empresas produtoras de metal ) permite explorar um projeto de lítio no oeste do país. Forte e determinado cidadãofez com que o governo de Ana Brnabic revertesse qual seria a maior mina do Velho Continente e que poderia fornecer matérias-primas a um milhão de carros elétricos para ano.

“ Este é um golpe para a Europa ..., a região atualmente depende de importações da China ”, destaca Rawles. “ Matérias-primas e componentes digitais condicionarão a nova indústria automotiva ”, alega Arturo Pérez de Lucia, diretor geral da Associação Empresarial para o Desenvolvimento e Promoção da Mobilidade Elétrica. Enquanto isso, do outro lado da lagoa, no Chile, o país com as maiores reservas de lítio do planeta, analistas veem com suspeita as alegações do novo governo chileno de nacionalizar minas e criar uma empresa estatal para esse material. As incertezas políticas podem desviar os investimentos, dizem especialistas do Bank of America. “ Isso coloca o país em risco de perder o período de crescimento exponencial da demanda ”.

Para o rio problemático, lucro dos pescadores. Argentina, Austrália, Brasil, República Democrática do Congo e China — este último país controla mais de 78% Novos projetos foram lançados da cadeia de produção de baterias de íon de lítio — e estão expandindo as operações existentes. “ Há uma facilidade de financiar desenvolvimentos com aumento de capital ou dívida ”, diz Daniel Jiménez, sócio da empresa de consultoria iLi Markets. Segurar o metal, no entanto, não é uma coisa fácil. Tempo e paciência são necessários. Por exemplo, forjar uma minavocê precisa investir 7 a 10 anos antes de poder comercializar o material, enquanto leva metade do tempo para instalar uma fábrica de baterias. “ A indústria do lítio é um mercado para produtos químicos especializados, não para produtos básicos, o que significa que não se trata apenas de tirar a matéria-prima do chão, deve ser processado ”, destaca Rawles. “ Os projetos estão atrasados ou não atingem a produção devido a problemas técnicos ”.

Isso aumenta as preocupações entre os fabricantes de veículos elétricos e os fabricantes de baterias, que sentiram o aumento não apenas no lítio, mas também de outros elementos-chave, como cobalto ou sulfato de níquel. Após uma década de declínio constante, as baterias de íon de lítio custam 20% a 30% mais do que um ano atrás, de acordo com a Benchmark Mineral Intelligence. E é provável que continuem a subir. Isso representa um custo adicional entre US $ 1.000 e US $ 2.000 para cada veículo. Em 2010, uma bateria de íon de lítio custa cerca de US $ 1.100 por quilowatt-hora. Em 2020, seu preço caiu para US $ 137. Os fabricantes de automóveis esperam que os veículos elétricos sejam competitivos com os veículos de combustão quando o custo das baterias for de cerca de US $ 100 por quilowatt-hora.Para atingir esse objetivo, você ainda precisa esperar.


​​
Fonte
 
Pois mas o Sandero que se vende mais (stepway Confort) já anda os 18/19mil euros, que é o preço dum Clio base ou semi-novo. Por isso não sei se será bem assim. Se fosse só pelo preço iam para a versão normal e níveis de equipamento mais baixos, coisa que não acontece. A imagem atual do Clio (e da Renault no geral) está muito gasta, e um Stepway dos novos tem muito mais presença e aparenta ser mais carro (que em dimensões exteriores é mesmo). Nunca me esqueço quando o vi pela primeira vez ao vivo no stand, há uns dois anos, ao lado dum qashqai, pareciam carros do mesmo segmento, e o Clio não. É isso que leva as pessoas a comprá-lo, pelo mesmo preço podem ter uma coisa aparentemente superior.
Mas são veículos até 20k.... Eléctricos por esses valores?
 
... tal e qual como o lítio... [:D] [;)]

Tretas, o litio está mais do que contemplado nas questão energética e ambientais na construção de um EV, no caso dos combustiveis fosseis nem sequer consegues ter valores para o custo energético/poluente na exploração/transporte/refinação da materia prima, todos os valores que tens são teoricos, as empresas simplesmente não os referem.
Também deves saber que já existem baterias sem recurso ao litio, certo?
 
O lítio, respectiva reciclagem e outros tantos... Consciencializando!

Atualmente o único material de baterias de veículos elétricos que vale a pena reciclar é cobalto. Reciclagem lítio, manganês e níquel, No momento, não é economicamente interessante, pois eles exigem processamento adicional que aumenta os custos.

Isto não é apenas prejudicial para o meio ambiente, pois existem milhares de toneladas de material excedente, mas também para recicladores, porque, a menos que haja um comprador de lítio e manganês, eles poderiam acabar no lixo, com a contaminação extra que isso implica.

Os dois principais métodos para reciclagem de baterias envolva temperaturas extremas ou ácidas. Ambos os processos geram emissões e criar resíduos, isso pode acabar no ambiente. Além disso, a questão econômica aparece, uma vez que muitas empresas de baterias pretendem usar menos cobalto. Se for esse o caso, as margens de lucro dos recicladores, já bastante justas, ainda serão vistas mais esgotado.

Lembre-se também de que a reciclagem de materiais de bateria é uma tarefa muito trabalhoso e perigoso. A tudo isso eles são adicionados custos de transporte dessas baterias grandes e pesadas, que podem supor até 40% dos custos totais reciclagem. Além disso, devido ao risco de incêndio, algumas empresas de transporte têm diretrizes rígidas sobre como e quando esse transporte pode ser realizado. Empresas que aceitam encargos pode cobrar um suplemento por risco e licenças isso implica.

O custo do transporte das baterias para reciclagem é muito alto. ¿


Quanto tempo dura uma bateria elétrica?


No geral, quase todas as montadoras garanta as baterias de seus carros elétricos por pelo menos oito anos ou 100.000 quilômetros.

No entanto, além da garantia, há o problema de degradação da bateria. Isso é variável, mas se cair abaixo de 20%, a deterioração pode ser mais rápida, assim como usar carregadores de alta velocidade regularmente.


Reutilização da bateria

Os proprietários de veículos elétricos devem considerar a possibilidade de substitua suas baterias ou seu carro quando a autonomia cai abaixo de 80%. No entanto, abaixo dessa carga, a bateria ainda pode servir a outras tarefas.

Empresas e indivíduos desenvolveram métodos para reutilizar baterias em unidades de armazenamento de energia doméstica. Isso permite que eles sejam usados sem adicionar matérias-primas ou processos adicionais pesados.

A reciclagem total de baterias é cara e, hoje, apenas o cobalto é usado.

Algumas empresas usam várias baterias conectadas e gerenciado por um sistema de monitoramento e resfriamento. O produto final pode ser tão grande quanto um contêiner de transporte e armazena a eletricidade gerada por painéis solares durante o dia.


Armazenamento, outro problema

Desde os custos de reciclagem dessas baterias são muito altas, nem sempre é razoável, do ponto de vista econômico, que uma empresa de demolição ou reciclagem o faça. Nesses casos, as baterias são armazenados em locais específicos, aguardando o fim dos benefícios econômicos da reciclagem compensar os custos.

O fabricantes de carros geralmente fazem isso com as baterias que foram substituídas garantia. Isso tem seus riscos, pois as baterias usadas podem apresentar um risco de incêndio, especialmente se houver danos ou defeitos nas células, ou mais fácil, eles serão armazenados em locais abertos e em exposição ao calor ou agentes climáticos adversos.

Fonte
 
Mas são veículos até 20k.... Eléctricos por esses valores?

Até esses valores é complicado por isso é que apontei o Sandero como uma boa solução para quem não pode gastar muito. Agora ver pessoal a deixar 35/40mil€ por ICEs novos incomoda mais, porque aí já têm alternativas.
 
Tretas, o litio está mais do que contemplado nas questão energética e ambientais na construção de um EV, no caso dos combustiveis fosseis nem sequer consegues ter valores para o custo energético/poluente na exploração/transporte/refinação da materia prima, todos os valores que tens são teoricos, as empresas simplesmente não os referem.
Também deves saber que já existem baterias sem recurso ao litio, certo?
E qual é a respectiva expressão proporcional no respectivo uso em EV?
 
Ou seja, é uma boa perspectiva mas ainda não tem expressão!

Será sempre uma mellhor prespectiva do que o que temos atualmente, que é um lobby dos combustiveis onde não se consegue controlar nada pois não temos valores de nada, só existem mesmo à saida das refinarias, antes disso é tudo muito dubio.
 
Voltar
Superior