A Crise Económica da Década de 20

Eu ainda tenho esperança que isso não aconteça à bruta...mas cada vez menos.

A ideia agora se a coisa escalar, não é fazer default, mas sim reclassificar a divida para eterna e a % mais baixa para investidores estrangeiros.

Por exemplo tens 1000$ a 3 anos de divida americana a 3%, passas a ter 1000$ eternamente a 0.5%.

Eu tenho bonds no meu portfolio, fiz questão de evitar os americanos, não toco naquilo por nada, de activo seguro tem pouco, as regras estão a ser rescritas.
 
A ideia agora se a coisa escalar, não é fazer default, mas sim reclassificar a divida para eterna e a % mais baixa para investidores estrangeiros.

Por exemplo tens 1000$ a 3 anos de divida americana a 3%, passas a ter 1000$ eternamente a 0.5%.

Eu tenho bonds no meu portfolio, fiz questão de evitar os americanos, não toco naquilo por nada, de activo seguro tem pouco, as regras estão a ser rescritas.

Se as americanas caírem não vai haver uma contaminação de todas as outras? O pessoal não fica a pensar se isto não vale nada, o que podem valer as de outros países?
 
Se as americanas caírem não vai haver uma contaminação de todas as outras? O pessoal não fica a pensar se isto não vale nada, o que podem valer as de outros países?

Certamente terá efeitos, mas pelo menos tenho mais segurança que nas obrigações que já tenho, de outros países, que o valor de cupão, juro e maturidade será honrando pelo país, independentemente do caos no mercado para quem está a comprar/vender obrigações.

Já a dos Estados Unidos não tenho essa segurança, muito menos enquanto estrangeiro, e já não sou o único a pensar assim, e o Trump já mostrou bem ao que vem, embora muita gente acha que isto são tudo táticas do livro "the art of the deal".
 
Certamente terá efeitos, mas pelo menos tenho mais segurança que nas obrigações que já tenho, de outros países, que o valor de cupão, juro e maturidade será honrando pelo país, independentemente do caos no mercado para quem está a comprar/vender obrigações.

Já a dos Estados Unidos não tenho essa segurança, muito menos enquanto estrangeiro, e já não sou o único a pensar assim, e o Trump já mostrou bem ao que vem, embora muita gente acha que isto são tudo táticas do livro "the art of the deal".

Para os outros países os efeitos serão mais futuros, faz sentido. O problema pode ser uma crise geral. O que se passou com a divida dos países do sul da europa foi um caos, imagino o que seria com uns EUA.
Os estrangeiros serão os primeiros a levar no corpo numa situação destas. Em todo o caso pelo que fui lendo os EUA têm várias substituições de divida este ano, por este caminho o spread que vão pagar será alto, que é o contrário daquele que era o objetivo. Vão manter a divida mas com mais custos futuros.
 
Amigos, a julgar pelos comentários, parece que o "Mister Market" está em ação. Tenham calma, isto não é nada e vai passar.

O mercado desceu? Para quem investe a longo prazo, isto é uma oportunidade para comprar mais. Eu acredito que ainda vai descer mais — e sabem o que vou fazer? Pois claro, comprar ainda mais.

Tenham calma e confiança: existem milhões de pessoas a trabalhar para fazer isto subir.
​não vendam agora ao desbarato
 
Ainda não começaste a sentir em pleno os efeitos do engineered crash, é prematuro dizer algo acerca disto.

Amigos, a julgar pelos comentários, parece que o "Mister Market" está em ação. Tenham calma, isto não é nada e vai passar.

O mercado desceu? Para quem investe a longo prazo, isto é uma oportunidade para comprar mais. Eu acredito que ainda vai descer mais — e sabem o que vou fazer? Pois claro, comprar ainda mais.

Tenham calma e confiança: existem milhões de pessoas a trabalhar para fazer isto subir.
​não vendam agora ao desbarato
 
Ainda não começaste a sentir em pleno os efeitos do engineered crash, é prematuro dizer algo acerca disto.

Prematuro será sempre, pois só temos certeza quando já é tarde demais.
A meu ver, não é grave, no pior dos casos, teremos uma desaceleração económica e mais votalidade .

Mas, claro, esta é apenas a minha opinião.

Naturalmente, tudo isto faz parte de uma tática para travar o crescimento da China, as tarifas impostas por Trump foram um exemplo claro disso. No entanto, essas medidas têm efeitos secundários que, de uma forma ou de outra, não conseguimos prever totalmente. Ainda assim, uma coisa é certa: era necessário fazer alguma coisa.

É preciso também saber interpretar e decifrar as intenções , por vezes, as tarifas aplicadas a certos países podem ter como objetivo principal a dissuasão. Nem tudo é o que parece, está-se a usar o comércio como uma arma. Acredito que, com o tempo, tudo voltará ao normal.

Quanto a Trump, na minha opinião, ou é extremamente estúpido... ou extremamente inteligente...
 
Última edição:
Acerca da (não) criacão de valor, da imigração indiferenciada e do futuro negro que este pais inevitavelmente terá, vale a pena ver esta intervenção.

São 11 minutos de lucidez, objectividade, bom senso, e um silêncio ensurdecedor pela parte dos intervenientes
[;)]

https://www.linkedin.com/posts/francisco-henriques-da-silva-550b6826_imigra%C3%A7%C3%A3o-um-discurso-muito-l%C3%BAcido-sobre-activity-7293325001435316224-gzYO?utm_source=social_share_video_v2&utm_medium=a ndroid_app&rcm=ACoAAANpM5cBA5mtt0a79VK9qry-v_ELnHG8zIE&utm_campaign=whatsapp



Assisti apenas aos primeiros minutos e confesso que não consigo levar a sério discursos populistas. O que falta, muitas vezes, é assumir a realidade com franqueza: Portugal é um país envelhecido, com uma taxa de natalidade extremamente baixa e um futuro comprometido pela ausência de jovens em número suficiente para sustentar a economia e o sistema social.
A questão da imigração deveria ser tratada com mais realismo. Considerando o perfil socioeconómico de Portugal: um país com salários significativamente mais baixos em comparação com o restante da Europa, não é razoável esperar que cidadãos altamente qualificados de países desenvolvidos escolham vir trabalhar aqui por 700 a 1.000 euros mensais.

Assim, os fluxos migratórios mais prováveis serão oriundos de países emergentes, para os quais Portugal ainda pode representar uma oportunidade. Impor uma política migratória restritiva, embora possível, pode levar a um decréscimo ainda maior na imigração. Portugal não é atualmente um destino prioritário no cenário internacional, não somos, digamos, o “destino ideal” para a maioria dos migrantes qualificados.

Ao contrário da França, onde parte da imigração foi estrategicamente motivada por decisões políticas, a emigração portuguesa e para Portugal sempre esteve ligada sobretudo à necessidade. Nesse sentido, pode-se argumentar que quem verdadeiramente beneficiou foram os países que acolheram os emigrantes portugueses: trabalhadores esforçados, resilientes e que contribuíram significativamente para as economias locais possivelmente porque seriam facilmente substituíveis!?

É uma realidade difícil de encarar, mas resta-nos lidar com ela de forma responsável e regulada, com políticas públicas coerentes e adaptadas à nossa posição no contexto europeu e global
 
Última edição:
Assisti apenas aos primeiros minutos e confesso que não consigo levar a sério discursos populistas

Pois, fizeste mal...

Eu li o teu post todo e também não concordei com tudo o que escreveste, (mas li-o todo) nomeadamente isto:

Impor uma política migratória restritiva, embora possível, pode levar a um decréscimo ainda maior na imigração.

E isto:

quem verdadeiramente beneficiou foram os países que acolheram os emigrantes portugueses: trabalhadores esforçados, resilientes e que contribuíram significativamente para as economias locais possivelmente porque seriam facilmente substituíveis!?

Sintese:

No geral toda a emigração existe por necessidade do sujeito, seja ela diferenciada ou indiferenciada, mas o âmbito é outro.

É a criação de valor!

Uma imigração não regulada, não filtrada e não avaliada, não cria valor, destroi a cultura existente, cria tensões sociais, e consome recursos.

Nem é preciso inventar, basta copiar modelos onde funciona
 
Pois, fizeste mal...

Eu li o teu post todo e também não concordei com tudo o que escreveste, (mas li-o todo) nomeadamente isto:



E isto:



Sintese:

No geral toda a emigração existe por necessidade do sujeito, seja ela diferenciada ou indiferenciada, mas o âmbito é outro.

É a criação de valor!

Uma imigração não regulada, não filtrada e não avaliada, não cria valor, destroi a cultura existente, cria tensões sociais, e consome recursos.

Nem é preciso inventar, basta copiar modelos onde funciona


Eu entendi, mas vejo sobre outro ponto de vista. Para mim, dado o nosso perfil, isto é mais um investimento do que propriamente uma imigração.

Acredito sinceramente que, se fôssemos um país mais atrativo, poderíamos agir de outra forma. Mas não o somos, e por isso considero este investimento não apenas inevitável, mas profundamente necessário.

Atualmente, não temos as condições nem o grau de atratividade necessários para criar valor imediato com a imigração. Esse processo exige tempo, estrutura e políticas consistentes. Portugal precisa investir primeiro, para depois colher os resultados.

A imigração, no contexto português atual, não é uma escolha ideológica; é uma necessidade estratégica. Com uma população envelhecida, baixas taxas de natalidade e uma economia dependente de setores como a construção, a agricultura e os serviços, Portugal precisa de pessoas. A imigração, portanto, é uma das poucas ferramentas ao nosso alcance para garantir sustentabilidade demográfica e económica a longo prazo.

Este é um processo exigente, naturalmente acompanhado de desafios e danos colaterais. Nenhuma transformação social ocorre sem algum grau de fricção. No entanto, isso não implica que a cultura nacional seja destruída. Pelo contrário: a cultura portuguesa não desaparece, ela se diversifica, evolui e enriquece com novas influências, como sempre aconteceu ao longo da nossa história.

Na nossa situação, tentar regular a imigração de forma excessiva desde o início pode ser um erro. É essencial permitir que as pessoas se estabeleçam e integrem primeiro, oferecendo o espaço necessário para a adaptação, e só então aplicar mecanismos de avaliação e integração. Sem esse período inicial, não conseguimos garantir inclusão nem gerar valor efetivo.

Não podemos ter tudo, e por isso precisamos adaptar nossas escolhas às realidades e limitações do país. Seria ideal contar com pessoas já preparadas para trabalhar, com todas as condições necessárias, de modo a facilitar a integração e acelerar o aproveitamento das potencialidades da imigração. No entanto, surge a questão: onde estão essas pessoas e por que não escolhem vir para Portugal...

Portugal tem aqui uma oportunidade: transformar a diversidade em vantagem estratégica, em vez de vê-la como uma ameaça. E isso só será possível com uma visão de longo prazo, coragem política e capacidade de adaptação. Somos grandes e vamos conseguir.
 
A imigração, no contexto português atual, não é uma escolha ideológica; é uma necessidade estratégica. Com uma população envelhecida, baixas taxas de natalidade e uma economia dependente de setores como a construção, a agricultura e os serviços, Portugal precisa de pessoas. A imigração, portanto, é uma das poucas ferramentas ao nosso alcance para garantir sustentabilidade demográfica e económica a longo prazo.

O contexto Português não é diferente do Espanhol, Francês ou dos Nórdicos. A Europa importa esmagadoramente mão de obra indiferenciada, para os sectores primários e serviçoes de valor não acrescentado.

É essencial permitir que as pessoas se estabeleçam e integrem primeiro, oferecendo o espaço necessário para a adaptação, e só então aplicar mecanismos de avaliação e integração.

Muito mais do que isto, é essencial filtrar quem entra para perceber se se consegue integrar. Os modelos de integração de sucesso na Europa funcionam exactamente ao contrário do que sugeres.

onde estão essas pessoas e por que não escolhem vir para Portugal...

Exactamente porque não somos grandes nem interessantes

Claramente, não estamos alinhados nesta visão sobre a imigração [;)]
 
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