Havia necessidade de uma "guerra" de "guarda-sóis"?

PeLeve

Well-known member
A Guerra dos Guarda-sóis está ao rubro. Afinal, não era proibido

Durante anos, criou-se a ideia de que quem fosse à praia e não alugasse um guarda-sol ou espreguiçadeira não poderia instalar-se em frente às zonas concessionadas. Aparentemente, nunca houve qualquer lei que o proibisse.

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) confirmou esta segunda-feira, em comunicado, que a imposição de não colocar chapéus de sol em frente às concessões “é um abuso”.

Segundo a APA, não há qualquer proibição de colocar os chapéus à frente das zonas concessionadas nas praias. A agência adiantou que vai ser retirada a sinalética que indica aos banhistas as áreas onde podem colocar as sombrinhas, e que será publicada “uma nota para esclarecer todas as entidades”.

“A área concessionada está delimitada àquele retângulo e nunca poderá ultrapassar 30% da área útil da praia e 50% da frente de mar. Tudo o resto é de uso livre”, reforçou José Pimenta Machado, presidente da APA, na sequência das dúvidas levantadas recentemente sobre o tema.

A polémica teve origem numa notícia publicada pelo Expresso na semana passada, que clarificava que, ao contrário do que muitas pessoas ainda pensam, não há qualquer lei que impeça que se coloque o chapéu de sol em frente às concessões.

Ainda esta segunda-feira, os concessionários das praias pediram clarificação das regras sobre a colocação de chapéus-de-sol particulares na frente das suas concessões.

Em declarações aos jornalistas, André Sousa, concessionário na praia do Garrão, no Algarve, afirmou que a situação resulta de uma falta de consenso e de orientações claras, sublinhando que os operadores têm seguido, até aqui, as indicações constantes na sinalização existente e nos editais de praia.

“A verdade é que parece que nunca houve nenhuma lei, mas nos editais de praia vinha sempre a dizer que era obrigatório cumprir a sinalética em vigor”, afirmou, considerando que os concessionários organizam o espaço, recomendando aos utentes a colocação dos seus chapéus-de-sol fora das áreas de sombra das concessões.

Apesar das críticas do responsável da APA, André Sousa defende que os concessionários não atuaram de forma abusiva. “Eu acho que não foi abuso. Simplesmente acho que todos os concessionários cumpriam com as regras em vigor, em que havia sinalética que era obrigada a colocar”, sustentou.

Segundo o responsável, o problema reside em diferentes interpretações das normas. “O edital de praia também tem as suas próprias regras e agora parece que não há um consenso. Dizem-nos uma coisa, está escrita outra. Nós, concessionários, precisamos de ver isto resolvido para sabermos como proceder”.

Nunca obrigámos ninguém a sair. Sempre recomendámos às pessoas, informando todos os utentes de que a zona de chapéus-de-sol, como indica a sinalética, é daquele lado. Há quem acate, há quem cumpra, há quem não cumpra”, explicou.

O concessionário sublinhou ainda que não compete aos operadores fazer cumprir eventuais restrições porque não são “autoridade nenhuma”. Segundo André Sousa, essa competência é da polícia marítima e “viram-se muitas vezes pessoas a serem autuadas e retiradas da zona e outras não”.

Ainda assim, admite que a eventual permissão generalizada para colocar chapéus-de-sol particulares em frente às concessões poderá ter impacto económico.

“Provavelmente sim, porque o utente que vai pagar para estar numa área concessionada, com direito a espreguiçadeira e chapéu-de-sol, se tiver uma pessoa logo à frente com um chapéu particular, se calhar não vai achar muita piada”, afirmou.

João Carreira é concessionário na Costa de Caparica e rejeitou a ideia de haver “abuso” por parte dos responsáveis das concessões, afirmando que os banhistas nunca foram proibidos de colocar chapéus e os proprietários gerem o espaço para garantir uma ocupação ordenada.

Não há um abuso”, declarou João Carreira, assegurando que os concessionários “não dizem para não meter chapéus na praia” e têm “a área concessionada dividida em duas zonas”, colocando as suas zonas de sombra em 30% da concessão.

À frente ficam os nadadores-salvadores e “o resto dos 70% é zona livre, para o utente levar o seu chapéu”, pormenorizou, argumentando que “não faz sentido estar a desordenar e a criar falta de segurança”.

João Carreira frisou que as zonas estão identificadas com placas homologadas pelas autoridades marítimas, ficando a área para chapéus-de-sol particulares nas laterais da zona de sombras a cargo do concessionário.

O concessionário defendeu ainda assim que “não faz muito sentido” alguém estar numa sombrinha da concessão e outra pessoa meter um chapéu particular ao lado.

Isso não faz muito sentido, porque nós temos a responsabilidade de garantir a segurança da praia, temos a responsabilidade de dar, entre aspas, as nossas casas de banho para serem usadas por toda a gente e não cobramos nada”, diz.

“Portanto, nós damos segurança e apoio a todos os utentes. E, por sua vez, temos estas contrapartidas de explorar 30%”, justificou, apelando ao “bom senso” para não criar problemas onde não existem.
Fonte
 
Isto é apenas ridiculo. Pelo menos para mim é óbvio que isto terá impacto económico, com pessoas que alugavam sombrinhas e chapeus a deixar de alugar porque acabam por não estar na frente da praia e acabam por ter uma série de chapéus à frente. Acho que não tem lógica e vai encher ainda mais as praias de chapeus, que são tão bonitos e fofos...
 
A praia é um espaço público, logo, que existe para benefício de todos.

Temos pena.

É um espaço publico mas tem regras, pelo menos os caes são proibidos.

E pelo que deu na TV as capitanias já foram chamadas em alguns casos e ficaram do lado dos concessionários, por isso é bom que entre o estado se resolva e falem todos a uma voz.
 
A praia é um espaço público, logo, que existe para benefício de todos.

Temos pena.

Concordo. Se querem que as pessoas não metam lá o guarda sol à frente, então que aumentem a área da concessão e paguem pelo espaço. Não faz sentido proibir as pessoas de utilizarem uma área pela qual ninguém pagou.
 
É um espaço publico mas tem regras, pelo menos os caes são proibidos.

E pelo que deu na TV as capitanias já foram chamadas em alguns casos e ficaram do lado dos concessionários, por isso é bom que entre o estado se resolva e falem todos a uma voz.

Onde está a lei que proíbe as pessoas de colocarem os chapéus naquela zona? Pois...
 
Porque só agora "apareceu" a polémica.

A nossa CS sempre a descobrir temas fracturantes e extremamente relevantes para a evolução do país.
 
Porque só agora "apareceu" a polémica.

A nossa CS sempre a descobrir temas fracturantes e extremamente relevantes para a evolução do país.

A polémica apareceu por que o presidente da APA e a ministra falaram no assunto.

Foi preciso chegarmos a 2026 para alguém tocar no assunto e isso é que é estranho para mim, se sempre não existiu nenhuma lei a impedir.
 
A polémica apareceu por que o presidente da APA e a ministra falaram no assunto.

Foi preciso chegarmos a 2026 para alguém tocar no assunto e isso é que é estranho para mim, se sempre não existiu nenhuma lei a impedir.
Curioso, porque quando tirei o meu curso de nadador salvador, há 21 anos, esta proibição era um dado adquirido.
 
Curioso, porque quando tirei o meu curso de nadador salvador, há 21 anos, esta proibição era um dado adquirido.

se eu vedar um terreno só porque sim, e te martelar a cabeça que não podes passar lá porque aquilo é meu ...
passam 21 anos, e o terreno continua vedado..."todos se acreditam que é meu"
no entanto legalmente, é tudo menos meu...
 
Curioso, porque quando tirei o meu curso de nadador salvador, há 21 anos, esta proibição era um dado adquirido.

A proibição sempre foi um dado adquirido ou pelo menos sempre passaram essa ideia.

Agora se sempre não houve lei nenhuma e só agora resolveram falar é que eu acho muito estranho, mas pronto é mais uma polémica para entreter e se calhar não se falar de outras coisas mais incómodas.
 
Tem que haver bom senso.

Para poder haver apoio de praia, nomeadamente nadadores/salvadores, restaurante, caixotes do lixo e casas de banho tem que haver algumas condições nas zonas de chapéus/toldos concessionadas.

Provavelmente ninguém impede uma pessoa que vai com o seu chapéu de utilizar a casa de banho, por isso é razoável que não possa por o chapéu de forma a incomodar quem paga por um toldo/chapéu.

Acho que deve haver regras e flexibilidade. Mas sem regras as praias podem facilmente transformar-se num inferno, com música aos berros, asneiras, pessoal a mandar bolas para todo o lado, lixo e beatas na areia, pessoal a ca@ar na duna, ou mesmo na água, etc.
 
se eu vedar um terreno só porque sim, e te martelar a cabeça que não podes passar lá porque aquilo é meu ...
passam 21 anos, e o terreno continua vedado..."todos se acreditam que é meu"
no entanto legalmente, é tudo menos meu...
Esta informação era prestada por elementos da Marinha Portuguesa, não pelos concessionários.
 
Tem que haver bom senso.

Para poder haver apoio de praia, nomeadamente nadadores/salvadores, restaurante, caixotes do lixo e casas de banho tem que haver algumas condições nas zonas de chapéus/toldos concessionadas.

Provavelmente ninguém impede uma pessoa que vai com o seu chapéu de utilizar a casa de banho, por isso é razoável que não possa por o chapéu de forma a incomodar quem paga por um toldo/chapéu.

Acho que deve haver regras e flexibilidade. Mas sem regras as praias podem facilmente transformar-se num inferno, com música aos berros, asneiras, pessoal a mandar bolas para todo o lado, lixo e beatas na areia, pessoal a ca@ar na duna, ou mesmo na água, etc.
É esta a minha opinião.
 
Também acho que deve haver regras e bom senso.

A verdade é que em muitas praias o bom senso "da venda" do areal já foi embora há muito tempo.
Há praias onde as concessões são enormes e já pouco areal sobra.
E há outras onde o areal até é grande a a concessão fica cá atrás, mas obrigam que dezenas e dezenas de metros fiquem vazios para absolutamente nada.

Outra coisa que se tem vindo a verificar é os concessionários a limitarem cada vez mais a área de acção dos seus nadadores. Em algumas praias, apenas com meia dúzia de metros de bandeiras de zona "vigiada", ilibando-se assim de responsabilidades.

Já há muito que se devia ter pensado numa profissionalização dos nadadores salvadores e de regras concretas.
Assim como o começo e fim das épocas balneares não serem por decreto ou calendário, mas sim por meteorologia.
 
Também acho que deve haver regras e bom senso.

A verdade é que em muitas praias o bom senso "da venda" do areal já foi embora há muito tempo.
Há praias onde as concessões são enormes e já pouco areal sobra.
E há outras onde o areal até é grande a a concessão fica cá atrás, mas obrigam que dezenas e dezenas de metros fiquem vazios para absolutamente nada.

Outra coisa que se tem vindo a verificar é os concessionários a limitarem cada vez mais a área de acção dos seus nadadores. Em algumas praias, apenas com meia dúzia de metros de bandeiras de zona "vigiada", ilibando-se assim de responsabilidades.

Já há muito que se devia ter pensado numa profissionalização dos nadadores salvadores e de regras concretas.
Assim como o começo e fim das épocas balneares não serem por decreto ou calendário, mas sim por meteorologia.
A area de actuação por nadador salvador estava definida, quando fui nadador salvador. Se bem me lembro, eram 50 m.
 
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