Não percebi muito bem essa história da DSG....
Aliás não percebi muito bem essa questão das caixas auto...parece as conversas dos turbos dos anos 90 que muitos consideravam uma bomba relógio..
Passadas décadas muitos desses carros estão vivos e com turbo de origem...e andam aí a navegar pelas estradas como uso diário e não como o restaurado de domingo de manhã.
As DSG inicias, agora não me obrigues a ir procurar as referências (0AM...) tiveram/têm os problemas normais na mecatrónica, como todas as outras que referi no post inicial. Em quase todas as outras caixas auto referidas, o problema principal está na mecatrónica que faz a mudança de velocidades na caixa. Umas unidades mecatrónicas são lubrificadas com fluidos muito especiais e que devem ser substituídos a intervalos regulares (não me refiro ao fluido da caixa de velocidades que também deve ser substituído a intervalos regulares, os tais 50-60k km são uma boa imagem).
Depois veio a versão DSG também DQ200 (significa menores binários) com a mecatrónica 0CW... (2014) que melhorou imenso os problemas das iniciais.
As DSG com embraiagem banhada em óleo não sofreu de maiores problemas, e está associada a motores de maior binário.
Pensava que estavas a referir a DSG DQ200 a tal de carter seco, que teve alguns stresses no inicio mas é preciso algum azar pa ter uma utilização que vá de encontro aos seus pontos fracos.
Para o tópico em questão, não me parece relevante.
As outras DSG sempre as tive como fiáveis e resistentes, aliás pensando bem, muito menos chata que um vulgar bimassa de caixa manual que não raras vezes antes dos 200 mil KM já anda a pedir troca...e com preços por vezes bem antipáticos.
Aliás fora das conversor de binário ou CVT eu diria que as DSG são o valor mais seguro, mas...
Não pode haver caixas de velocidade com os carretos a trabalhar em seco... a menos que seja alguma coisa nova com carretos num material compósito qualquer autolubrificante... mas isso desconheço!
Todas as DSG (ou todas as caixas de velocidade) são lubrificadas, sejam de actuação "automática" ou manual. Depois podem ter duplas embraiagens embebidas em óleo ou a seco. Depois os actuadores (ou robotizadas... como se lhes queira chamar) também são lubrificados com outro fluido.
O óleo da caixa (dos carretos) é diferente do fluido da mecatrónica e ambos, por facilidade de manutenção, devem ser substituídos ao mesmo tempo, por volta dos tais 50k km.
Ainda me recordo de um casal meu amigo há uns bons anos... com o seu Peugeot 2008 1.2 Vti e caixa ETG5 (robotizada...). Combinámos um fim-de-semana longo ir dar uma volta até ao Norte, Bragança, etc. mas a 1ª paragem era algures em Arouca, isto a sair da zona de Lisboa.
Eram alguns 6 carros... cada um saía de sua casa e depois nos encontraríamos no restaurante XPTO ali onde tínhamos combinado!
Antes da hora combinada lá começaram a chegar alguns carros... 3, 5... bem, só falta o "António"!
Vai de telefonar ao "António" e atende a "Maria" dele. "Esta mreda parou já duas vezes pelo caminho, diz que está muito calor! Vamos de reboque! Não esperem por nós..."
É claro que não foi a 1ª vez que os meus amigos tiveram este problema com a boa da caixa robotizada com sobreaquecimentos e encostar na berma durante 45 minutos... portanto 2 anos depois compraram uma carrinha Megane com caixa manual e ainda conservam este carro...