Mesmo que tenhas um circuito electrónico capaz de elevar a tensão (que não sei sequer se existe para este tipo de potências, electrónica de potência é extremamente limitada e cara), este só vai elevar a tensão à custa de uma redução da corrente de saída, porque a potência de saída nunca pode ser superior à de entrada. Peço desculpa mas mais uma vez: não há almoços grátis.
Para além disto as baterias de lítio têm limitadores electrónicos, não só à carga total que podem utilizar como à corrente (cada célula de lítio não sai da fábrica sem um microchip embutido para este efeito), porque sem regulação têm o hábito de explodir.
Lamento informar-te, mas estás redondamente errado [

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O que tens no gráfico é basicamente o ciclo de descarga de uma célula.
1º - Qualquer bateria de um EV é composta por centenas de células destas em combinações de série e paralelo.
2º - Não existe nenhum chip limitador de corrente nas baterias. Existe sim é um circuito chamado de BMS usado para aquando da carga garantir que as células ficam balanceadas correctamente (com a mesma tensão). A célula não tem nenhum hábito de explodir. O que existe é um circuito que informa sobre a temperatura desta e com base nesse valor e na tensão, a carga é controlada para evitar que a célula começe a arder.
3º - A bateria não é aplicada directamente ao motor. Tens sim pelo meio um circuito chamado de inversor. E sim, é electrónica de alta potência. Não pensavas que era só baterias ligadas directamente ao motor e carroçaria, pois não? O inversor é basicamente um conversor DC-DC de dois sentidos, responsável por 3 funções essenciais:
1ª - Converter a tensão das baterias para a tensão adequada ao motor. Mesmo que a tensão das baterias diminua, por ter menor carga, este circuito mantém a tensão de saída constante todo o tempo.
2ª - Controlar a corrente entregue ao motor, consoante o quanto carregas no acelerador. Para tal, tipicamente é usado PWM (Pulse Width Modulation). Assim, os transístores por onde passa a corrente para o motor actuam essencialmente como interruptores de alta frequência. Isto tem uma grande vantagem, pois como normalmente são usados transístores MOSFET, estes quando estão ao corte (desligados), tem alta resistência, mas como a corrente que passa é nula, a potência dissipada é nula. Quando estão a conduzir, a resistência é baixíssima, por isso, mesmo com alta corrente a passar por eles, a potência dissipada neles é baixa. Isto garante uma eficiência muito elevada do inversor (na casa dos 90%).
3ª - Converter a tensão vinda do motor, quando estás a travar e a regenerar de volta para a tensão das baterias, permitindo assim aproveitar a travagem regenerativa ou descidas para recarregar as baterias e reaproveitando a energia que no caso dos carros comuns é desperdiçada (não dá para voltar a colocar a gasolina/gasóleo de volta para o depósito).
Por isso, a potência que pode ser dada pelo motor é sempre a mesma, independentemente da carga das baterias. Mesmo que estas tenham menos carga (menos tensão), pede-se mais corrente, para manter a potência constante.