01 Jun 2026 · Notícias
FonteA nova Prestação Social Única (PSU) promete simplificar o sistema de apoios sociais em Portugal, reunindo vários subsídios numa única prestação. No entanto, uma das questões que mais tem gerado dúvidas é simples: quem receber este apoio vai ser obrigado a trabalhar?
Prestação Social Única: a resposta não é igual para todos
A medida prevê que os beneficiários em idade ativa e com capacidade para trabalhar tenham de cumprir determinadas condições para manter o apoio. Entre essas obrigações poderão estar a inscrição nos serviços de emprego, a procura ativa de trabalho, a participação em ações de formação profissional ou a realização de atividades socialmente úteis.
Estas atividades poderão ser desenvolvidas em autarquias, instituições sociais ou entidades públicas, com um limite máximo de 15 horas semanais.
Contudo, nem todos os beneficiários estarão abrangidos por estas exigências. Crianças, estudantes, pensionistas, cuidadores informais e pessoas com incapacidade para o trabalho ficam excluídos destas obrigações.
Segundo o Governo, o objetivo passa por promover a integração no mercado de trabalho e evitar situações de dependência prolongada dos apoios sociais. Para facilitar essa transição, os primeiros rendimentos obtidos através de trabalho não deverão implicar uma redução imediata do valor da prestação.
A PSU resulta da agregação de 13 prestações sociais atualmente existentes, procurando simplificar processos, reduzir burocracia e tornar mais eficiente a atribuição dos apoios.
O que muda para os beneficiários?
Na prática, a maioria das pessoas continuará a receber apoio financeiro caso cumpra os critérios de elegibilidade. A principal novidade é que os beneficiários aptos para trabalhar poderão ter de demonstrar uma participação ativa na procura de emprego ou em iniciativas de inserção social e profissional.
Resta agora conhecer todos os detalhes da implementação da medida e perceber qual será o impacto real desta reforma no sistema de proteção social português.
Trabalhar para receber subsídios ? É da mais elementar justiça ! Já devia ter sido feito deste a instituição do RSI.
É triste ver alguns "esquerdotontos" contra esta parte de ter que trabalhar algumas horas por semana para poder receber o subsídio.
O desgraçado que recebe 240 euros por mês e que tem de mostrar as cuecas à Seg. Social para provar o que tem e não tem e que precisa de comer como toda a gente fica a pensar.
Portanto, haver CEOs a ganhar imenso e haver muita corrupção, justifica que se deve receber subsídios sem necessidade de contribuir para a sociedade.
As coisas que se aprendem neste fórum.
3) sim, o impacto de quem recebe RSI ou desemprego e não quer trabalhar é de longe menor que os casos de corrupção, fuga ao fisco, branqueamento de capital e outras coisas que têm reais impactos na economia e futuro do país.
Ganhas um desemprego de 700€ e ainda tens de gastar dinheiro em gasolina para te deslocares para um trabalho de 3h diárias... Achas que é altura de sobrecarregar uma pessoa?
Esta medida não tem nada elementar mas muito de perversa e é pena que não se entenda a sua intenção.
Trabalhar para receber um subsídio é só ridículo.
Começando que todos descontamos para uma segurança social, de forma obrigatória, que é para as eventuais situações de vulnerabilidade, recebermos um cálculo de parte do que descontamos.
Depois as pessoas vulneraveis é que têm de provar que são dignas de receber um subsídio, mas a causa da vulnerabilidade não é tida bem achada.
3h diárias não vão criar riqueza nem produtividade ao país. Antes pelo contrário. Vamos fomentar económicas que não criam uma real riqueza ao país.
3h por dia, mais o tempo de deslocações. É perverso obrigar alguém que já por si está vulnerável, retirar tempo do seu dia que podia ser usado para se formar e criar valor econômico, ou procurar emprego, para alimentar uma medida que não tem real impacto no país ou sentido lógico de existir. E é perverso porque novamente estamos a colocar a pessoa que não tem trabalho a gastar para trabalhar, onde se retira tempo para procurar trabalho - e isto para em muitos casos receber 240€. Isto é uma alucinação completa como se coloca pessoas a fazer part-times com valores bem abaixo do legal.
Para além disto tudo, estamos a fazer um apontar de dedos a pessoas pobres, como se os problemas deste país fossem os RSI, e não a corrupção, o branqueamento de capital, a fuga ao fisco etc. Sim, porque é realmente as pessoas que estão no café que estão a colocar o país assim... Absurdo.
E continuamos a procurar e a alimentar políticos que querem que as atenções sejam guerras entre o povo, e não na sua prestação. Porque temos políticos a viver em Lisboa e a receber subsídios de deslocação, acima dos vários milhares de € dos seus ordenados, mas realmente o que importa é Zé Artur que recebe 240€ e está o dia a beber minis...
Temos um país corrupto, com políticos incapazes que só fomentam a discórdia na população para desviar atenções das suas negociatas, temos uma economia baseada no tipo de serviço que não cria riqueza nem futuro próspero... Estarmos a exigir que quem recebe os 240€ do RSI vá trabalhar 3h por dia, é cair numa armadilha.
Óbvio que não se espera grande lógica num fórum que está claramente virado á direita, onde quem mais apoia estas medidas é também quem mais tem e vive de forma (felizmente) privilegiada. Porque quanto toca a nos estas medidas, temos a tendência de não gostar muito delas.
mas porque é que a esquerda tem esta aversão ao trabalho?
não se percebe....
"O trabalho liberta"
Se existe um trabalho para fazer, porque não se criam os postos de trabalho adequados e se paga por esse trabalho de forma justa?
É preciso criar esta fantasia de que o estado vai obrigar os malandros a trabalhar?
É que a PSU vai agregar todas estas situações/pensões:
São estes os malandros que não trabalham? Vão buscar estas pessoas a meio da noite para as levar para as fábricas?
- Subsídio social de desemprego
- Rendimento social de inserção
Somos governados por psicopatas.....
Ou seja, da lista exposta a questão do trabalho aplica-se a estes dois tipos..
Mas o que é que uma coisa tem a ver com a outra? Que raio de argumento é esse?
Não se pode combater a corrupção, fuga ao fisco e branqueamento de capitais e ao mesmo tempo combater os abusos nos subsídios?
Que horror, a sobrecarga que é trabalhar 3h por dia (ou dois dias por semana). Uma verdadeira escravatura.
Eu tenho mais pena dos que têm que trabalhar 40 horas por semana, a receber 920 €, e a descontar para alguns malandros que não querem trabalhar.