Crise desde 2011, 2022,... 2099... Até quando?[AVISO Página#2709-Post#81255]

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da série "ah as casas são caras por causa dos estrangeiros que compram as casas todas" [:D]

continuem a comer pela testa os gelados que o socialismo vos dá.

Tenho esta discussão quase diariamente com pessoal por causa dos Brasileiros que no caso de Braga acabaram por ser o bode expiatório para a falta de casas para venda e aluguer. Quando na realidade o que aconteceu foi que a cidade cresceu muito e a construção não diminuiu, parou quase completamente durante mais de 10 anos.
 
Tenho esta discussão quase diariamente com pessoal por causa dos Brasileiros que no caso de Braga acabaram por ser o bode expiatório para a falta de casas para venda e aluguer. Quando na realidade o que aconteceu foi que a cidade cresceu muito e a construção não diminuiu, parou quase completamente durante mais de 10 anos.

Óbvio. Grande queda na construção e governos esquerdalhas a fornicarem o mercado de arrendamento.

"A culpa é sempre dos outros!"

https://www.pordata.pt/portugal/fog...ao+familiar+total+e+por+tipologia+do+fogo-189
 
Óbvio. Grande queda na construção e governos esquerdalhas a fornicarem o mercado de arrendamento.

"A culpa é sempre dos outros!"

https://www.pordata.pt/portugal/fogo...ia+do+fogo-189

O melhor que o Estado pode fazer para incentivar a construção e moderar os preços é simples: sair da frente!
Deixo aqui o testemunho que um amigo meu colocou no Facebook.

Em 2016, a minha filha mais nova acabara de nascer, comprei um pequeno prédio em Lisboa (240m2 de ABC) para fazer uma moradia unifamiliar. Arranjei as melhores arquitetas e os melhores engenheiros de obra (melhores no sentido de serem muito boas arquitetas e muito bons engenheiros, não no sentido tuga de se ‘’mexerem bem’’). Fiz tudo ‘by the book’, que a única que sei e gosto. Poupando-vos a pormenores, a coisa, só do lado da CML, demorou até agora (i) mais de um ano e meio para obter licença de construção (meteu IGESPAR, mas até foram rápidos) (ii) nove meses (!) para obter licença de ocupação de via pública, vulgo meter uma merda de um contentor na rua para poder tirar o entulho (iii) vamos em um ano para, pós-construção e comunicação prévia de três pequenísssimas alterações sem qualquer impacto, obter a licença de utilização. Seguidamente, se alguma vez vier a obter a licença, ainda vou ter de pedir inspeção à CML para poder beneficiar de um benefício fiscal (fiz esse pedido após a construção estar pronta, mas foi indeferido porque não tenho… licença de utilização).
Ou seja, vou em 3,5 anos, a caminho dos 4, só do lado da CML (ie, sem contar com as coisas sob minha responsabilidade: o projeto de arquitetura, projetos técnicos, especialidades, construção, taxas e taxinhas, etc.).
Para os mais desatentos, não estou a construir um edifício de 50 andares, nem um empreendimento de 100 hectares - se calhar era mais fácil-, estou a reabilitar uma moradia unifamiliar de 240m2, que estava totalmente degradada numa zona nobre de Lisboa.
Oito anos. And counting. Eu a arcar com os custos do financiamento, os cabelos brancos e a certeza de que nunca mais meterei um tostão em qualquer projeto pessoal ou de investimento em Lisboa e muito possivelmente em Portugal.
Não me venham falar das merdas das rendas controladas, puta que os pariu. Aprovem as merdas em tempos minimamente razoáveis e os custos caem a pique. Eu, pelo menos, se soubesse o que sei hoje, venderia esta casa pelo dobro do preço, tamanha é a chatice, a imobilização do pouco dinheiro que tenho e os custos astronómicos de um financiamento que já leva oito anos.

É isto, desculpem o desabafo. Pode ser que um dia se dignem vir a licenciar isto, mas já não sei se acredito. E isto é uma obra/projeto que não teve qualquer problema ou obstáculo por parte da CML, deve ser só o tempo normal para projetos que não têm problemas, imagino.

Por mim, lição aprendida: não fazer projetos em Lisboa/Portugal, se os fizer, vender ao dobro ou a triplo do preço. E tomar calmantes.
 
xupa, China !!!!!!!
Calma Jimbo, estes dados são de 2022.
Em 2023 o salário médio líquido na China já nos deve ter passado.

Acho uma piada estar constantemente a ouvir , "ah a China é só mao de obra barata"
O portugues vive numa realidade paralela, deve ser para preservar a auto estima.
Nada como ouvir dizer, "somos os melhores do mundo"
 
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Mas isso é salário médio, não interessa para nada... o que interessa é que os nossos políticos são dos mais bem pagos!
 
O melhor que o Estado pode fazer para incentivar a construção e moderar os preços é simples: sair da frente!
Deixo aqui o testemunho que um amigo meu colocou no Facebook.

Em 2016, a minha filha mais nova acabara de nascer, comprei um pequeno prédio em Lisboa (240m2 de ABC) para fazer uma moradia unifamiliar. Arranjei as melhores arquitetas e os melhores engenheiros de obra (melhores no sentido de serem muito boas arquitetas e muito bons engenheiros, não no sentido tuga de se ‘’mexerem bem’’). Fiz tudo ‘by the book’, que a única que sei e gosto. Poupando-vos a pormenores, a coisa, só do lado da CML, demorou até agora (i) mais de um ano e meio para obter licença de construção (meteu IGESPAR, mas até foram rápidos) (ii) nove meses (!) para obter licença de ocupação de via pública, vulgo meter uma ***** de um contentor na rua para poder tirar o entulho (iii) vamos em um ano para, pós-construção e comunicação prévia de três pequenísssimas alterações sem qualquer impacto, obter a licença de utilização. Seguidamente, se alguma vez vier a obter a licença, ainda vou ter de pedir inspeção à CML para poder beneficiar de um benefício fiscal (fiz esse pedido após a construção estar pronta, mas foi indeferido porque não tenho… licença de utilização).
Ou seja, vou em 3,5 anos, a caminho dos 4, só do lado da CML (ie, sem contar com as coisas sob minha responsabilidade: o projeto de arquitetura, projetos técnicos, especialidades, construção, taxas e taxinhas, etc.).
Para os mais desatentos, não estou a construir um edifício de 50 andares, nem um empreendimento de 100 hectares - se calhar era mais fácil-, estou a reabilitar uma moradia unifamiliar de 240m2, que estava totalmente degradada numa zona nobre de Lisboa.
Oito anos. And counting. Eu a arcar com os custos do financiamento, os cabelos brancos e a certeza de que nunca mais meterei um tostão em qualquer projeto pessoal ou de investimento em Lisboa e muito possivelmente em Portugal.
Não me venham falar das *****s das rendas controladas, **** que os pariu. Aprovem as *****s em tempos minimamente razoáveis e os custos caem a pique. Eu, pelo menos, se soubesse o que sei hoje, venderia esta casa pelo dobro do preço, tamanha é a chatice, a imobilização do pouco dinheiro que tenho e os custos astronómicos de um financiamento que já leva oito anos.

É isto, desculpem o desabafo. Pode ser que um dia se dignem vir a licenciar isto, mas já não sei se acredito. E isto é uma obra/projeto que não teve qualquer problema ou obstáculo por parte da CML, deve ser só o tempo normal para projetos que não têm problemas, imagino.

Por mim, lição aprendida: não fazer projetos em Lisboa/Portugal, se os fizer, vender ao dobro ou a triplo do preço. E tomar calmantes.


este são problemas reais que infelizmente nem o governo resolve nem a oposição pressiona, toda a gente sabe que isto funciona mal. Mas também existem interesses obscuros que querem que tudo fique na mesma.

O teu amigo em bom da verdade só teve esse problema porque quis, toda a gente sabe que para os projectos de imobiliário se mexerem, em todos os sítio, existem certas pessoas e empresas que têm de ser contratadas para as coisas se mexerem. O teu amigo ignorou isso e pagou o preço em cabelos brancos.
 
Bem, Factos.

Tal John, tal James




Em momentos de perturbação e de disrupção, o aumento das margens protege contra a incerteza nos custos, gerando-se um contexto em que as empresas procuram obter o que conseguem, enquanto conseguem. Daí resulta uma dinâmica de aumentos de preços e custos, e de novo aumento de preços, ficando os salários sempre para trás.


James Kenneth Galbraith sobre inflação e controlos de preços.

James Kenneth Galbraith é filho de John Kenneth Galbraith (1908-2006) e continua na grande tradição institucionalista-keynesiana do pai, com enfoque na análise das desigualdades e, mais recentemente, na teoria monetária moderna. Foi, com Stephanie Kelton, o primeiro a defender as propostas de controlo de preços, feitas por Isabella Weber, contra os ataques ignorantes e preconceituosos de que foi alvo.

Em 2008, publicou o livro The Predator State sobre a economia política e a política económica norte-americanas. É, na minha opinião, o seu melhor trabalho. Aí argumenta que o projeto republicano desde Reagan sempre passou pelo uso do Estado para favorecer uma redistribuição de recursos de baixo para cima, usando essa “instituição vaporosa” chamada mercado, ditos livre, como alibi. É assim que se faz no neoliberalismo realmente existente.

Desta forma, e só para dar um exemplo, os significativos cortes nas taxas de imposto dos mais ricos, realizados por Reagan, combinados com aumentos brutais da despesa pública a favor do capitalismo de guerra e securitário, geraram défices orçamentais recorde nos EUA. Estes, por sua vez, geraram um estímulo, que contribuiu decisivamente para a expansão económica. A crise do início dos anos oitenta, de resto causada pelas subidas das taxas de juro decididas por Volcker (nomeado por Carter), foi assim superada – “foi uma forma de keynesianismo conservador, que dissolveu o obstáculo histórico ao keynesianismo: a oposição truculenta dos mais ricos”.

Não há melhor do que isto na economia política e na política económica, sabiamente combinadas.
 
O melhor que o Estado pode fazer para incentivar a construção e moderar os preços é simples: sair da frente!

(...)



nem de propósito, recebi isto agora por email [:D]

dGGU3ZP.png



ai cum crl, então agora para uma pessoa transferir o excesso de electricidade para a rede, tem de abrir actividade para efeitos de IVA??????? [:D][:D][:D]

mas essa gente é completamente anormal??? [:D]

aqui na Irlanda mando electricidade dos meus painéis para a rede, o fornecedor de energia desconta esse valor nas facturas, mas seria impensável alguém sequer falar em abrir actividade de IVA para isto [:)]
 
Calma Jimbo, estes dados são de 2022.
Em 2023 o salário médio líquido na China já nos deve ter passado.

Acho uma piada estar constantemente a ouvir , "ah a China é só mao de obra barata"
O portugues vive numa realidade paralela, deve ser para preservar a auto estima.
Nada como ouvir dizer, "somos os melhores do mundo"

Os tugas vivem a acreditar em chavões. Porque na realidade não querem mudar nada.

Aguardam por um Dom Sebastião e por uma meia dúzia de milagres.
 
Não aparece o Luxemburgo?
Julguei que ao consideravam países/territórios com mais de 1 milhão de habitantes.
Macau ou Liechtenstein também não aparece, mas não pode ser pw a lista contém Guernsey.
De qualquer das formas da para entender onde Portugal se coloca e outra coisa muito importante, a grande diferença entre os EUA e a Europa e EU em geral.
Está diferença tem-se vindo a alargar nas últimas 2 décadas.
A Europa está a ficar cada vez mais pobre em termos relativos.

"The Ukraine war has revived the transatlantic alliance. But the relationship between the US and its European allies is increasingly lopsided. The US economy is now considerably richer and more dynamic than the EU or Britain — and the gap is growing. That will have an impact well beyond relative living standards. Europe’s dependence on the US for technology, energy, capital and military protection is steadily undermining any aspirations the EU might have for “strategic autonomy”. In 2008, the EU and the US economies were roughly the same size. But since the global financial crisis, their economic fortunes have dramatically diverged. As Jeremy Shapiro and Jana Puglierin of the European Council on Foreign Relations point out: “In 2008 the EU’s economy was somewhat larger than America’s: $16.2tn versus $14.7tn. By 2022, the US economy had grown to $25tn, whereas the EU and the UK together had only reached $19.8tn. America’s economy is now nearly one-third bigger. It is more than 50 per cent larger than the EU without the UK.” The aggregate figures are shocking. Underpinning them is a picture of a Europe that has fallen behind — sector by sector."

https://www.ft.com/content/80ace07f-3acb-40cb-9960-8bb4a44fd8d9
d48c25b73c71989fdb4f56e80085c459.jpg
 
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nem de propósito, recebi isto agora por email [:D]

dGGU3ZP.png



ai cum crl, então agora para uma pessoa transferir o excesso de electricidade para a rede, tem de abrir actividade para efeitos de IVA??????? [:D][:D][:D]

mas essa gente é completamente anormal??? [:D]

aqui na Irlanda mando electricidade dos meus painéis para a rede, o fornecedor de energia desconta esse valor nas facturas, mas seria impensável alguém sequer falar em abrir actividade de IVA para isto [:)]

Tanto quanto sei só é necessário abrir atividade se for para ganhar dinheiro com o excedente.
Se for para descontar apenas no que se consumiu a partir da rede, não é preciso, mas se depois de descontar o consumo ainda houver excedente, também não ganhamos nada, vai para a rede gratuitamente. O problema é que o acerto entre o consumido e injetado na rede é feito em periodos de 15 min, o que é ridiculo.
 
Tanto quanto sei só é necessário abrir atividade se for para ganhar dinheiro com o excedente.
Se for para descontar apenas no que se consumiu a partir da rede, não é preciso, mas se depois de descontar o consumo ainda houver excedente, também não ganhamos nada, vai para a rede gratuitamente. O problema é que o acerto entre o consumido e injetado na rede é feito em periodos de 15 min, o que é ridiculo.



até pode ser, mas nessa comunicação a AT diz claramente que "deve apresentar a declaração de início de actividade antes de começar a transmitir o excedente".

ora o excedente está sempre a ser transmitido na grande maioria das vezes, porque as casas não têm acumuladores, por isso basta no momento X não estares a usar toda a electricidade produzida nesse momento pelos páineis, que o excedente vai para a rede.
 
A propósito, por aqui, vão avançar com empreendimentos para a classe média com T1 a partir dos 450 mil [:D][:D][:D] IMG-20230623-WA0000.jpg
 
És pouco realista.
Não meu caro. Não há solução de governo de direita sem o apoio do CHEGA.

Não há milagres que façam subir a IL ou este PSD.

Mas a discussão não é essa. Eu até disse que era inevitável, que me parece que é. O que não invalida de reconhecer os potenciais problemas de governos de extrema direita populistas. A história conta.
Tenho imensa pena que os portugueses não consigam perceber que a solução para os corruptos dos socialistas e a pobreza do país poderá ter a sua maior probabilidade de acontecer com um partido liberal... Até podiam ver os exemplos dos países mais ricos do mundo, mas não... Preferem populismos, ora de socialismo, ora de nacionalismo de extrema.
 
Julguei que ao consideravam países/territórios com mais de 1 milhão de habitantes.
Macau ou Liechtenstein também não aparece, mas não pode ser pw a lista contém Guernsey.
De qualquer das formas da para entender onde Portugal se coloca e outra coisa muito importante, a grande diferença entre os EUA e a Europa e EU em geral.
Está diferença tem-se vindo a alargar nas últimas 2 décadas.
A Europa está a ficar cada vez mais pobre em termos relativos.

"The Ukraine war has revived the transatlantic alliance. But the relationship between the US and its European allies is increasingly lopsided. The US economy is now considerably richer and more dynamic than the EU or Britain — and the gap is growing. That will have an impact well beyond relative living standards. Europe’s dependence on the US for technology, energy, capital and military protection is steadily undermining any aspirations the EU might have for “strategic autonomy”. In 2008, the EU and the US economies were roughly the same size. But since the global financial crisis, their economic fortunes have dramatically diverged. As Jeremy Shapiro and Jana Puglierin of the European Council on Foreign Relations point out: “In 2008 the EU’s economy was somewhat larger than America’s: $16.2tn versus $14.7tn. By 2022, the US economy had grown to $25tn, whereas the EU and the UK together had only reached $19.8tn. America’s economy is now nearly one-third bigger. It is more than 50 per cent larger than the EU without the UK.” The aggregate figures are shocking. Underpinning them is a picture of a Europe that has fallen behind — sector by sector."

https://www.ft.com/content/80ace07f-3acb-40cb-9960-8bb4a44fd8d9

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Nem sempre o jardim do vizinho é o melhor.
 


Nem sempre o jardim do vizinho é o melhor.
Lê o artigo do FT.

4 países da união europeia (população combinada de 50 milhões) melhor colocados numa métrica, em 27 países é bem claro.

A Alemanha o motor econômico europeu está em 23 lugar.
A França a 2 maior Economia da EU em 33 lugar.
Portugal 40 lugar.

Nota, apenas ler as gordas normalmente não dá bom resultado.
 
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