Carros com + de 300.000 Km

Novo estudo testa a quilometragem teórica
A Toyota constrói os carros mais duradouros?

Ciclos de vida curtos e, consequentemente, baixas quilometragens são normais nos veículos atuais. No entanto, numa nova avaliação, uma marca destaca-se pela sua durabilidade especial.

Atualmente, os carros são, na maioria das vezes, apenas companheiros temporários. Após três anos de leasing, são devolvidos e, após dez anos, muitos são exportados. A tecnologia é mais complexa do que há 30 anos, o que não os torna necessariamente mais duradouros. É ainda mais notável que alguns fabricantes continuem a conceber os seus veículos com vista à durabilidade e fiabilidade. Uma análise de dados recente mostra quão grandes são realmente as diferenças e quais as marcas que têm maior longevidade.

Para o estudo, foram avaliadas as quilometragens de mais de 174 milhões de veículos. O objetivo era determinar quais modelos têm maior probabilidade de atingir a marca de 250 000 milhas – cerca de 400 000 quilómetros.

O resultado é claro: em média, apenas cerca de 4,8% de todos os veículos atingem essa distância. No entanto, alguns modelos estão muito acima dessa média. É particularmente notável que as marcas japonesas ocupem quase todos os primeiros lugares.

Toyota lidera com larga vantagem
A Toyota domina o ranking com vários modelos. Em primeiro lugar está o Toyota Sequoia, um SUV grande, com 39,1% de probabilidade de atingir 400 000 quilómetros. Em seguida vêm o 4Runner, o Highlander Hybrid, o Tundra e o Lexus IS.

Os dados provêm de um estudo de longo prazo da empresa de análise iSeeCars. A base foi a quilometragem real e um modelo estatístico que prevê a probabilidade de sobrevivência até determinadas quilometragens. A avaliação refere-se ao mercado norte-americano e tem em conta modelos que foram vendidos em quantidades significativas nesse mercado – muitos dos quais também estão disponíveis na Europa ou são tecnicamente muito semelhantes às variantes correspondentes neste país.

Não é por acaso que a Toyota lidera esta análise. Há décadas que o fabricante aposta em estratégias de desenvolvimento conservadoras, com motores comprovados, materiais robustos e tecnologia testada. Novos componentes só são introduzidos quando se revelam maduros e fiáveis. Esta política de produto consistente compensa a longo prazo.

Por que os modelos dos fabricantes japoneses duram mais
A alta quilometragem dos veículos japoneses também tem razões culturais. Em muitas empresas, aplica-se o princípio do Kaizen – a ideia da melhoria contínua. As fontes de erro são identificadas e eliminadas precocemente, em vez de serem ocultadas por mudanças rápidas de modelo.

A isso se soma uma filosofia técnica clara: confiabilidade antes do ritmo da inovação. Muitos modelos permanecem praticamente inalterados em termos de design ao longo dos anos, o que não só estabiliza a produção, mas também simplifica a manutenção. As peças de reposição permanecem disponíveis, as oficinas conhecem a tecnologia e os problemas iniciais já foram resolvidos há muito tempo.

Além da Toyota, a Lexus, a Honda e a Acura também beneficiam desta filosofia. Todas as quatro marcas estão claramente acima da média na pesquisa. Mesmo o último colocado entre os modelos japoneses de topo, o Acura MDX, ainda atinge uma probabilidade de 9,1% de ultrapassar a marca de 400 000 quilómetros.

Conclusão
Os dados da iSeeCars mostram que os fabricantes japoneses têm uma clara vantagem em termos de durabilidade. A Toyota, em particular, prova que a fiabilidade e a longevidade não são uma coincidência, mas sim o resultado de um trabalho de desenvolvimento consistente. Enquanto muitas marcas apostam em tecnologias cada vez mais complexas, os japoneses beneficiam de conceitos comprovados e de uma filosofia de qualidade clara. Quem pensa a longo prazo, com um Toyota, Honda ou Lexus toma uma decisão que se compensa ao longo de muitos anos.

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Gostava de ver um estudo desses mas feito na Europa, isso são modelos que não me dizem nada.

A história dos 400 mil km, basta ir a qualquer praça de taxis aqui na Madeira e tens DCI por exemplo com o dobro, mas nos estudos provavelmente devem por no fim da tabela.
 
Gostava de ver um estudo desses mas feito na Europa, isso são modelos que não me dizem nada.

A história dos 400 mil km, basta ir a qualquer praça de taxis aqui na Madeira e tens DCI por exemplo com o dobro, mas nos estudos provavelmente devem por no fim da tabela.

Pelo que percebo, um dos factores analisados será por percentagem de unidades vendidas.

Entretanto o Clio Storia do meu irmão acendeu a luz do check-engine aos 398 mil km, depois de uma esfrega, e sem qualquer sintoma de avaria. Está suspensa a aquisição do kit de distribuição e amortecedores, até ao diagnóstico. [:D] Este carro leva 14 anos nas mãos dele, tendo percorrido ~260 mil km desde que o comprou.
 
Pelo que percebo, um dos factores analisados será por percentagem de unidades vendidas.

Entretanto o Clio Storia do meu irmão acendeu a luz do check-engine aos 398 mil km, depois de uma esfrega, e sem qualquer sintoma de avaria. Está suspensa a aquisição do kit de distribuição e amortecedores, até ao diagnóstico. [:D] Este carro leva 14 anos nas mãos dele, tendo percorrido ~260 mil km desde que o comprou.

Ainda é o 1.9d?
 
A poucas semanas de fazer 30 anos, e há 11 anos cá em casa, lá chegou este velho guerreiro aos 300 mil km.

Companheiro de 1001 aventuras, muitas mais mais ainda viveremos em família. Danadinho para o meter em África outra vez. 😎

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