Havia necessidade de uma "guerra" de "guarda-sóis"?

Assim como o começo e fim das épocas balneares não serem por decreto ou calendário, mas sim por meteorologia.

Concordo com tudo o que dizes antes, excepto com esta parte.

Então da forma que o tempo está cada vez mais instável e imprevisível, não haveria planeamento que valesse. Tem de haver datas fixas que permitam antecipar e planear as coisas com a devida antecedência.
 
Concordo com tudo o que dizes antes, excepto com esta parte.

Então da forma que o tempo está cada vez mais instável e imprevisível, não haveria planeamento que valesse. Tem de haver datas fixas que permitam antecipar e planear as coisas com a devida antecedência.

A questão que eu penso que o Silver se refere é as épocas começarem em Março e acabarem em Outubro, por que cada vez há mais bom tempo durante muitos mais meses que só os 3 de verão.

Algo que por exemplo Cascais já faz.
 
eu acho graça que no artigo original os concessionários digam que nunca obrigaram ninguém a sair.... quantas vezes eu completamente por desatenção (porque ia com os putos, e o chapéu, e os baldes e as pás e o crl) não coloquei o chapéu na zona proibida e eles vieram imediatamente mandar vir, e sempre de uma forma pouco educada, prepotente e agressiva.
 
Olhem este exemplo em alvor.

​Isto tem alguma lógica?

30-70, 30% é concessionado e 70% não o pode ser, é o que dizem as regras das concessões Ou seja, tem de se poder colocar chapeus em 70% do areal da praia... Mas existem sítios (e um deles é mesmo o Garrão) em que quase não existe areal à frente da concessão, na maré cheia. se autorizam a colocar ali chapeus, então vamos ter chapeus e toldos juntos uns aos outros e estou mesmo a ver a malta, com a maré a subir e o espaço de areal a diminuir, acabar deitado ao lado das espreguiçadeiras... Mas é o que temos. eu nem sou fã de praia, por isso pouco me afeta.
 
Eu sou mais um dos que até concorda que não sejam colocados chapéus entre a zona de chapéus da concessão e a água.

Uma nota sobre a foto colocada pelo SilverArrow. A contabilidade para a percentagem, para além das linhas vermelhas na vertical, conta como área não utilizada por chapéus do concessionário (os tais 70%) a zona entre os chapéus dos concessionários e o nível máximo atingido pela maré alta (ou preia mar, se quiserem).
 
Supostamente as concessões só podem "ocupar" 30% da área do areal.

Há muito deixar andar, a justificação é sempre a mesma, "sempre foi assim...".

No entanto considero curioso este assunto ter surgido este ano e ser tão falado.
Porquê? O que aconteceu para que se esteja a gastar tanto tempo com algo que está consagrado na lei?

A questão não é o ocupar 30% é o proibir usar os 70% à frente com chapéus...
 
Concordo com tudo o que dizes antes, excepto com esta parte.

Então da forma que o tempo está cada vez mais instável e imprevisível, não haveria planeamento que valesse. Tem de haver datas fixas que permitam antecipar e planear as coisas com a devida antecedência.

Não me expressei talvez.
Tem de haver regras sim. Para organizar e planear. Mas já devia ser profissionalizado para poder haver uma maior çliberdade de gestão.
Porque não tem lógica a época balnear abrir num dia 1 que é uma segunda feiras, quando no fds anterior 30/31 estavam 35º e um sol desgraçado e as praias cheias e nada de nadadores.
Ou a época terminar numa sexta quando ainda há bom tempo e se prevê ainda mais umas semanas de enchentes nas praias.
 
A questão não é o ocupar 30% é o proibir usar os 70% à frente com chapéus...

Mas o que está à frente não é, numa boa parte das praias, equivalente a 70% do areal. para os 70% conta essa zona e conta todo o resto da praia para os lados... E é isso que eu digo, quando bem estruturado e planeado, conseguimos perfeitamente ter esses 70% sem termos chapeus na frente das concessões. Mas existem abusos, não digo que não e deveria ser visto pelas próprias câmaras, praia a praia. Na maioria das praias com pouco areal em frente à concessão, devia manter-se (ou efetivar-se se quiserem) a proibição dos chapeus, desde que sobrem efetivamente 70% do areal da praia para os lados.
 
se eu vedar um terreno só porque sim, e te martelar a cabeça que não podes passar lá porque aquilo é meu ...
passam 21 anos, e o terreno continua vedado..."todos se acreditam que é meu"
no entanto legalmente, é tudo menos meu...

Um dia destes quando tiveres vagar investiga a palavra usucapião [:p]
 
Mas o que está à frente não é, numa boa parte das praias, equivalente a 70% do areal. para os 70% conta essa zona e conta todo o resto da praia para os lados... E é isso que eu digo, quando bem estruturado e planeado, conseguimos perfeitamente ter esses 70% sem termos chapeus na frente das concessões. Mas existem abusos, não digo que não e deveria ser visto pelas próprias câmaras, praia a praia. Na maioria das praias com pouco areal em frente à concessão, devia manter-se (ou efetivar-se se quiserem) a proibição dos chapeus, desde que sobrem efetivamente 70% do areal da praia para os lados.

Basta veres a imagem que mostrei onde estão os 30%-70%...
Claro que para a esquerda da iamgem até perder de vista depois á praia livre.
Mas é absurdo dizer ás pessoas que não querem ficar na concessão que têm de andar centenas de metros na areia porque os privados compraram tudo.
 
Basta veres a imagem que mostrei onde estão os 30%-70%...
Claro que para a esquerda da iamgem até perder de vista depois á praia livre.
Mas é absurdo dizer ás pessoas que não querem ficar na concessão que têm de andar centenas de metros na areia porque os privados compraram tudo.

Mas a culpa de haver não sei quantos concessionários é dos concessionários ou é de quem vendeu o terreno? Não tem de ser quem vende a concessão a ter isso em conta? São os concessionários que são os prejudicados ou que têm de ser prejudicados? Esta situação é saudável para o turismo nacional ou só temos a perder em permitir chapéus em frente às concessões? A bem do turismo de Portugal, é bom que alguém com dois dedos de testa ponha ordem nesta parvoice... Afinal é o turismo que nos equilibra a balança comercial, andar a mexer com isso logo num dos pontos mais fortes do turismo nacional é receita para perdermos receita significativa.
 
Mas a culpa de haver não sei quantos concessionários é dos concessionários ou é de quem vendeu o terreno? Não tem de ser quem vende a concessão a ter isso em conta? São os concessionários que são os prejudicados ou que têm de ser prejudicados? Esta situação é saudável para o turismo nacional ou só temos a perder em permitir chapéus em frente às concessões? A bem do turismo de Portugal, é bom que alguém com dois dedos de testa ponha ordem nesta parvoice... Afinal é o turismo que nos equilibra a balança comercial, andar a mexer com isso logo num dos pontos mais fortes do turismo nacional é receita para perdermos receita significativa.

A culpa foi de quem "vendeu" claro. Mas também é dos concessionários porque é um mundo de muitoooooos compadrios. Não há assim tantos inocentes.

Mas ai está, o que dizia é que devia haver mais regras e atenção e quem tem de o fazer são as autarquias e as capitanias.

Eu não me choca nada que em frente aos toldos não possa haver chapéus, foi uma regra que convivi bem em toda a minha vida. Se bem que me custa em praias que têm areal muito fundo. Porque os chapéus ficam longe de água e fica ali uma área vazia enorme.
Agora bem sei que há praias onde os concessões estão a ser levadas ao extremo e as zonas de chapéus começam a ser poucas.
 
A culpa foi de quem "vendeu" claro. Mas também é dos concessionários porque é um mundo de muitoooooos compadrios. Não há assim tantos inocentes.

Mas ai está, o que dizia é que devia haver mais regras e atenção e quem tem de o fazer são as autarquias e as capitanias.

Eu não me choca nada que em frente aos toldos não possa haver chapéus, foi uma regra que convivi bem em toda a minha vida. Se bem que me custa em praias que têm areal muito fundo. Porque os chapéus ficam longe de água e fica ali uma área vazia enorme.
Agora bem sei que há praias onde os concessões estão a ser levadas ao extremo e as zonas de chapéus começam a ser poucas.

Então cria-se um limite, tipo 20 metros de areal sem chapeus na frente dos concessionários... acho que pode ser suficiente. Ou nessas praias coloca-se sinalização para que haja essa informação.
 
Supostamente as concessões só podem "ocupar" 30% da área do areal.

Há muito deixar andar, a justificação é sempre a mesma, "sempre foi assim...".

No entanto considero curioso este assunto ter surgido este ano e ser tão falado.
Porquê? O que aconteceu para que se esteja a gastar tanto tempo com algo que está consagrado na lei?

Se formos por aí.

Existem concessões onde se faz kite surf.

Ora eu não tenho nada contra eles, acho um desporto porreiro, mas implica terem muito espaço disponível na água para erros e dificuldade com vento e mais algum em terra.

Na prática, quando são muitos, é perigoso estar na água e portanto é como x metros de água ficarem interditos a mais nada.


O que aguenta-se, o problema é que saem facilmente da área concessionada.

Na época alta existem sempre problemas e existem sempre uns dias onde é chamada a polícia marítima.
 
Lembro-me que na praia que frequento, essa proibição de colocar chapéus de sol em frente aos concessionários foi eliminada na altura do Covid, depois do Covid passar mantiveram a permissão.

Não esquecer que lá por não ser permitido colocar chapéus de sol em frente aos concessionários, as pessoas podiam ir para essa zona colocar as toalhas e apanhar sol, a interdição era só mesmo os chapéus de sol, por motivos de visibilidade.
 
Supostamente as concessões só podem "ocupar" 30% da área do areal.

Há muito deixar andar, a justificação é sempre a mesma, "sempre foi assim...".

No entanto considero curioso este assunto ter surgido este ano e ser tão falado.
Porquê? O que aconteceu para que se esteja a gastar tanto tempo com algo que está consagrado na lei?

Alguém da área do direito lembrou-se de estudar sobre isto.

Eu tenho a pergunta oposta, é porque é que isto levou tanto tempo a ser descoberto que esta proibição era uma ilegalidade.

Além disso, o problema aqui é o oposto do que estás a dizer, o problema é que esta regra não está consagrada na lei e andou a ser usada de forma ilegal durante décadas. É mais do que pertinente e isto não é apenas sobre esta situação em específico mas sobre certas regras que existem apenas na cabeça das pessoas mas que na realidade não estão consagradas na lei.

Eu não sou a favor nem sou contra que exista esta proibição porque não sei o que quer que seja sobre o assunto, mas o que sei é que perante a legislação não podem é obrigar as pessoas a cumprir uma lei que não existe. Um dia até pode vir a existir mas hoje não existe.

Simples.

A culpa foi de quem "vendeu" claro. Mas também é dos concessionários porque é um mundo de muitoooooos compadrios. Não há assim tantos inocentes.

Mas ai está, o que dizia é que devia haver mais regras e atenção e quem tem de o fazer são as autarquias e as capitanias.

Eu não me choca nada que em frente aos toldos não possa haver chapéus, foi uma regra que convivi bem em toda a minha vida. Se bem que me custa em praias que têm areal muito fundo. Porque os chapéus ficam longe de água e fica ali uma área vazia enorme.
Agora bem sei que há praias onde os concessões estão a ser levadas ao extremo e as zonas de chapéus começam a ser poucas.



Exactamente, há aqui muita malta que não está a ver esta questão do ponto de vista correcto, a discussão aqui não é se os concessionários devem ou não ter um espaço exclusivo entre os toldos e o mar, mas sim que andou durante décadas a ser usada uma regra que não existia na lei. Quem sabe quantas destas situações existem na nossa sociedade.

Aqui não está em questão se a regra faz ou não sentido. A questão é que a regra não tem sustentação do ponto de vista legal e esteve em vigor durante décadas.

São duas coisas totalmente distintas.
 
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