Toda esta conversa das bikes é pura hipocrisia de todos nós! Tirando a parte prática do dia-a-dia (movimentos pendulares, compras, levar os miúdos ás escolas, hobbies, etc) que impele a usar um automóvel, existe, para mim, uma questão que poderemos apelidar de geracional: Muitos de nós de 40\50 anos ainda ouvem histórias dos nossos pais e avós sobre as misérias dos anos 50\60 e 70 do século passado.
Lembro-me do meu pai, Alentejano, dizer que só havia uma refeição diária em casa, uma sardinha dividida por 3, comer carne quando o
Rei fazia anos... Só tivemos um meio de transporte em casa, uma SiS Sachs, quando o meu pai tirou a Licença Camarária aos... 50 anos!
É lógico que se queira viver sempre um pouco melhor assim que se alcança alguma estabilidade e sucesso profissional. E isso passa por usar quotidianamente um carro.
Certamente, esse Ministro Holandês que usa a bicicleta (com que frequência?) tem carro, e tem dinheiro no banco para comprar outro carro que desejar! Usa a bicicleta única e exclusivamente por opção, por hábito, por uma questão cultural, porque a maioria do povo usa e não o descrimina - olha aquele tanso que se acha muito ecológico e vai na volta não tem é guito para mais, já para não dizer que deve ser um cheiro a suor que não se pode estar ao pé dele
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E que dizer da Economia se agora tudo passasse para as bikes? Os stands de carros iam à falência? E as gasolineiras? E os mecânicos? E os... Drive Ins, etc? Como é que é no outro tópico? - O mercado auto-regula - se.[

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Se o Governo podia gastar menos em carros? É claro que sim. Mas também não verás o CEO de uma qualquer empresa do PSI20 a dar o exemplo. É cultural.