Tópico das Casas

Desculpem la a minha frontalidade mas os preços só baixam se o acesso ao crédito ficar incomportável.
Seja por desemprego ou por juros muito altos.

Isto a curto prazo.

Depois podemos discutir planeamentos a médio e longo prazo para evitar a especulação que temos assistido.
 
Última edição:
Os preços vão continuar a aumentar, não há volta a dar, um t2 alugado a 10 pessoas ainda se arrenda bem por 1500 euros.

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Precisamente.

Há um enorme problema nacional de gestão do território.

a habitação é apenas uma das facetas. Depois tudo o resto apresenta desafios, saúde,.educação, segurança.

É um elefante na sala e ninguem o vê..depois dispara-se contra a gentrificação, o turismo, os vistos gold. Tudo serve.

E não é preciso exemplos extremos como Montalegre. ​​​​

As pessoas em Portugal tem uma enorme dificuldade em mudar dos grandes centros urbanos, das suas "zonas de conforto" mas depois queixam. Deveríamos adoptar mais o espírito americano no que toca a local de habituação. Eu por ex já mudei 3 vezes durante a minha vida adulta e não importaria de mudar mais vezes.
 
Desculpem la a minha frontalidade mas os preços só baixam se o acesso ao crédito ficar incomportável.
Seja por desemprego ou por juros muito altos.

Isto a curto prazo.

Depois podemos discutir planeamentos a médio e longo prazo para evitar a especulação que temos assistido.

Os créditos ja estão incomportáveis para uma grande fatia da população. As pessoas estão a aguentar enquanto podem e muitos estão a adiar o sonho de comprar casa.
 
Deslocalizar era o caminho, mas tem que partir do governo, mas os votos estão em lisboa e porto por isso..

Por exemplo um sitio por onde se poderia começar era deslocalizar universidades, é incomportavel para grande parte das familias meter um aluno a estudar no Porto ou em Lisboa deslocalizar e revitalizar zonas a partir da comunidade estudante.
 
Faz todo sentido até porque as famílias mais carenciadas não tem como custear os estudos em Lisboa e no Porto. Antigamente um quarto para estudantes custava 150 euros, neste momento 400/500 euros, que era o valor que muitos colegas meus recebiam de mesada e dava para o quarto, passe, alimentação e até para os copos. Nos dias de hoje um estudante universitário a estudar em Lisboa precisa de pelo menos de 700/800 euros.
 
Última edição:
Já aqui foi dito que o problema do interior são os empregos.

Por exemplo, Bragança tem o IPB e a escola superior de enfermagem mas depois não há empregos.
Ajuda a cidade pois trazem muita gente mas não há continuidade.
Quando se formam têm de ir embora.

E se não fosse o Estado com os médicos, professores, finanças, segurança social, etc, o interior era praticamente deserto

Só o governo através de incentivos a sério pode mudar o cenário.
 
Faz todo sentido até porque as famílias mais cadenciadas não tem como custear os estudos em Lisboa e no Porto. Antigamente um quarto para estudantes custava 150 euros, neste momento 400/500 euros, que era o valor que muitos colegas meus recebiam de mesada e dava para o quarto, passe, alimentação e até para os copos. Nos dias de hoje um estudante universitário a estudar em Lisboa precisa de pelo menos de 700/800 euros.

As famílias mais carenciadas têm acesso a bolsas de estudo e às residências universitárias públicas, agora se são poucas e insuficientes, isso já é outra história.
​​​​​​Lixados estão a classe trabalhadora que recebe menos, para quem não chegam as bolsas nem lugares nas residências.
 
Já aqui foi dito que o problema do interior são os empregos.

Por exemplo, Bragança tem o IPB e a escola superior de enfermagem mas depois não há empregos.
Ajuda a cidade pois trazem muita gente mas não há continuidade.
Quando se formam têm de ir embora.

E se não fosse o Estado com os médicos, professores, finanças, segurança social, etc, o interior era praticamente deserto

Só o governo através de incentivos a sério pode mudar o cenário.

Podem criar alguns incentivos fiscais para algumas zonas do país como fazem noutros lados. Se por ex baixarem os impostos para empresas que deslocarem para algumas zonas de interior, tenho a certeza que haverá empregos. Mas também tem que haver investimento em infra-estruturas mas já sabemos como é o nosso governo.
 
Existem alguns incentivos mas são poucos . Empregos há alguns, por vezes até para menos ou mesmo não especializados.
O teletrabalho a 100% ajudaria 1 pouco mas é relativo.

Mas tb acho que quanto mais empresas para lá forem, melhor.
Hoteis, turismo, etc.

As capitais de Portugal estão esgotadas, cheias de gente, barulho, confusão, transportes atolados, carros amontoados etc.
 
Há milhares de casas vazias prontas a habitar.
Se os governos deixassem de pôr a pata nos arrendamentos e de tratar os senhorios como bandidos, e criassem um sistema de despejos rápidos para os inquilinos caloteiros, muitas destas casas entravam no mercado.
Votam em esquerdalhas que fornicam o mercado de arrendamento. Está aí o resultado.
 
Há milhares de casas vazias prontas a habitar.
Se os governos deixassem de pôr a pata nos arrendamentos e de tratar os senhorios como bandidos, e criassem um sistema de despejos rápidos para os inquilinos caloteiros, muitas destas casas entravam no mercado.
Votam em esquerdalhas que fornicam o mercado de arrendamento. Está aí o resultado.

Talvez...mas...eu acho é que " ninguém " gosta do interior...mesmo sem meter ao barulho a questão do emprego.
 
As pessoas vão para onde há emprego. Se houver emprego razoavelmente pago, existe sempre quem vá para lá.

Razoavelmente pago... pois.

Mas sim, é vdd o que dizes só que mesmo que fosse igualdade de circunstâncias, a maioria continua a preferir o litoral, as capitais, porque querem mts cinemas, centros comerciais etc etc e todas essas coisas , que, tb há no interior, mas felizmente mt menos quantidade.

Vai ser sempre uma luta desigual, e se fores a ver , e como és do interior não sei se ouves mt isto, mas aqui a malta do litoral diz muitas vezes " Quê? Interior? lá não há nada....." é conversa mt típica.
Enfim.
 
Há milhares de casas vazias prontas a habitar.
Se os governos deixassem de pôr a pata nos arrendamentos e de tratar os senhorios como bandidos, e criassem um sistema de despejos rápidos para os inquilinos caloteiros, muitas destas casas entravam no mercado.
Votam em esquerdalhas que fornicam o mercado de arrendamento. Está aí o resultado.

Sem dúvida que aí está um problema, por isso haver tantas casas vazias que os donos simplesmente nem querem rentabilizar para evitar problemas.

Mas os nossos governantes não estendem isso, e quando mexem para "corrigir", só piora. :sh)
 
Razoavelmente pago... pois.

Mas sim, é vdd o que dizes só que mesmo que fosse igualdade de circunstâncias, a maioria continua a preferir o litoral, as capitais, porque querem mts cinemas, centros comerciais etc etc e todas essas coisas , que, tb há no interior, mas felizmente mt menos quantidade.

Vai ser sempre uma luta desigual, e se fores a ver , e como és do interior não sei se ouves mt isto, mas aqui a malta do litoral diz muitas vezes " Quê? Interior? lá não há nada....." é conversa mt típica.
Enfim.

Só quem não conhece o interior, ou quem não conhece as famílias mais jovens do interior, pode dizer uma coisa dessas...
na volta, muita gente que diz isso até frequenta menos os cinemas, os museus, na volta até os centros comerciais, que muitas famílias do interior.
 
Razoavelmente pago... pois.

Mas sim, é vdd o que dizes só que mesmo que fosse igualdade de circunstâncias, a maioria continua a preferir o litoral, as capitais, porque querem mts cinemas, centros comerciais etc etc e todas essas coisas , que, tb há no interior, mas felizmente mt menos quantidade.

Vai ser sempre uma luta desigual, e se fores a ver , e como és do interior não sei se ouves mt isto, mas aqui a malta do litoral diz muitas vezes " Quê? Interior? lá não há nada....." é conversa mt típica.
Enfim.

O interior não precisa de malta do litoral. Basta reter os filhos da terra, que acabam por ser forçados a procurar emprego noutras paragens.
 
Ainda ontem estava a pensar nesse primeiro ponto e tenho de concordar. Comparar a construção atual com todas as suas exigências de eficiência energética e térmica com o que se fazia há 20, 30, 40...anos atrás, não tem nada a ver, e hoje em dia basicamente para o cumprimento dessas exigências fica tudo substancialmente mais caro e moroso de construir.
adicionalmente a isso, temos o aumento do custo da mão de obra e a escassez da mesma para executar.

O segundo ponto, é verdade que o estado deveria construir mais habitação, mas isso não vai resolver o problema dos preços devido à falta de mão de obra, seriam apenas mais uns a competir.

Eu tenho a convicção que a solução deverá passar por construção alternativa que permita reduzir drasticamente a mão de obra, o problema é que o custo do material nessas soluções não pode ser muito mais elevado que a construção tradicional, senão nada feito, e essa é sem dúvida uma dificuldade acrescida.

Seja através de módulos, contentores, painéis, sistemas ou impressão 3D, qualquer uma delas pode ser viável, mas também é preciso mudar mentalidades das pessoas.

Como já disseram, tentar descentralizar população para se distribuir pelo território deveria ser uma prioridade, porque o que vemos é que neste momento as AM de Lisboa e Porto estão sobre grande pressão enquanto que no interior se passa o contrário.

Outra alternativa que até se poderia revelar eficaz mas nada ortodoxa e muito criticável sob o ponto de vista dos direitos humanos, seria construir em "modo Ásia ou África", trazer contentores de trabalhadores a baixo custo em regime "cama quente" para a construção civil.

Essa questão da mão obra também tem tambem a ver com a gestão das obras.

Planeamento continua muito limitado
excepção é em indústria...
​​​​​
Como é que os espanhóis constroem habitação ao mesmo preço que cá em PT - preço construção n é preço de venda - pagando obrigatoriamente melhores salários.

Os licenciamentos demoraram, mas tb há obras que n deviam passar dos 10/12 meses que se arrastam para o dobro.
 
Só quem não conhece o interior, ou quem não conhece as famílias mais jovens do interior, pode dizer uma coisa dessas...
na volta, muita gente que diz isso até frequenta menos os cinemas, os museus, na volta até os centros comerciais, que muitas famílias do interior.

Ah mas não tenhas dúvidas.

Quando pergunto " mas o que conheces do interior? " , a resposta anda sempre em torno de " fui lá 1x numa visita de estudo " ou " conheço a Serra da Estrela " .......

É pa veres o calibre, lol.

Da mesma forma que antigamente havia malta que não conhecia outra realidade que não as aldeias próximas, por serem...outros tempos , difíceis, hoje temos malta que tb pouco sai da sua cidade, não por falta de dinheiro mas por tacanhez.

Ou no habitual pêndulo Bairro-Algarve-Bairro-1x por ano à Serra.
 
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