A Crise Económica da Década de 20

A ausência do pensamento crítico é esmagada pelo medo e pânico que nos é impingido pela comunicação social.

A imprensa hoje em dia é isto:
https://www.publico.pt/2020/06/17/p...item-orientaram-cidadaos-confinamento-1920798

Não sei desde quando é que o papel da imprensa foi este mas pelos vistos, ainda há quem concorde.

Amigo, carneiros é ser simpático.

É 99% devido ao excesso de liquidez monetária e expansão monetária nos EUA, que levaram a um aumento do valor dos activos financeiros, especialmente nos EUA.



É que às vezes a carneirada vai apontar as armas ao sítio errado[:p]
 
Última edição:
A Merkel já tinha dado o sinal há duas semanas, mas o Costa afirmou orgulhosamente que "não vi declarações de Merkel sobre Portugal abrir portas aos britânicos como "incómodo ou crítica"
Agora que venha explicar-se ao sector do Turismo. Até doi ver o Algarve como está agora....

Esse gajo nunca vê nada, é incrível...

Com a Alemanha de fora, quem é que sobra para mandar para cá turistas?
 
Estamos muitas vezes alinhados, mas não nisto. Afinal encantas-te com o quê? [;)]

Sem falsas modéstias, sou da geração baby-boom, e estive nos primeiros magotes dos "emigrantes" diferenciados, (licenciado em gestão) a sair do País em 1993 para trabalhar numa multinacional francesa com funções de gestor internacional de uma area de negócio, ainda não havia google, nem facebook, nem youtube nem Amazon, nem e-commerce, e a Apple e a Microsoft fabricavam tijolos, e não existia windows sequer (sou do tempo do MS-DOS) [:p]

Sempre me interroguei porque a UE não ripostou e ficou para trás, e porque se deixou ficar para trás. Vai ver um documentário fabuloso no Netflix, sobre a ascensão e queda da Nokia, para perceberes melhor o que quero dizer.

Vi um pequeníssimo excerto desse documentário, mesmo no fim do mesmo, fixei que aquando do estudo interno do primeiro iphone da Apple uma criança disse imediatamente ao pai (funcionário de topo da NOKIA), que queria dormir com o aparelho, o pai no documentário diz que percebeu de imediato que a empresa estava em dificuldade, outra burrice é que a tecnologia semelhante esteve em estudo na NOKIA, não obtendo grande relevo porque o peso burocrático e a falta de audácia perdeu-se na empresa, via liderança do mercado roubada à Motorola.

Outro pormenor, as indemnizações dados aos empregados foram assinaláveis, havendo muito Know-How da NOKIA diluído em muita SME tecnológica a operar no ramo da comunicação global.
 
Estas novas regras são simplesmente o prego final no caixão do turismo. Conseguiram estragar os dois meses do ano em que se faturava alguma coisa para aguentar o ano
 
Estas novas regras são simplesmente o prego final no caixão do turismo. Conseguiram estragar os dois meses do ano em que se faturava alguma coisa para aguentar o ano

Talvez não. Também se pensava, o ano passado, por causa das máscaras, distanciamento social e afins que o Verão fosse mau, mas tal não se verificou, muito graças ao turismo interno.

Com isto dos certificados digitais e testes será mais ou menos a mesma coisa. Até porque ao nível com que a vacinação está a ocorrer (à volta das 150.000 inoculações por dia), sobretudo para Agosto que é tradicionalmente o mês mais forte a nível turístico, muita gente já terá disponível o certificado.

É o velho ditado: Primeiro estranha-se e depois entranha-se. Com as máscaras foi mais ou menos a mesma coisa e as pessoas habituaram-se.

E não esquecer, mesmo a nível do turismo internacional, que como Portugal está normalmente em contraciclo com o resto da Europa há-de chegar o momento em que estes estarão com a variante DELTA em força (lá para Agosto) e nós com as infecções a cair porque já atingimos o pico, um pouco à semelhança da 3ª vaga em Janeiro/Fevereiro (para a Europa foi Março/Abril) e poderemos vir a retirar vantagem nisso (muitos estrangeiros a vir para cá em detrimento de irem para outros concorrentes).

Vamos ver.
 

O Expresso curto de hoje:


As previsões apontam para um crescimento robusto da economia portuguesa durante o segundo trimestre de 2021, mas a extensão dos estragos causados pela pandemia de covid-19 é alarmante. Um estudo promovido pela Fundação Francisco Manuel dos Santos descreve um cenário sombrio.

“Com os presentes dados é possível estimar com 95% de certeza que, entre 55% a 61% da população está numa situação de instabilidade económica, seja por estar em perigo iminente de entrar em desequilíbrio financeiro, ou por já ter entrado em desequilíbrio ao precisar de contrair dívidas para fazer face às despesas correntes do agregado”, afirma Maria Manuela Calheiros, professora da Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa, que coordenou a análise social do trabalho. A conclusão é preocupante e as perspectivas podem tornar-se piores.

A recolha de informação para o estudo em causa foi realizada com as moratórias ainda em vigor. Os impactos do fim deste regime, que tem permitido adiar o pagamento de encargos com créditos contraídos mas que termina em Setembro próximo, estão por medir. Será nessa altura que se começará a perceber quem se conseguiu salvar enquanto houve apoios para mitigar inevitáveis problemas de liquidez, mas que, após o regresso à normalidade contratual, terá de enfrentar o abismo da insolvabilidade, com as poupanças esgotadas e os rendimentos em queda.

O desastre que se desenha no horizonte exige uma abordagemmais pragmática e um novo equilíbrio entre as medidas necessárias para controlar a pandemia e aquelas que se destinam a recuperar a actividade económica. A aceleração do processo de vacinação é a aposta certa, mas tem de funcionar como o seguro capaz de cobrir os riscos de uma reabertura estável, previsível e coerente. O garrote que asfixia negócios e famílias precisa de ser aliviado.

O sector da restauração é um daqueles que tem sido mais causticado, quase como se fosse a principal fonte de surtos e o grande responsável pela propagação do vírus e das respectivas variantes. As restrições que entraram em vigor neste fim-de-semana foram apenas mais um golpe duro, um rombo adicional em contrapartida de uma miragem de benefícios, semelhante àquela que fundamentou a contenção da mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa. As autoridades policiais controlaram entradas e saídas de cidadãos na região, mas a variante Delta seguiu viagem.

O Expresso testemunhou salas vazias, e as consequentes quebras na facturação, com a excepção daqueles estabelecimentos que, numa atmosfera de crise insustentável, podem contar com o débil balão de oxigénio dos serviços de esplanada. “Não se compreende que não se façam as mesmas exigências no interior dos cafés e pastelarias ao fim-de-semana. Isso faz sentido?”, questionou o proprietário de um restaurante. Não faz, nem as contradições ficam por aqui. As praias encheram-se de veraneantes sem máscara, nem respeito pelo distanciamento recomendado, os transportes públicos circulam apinhados e, ao contrário daquilo que sucede nos restaurantes, veículos e carruagens não são desinfectados antes de receberem os passageiros seguintes.

As incongruências descredibilizam as medidas sanitárias. A percepção, adianta o estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos, é a de que um terço dos cidadãos não respeita as recomendações da direcção-geral da Saúde. O Governo recebe nota positiva no combate à pandemia mas, na frente onde se acumulam danos e prejuízos, o veredicto é o de que está a falhar na gestão da economia. A dieta do jejum intermitente imposta aos restaurantes é um exemplo do fiasco.
 
Talvez não. Também se pensava, o ano passado, por causa das máscaras, distanciamento social e afins que o Verão fosse mau, mas tal não se verificou, muito graças ao turismo interno.

Com isto dos certificados digitais e testes será mais ou menos a mesma coisa. Até porque ao nível com que a vacinação está a ocorrer (à volta das 150.000 inoculações por dia), sobretudo para Agosto que é tradicionalmente o mês mais forte a nível turístico, muita gente já terá disponível o certificado.

É o velho ditado: Primeiro estranha-se e depois entranha-se. Com as máscaras foi mais ou menos a mesma coisa e as pessoas habituaram-se.

E não esquecer, mesmo a nível do turismo internacional, que como Portugal está normalmente em contraciclo com o resto da Europa há-de chegar o momento em que estes estarão com a variante DELTA em força (lá para Agosto) e nós com as infecções a cair porque já atingimos o pico, um pouco à semelhança da 3ª vaga em Janeiro/Fevereiro (para a Europa foi Março/Abril) e poderemos vir a retirar vantagem nisso (muitos estrangeiros a vir para cá em detrimento de irem para outros concorrentes).

Vamos ver.

Eu não irei mostrar nenhum certificado a ninguém. Só mesmo em situações de viagens internacionais o farei.

Mesmo no turismo de estrangeiros, a burocracia já é elevada por causa do sef. Andarem a meter mais lenha na fogueira penso que irá queimar mais o sector.

Espero que corra menos mal do que penso que irá correr...
 
Testes nos restaurantes "são machadada final"

A Associação Nacional de Restaurantes PRO.VAR registou grandes quebras, no último fim de semana. O presidente, Daniel Serra, fala em perdas de 90% só nos espaços de restauração dos centros comerciais.


E eu ontem muito convencido que iria entrar num restaurante com o certificado emitido...afinal só é válido 14 dias após ter tomado a última dose...e só tenho 12 dias decorridos!

Então porque razão é possível tirar certificados antes deste tempo decorrer?
 
Só “um louco investe em Portugal”

leiam... leiam

"Presente na mesma sessão, o administrador do El Corte Inglés Portugal lamentou que o país esteja entre os que têm melhores infraestruturas rodoviárias e que, mesmo assim, 26% do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) seja destinado a estes investimentos.
(....)
“Portugal é o 8.º país no World Economic Forum com melhores infraestruturas rodoviárias, mas 26% do PRR é dedicado a este tipo de investimento. Temos um défice no investimento privado, dedicando apenas 20%, enquanto Grécia e Espanha atribuem, respetivamente, 49% e 43%”, indicou Alexandre Patrício Gouveia.
(...)
Por outro lado, o administrador do El Corte Inglés Portugal lamentou que o país esteja a gastar mais de 14.000 milhões de euros em despesas públicas, dinheiro que deixa de ser aplicado em “investimento e poupanças”.
 
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