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Well-known member
um ponto de vista diferente ...
A ministra da Justiça já foi questionada sobre o caso. Rita Alarcão Júdice disse nesta quarta-feira que, no momento da fuga, estavam 17 guardas ao serviço para cerca de 400 reclusos.
Havia greve naquele dia: “São os guardas que estavam escalados de acordo com os serviços mínimos e mais um ou dois além dos serviços mínimos que estavam também presentes”. E, além da greve, 30 guardas estavam de baixa médica.
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Mas José Manuel Fernandes acha que há outro problema central: as 35 horas de trabalho semanal na função pública.
Como é que se organizam os turnos de trabalho com 35 horas semanais, em vez de 40 horas?”.
O comentador na rádio Observador lembra que, se com 40h/semana organizam-se facilmente três turnos diários de 8h cada, com 35h/semana cada turno passou a ter 7h.
E o resto? “Não bate certo. Ou vamos para horas extraordinárias, ou temos de fazer jigajogas com os horários”. José Manuel Fernandes avisa que este assunto, esta lacuna, é uma espécie de “elefante na sala de que nunca se fala”.
O comentador avisa que essa mudança “muito simpática” de 40h para 35h semanais na função pública – recuperada em 2016 – “ajudou muito a desestruturar os serviços públicos”. E hoje essa carga horária é “intocável”.
https://zap.aeiou.pt/fuga-reclusos-analise-688785
Quando aquela figura ridicula que faz de presidente promulgou a lei das 35 horas, foi avisado por toda a oposição do impacto que a lei teria no funcionamento dos serviços públicos, e na rubrica gastos com pessoal.
Defendeu-se dizendo que reverteria a lei se isso acontecesse!
Lembro-me bem que por aqui o assunto encheu páginas de contestação (nomeadamente minhas e do Jimbo) enquanto os fofinhos canhotos defendiam o contrário
Voilá!
Num país onde o mindset geral não prima pela boa performance ou eficiência facilmente se advinhava o caos que temos hoje na generalidade dos serviços publicos....
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