Crise desde 2011, 2022,... 2099... Até quando?[AVISO Página#2709-Post#81255]

Claro, sou FP em Portugal [:D].

É por isso que acabei de comprar uma casa na Alemanha e tenho lá casa arrendada, há quase um ano.

Um trabalhador do Estado português mal ganha o suficiente para comprar casa em Portugal. Só tenho pena de ter sido FP durante uns anos em vez de sair logo do país e ter voltado a pagar impostos em Portugal.

Parabéns pela compra. Fizeste bem em sair da FP. Também não saías da cepa torta na carreira que tinhas. [:cool:]
 
Sim é verdade, na altura era técnico auxiliar de 2.ª classe e nem depois de completar o ensino superior havia a possibilidade de progressão e os ordenados eram miseráveis.

Isso de entrar para a FP antes de ter o curso é sempre um problema desgraçado. É bem verdade.

Se bem que não acredito muito que tenhas saído da FP. Largar o trabalhinho descansadinho para ir para Alemanha?

Não é impossível. Uma pessoa pode mudar de carreira em qualquer idade.
 
Isso de entrar para a FP antes de ter o curso é sempre um problema desgraçado. É bem verdade.

Se bem que não acredito muito que tenhas saído da FP. Largar o trabalhinho descansadinho para ir para Alemanha?

Não é impossível. Uma pessoa pode mudar de carreira em qualquer idade.

Estamos a falar de 92, a taxa de licenciados na fp era muito baixa e tal como hoje, as cunhas reinavam.

Quem não tinha cunha ficava nos últimos lugares, se conseguisse entrar.

Nos níveis mais baixos não havia "trabalhinho descansadinho", como dizes, tinha de fazer e saber mais do que os chefes (que se resentiam de quem sabia mais do que eles) muitas horas não eram pagas e havia, tal como hoje, um problema de liderança.

Eram sobretudo gente com o 6° e 9° ano, alguns com 12° mas filhos e sobrinhos de famílias com dinheiro que não queriam seguir os negócios da família ou queriam uma reforma no final da vida e uma aparência de normalidade, entravam para o Estado com 35/40 anos para lugares de direcção, sem nunca ter trabalhado um dia na vida.

Não foi nada fácil estudar e trabalhar sem conseguir progredir, ao mesmo tempo que via gente a saltitar do banco de Portugal para o meu ministério e depois para a presidência do Conselho de Ministros ou para outro lado, sem ter habilitações nem para fazer o que eu fazia ou fui fazer lá fora.

O último diretor que tive no estado ainda me disse, quando soube que ia sair, "ainda te vou chumbar se voltares a concorrer para o Estado". Encontrei-o numas férias na Grécia há uns anos eu estava na suite presidencial do hotel e ele tinha acabado de chegar com a prima, com quem tinha casado há uns anos e com os filhos, todos parecidos com o motorista que ele tinha no ministério.
 
O último diretor que tive no estado ainda me disse, quando soube que ia sair, "ainda te vou chumbar se voltares a concorrer para o Estado". Encontrei-o numas férias na Grécia há uns anos eu estava na suite presidencial do hotel e ele tinha acabado de chegar com a prima, com quem tinha casado há uns anos e com os filhos, todos parecidos com o motorista que ele tinha no ministério.

[:D]
Com essa imaginação devias escrever argumentos de novelas para a XIC. [:)]

Felizmente hoje já não há concursos de admissão para a Fp martelados......
 
[:D]
Com essa imaginação devias escrever argumentos de novelas para a XIC. [:)]

Achas mesmo? Epá obrigado por acreditares em mim.


Felizmente hoje já não há concursos de admissão para a Fp martelados......
Tenho alguns amigos do tempo em que trabalhei no estado, com quem falo regularmente que me contam o que se vai passando por lá.

Não vou explicar nada aqui, apesar de já não estar abragido pelo dever de zelo e lealdade, mas, concurso martelados é o que há mais, até o João Bilhim (antigo director do cresap) se queixava disso, que agora está pior.
 
O mérito é uma utopia equivalente ao socialismo.

Sim.

Num mundo profundamente desigual, o mérito é mais um ideal do que uma realidade prática.

Em Portugal, eu nunca chegaria onde cheguei, não tenho pais ricos e só depois de adulto pude prosseguir a minha educação académica.

Enquanto os mais ricos oferecem aos filhos todas as condições para vencer, os mais pobres lutam apenas para ter oportunidades mínimas.

Num país assim, o mérito transforma-se numa utopia (em Portugal o mérito, isto é, o esforço e as capacidades naturais de cada indivíduo, são desdenhadas e afastadas se não existirem as ligações familiares e o apoio financeiro logo no início da vida ativa), bela na teoria, mas ilusória na realidade, tal como o socialismo, que promete igualdade mas raramente a concretiza.

Ambos partem de princípios nobres, mas chocam com as limitações autoimpostas nas sociedades e estruturais, quando os governos promovem uma educação limitada para os filhos dos que sustentam a sociedade.
 
Em Portugal, eu nunca chegaria onde cheguei, não tenho pais ricos e só depois de adulto pude prosseguir a minha educação académica.

O eterno retorno de Nietzsche.

Isso vai acontecer. Uma vez que a tua existência se vai repetir infinitas vezes com infinitas variantes e numa delas serás exactamente essa pessoa. E essa existência vai repetir-se infinitas vezes.
Como a actual em que estamos a falar.

Mas estou desconfiado que na tua existência actual, ficaste em Portugal.[:cool:]
 
O eterno retorno de Nietzsche.

Isso vai acontecer. Uma vez que a tua existência se vai repetir infinitas vezes com infinitas variantes e numa delas serás exactamente essa pessoa. E essa existência vai repetir-se infinitas vezes.
Como a actual em que estamos a falar.
Não acredito na reencarnação. Pelo menos não dessa maneira.

Mas estou desconfiado que na tua existência actual, ficaste em Portugal.[:cool:]

Fiquei.

Desde a semana passada. Para votar.

Terça já tenho viagem marcada.
 
https://visao.pt/opiniao/ponto-de-v...s-e-senhores-trabalhadores-apertem-os-cintos/


Estudos académicos, como os de economistas como Philip Arestis, demonstram que não existe uma relação causal entre o grau de proteção laboral e o nível de emprego. Pelo contrário, observando outros países da União Europeia, verifica-se que aqueles onde os contratos coletivos têm maior peso são, precisamente, os que registam salários e produtividade mais elevados.

Outro argumento falacioso é o de que a flexibilidade gera um aumento automático da produtividade e, consequentemente, dos salários. Na realidade, a evidência aponta no sentido oposto: a elevada rotatividade de trabalhadores gera ineficiência, insegurança e desperdiça o conhecimento acumulado. Além disso, ao longo deste milénio, a produtividade tem crescido a um ritmo muito superior ao dos salários, desfazendo a ideia de que esta bonança chegaria naturalmente aos trabalhadores."
 
Pedro Costa considera resultado do PS em Lisboa um "desastre" e que João Ferreira foi "incomparavelmente melhor" que Leitão nos debates

Socialista afirma que Leitão "dependia apenas de si" para ganhar, mas não atribui responsabilidade exclusivas. Candidatura do PS "não agregou ninguém" e "não foi capaz de apresentar nenhuma ideia".

https://observador.pt/2025/10/13/pe...mparavelmente-melhor-que-leitao-nos-debates/​



eu não gosto particularmente da Leitão, mas ver um dos maiores inúteis do País a criticá-la é impressionante.

é óbvio que o boy está-se já a posicionar para o próximo salto.
 
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