Mais do que uma geração de contrastes, a Geração Z revela uma lógica coerente: poupar com propósito, consumir com critério e procurar autonomia financeira fora dos caminhos tradicionais.
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A cada nova geração há um artigo encomendado para revelar tendências.
Invariavelmente, no meio da peça "jornalística" que se arroga a clarividência dos novos tempos, encontramos sempre um texto com esta estrutura ou formatação semelhante:
"mesmo que isso implique salários mais baixos ou progressão de carreira mais lenta".
Sugerindo que em cada nova geração, as pessoas estão sempre e cada dia mais dispostas, a regressar à escravatura se isso lhes der qualidade de vida.
Para além do contrasenso óbvio, da regularidade deste tipo de textos, sempre nos mesmos "jornais", que todos os anos sugerem que os jovens ou a geração yxz prefere dormir ao relento pela liberdade de observação das estrelas e estações do ano, o que se constata é que são notoriamente encomendas para moldar os fracos de espírito.
O que vejo é cada vez mais gente, de todas as gerações, a sair do país, agora começam a aparecer portugueses com 40 e poucos anos, com licenciatura, à "procura de trabalho" (ou seja, já com contratos e tudo tratado), estamos a falar de engenheiros, professores, técnicos superiores, médicos e enfermeiros, que se fartaram de esperar que os tugas comecem a pensar antes de votar.
A quantidade de portugueses a chegar é absolutamente incrível, não só aqui como noutros países. Não deve faltar muito e diria que neste ritmo, daqui a 30 anos haverá mais portugueses e descendentes fora de Portugal do que no país.