Certo,

no meu entender é uma boa leitura do que se tem passado.
…. e o que achas que vai acontecer daqui para a frente?
Os EUA retiraram os apoios à transição, deixa as alternativas par a par, para quem anda nas voltinhas não há dúvida nenhuma que o elétrico vai ser a alternativa facilmente mesmo assim, para percorrer aquele país enorme vão continuar a vender bem carros a combustão. Com certeza o fim dos incentivos trará recua nos elétricos.
Na Europa, mesmo sem apoios, os VE iriam continuar a fazer a transição, mas a asfixia das marcas, os despedimentos colectivos,… obrigaram a União Europeia a retirar o prazo para acabar com venda de carros a combustão. O fim está talhado na mesma, o interesse do cliente em geral está a esbater-se, esse mercado vivia de carros usados, as empresas compravam, abatiam impostos e depois lá iam para o mercado privado por valores muito mais interessantes e o pessoal andava uma vida inteira a negociar cancros. Agora as empresas estão todas a comprar carros elétricos, há meia dúzia de particulares que ainda conseguem comprar um veículo a gasolina ou gasóleo, que não vão trocar cedo, na globalidade é um mercado interessante, pois tem procura e não terá grande oferta, o que mitiga mais a desvalorização, mas é um mercado que caminha para ser diminuto. O interesse generalizado das pessoas nos VE, passa exactamente por isso, são os carros que aparecem no mercado a bom preço e tem boa fama. E pronto o pessoal vai, os que ficam a dizer que são torradeiras ou máquinas de lavar e que nunca vão ter VE, ou são pessoas com poucos rendimentos que ainda não precisam de carro, ou são pessoas que estão presas a um gosto especial pelo que têm, não estão receptivos à mudança… e ainda são muitos. Diria que talvez uns 10-15% da população.
Simplesmente acho que não chegam para manter uma indústria com boa competitividade e o próprio preço em novo dos carros a combustão vai acabar por escalar.