E a segurança / estabilidade no trabalho / emprego, vale a pena?

Eu entendo o porquê de abrir tantos tópicos e acho saudável a discussão.

Agora nao gosto de generalizações.

Se reunirmos as informações todas num unico post é fácil ver porque estamos assim.

Primeiro temos 54% da populãção activa que nao terminou o 9º Ano-

Como querem pessoas de 1 país que é Europa, esqueçam existir Portugal, nós estamos na União Europeira) em que na decada de 80 tinha 80% das pessoas com o secundário, competir com o mercado europeu.
É que nem a emigração é em muitos casos possivel devido a nao serem competitivos

Estudos da OCDE dizem que 1 aumento de 1 ano de escolaridade em média aumenta 1,2 a 1,5% o PIB. A media da UE é 12 anos e pico e Portugal tem 8,4 de média senao me engano.

Depois como vi noutro tópico sobre regalias dos funcionarios um empresário dizer que se tivesse os recursos da Google tambem fazia 1 creche.

Amigos isso é o que falta em Portugal empresas lucrativas mas para isso é preciso empregar pessoas especializadas e investir em inovação.

A politica do cliente mercenário (o cliente que procura mais barato) so da resultado ate aparecer 1 concorrente mais barato.

O cliente que se quer fidelizar é aquele que paga qualquer valor desde que o produto esteja disponivel e para isso nao ha duvidas. Há que ser o primeiro a disponibilizar o produto.

E nao sejamos hipócritas nao se pode martelar 1 parede de tijolo com 1 folha de papel ou seja nao e possivel fazer 1 Microsoft, 1 Novabase, 1 google com pessoas sem formação e sem especialização.

Eu farto-me de ver empresas que cresceram de 1 sociedade de 2 ou 3 pessoas e depois as empresas crescem e nao investem em gestores, financeiros, etc.

Tentam gerir a empresa como ela era ha 20 anos......e isto deve-se a q? Falta de formação.......1 empresa quando cresce a sua estrutura tem de mudar.

Isto dava pano para mangas.

Relativamente a segurança do trabalho o problema é que nao fixamos as pessoas em Portugal (as que interessam) porque se as pessoas tivessem conhecimento muitas pessoas nao deixavam certas empresas trabalhar como trabalham.

Empresas do ramo automovel que so sabem o custo de 1 revisao depois de a fazer.
Ainda ontem vi. Encomendar algo de 1 empresa portuguesa (falo de artigos informaticos) demora 4 dias e paga-se 10 euros de portes.

Encomendei a mm coisa de Espanha na sexta de tarde e estavam a bater-me na segunda de manha e adivinhem quanto paguei de portes:

Nao foi 50 euros nao foi 5. CINCO meus amigos
 
O que é segurança no emprego?

Emprego para toda a vida?


Eu ponho a coisa de outra forma ...

Segurança não há, aliás já aqui foi debatido vezes sem conta e defendido até à exaustão, que acomodar-se ou viver na sombra dos aumentos ou progressão por decreto é o pior que existe, torna pouco competitivo o mercado de trabalho e falacioso no que diz respeito ás reais capacidades e competitividade.

Assim o desafio que lanço, é que por exemplo no teu caso e de outros recém formados, pessoas com visão mais futurista e empreendedora em relação aos "cotas", é que individualmente ou associados, criem os seus próprios postos de trabalho.

Lançam as bases de um projecto, e sem "rede de segurança" partem em busca do seu ideal cá em Portugal, criam os seus próprios postos de trabalho e dinamizam, empreendem e mostram a nós "cotas", e a todos os arreigados Velhos do Restelo que a segurança no trabalho, cada um cria a sua.


Com todo o manancial de capacidade e desempenho que por aqui tenho ouvido, penso que no espaço de uma geração, Portugal tirava o pé do chinelo ...


Medicina André !?

Olha que bom, um terreno fértil a julgar pelas inúmeras falhas apontadas ao nosso SNS.

Juntam-se 4 ou 5 e criam um projecto de clinica/consultório, vão a instituições de crédito, apresentam o vosso inflamado discurso e certamente não será dificil convencer que é um projecto empreendedor e com pernas para andar, e assim cada um cria a sua própria segurança / estabilidade no trabalho / emprego e não se tem de preocupar com a segurança proporcionado por outros.

Acho que é exequível

[:cool:]
 
Alguns sabem quais são as minhas ideologias, portanto defendo o trabalho seguro, estável e bem remunerado desde que os trabalhadores cumpram com as suas obrigações. Mas a nivel pessoal, penso que para quem tenha uma formação muito aberta, vulgo as áreas da informática, ciências, saúde, etc, em que facilmente se encontra emprego, é muito melhor estar sujeito a contratos a prazo, conseguindo melhores salários e mudar de empresa por uma questão de enriquecimento de curriculo. Para quem tem menos capacidades, que se "agarrou" a um trabalho e não sabe fazer mais nada, a estabilidade é o melhor. Um trabalhador pode ser flexivel, mas será que o crédito habitação também é flexivel, é que normalmente os créditos nessa área são superiores a 30 anos...
 
Eu ponho a coisa de outra forma ...

Segurança não há, aliás já aqui foi debatido vezes sem conta e defendido até à exaustão, que acomodar-se ou viver na sombra dos aumentos ou progressão por decreto é o pior que existe, torna pouco competitivo o mercado de trabalho e falacioso no que diz respeito ás reais capacidades e competitividade.

Assim o desafio que lanço, é que por exemplo no teu caso e de outros recém formados, pessoas com visão mais futurista e empreendedora em relação aos "cotas", é que individualmente ou associados, criem os seus próprios postos de trabalho.

Lançam as bases de um projecto, e sem "rede de segurança" partem em busca do seu ideal cá em Portugal, criam os seus próprios postos de trabalho e dinamizam, empreendem e mostram a nós "cotas", e a todos os arreigados Velhos do Restelo que a segurança no trabalho, cada um cria a sua.


Com todo o manancial de capacidade e desempenho que por aqui tenho ouvido, penso que no espaço de uma geração, Portugal tirava o pé do chinelo ...


Medicina André !?

Olha que bom, um terreno fértil a julgar pelas inúmeras falhas apontadas ao nosso SNS.

Juntam-se 4 ou 5 e criam um projecto de clinica/consultório, vão a instituições de crédito, apresentam o vosso inflamado discurso e certamente não será dificil convencer que é um projecto empreendedor e com pernas para andar, e assim cada um cria a sua própria segurança / estabilidade no trabalho / emprego e não se tem de preocupar com a segurança proporcionado por outros.

Acho que é exequível

[:cool:]
Realmente quero ver a resposta... [;)]
 
A estabilidade no emprego (principalmente em profissões onde mercado de trabalho está preenchido) é fundamental para um bom desempenho, a crença numa carreira de sucesso e para um projecto de vida.

Em profissões onde anualmente são desferidos profundos golpes que se reflectem em instabilidade, precaridade, e destruição da carreira ou do acesso a ela, ainda por cima utilizando marketing falacioso, mascarando as evidentes carencias em algumas àreas de saber, para dissuadir todos aqueles que querem trabalhar em prol da profissão que escolheram.

Acho que fui explícito... a seguir desenvolvo.
 
A estabilidade no emprego (principalmente em profissões onde mercado de trabalho está preenchido) é fundamental para um bom desempenho, a crença numa carreira de sucesso e para um projecto de vida.

Em profissões onde anualmente são desferidos profundos golpes que se reflectem em instabilidade, precaridade, e destruição da carreira ou do acesso a ela, ainda por cima utilizando marketing falacioso, mascarando as evidentes carencias em algumas àreas de saber, para dissuadir todos aqueles que querem trabalhar em prol da profissão que escolheram.

Acho que fui explícito... a seguir desenvolvo.
Só posso concordar! Aguardo o desenvolvimento! [;)]
 
Só posso concordar! Aguardo o desenvolvimento! [;)]


Milhares de cursos profissionais e CEF sem as pessoas necessárias para os leccionar, porque não foram os horários a concurso.

Horários de oferta de escola, com o limite de 11h semanais, porque não é permitido colocar em oferta de escola os horários completos que existem, precarizando assim as vidas das pessoas que querem trabalhar, e o trabalho até existe.

Ou seja, horários de 22h, completos, completamente fragmentados, e que nestes moldes não interessam a ninguém.
A cereja no topo do bolo é que em vez de os contratos terminarem a 31 de Agosto, terminam com o fim das aulas. Sem férias. Sem subsídio de férias.
 
Milhares de cursos profissionais e CEF sem as pessoas necessárias para os leccionar, porque não foram os horários a concurso.

Horários de oferta de escola, com o limite de 11h semanais, porque não é permitido colocar em oferta de escola os horários completos que existem, precarizando assim as vidas das pessoas que querem trabalhar, e o trabalho até existe.

Ou seja, horários de 22h, completos, completamente fragmentados, e que nestes moldes não interessam a ninguém.
A cereja no topo do bolo é que em vez de os contratos terminarem a 31 de Agosto, terminam com o fim das aulas. Sem férias. Sem subsídio de férias.
Como convém... [8b]

Acho incrível é defender-se este estado de coisas, com o país a precisar, precisamente, da estabilidade para andar em frente!
 
Para completar: Um trabalhador infeliz e angustiado com um futuro de grande instabilidade, não rende o mesmo que um trabalhador feliz e satisfeito com as condições de trabalho que lhe são oferecidas.
 
Para completar: Um trabalhador infeliz e angustiado com um futuro de grande instabilidade, não rende o mesmo que um trabalhador feliz e satisfeito com as condições de trabalho que lhe são oferecidas.
Facto e perfeitamente perceptível!
 
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