A Crise Económica da Década de 20

A fuga ao Fisco em Portugal dá é quase pra financiar outro OGE. O IRS é uma farsa acabada, montada em cima as folhas de pagamentos que os patrões mandam pra as finanças, e só é pago pelos trabalhadores da FP, classe média dos serviços do privado (banca, seguros, EDP e mais um ou outro) e algum proletariado que recebe uns acima do salário mínimo. Tudo resto se gaba de pagar zero, a maior parte em altas risadas e a provocar os que pagam. Por exemplo, como faz toda a advogadagem, que não só não paga um cêntimo ao estado, como ainda exige que o estado os sustente com as oficiosas.

Fuga ao fisco haverá sempre alguma, e do ponto de vista económico nem faz sentido que a taxa de fuga ao fisco seja zero. Pela simples razão de que o custo de controlar as franjas seria maior que a receita de imposto a arrecadar. Há ainda outro motivo que é o de que há um certo nível marginal de economia informal que funciona como escape para certas ineficiências do sistema. Mas adiante, da maneira que o sistema está montado não é possível haver uma fuga ao fisco massiva. O fisco está em todo o lado! O empresário que paga ao trabalhador por baixo da mesa está certamente a pagar-lhe mais do que se pagasse com impostos. Esse mesmo empresário que foge a alguns impostos, vai aumentar a sua riqueza e o seu consumo. Logo vai comprar coisas, pagar IVA por exemplo, Imposto de transações, IA, etc, etc. O sistema fiscal está muito bem montado.
Não quero com isto dizer que se deve fugir ao fisco, de maneira nenhuma. Quero apenas demonstrar que muito daquilo que parece fuga ao fisco acaba por ser apanhado na rede dos impostos noutro ponto qualquer.
 
Aqui há uns tempos perguntaste-me qual o racio de ocupantes por 100m2 nos centros comerciais na Europa. Tenho essa informação via FNAC.

O dobro de PT, em França, Belgica, Espanha e Alemanha, pelo menos estes onde a FNAC tem operaçoes, o rácio é de 40 pessoas por 100m2. Não há nenhum critério cientifico, ou consistente que explique porque cá só podem estar 20 pessoas por cada 100m2 de CC.



O que se está a fazer nos Centros Comerciais, é um crime. Não há qualquer evidencia cientifica que prove que os CC e as Lojas dos CC´s podem ser meios de contágios maiores que uma fábrica, 1000 2 de escritórios, uma sal de embarque de um aeroporto, ou um triple seven.

Andam-nos a tratar como um bando de retardados, até um dia....

Como eu venho dizendo, anda tudo aos papéis. O que este governo, mas não só este porque o desnorte vê-se em todo o lado, está a fazer é tomar medidas mais ou menos assentes na ciência (na verdade, assentes nas opiniões de cientistas que muitas vezes discordam uns dos outros), tentando fazer de conta que sabem o que estão a fazer, apesar de estarem ceguinhos como uma toupeira. Mas enfim, isto é como os soldados nas trincheiras e esvaziar cassetes de metralhadora em direção à escuridão. Eventualmente e por sorte lá vão acertando num inimigo ou noutro.
 
Fuga ao fisco haverá sempre alguma, e do ponto de vista económico nem faz sentido que a taxa de fuga ao fisco seja zero. Pela simples razão de que o custo de controlar as franjas seria maior que a receita de imposto a arrecadar. Há ainda outro motivo que é o de que há um certo nível marginal de economia informal que funciona como escape para certas ineficiências do sistema. Mas adiante, da maneira que o sistema está montado não é possível haver uma fuga ao fisco massiva. O fisco está em todo o lado! O empresário que paga ao trabalhador por baixo da mesa está certamente a pagar-lhe mais do que se pagasse com impostos. Esse mesmo empresário que foge a alguns impostos, vai aumentar a sua riqueza e o seu consumo. Logo vai comprar coisas, pagar IVA por exemplo, Imposto de transações, IA, etc, etc. O sistema fiscal está muito bem montado.
Não quero com isto dizer que se deve fugir ao fisco, de maneira nenhuma. Quero apenas demonstrar que muito daquilo que parece fuga ao fisco acaba por ser apanhado na rede dos impostos noutro ponto qualquer.

Lógica muito da batata: quem não foge ao fisco também é apanhado noutro ponto qualquer na rede de impostos...
 
Então e o estado de emergência não pode obrigar as empresas privadas a darem aos seus trabalhadores as duas segundas feiras de ponte?

E no caso das empresas que não possam mesmo parar de trabalhar então obrigar essas empresas a pagar o dia a dobrar a esses trabalhadores.
 
Então e o estado de emergência não pode obrigar as empresas privadas a darem aos seus trabalhadores as duas segundas feiras de ponte?

E no caso das empresas que não possam mesmo parar de trabalhar então obrigar essas empresas a pagar o dia a dobrar a esses trabalhadores.
Eu penso que deveria fechar tudo. Hospitais também. Quem aguentrm todos.
 
Então e o estado de emergência não pode obrigar as empresas privadas a darem aos seus trabalhadores as duas segundas feiras de ponte?

E no caso das empresas que não possam mesmo parar de trabalhar então obrigar essas empresas a pagar o dia a dobrar a esses trabalhadores.
Poder pode...
Mas como se pagam salários e subsídios de Natal com a empresa maioritariamente fechada?
 
Então e o estado de emergência não pode obrigar as empresas privadas a darem aos seus trabalhadores as duas segundas feiras de ponte?

Poderia se a bazuca viesse e o Costa tivesse dinheiro para fazer o brilharete de pagar o prejuizo (e o salário dos trabalhadores) desses dias que as empresas privadas estivessem fechadas.
Mas como os chatos lá da Europa encravaram a bazuca não há "almofada financeira" para pagar isso.
 
Então se a empresa não tiver dinheiro em caixa para salários/subsidios de Natal então possivelmente poderá pedir um crédito.
O problema dos pequenos empresários é que têm mesmo de pagar os créditos, ao contrário do que acontece com os grandes.

Felizmente as minhas contas estão equilibradas, mas nos últimos dias tenho sido acediado por vários bancos com propostas de crédito.
Há muitas empresas já esgotaram as linhas de crédito porque em Março/ Abril já estiveram encerradas e depois disso a actividade económica não voltou ao nível a que estaria em condições normais.

Uma das exigências para candidatura aos apoios do estado é a não divida as finanças e segurança social.
 
O que se está a mostrar bem é que todo o plano de apoios está completamente desfasado das necessidades da economia e está sequestrado por outros interesses.

Aliás um país que nem há 2 semanas andava a falar em usar a bazuca para hidrogénios, não sei quantas linhas de TGV e candidaturas a mundiais de futebol...nem 3 tostões tem para assistir/apoiar o sector da restauração como deve ser depois de lhe impor restrições de funcionamento draconianas e que inviabilizam qualquer negócio nos próximos meses.

Um total ambiente de loucura colectiva e um desfasamento completo entre o governo e a sociedade.
 
O que se está a mostrar bem é que todo o plano de apoios está completamente desfasado das necessidades da economia e está sequestrado por outros interesses.

Aliás um país que nem há 2 semanas andava a falar em usar a bazuca para hidrogénios, não sei quantas linhas de TGV e candidaturas a mundiais de futebol...nem 3 tostões tem para assistir/apoiar o sector da restauração como deve ser depois de lhe impor restrições de funcionamento draconianas e que inviabilizam qualquer negócio nos próximos meses.

Um total ambiente de loucura colectiva e um desfasamento completo entre o governo e a sociedade.


O cepo ainda há pouco afirmou que o sector da Restauração no nosso país tem sido até relativamente poupado face à realidade europeia. E naquela hora e tal de verborreia com a imprensa ninguem o confrontou com algo tão simples e sabido como isto.

Na maioria dos paises da europa onde a restauração foi totalmente encerrada, a ajuda ao sector é de cobertura total a fundo perdido sobre o periodo de inactividade.

A criatura pode dizer o que quiser, mentir como e quando quiser, que ninguem o confronta
 
O que se está a mostrar bem é que todo o plano de apoios está completamente desfasado das necessidades da economia e está sequestrado por outros interesses.

Aliás um país que nem há 2 semanas andava a falar em usar a bazuca para hidrogénios, não sei quantas linhas de TGV e candidaturas a mundiais de futebol...nem 3 tostões tem para assistir/apoiar o sector da restauração como deve ser depois de lhe impor restrições de funcionamento draconianas e que inviabilizam qualquer negócio nos próximos meses.

Um total ambiente de loucura colectiva e um desfasamento completo entre o governo e a sociedade.

Mas depois como é que faziamos caldeiradas?[:D]
 
O que se está a mostrar bem é que todo o plano de apoios está completamente desfasado das necessidades da economia e está sequestrado por outros interesses.

Aliás um país que nem há 2 semanas andava a falar em usar a bazuca para hidrogénios, não sei quantas linhas de TGV e candidaturas a mundiais de futebol...nem 3 tostões tem para assistir/apoiar o sector da restauração como deve ser depois de lhe impor restrições de funcionamento draconianas e que inviabilizam qualquer negócio nos próximos meses.

Um total ambiente de loucura colectiva e um desfasamento completo entre o governo e a sociedade.

O pessoal fala dos restaurantes, mas em minha opinião os hotéis estão em muito piores lençóis que os restaurantes. Embora possamos estar a falar de negócios com especificidades muito diferentes, desde logo em grupos económicos face a pequenos negócios familiares. Mas temos também os hosteis e o airbnb que está esses sim completamente a zeros.
 
Mas depois como é que faziamos caldeiradas?[:D]
Na lógica do PCP, e usando a mesma lei, pelo que vi, os sindicatos e associações profissionais estão todas à vontade.

Eu sugeria a todas estas associações, a organização de almoçaradas para o mesmo fim de semana do PCP, ajudando assim também a restauração.

Mas teria de ser o país em peso para mostrar o ridículo.
 
A Crise Económica da Década de 20 – Covid 19

A Crise Económica da Década de 20 – Covid 19

O cepo ainda há pouco afirmou que o sector da Restauração no nosso país tem sido até relativamente poupado face à realidade europeia. E naquela hora e tal de verborreia com a imprensa ninguem o confrontou com algo tão simples e sabido como isto.

Na maioria dos paises da europa onde a restauração foi totalmente encerrada, a ajuda ao sector é de cobertura total a fundo perdido sobre o periodo de inactividade.

A criatura pode dizer o que quiser, mentir como e quando quiser, que ninguem o confronta

Sendo repetitivo: não há dinheiro.
Se há quem ainda não tenha percebido o significado real de o país ter uma dívida pública monstra, ponha os olhos na situação actual. Quando é preciso tomar medidas contra-cíclicas falta o dinheiro para as tomar.
 
Sim, mas a situação é relativamente inusitada.

As próprias associações dos diversos ramos volta e meia chutam com propostas algo estranhas.

Por exemplo ( no contexto deste fórum) A ARAN pede a suspensão do IUC. Por outro lado está contra a despenalização do ISV dos importados e insiste no controlo do Iva desse tipo de comércio.

Dado que a despenalização dos impostos nos usados importados segue uma lógica de convergência europeia, valia mais estarem a reivindicar pela positiva. Por exemplo um apoio ao abate de carros antigos, para por o comprador com um beneficio semelhante. Ou seja, os importados descem mas os novos também...

Isto para ilustrar que se vive algum desnorte.

O contexto é complexo e creio que ninguém acha os nossos eleitos particularmente iluminados. Não é de agora...
 
O pessoal fala dos restaurantes, mas em minha opinião os hotéis estão em muito piores lençóis que os restaurantes. Embora possamos estar a falar de negócios com especificidades muito diferentes, desde logo em grupos económicos face a pequenos negócios familiares. Mas temos também os hosteis e o airbnb que está esses sim completamente a zeros.

É todo um sector. Imagina os fornecedores desses dois que falas.

Acho que a maioria das pessoas nem tem ideia do impacto que isto tem e vai ter.
 
Sendo repetitivo: não há dinheiro.
Se há quem ainda não tenha percebido o significado real de o país ter uma dívida pública monstra, ponha os olhos na situação actual. Quando é preciso tomar medidas contra-cíclicas falta o dinheiro para as tomar.


Estás a ser repetitivo e redundante, sim, que já o escreveste uma data de vezes e todos sabemos que não há dinheiro! [;)]

Mas o âmbito do meu post em resposta ao do André, não tem a ver com a liquidez das finanças, tem a ver com a mentira, com o cinismo, do 1º ministro.
 
É todo um sector. Imagina os fornecedores desses dois que falas.

Acho que a maioria das pessoas nem tem ideia do impacto que isto tem e vai ter.

20% da riqueza nacional. ou 38MM de Euros directos previstos de perdas para 2020. Em 2021 ninguem sequer se atreve a falar de numeros...
 
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