A Crise Económica da Década de 20

O charme está aí, não foi " Se a UE não faz como eu quero, Portugal segue outro caminho", foi mesmo "Se a UE não faz como eu quero, acaba-se a UE" [:D]

É como ouvir o PM da Grécia ameaçar a UE com o seu fim. É patético.

Há 4 países contra o Eurobonds. A solução tem que ser outra.

Ou então desfaz-se a UE, e nasce outra União, sem cimeiras do sul ou amigos da coesão..

Quem sabe não é mesmo altura disso..

Que 4 países estão contra? Alemanha, Holanda, Finlândia e?
 
A Crise Económica da Década de 20 – Covid 19

A Crise Económica da Década de 20 – Covid 19

Há uma grande diferença entre Portugal e Espanha / Itália: eles têm capacidade de Alimentação.

Vamos ver como as coisas avançam.
Portugal e Espanha não sei, mas a Itália talvez se separe, tal como a Inglaterra está a fazer.

No entanto é cedo para analisar, até porque a Lombardia é a província economicamente mais importante da Itália e não sabemos como vai ficar, pois é lá o grande foco de Corona.

A Itália sair do Euro?

Com dívida pública de 120%?

Tem países mais pobres que não tem problemas, exemplo de Croácia.

Relembro que Portugal sofreu 2 falências em 77 e 83, também devido a choques externos. Sem euro ou UE. Portanto eles não são papões. Gastar acima das possibilidades é que nunca foi possível, nem a jogar
Ao monopólio.

E isso dos paraísos fiscais é verdade, os nórdicos exigiram que acabássemos com o regime para reformados. Já a Holanda é o que se vê.
 
Última edição:
estao a misturar duas coisa
Uniao, esforço conjunto, partilha de informação, coordenacao de sistemas de saude e de forças policiais, acçao conjunta é uam coisa
Divida conjunta é outra

Eu nao estou de quarente, estou a trabalhar normalmente, e estou a ajudar pessoas, faço compras para outras pessoas, estou a bricat ao 3D para ajudar , ja ajudei fui a farmacia para os vizinhso da minha sogra e como sei que estao numa situação dificil nem lhe pedi o dinheiro, ( uma miseria de 25 euros) que a mim nao me faria diferença, mas nunca seria fiadores deles. E aqui goste-se ou nao é igual, eurobonds é uns serem fiadores dos outros

"A política europeia está ao rubro depois de, no Conselho Europeu de ontem, Portugal e os seus aliados não terem conseguido convencer os restantes países a criar os corona bonds. Tal como tem acontecido em todas as discussões na última década sobre este tema, alguns países, com a Alemanha, a Holanda e a Finlândia à cabeça, rejeitam a criação de uma dívida conjunta entre os países da União Europeia. Ontem descrevi o que são project bonds, usando como exemplo a discussão em 2016 de refugee bonds para lidar com a crise dos refugiados.

Os argumentos para estes refugee bonds eram fortes e muitos deles aplicam-se na mesma para os corona bonds: é um grande choque comum que exige resposta rápida. Mas também há três importantes diferenças que explicam a animosidade à saída da reunião de ontem.

Em primeiro lugar, a escala é muito diferente. As despesas associadas à segurança externa e integração de refugiados são uma gota no oceano dos pacotes orçamentais agora discutidos, que vão dos 4% do PIB para Portugal, aos 20% do PIB em Espanha. A carga fiscal necessária, e como tal o compromisso dos Estados-Membros em cumprir o seu pagamento, é muito maior com os corona bonds. Logo, a desconfiança por parte de alguns países que os outros não paguem, deixando para si a conta, é bem maior.

Em segundo lugar, ainda não é claro se a política de resposta à crise vai financiar empresas e particulares a condições mais favoráveis (com linhas de crédito, por exemplo) ou fazer transferências e investimento públicos. Este dilema entre crédito e transferências está por esclarecer, mas ele determina a contraparte destas corona bonds: dívidas de particulares ou dívidas dos Estados. Se falamos de dívida conjunta para emprestar a empresas europeias, então reaver essas dívidas dependeria dos proveitos económicos que os projetos financiados gerassem. Seriam as empresas, na Itália ou na Bélgica, a receber ajuda agora e a pagar no futuro as dívidas assumidas por todos. Monitorizar estes empréstimos poderia ser da responsabilidade do Banco Europeu de Investimento, ficando as autoridades fiscais nacionais responsáveis por cobrar estas dívidas, como defendi no Expresso de Sábado.

Mas, nesse caso, para quê criar um instrumento novo com todas estas dificuldades políticas? O BEI pode emitir obrigações e pode começar a fazê-lo de imediato, num enquadramento institucional, legal e operacional que já existe.

A carta de António Costa e dos outros chefes de governo aponta antes para a segunda opção: usar a dívida comum para financiar os gastos públicos com a recuperação deste choque comum. Logo, em vez de serem as empresas europeias que receberem ajuda a pagar com os seus lucros futuros, a fatura seria para todos os contribuintes europeus de amanhã. Por mais ou menos justa que esta medida hoje nos pareça, a verdade é que não existe a federação fiscal que esta medida implica. Os nossos impostos não são cobrados por entidades europeias nem são por estas geridos. Não vivemos numa união fiscal e não existe um Tratado Europeu, ratificado pelos Estados-Membros, que o suporte. Comprometer as futuras gerações europeias com este desenho institucional é um grande salto em frente que, legitimamente, uma parte da população europeia, nalguns países, simplesmente não quer dar.

Podemos lamentar que assim seja, mas temos que convencer os outros dos nossos argumentos. Usar esta crise para introduzir eurobonds à sorrelfa, disfarçando-os de project bonds com o nome corona bonds, pode ser dar um salto em frente, mas é um salto que uma das pernas da Europa não quer dar.

Em terceiro lugar, seja qual for a forma dos corona bonds, eles distinguem-se dos refugee bonds pela sua abrangência. Não estamos a falar de financiar projetos específicos na área da saúde para reforçar a resposta. Se fossem só esses, então suspeito que não houvesse oposição no Conselho Europeu. Pelo contrário, estamos a falar de financiar a economia em geral, em vários setores, para incentivar a retoma. Os pacotes de resposta à crise pela Europa fora têm incluído cortes de impostos, aumentos na despesa pública, créditos fiscais, expansão de subsídios de desemprego, licenças por doença, e muitos outros. Não há uma linha traçada sobre quais os “projetos” que deveriam ser financiados pelos corona bonds. Quase todas as linhas relevantes do Orçamento de Estado poderiam ser abrangidos.

Este último ponto torna-se tão mais importante quão mais heterogénea é a resposta orçamental europeia. Por exemplo, a Itália já fez transferências este mês através do sistema fiscal para a generalidade dos trabalhadores independentes, enquanto que Portugal apenas adiou o pagamento de contribuições sociais. O orçamento retificativo alemão contempla um aumento dos gastos públicos em 4,5 pontos percentuais do PIB; por cá, Mário Centeno tem usado as “folgas orçamentais”, mas ainda nenhum orçamento retificativo.

À medida que as respostas se multiplicam, os incentivos para recorrer mais ou menos aos corona bonds vão se acumulando nos diversos países. Por sua vez, eles vincam posições, favoráveis ou contrárias, em relação aos mesmos. Quanto mais discricionários forem os usos do financiamento comum, mais próximos estarão estes de títulos de dívida mútuos e mais confiança e determinação políticas serão necessárias para os pôr em marcha.

Em última análise, os corona bonds não são project bonds. Eles são eurobonds: dívidas contraídas por todos mas que, em último caso, só alguns podem ter de pagar. A sua viabilidade depende da vontade de aprofundar a integração europeia e comprometer os cidadãos europeus no futuro a pagar dividas contraídas por todos em conjunto.

Muitos europeus não querem. Outros recusam-se a considerar meios-termos mais aceitáveis, como os project bonds ou o uso do MEE ou do BEI. Vivemos neste impasse há 10 anos. O progresso, francamente, tem sido pouco."

Corona bonds
 
Onde é que irá marcar o gráfico em Janeiro de 2021!? :(

desemprego.jpg
 
O charme está aí, não foi " Se a UE não faz como eu quero, Portugal segue outro caminho", foi mesmo "Se a UE não faz como eu quero, acaba-se a UE" [:D]

É como ouvir o PM da Grécia ameaçar a UE com o seu fim. É patético.

Há 4 países contra o Eurobonds. A solução tem que ser outra.

Ou então desfaz-se a UE, e nasce outra União, sem cimeiras do sul ou amigos da coesão..

Quem sabe não é mesmo altura disso..

A UE nos moldes actuais simplesmente não resulta. É uma "união" onde nos momentos da verdade cada um chuta para seu lado.

O problema que é no caso de Portugal. sair da UE é um desastre ainda maior. Não nos podemos comparar aos ingleses que mesmo com o brexit têm uma economia e uma moeda fortes, ou a uma Suíça que tem bem mais a perder ao juntar-se à UE (sistema bancário e moeda fortes e autónomos, poder de decisão sobre a imigração etc) do que a ganhar.
 
A UE nos moldes actuais simplesmente não resulta. É uma "união" onde nos momentos da verdade cada um chuta para seu lado.

O problema que é no caso de Portugal. sair da UE é um desastre ainda maior. Não nos podemos comparar aos ingleses que mesmo com o brexit têm uma economia e uma moeda fortes, ou a uma Suíça que tem bem mais a perder ao juntar-se à UE (sistema bancário e moeda fortes e autónomos, poder de decisão sobre a imigração etc) do que a ganhar.

Isso é aquela frase feita, mas a UE não é garantia de imunidade a nada.
A UE não te vai salvar de crises internacionais ou das consequências da tua própria corrupção.

Temos uma moeda comum, temos fundos comunitários, abolimos as fronteiras para as pessoas, temos um sistema de proteção civil comum, temos programas de intercâmbio de estudantes, programas de valorização cultural, e muito mais..

Isso é a UE.

Não é suposto ser uma garantia de imunidade aos problemas, nem impor a solidariedade que tu achas que deve ter, a solidariedade ou é voluntária, ou não é solidariedade, é outra coisa..
 
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Isso é aquela frase feita, mas a UE não é garantia de imunidade a nada.
A UE não te vai salvar de crises internacionais ou das consequências da tua própria corrupção.

Temos uma moeda comum, temos fundos comunitários, abolimos as fronteiras para as pessoas, temos um sistema de proteção civil comum, temos programas de intercâmbio de estudantes, programas de valorização cultural, e muito mais..

Isso é a UE.

Não é suposto ser uma garantia de imunidade aos problemas, nem impor a solidariedade que tu achas que deve ter, a solidariedade ou é voluntária, ou não é solidariedade, é outra coisa..

Sistema proteção civil comum?
 
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