É uma questão matemática pura, de sustentabilidade do sistema.
O problema é que se confunde amiúde, aritmética com matemática.
A sustentabilidade do sistema assenta em três pilares principais e estes sim sustentados na matemática (que não são a bala de prata da SS):
- O país precisa de vencimentos mais elevados para manter a segurança social a funcionar;
- Os governos deveriam deixar de usar os fundos da segurança social para tapar buracos no orçamento se Estado, afinal, o que não falta no estado é gente com formação académica que têm os conhecimentos para criar orçamentos de estado, que funcionam (não dá é para favorecer os amigos);
- Deixarem de nomear gente sem qualificações para gerir o orçamento da segurança social (toda a gente se lembra dos investimentos e desvios brutais do tempo do Passos) que provocaram um buraco enorme nos fundos da segurança social).
Além disso, a segurança social e a economia do país no geral, dependem de um conjunto de políticas sustentadas na economia comprovada pela experiência e pelos diversos economistas internacionais, que estes últimos governos parecem nunca ter ouvido falar.
Ou, o que é mais provável, pretendem fazer o país recuar pelo menos 200 anos ao tempo em que quando se ganhava 5 centimos, já se podia comprar umas sandálias ao filho mais velho de 8 anos, para ele não ir trabalhar descalço.
Afinal tu não tens uma crença ou fé...
"Quando o homem perde a fé, ele não deixa de acreditar em nada, ele passa a acreditar em qualquer coisa."