Eu sei que há que separar o caos do SNS dos ultimos anos e de agora, como os problemas de fundo que sempre teve , mas, continuas a achar mal que as pessoas pouco urgentes vão directas ao hospital ne?
É um problema que sempre se falou mas que teima em não melhorar. Eu não quero taxas gigantes para pulseiras verdes sobretudo quando a oferta de CActus/centros de saude é fraca ou as equipas têm pouco pessoal.
Mas por ex no Amadora Sintra houve um record, há uns dias, de 880 atendimentos em 24h, mas desses 880 só 70 ou 80 é que tinham sido encaminhados via SNS24....
Ora mesmo que a linha de saude 24 não seja perfeita, evita que muita gente lá vá, porque efectivamente não precisa, como depois se confirma em boa parte das pulseiras verdes.
Por muitos hospitais que haja, se for sempre assim, vai ser dificil. Não obstante do caos acentuado que o SNS está agora, obvio. São coisas distintas mas que teimam em se relacionar.
Claro que sim, mas a decisão não pode ser de uma diretora de um serviço de urgência, tem de ser de um governo e estar legislado.
Com o quadro atual, é muito difícil recusar a observação de alguém que chega, inscreve-se no SU e é triado.
A linha saúde 24 é outro cancro, por vezes mandam ir ao hospital por coisas sem importância nenhuma. Isto ninguém me contou, já vi se calhar centenas de vezes. Se calhar porque o protocolo manda que se tente agendar consulta no centro de saúde, como só aparece daí a 3 meses, se calhar a seguir manda enviar ao SU.
Os governos desde há 20 anos, ou por desconhecimento, ou por má fé, continuam a ignorar o problema da falta de recursos, acham que tudo se resolveria abrindo uma faculdade de medicina em cada universidade de vão de escada, neste momento somos uma espécie de Cuba da europa em termos de exportação de médicos.
Isto está-se a desmoronar tudo e gajos como o Pizarro continuam a ir à TV a dizer que tudo está um espetáculo, ou que pontos de vista são vista de pontos, como a nova sumidade em gestão de saúde em Portugal, o Xico Goiana da Silva, que com 30 e poucos anos já está na Direção Executiva do SNS, com um curso de medicina e sem nunca na vida ter feito uma urgência nem visto um doente com médico.
A dizer que com as ULS 2.0 é que vai ser.
É apenas deprimente.