700cvs elétricos vs 700cvs a gasolina

Meia carga não, meio pedal do acelerador...

Então se a potencia é semelhante, não há perdas na transmissão (meter velocidades), e há essa distância?!
 
Dos vídeos que tenho visto o Tesla ganha muito terreno é nos 0-100 ou seja numa partida standstill, de um rolling start a coisa já não parece tão boa
 
Mas há uma explicação para isso. Pelo menos é o que me veio à cabeça.

Lembro-me deste artigo: https://www.carthrottle.com/post/how-do-electric-vehicles-produce-instant-torque/

Aconselho a lerem.

Muito resumidamente, nos EV'S com o aumento da velocidade existe um declínio do torque. Chama-se Back Eletromotive Force.
Mas quanto menor a velocidade mais torque tem disponível. E para além de o ter é instantâneo.

Por outro lado, o motor a combustão é sempre a dar gás.
 
Muito resumidamente, nos EV'S com o aumento da velocidade existe um declínio do torque. Chama-se Back Eletromotive Force.
Mas quanto menor a velocidade mais torque tem disponível. E para além de o ter é instantâneo.
Com todos os carros com o aumento da velocidade há um declínio do binário à roda. Só que num motor a gasolina isto faz-se em degraus através de uma caixa de velocidades, num eléctrico é gradual e progressivo (semelhante a uma CVT).

A diferença no vídeo explica-se facilmente pela diferença de peso. 700cv são 700cv, mas no Lamborghini têm menos 500Kg para puxar.
 
Andei a pesquisar e ao que parece a Tesla anda a anunciar a potência máxima teórica dos motores como a potência efectiva do carro, quando a potência que as baterias conseguem entregar é inferior. Assim sendo este carro não tem 700cv, tem ~500.

Esta malta dos eléctricos e a publicidade enganosa...Lembra-me quando andavam a anunciar os binários absurdos só para fazer correr tinta, quando na verdade anunciavam binário à roda (que é altíssimo em qualquer tipo de carro).
 
Nada de novo.
O eléctrico é bom em arranque e a suster carga a baixa velocidade, mas em médias/altas é o que se vê.
Esses comparativos em arranque dos tesla, quanto a mim, são uma treta. Porque em qualquer situação real (a não ser que seja de semáforo em semáforo), as coisas já não são bem assim. Ainda por cima a voltagem e a entrega de carga das baterias vai baixando com o uso...
 
Em qualquer situação real continuam a precisar de ter um carro com mais de 300-400cvs para acompanhar um Tesla dos 100 aos 250km/h...

Até aos 100 já se viu que quase não há concorrentes, mas daí para a frente continua a acelerar muito mais rápido do que 99% dos carros que vemos na estrada (a tal situação real)
 
E o tesla não tem cx.

Se metessem uma cx que aguentasse aquele binário todo....

Mas a comparação a ser mais justa seria o tesla contra 1 classe s, ou então contra este:

 
Isso não é bem assim [;)] Entre a bateria e o motor existe algo chamado inversor..a voltagem e a corrente entregue ao motor é a sempre a mesma [;)]
Enquanto a bateria tiver sumo para o que o motor pede. Quando deixa de ter, não há almoços grátis.

É um facto que os carros eléctricos perdem performance à medida que a bateria vai descarregando, embora com baterias de lítio isto seja minimizado. Um carro a gasolina tecnicamente até anda mais à medida que o depósito esvazia, porque fica mais leve.
 
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Enquanto a bateria tiver sumo para o que o motor pede. Quando deixa de ter, não há almoços grátis.

É um facto que os carros eléctricos perdem performance à medida que a bateria vai descarregando, embora com baterias de lítio isto seja minimizado. Um carro a gasolina tecnicamente até anda mais à medida que o depósito esvazia, porque fica mais leve.

Estás enganado...enquanto houver carga, a potência entregue é sempre a mesma. Não diminui à medida que a carga diminui. Só quando a carga das baterias for muito baixa e apenas para protecção destas, é que a potência entregue é limitada.
 
Estás enganado...enquanto houver carga, a potência entregue é sempre a mesma. Não diminui à medida que a carga diminui. Só quando a carga das baterias for muito baixa e apenas para protecção destas, é que a potência entregue é limitada.
O que estás a descrever é uma bateria perfeita, coisa que não existe.

Li_Ion_DiscGph.JPG


Não só a tensão da bateria diminui à medida que descarrega, como cai mais conforme mais rápida a descarga (maior a corrente). Volto a dizer: não há almoços grátis.

Mesmo que tenhas um circuito electrónico capaz de elevar a tensão (que não sei sequer se existe para este tipo de potências, electrónica de potência é extremamente limitada e cara), este só vai elevar a tensão à custa de uma redução da corrente de saída, porque a potência de saída nunca pode ser superior à de entrada. Peço desculpa mas mais uma vez: não há almoços grátis.

Para além disto as baterias de lítio têm limitadores electrónicos, não só à carga total que podem utilizar como à corrente (cada célula de lítio não sai da fábrica sem um microchip embutido para este efeito), porque sem regulação têm o hábito de explodir.
 
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Mesmo que tenhas um circuito electrónico capaz de elevar a tensão (que não sei sequer se existe para este tipo de potências, electrónica de potência é extremamente limitada e cara), este só vai elevar a tensão à custa de uma redução da corrente de saída, porque a potência de saída nunca pode ser superior à de entrada. Peço desculpa mas mais uma vez: não há almoços grátis.

Para além disto as baterias de lítio têm limitadores electrónicos, não só à carga total que podem utilizar como à corrente (cada célula de lítio não sai da fábrica sem um microchip embutido para este efeito), porque sem regulação têm o hábito de explodir.

Lamento informar-te, mas estás redondamente errado [;)]

O que tens no gráfico é basicamente o ciclo de descarga de uma célula.

1º - Qualquer bateria de um EV é composta por centenas de células destas em combinações de série e paralelo.
2º - Não existe nenhum chip limitador de corrente nas baterias. Existe sim é um circuito chamado de BMS usado para aquando da carga garantir que as células ficam balanceadas correctamente (com a mesma tensão). A célula não tem nenhum hábito de explodir. O que existe é um circuito que informa sobre a temperatura desta e com base nesse valor e na tensão, a carga é controlada para evitar que a célula começe a arder.
3º - A bateria não é aplicada directamente ao motor. Tens sim pelo meio um circuito chamado de inversor. E sim, é electrónica de alta potência. Não pensavas que era só baterias ligadas directamente ao motor e carroçaria, pois não? O inversor é basicamente um conversor DC-DC de dois sentidos, responsável por 3 funções essenciais:
1ª - Converter a tensão das baterias para a tensão adequada ao motor. Mesmo que a tensão das baterias diminua, por ter menor carga, este circuito mantém a tensão de saída constante todo o tempo.
2ª - Controlar a corrente entregue ao motor, consoante o quanto carregas no acelerador. Para tal, tipicamente é usado PWM (Pulse Width Modulation). Assim, os transístores por onde passa a corrente para o motor actuam essencialmente como interruptores de alta frequência. Isto tem uma grande vantagem, pois como normalmente são usados transístores MOSFET, estes quando estão ao corte (desligados), tem alta resistência, mas como a corrente que passa é nula, a potência dissipada é nula. Quando estão a conduzir, a resistência é baixíssima, por isso, mesmo com alta corrente a passar por eles, a potência dissipada neles é baixa. Isto garante uma eficiência muito elevada do inversor (na casa dos 90%).
3ª - Converter a tensão vinda do motor, quando estás a travar e a regenerar de volta para a tensão das baterias, permitindo assim aproveitar a travagem regenerativa ou descidas para recarregar as baterias e reaproveitando a energia que no caso dos carros comuns é desperdiçada (não dá para voltar a colocar a gasolina/gasóleo de volta para o depósito).

Por isso, a potência que pode ser dada pelo motor é sempre a mesma, independentemente da carga das baterias. Mesmo que estas tenham menos carga (menos tensão), pede-se mais corrente, para manter a potência constante.
 
1) Sim a bateria é composta por muitas células, por isso mesmo se chama bateria, mas o facto de teres muitas juntas não significa que o comportamento delas se altere. Tens 100 células e descarregas a bateria 50%, descarregaste as células todas 50%, baixaste a tensão de cada célula de 4.4 para 3.8, baixaste a tensão da bateria de 440 para 380. O gráfico de descarga mantém-se tal e qual, só que a escala em vez de ir até 4.4V vai até 440 ou algo do género
2) Existe, incluído em cada célula de lítio, de baterias de carro a baterias de telemóvel. As baterias de lítio explodem sim, este problema é conhecido desde que a tecnologia foi desenvolvida, por isso mesmo têm todas lá o dispositivo dentro que corta a corrente para prevenir explosão, chamam-lhe normalmente CID (current ou charge interrupt device)
HZB0501_6.JPG

3) Sim eu sei que tem um circuito controlador, o que estou a dizer é que o facto do circuito modular a tensão entregue ao motor, não significa que seja capaz de a elevar face à tensão de entrada. Normalmente isto não se faz, utiliza-se uma bateria de tensão superior à máxima utilizada pelo motor, e o circuito utiliza essa tensão ou inferior. Elevação de tensão em DC é muito difícil e MUITO cara. Há pequenos circuitos integrados para o efeito no mercado, que para baixas tensões e correntes (por ex 20-30V e 1A) custam centenas de euros, imagino para 400V e centenas de amperes.
4) O que não estás a atingir é que potência é uma propriedade que tem que ser conservada (uma vez que energia tem que ser conservada e potência não é mais que energia por tempo), e potência eléctrica é tensão*corrente. A bateria é capaz de entregar uma certa potência, que diminui com a utilização (a tensão aos terminais baixa e a corrente não pode aumentar, é limitada electronicamente pelos motivos mencionados), o circuito controlador não pode entregar ao motor mais potência do que aquela que a bateria disponibiliza (a tal questão dos almoços grátis [;)]), por isso se a tensão de entrada diminui e a corrente de entrada se mantém (best case scenario, na realidade provavelmente também vai baixar qualquer coisa), para a tensão de saída se manter a corrente de saída tem que diminuir, para elevar a tensão de saída a corrente de saída ainda tem que diminuir mais. Tens 15 de entrada, podes ter 3*5 ou 5*3 ou 7.5*2 de saída, não podes ter 2*8.
 
Continuas a pensar de forma errada!

E sim, existe um circuito, como já te disse, chamado de inversor que faz as conversões de tensão DC-DC entre motor e bateria. Mesmo que a tensão da bateria desça, a tensão entregue ao motor é a mesma. É caro, sim, mas não tão caro quanto pensas, no meio de tudo. Lá pela carga da bateria diminuir a tensão desta, a corrente que esta fornece não diminui. Assim, continuas a achar erradamente que a potência disponibilizada diminui...tal é errado. A energia disponível é que diminui, mais nada.
No caso da tesla, o motor até é AC, de modo que o circuito além de converter para as tensões adequadas, tem de gerar uma corrente AC.

Quanto ao circuito nas baterias, estás a confundir com as típicas células de baterias de telemóveis e computadores, que tem tudo integrado. No caso dos EV, todo esse controlo está no circuito de carga/descarga das baterias e no BMS, sendo que o ponto mais importante é a temperatura das baterias. No caso da Tesla que usa as famosas células 16850 da Panasonic, existe sim o potencial problema de arderem, por isso é que eles tem um controlo de temperatura muito rigoroso, feito com um circuito com liquido que circula entre as células. No caso por exemplo do Leaf, a química é totalmente diferente, sendo que o arrefecimento é apenas passivo. Não é invulgar as células do Leaf chegarem aos 50º de temperatura, por exemplo.
 
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