Tópico das Casas

Essa questão da mão obra também tem tambem a ver com a gestão das obras.

Planeamento continua muito limitado
excepção é em indústria...
​​​​​
Como é que os espanhóis constroem habitação ao mesmo preço que cá em PT - preço construção n é preço de venda - pagando obrigatoriamente melhores salários.

Os licenciamentos demoraram, mas tb há obras que n deviam passar dos 10/12 meses que se arrastam para o dobro.

Sem dúvida que o planeamento na construção é muito deficiente. As empresas de construção acabam por cobrar margens maiores para colmatar essa falta de planeamento. Isso também encarece a construção.
 
Necessariamente primeiro terão de ir as pessoas e só depois serão criadas as infraestruturas.

Por exemplo, Vila Real atualmente tem 2 hospitais privados mas é muito recente.

A tendência será para ter cada vez mais serviços mas estará sempre dependente de existirem pessoas que os viabilizem.

Mas não tenho grandes dúvidas que se o Governo criasse um pacote de incentivos competitivo iria levar muitas pessoas para o interior.
 
Sem dúvida que o planeamento na construção é muito deficiente. As empresas de construção acabam por cobrar margens maiores para colmatar essa falta de planeamento. Isso também encarece a construção.

Em Portugal ninguém quer pagar por planeamento e projeto, depois claro, gasta-se tempo durante a obra para
"tapar buracos", os prazos dilatam e o custo fica mais caro.

Mesmo os materiais de construção cá por Portugal são muitas vezes mais caros que em Espanha.
Ainda há tempos fui a um armazém perto da fronteira para ver materiais, vi os preços +/- alinhados, talvez com ligeira vantagem para os "nuestros hermanos", mesmo assim perguntei pelo valor do IVA, ao qual me diz que já estava incluído no preço, coisa que por cá quase nunca acontece...
Ou seja, só aí, assim por alto são cerca de 25% a menos em algumas coisas.
 
Necessariamente primeiro terão de ir as pessoas e só depois serão criadas as infraestruturas.

Por exemplo, Vila Real atualmente tem 2 hospitais privados mas é muito recente.

A tendência será para ter cada vez mais serviços mas estará sempre dependente de existirem pessoas que os viabilizem.

Mas não tenho grandes dúvidas que se o Governo criasse um pacote de incentivos competitivo iria levar muitas pessoas para o interior.

Só tem de levar as empresas. O resto vai por arrasto.
 
Necessariamente primeiro terão de ir as pessoas e só depois serão criadas as infraestruturas.

Por exemplo, Vila Real atualmente tem 2 hospitais privados mas é muito recente.

A tendência será para ter cada vez mais serviços mas estará sempre dependente de existirem pessoas que os viabilizem.

Mas não tenho grandes dúvidas que se o Governo criasse um pacote de incentivos competitivo iria levar muitas pessoas para o interior.

Olhando assim por alto, diria que neste momento a grande maioria dos Municípios do interior, pelo menos na região norte, têm melhores infraestruturas que muitos do litoral.
o problema neste momento é falta de pessoas para os utilizar, mas de um modo geral há hospitais, farmácias, escolas minimamente com boas condições, estradas de boa qualidade na maioria dos casos, e em alguns municípios que souberam utilizar o dinheiro (ou já não tinham mais onde o gastar) em outros espaços da cultura: museus, bibliotecas, piscinas, parques...
Em comparação com municípios mais das áreas metropolitanas onde pouco se fez nos últimos anos é uma diferença bastante grande. Então na área da saúde, zonas como Lisboa, por exemplo, até podem ter muito pessoal, mas há condições de trabalho miseráveis que já deviam ter sido resolvidas há muito tempo.
Isto pelo menos para quem não está na bolha das escolas privadas, hospitais privados,etc.

​​​​​​
 
Em Portugal ninguém quer pagar por planeamento e projeto, depois claro, gasta-se tempo durante a obra para
"tapar buracos", os prazos dilatam e o custo fica mais caro.

Mesmo os materiais de construção cá por Portugal são muitas vezes mais caros que em Espanha.
Ainda há tempos fui a um armazém perto da fronteira para ver materiais, vi os preços +/- alinhados, talvez com ligeira vantagem para os "nuestros hermanos", mesmo assim perguntei pelo valor do IVA, ao qual me diz que já estava incluído no preço, coisa que por cá quase nunca acontece...
Ou seja, só aí, assim por alto são cerca de 25% a menos em algumas coisas.

Nisso dos materiais trabalhasse com descontos "secretos", e IVA em cima.

Nem que seja para dizer que o material custa X.
O ferro nos últimos tempos foi uma subida ao céu nos preços de tabela e pouco ou nenhum desconto, depois têm vindo a aumentar o desconto mensalmente e pouco ou nada muda nas tabelas.
Há aí materiais a custarem facilmente o dobro em PT que em Espanha.
Não entendo sequer como certas obras grandes se abastecem por cá quer preço quer disponibilidade - houve uns hotéis em Lisboa de espanhóis, com planeamento feito lá, que só o indispensável foi fornecimento local.
 
Na questão das infraestructuras devo dizer que nunca morei no interior, mas viajo para lá pelo menos 30 ou 40x por ano, claro, para as mais variadas zonas, embora trás os montes seja mais raro, infelizmente.

E portanto não deixa de ser opinião de turista. Mas vejo cidades e vilas mt bem cuidadas e com escolas grandes, serviços bons, etc, mas tb porque como há menos densidade populacional, tudo parece menos esgotado e degradado.

Até já tenho Castelo Branco debaixo de olho, enquanto distrito, para talvez 1 dia comprar lá 1 espeluncazita. Zona baratinha até.
 
Olhando assim por alto, diria que neste momento a grande maioria dos Municípios do interior, pelo menos na região norte, têm melhores infraestruturas que muitos do litoral.
o problema neste momento é falta de pessoas para os utilizar, mas de um modo geral há hospitais, farmácias, escolas minimamente com boas condições, estradas de boa qualidade na maioria dos casos, e em alguns municípios que souberam utilizar o dinheiro (ou já não tinham mais onde o gastar) em outros espaços da cultura: museus, bibliotecas, piscinas, parques...
Em comparação com municípios mais das áreas metropolitanas onde pouco se fez nos últimos anos é uma diferença bastante grande. Então na área da saúde, zonas como Lisboa, por exemplo, até podem ter muito pessoal, mas há condições de trabalho miseráveis que já deviam ter sido resolvidas há muito tempo.
Isto pelo menos para quem não está na bolha das escolas privadas, hospitais privados,etc.

​​​​​​

As condições de trabalho são quase sempre melhor no interior devido ao que dizes (menos densidade populacional logo menos stress, esgotamento dos serviços etc).

Normalmente o problema está do lado da oferta privada pois como não há pessoas suficientes para rentabilizar não há o serviço.

No público, serviços mais específicos também não costuma haver e as pessoas são obrigadas a deslocar-se ao grande centro urbano mais próximo (determinadas consultas de especialidade, cirurgias,etc).

No fim vai depender muito do que a pessoa valoriza, quem for uma pessoa que goste de experimentar restaurantes, ir ao cinema, teatro, ver espetáculos de dança, exposições, etc prefere viver no Porto do que em Vila Real ou Bragança.

Quem quiser uma vida mais calma, sem trânsito, filas nos diferentes serviços, gostar mais de campo, montanha, ou pelo menos estar rodeada por, ficar mais por casa ou conviver com amigos mas não sentir aquela necessidade de ir aos spots da moda, certamente preferirá uma cidade mais pequena.

Se bem que para mim o ideal seria viver durante a semana num local mais pequeno e ao fim de semana estar no Porto.

Outro contra das cidades mais pequenas para quem tem filhos é a oferta universitária que obriga muitas vezes a ter que ir para cidades maiores.

Obviamente que tudo isto se vai refletir no preço das casas.
 
Este tipo de negócio com esta rentabilidade há cá?
Custo 55k
Renda - 1000€

22%, brutos, por ano? Acho muito estranho ...

O próprio preço, na casa dos 300 mil BRL parece-me tanga (ainda para mais no centro de São Paulo). Cuidado com esquemas!
De qualquer forma é ver imóveis da mesma tipologia na zona e comparar.

Tenho conhecidos no interior do estado, e as rentabilidades mais interessantes são com espaços comerciais. Mas pode ser uma coisa local que não se aplica a outros lados.
Mas de qualquer forma os imóveis não são "dados" e com rentabilidades brutas/ano, muito abaixo do anúncio do teu post.
 
Última edição:
Há milhares de casas vazias prontas a habitar.
Se os governos deixassem de pôr a pata nos arrendamentos e de tratar os senhorios como bandidos, e criassem um sistema de despejos rápidos para os inquilinos caloteiros, muitas destas casas entravam no mercado.
Votam em esquerdalhas que fornicam o mercado de arrendamento. Está aí o resultado.

Não me parece que isso seja sequer próximo de da realidade.
Não é a parte de que não existam casas vazias, mas a parte de que com um lei diferente dos arrendamentos, estas pessoas meteriam as suas casas no mercado (muitas casas) que fariam baixar muito o preço das rendas, incluindo a destas novas casas que não estão no mercado com os valores de rendas pornográficos, mas que estariam com valores de rendas baixos...
Estás a ver o contra-senso?

Na minha opinião só há 2 factores que iram baixar o preço das casas e das rendas a médio prazo (a curto é impossível).

Pressão externa
- Controlo da imigração / corte total de esquemas para estrangeiros (vistos gold, nómadas digitais...)

Pressão interna
- Desemprego/juros (que por si só controlava também a imigração)

A longo prazo já se poderia fazer imensa coisas e não é preciso inventar porque está tudo inventado (recuso a ideia dos contentores).
 

Tenho pena dos vizinhos.

Isto é proibido como é óbvio, a menos que aquilo tenha licença de hostel.

Este é outro dos factores a pressionar as rendas.
Os tugas perceberam que podem colocar rendas ainda mais pornográficas que as pornográficas que já existiam, porque os emigrantes não se importam de viver 30 dentro de um apartamento. Então, tudo à volta daquele apartamento naturalmente sobre de preço, seja para um casal tuga ou para 30 paquistaneses.
 
O problema é que o CH baixo (e irreal) distorceu a percepção do que era barato ou caro. Se as pessoas podiam comprar um imóvel com uma prestação de 500 euros/mês, uma renda de 400euros já era cara. Naturalmente as pessoas pensavam: "pago mais um pouco e fico com o imóvel".

E isso acabou por balizar na cabeça de muita gente o que são valores toleráveis ou não para uma renda.

O problema é que uma renda de 600 euros, dá 7200 euros/ano. Isso são 3,6% brutos, num imóvel que tenha custado 200k (já com IMT, etc).
Se for um imóvel que precise de obras, que como já referiram estão caras como o crlh (ver o preço dum roupeiro!, ou de contratar um pintor), e o caldo está entornado.

As contas não batem certo, e por isso é que o pessoal não arrenda ... ou se arrendam é na candonga ou a encher o imóvel de gente (o que eu discordo).
 
Isto (habitação) é como outros problemas complexos, como a educação, a corrupção, a justiça, a saúde, o envelhecimento, etc.

O problema é muito complicado e exige medidas que vão irritar alguns grupos (eleitores), ou vão contra interesses instalados.

Então o mais fácil é ir empurrando com a barriga. Só que o tempo passa e em algum momento o problema será gigante e não terá qualquer solução rápida ou fácil (por muito que depois os populistas vendam essa ideia). E aí, quando o caos está instalado é que começa a cair a ficha e anda tudo "oh tio, oh tio".

Vamos ver se daqui há 15-20 anos não teremos um problema enorme com cuidados de saúde duma população envelhecida? O SNS não terá qualquer hipótese se continuar a afundar ao ritmo actual. O que eu quero dizer é que há "desastres anunciados", só que o tempo passa e o mais fácil e deixar andar (e uma franja da CS e de eleitores têm muita culpa nisso).

No fundo é o que vai-se dizendo muitas vezes no tópico da crise: rampa inclinada, medidas populistas, falta de reformas (feitas por quem sabe e não por boys) ... tudo isso desagua numa situação que é como assistir a um acidente em câmara lenta.
 
Última edição:
Isto (habitação) é como outros problemas complexos, como a educação, a corrupção, a justiça, a saúde, o envelhecimento, etc.

O problema é muito complicado e exige medidas que vão irritar alguns grupos (eleitores), ou vão contra interesses instalados.

Então o mais fácil é ir empurrando com a barriga. Só que o tempo passa e em algum momento o problema será gigante e não terá qualquer solução rápida ou fácil (por muito que depois os populistas vendam essa ideia). E aí, quando o caos está instalado é que começa a cair a ficha e anda tudo "oh tio, oh tio".

Vamos ver se daqui há 15-20 anos não teremos um problema enorme com cuidados de saúde duma população envelhecida? O SNS não terá qualquer hipótese se continuar a afundar ao ritmo actual. O que eu quero dizer é que há "desastres anunciados", só que o tempo passa e o mais fácil e deixar andar (e uma franja da CS e de eleitores têm muita culpa nisso).

No fundo é o que vai-se dizendo muitas vezes no tópico da crise: rampa inclinada, medidas populistas, falta de reformas (feitas por quem sabe e não por boys) ... tudo isso desagua numa situação que é como assistir a um acidente em câmara lenta.

apr:)apr:)apr:)apr:)apr:)apr:)apr:)

E ninguém empurra tanto com a barriga como o grande líder poucochinho.
 
Voltar
Superior