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Radares da Câmara ignoram vias de grande sinistralidade
A Câmara de Lisboa colocou radares de controlo de velocidade em vias com perfil de auto-estrada onde os acidentes são raros e ignorou artérias de grande sinistralidade.
Radares da Câmara ignoram vias de grande sinistralidade
Luiz Carvalho
Em 2005, a PSP levantou mais de 10 mil autos por excesso de velocidade em Lisboa, no valor de cerca de 13 milhões de euros
A Câmara de Lisboa colocou radares de controlo de velocidade em vias com perfil de auto-estrada onde os acidentes são raros, como a radial de Benfica ou o prolongamento da Av. dos EUA. Em contrapartida ignorou algumas artérias da cidade onde o número de vítimas por acidente é bastante elevado.
A radial de Benfica e o prolongamento da Av. dos EUA, vias projectadas para uma circulação em velocidade – e onde o limite é 80 km/h – registaram em 2005, um acidente, no primeiro caso, e quatro, no segundo. A cada um destes desastres correspondeu um ferido.
Por outro lado, artérias como o eixo norte-sul, onde houve 63 acidentes com vítimas no ano passado, ou a Av. Almirante Reis, onde ocorreram 39 acidentes com vítimas, ou a Av. da República, com 38 acidentes, não foram alvo de qualquer equipamento de segurança rodoviária no projecto da Câmara.
A PSP, que até era a única autoridade a fazer controlo de velocidade em Lisboa, não foi ouvida pela autarquia para a escolha dos locais onde os radares estão a ser instalados. Em 2005, a PSP levantou mais de 10 mil autos por excesso de velocidade em Lisboa, no valor de cerca de 13 milhões de euros.
http://expresso.clix.pt/Actualidade/Interior.aspx?content_id=374805