PeLeve
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O Siluro é um peixe de grandes dimensões, robusto, altamente adaptável a novos meios e praticamente não tem predadores naturais! Em mais uma eventual manifestação da irresponsabilidade humana, terá supostamente sido introduzido no Rio Tejo por pescadores desportivos, tornando-se uma praga que estará a dizimar a fauna nativa e autóctone!
E agora, há solução?
E agora, há solução?
Em 2026, o siluro (Silurus glanis) tem sido foco de intensa atenção na Portugal devido a uma invasão biológica significativa no rio Tejo. Entre 1 e 3 de junho de 2026, foi realizada uma grande operação de controlo junto à barragem de Belver, em Mação, no âmbito do projeto europeu Life Predator.
Os resultados da operação revelaram a gravidade da situação: foram capturados 254 exemplares, totalizando 2,3 toneladas de biomassa. Os investigadores estimam uma densidade de cerca de 300 siluros por quilómetro quadrado na albufeira de Belver, sugerindo que a população total nas albufeiras de Belver, Fratel e no Tejo Internacional pode ultrapassar um milhão de indivíduos adultos.
Pontos-chave sobre o siluro em 2026:
- Impacto Ecológico: A espécie, originária da Europa de Leste, não tem predadores naturais relevantes em Portugal e alimenta-se de espécies nativas ameaçadas, como a enguia-europeia, o sável e a lampreia.
- Ações de Controlo: A operação mobilizou cerca de 70 pessoas, incluindo pescadores profissionais, vigilantes da natureza e técnicos do ICNF. A maior parte dos peixes capturados foi enviada para processamento de biomassa.
- Eventos Recentes: Além da operação no Tejo, um pescador em Tomar capturou em maio de 2026 um raro siluro mandarim com coloração amarelo-dourada.
- Contexto Internacional: Em junho de 2026, foi noticiado na Holanda que um pescador bateu o recorde nacional ao capturar um siluro de 2,49 metros no rio Waal, destacando a tendência de crescimento de exemplares gigantes nesta espécie.
