A Crise Económica da Década de 20

Ukraine war 'catastrophic for global food'


..."For me, it's not whether we are moving into a global food crisis - it's how large the crisis will be."

https://www.bbc.co.uk/news/business-60623941

Crise energética...crise alimentar... inflação... guerra... "tá bonite isto"...

Desiludam-se: ninguém irá morrer pela Ucrânia

Faremos marchas, juntaremos fundos e acolheremos refugiados, mas por toda a Europa quase ninguém quer arriscar a vida para salvar a Ucrânia. Mais depressa queremos salvar as nossas boas consciências.
 
Depois da subida do petroleo (que deve terminar o ano de 2022 acima dos 200 dolares), parece que agora o "ataque" também é direccionado para os veiculos eletricos:


O níquel, que é usado no fabrico de baterias de veículos elétricos, disparou 250% em dois dias

Fonte: eco.pt
 
Foi parada a venda de níquel nesse instrumento financeiro.

Mas a Rússia tem a principal empresa fornecedora, embora hajam várias alternativas.
 
Foi uma margin call...

Short squeeze.

Claro que o niquel vem subindo mas nunca dispararia para esses niveis se não fosse esse quid pro quo.
 
A Crise Económica da Década de 20 – Fase Ucrânia

A Crise Económica da Década de 20 – Fase Ucrânia

Alemanha em apuros.

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E os mercados a acusarem rapidamente.

Já tiveram recessão no 4t e mesmo antes da guerra estava prevista pequena quebra para o 1t de 22. Claro q com a crise energética e a futura alimentar a coisa piora.

Isto para dizer q apesar da inflação elevada, o cenário de estagflação vai levar a tomadas de posição do BCE mto cautelosas, nomeadamente no q toca à alteração das tx de juro.
 
"Sem surpresas as sanções são uma hecatombe contra quem vive do trabalho, e sectores médios, na Europa, na Ucrânia e na Rússia. Num país como o nosso significa que o nosso salário está a ser engolido a cada dia, em queda virtiginosa, como vai sobreviver quem vive com 1000 euros, ou 700 euros ou 600? Como pode deixar de andar de carro quem vive nas aldeias do litoral ou na periferia das cidades? Portugal tem 85% de dependência de cereais, comemos o quê, eucaliptos?

Totalmente inúteis para parar a guerra, já que se trata de um país com um dos mais poderosos exércitos do mundo e que tem reservas de ouro, já disse que paga em rublos se for preciso, expropria patentes, nacionaliza empresas estrangeiras, o que pensam os líderes eurpeus, que isto é gerir um quiosque que não vende mais ao vizinho? Que noção de política têm estes cavalheiros? Mais, as sanções não são sobre trigo e petróleo e gás e já fizeram os trabalhadores da Europa ver os seus preços galopar.

O que se seguirá? São tão ilógicas, devastadores para os povos europeus , que a única coisa que as podem explicar com alguma racionalidade é que política foi tomada, tal como as empresa, por gestores, a irracionalidade da gestão é a explicação da lógica deste movimento. Não há propriamente líderes europeus, há gestores desesperados, pilotados pelos Verdes e pela NATO.

As sanções foram uma excelente desculpa para o rearmamento alemão, mas na Alemanha também há divisões, Schroder já foi a correr à Rússia negociar e deduzo tentar travar os Verdes no seu país. Medvedev ontem quando anunciou a eventual nacionalização russa de empresas que saiam do país disse que a Macdonalds pode ir embora que “pãezinhos com chouriços eles fazem bem”. Dá-se ao luxo de contar piadas enquanto os media nos explicam que a Rússia está a perder a guerra (quando todos os generais no Ocidente explicam o contrário) e que o melhor é mais sanções, que nos atingem a nós.

Medvedev estava a explicar a países como Portugal que a Rússia é exportador de trigo, tem segurança alimentar (como tem a Inglaterra, a Alemanha, e a França e os EUA e a China), que os oleodutos não se invertem (um regadio não corre para a barragem!). Nós temos turismo e eucalipto, vamos virar koalas? As empresas entram em layoff, usando a reforma de todos nós, a segurança social, porque não conseguem pagar o gás.

Depois de terem feito esta ignominia na pandemia – usar a nossa reforma para salvar accionistas -, fazem o mesmo agora, quanto acham que vai sobrar para pagar reformas?


É esta a ideia de luta contra a guerra que têm os governos europeus – é uma farsa na Europa rica; na periférica, como a nossa, é a farsa com a tragédia.

A solução imediata para a guerra vai ser a paz e a negociação, contra os loucos que defenderam uma resposta militar da UE/NATO. A Rússia não usou nem uma pequena parte do seu exército, o famoso comboio às portas de Kiev, “quase a chegar” está calmamente parado há 15 dias. A Rússia cercou as cidades da região que lhe interessa, e sobra um batalhão, fascista, de Azov em Mariupol, que lutará até à morte porque sabe que será morto, se alguém sobreviver – aí é guerra de guerrilha, de cidade, homem a homem. Todos os métodos são possíveis, incluindo “esconder-se” da parte dos fascistas numa maternidade semi desactivada, como da parte dos russos bombardear, haja ou não mortos civis, em Mariupol os combates vão ser brutais. O resto já se sabia, a NATO não entra, porque isso significava uma chacina mundial, a Rússia por isso não é derrotada, a Ucrânia será dividida de facto, e as sanções são uma “destruição criativa” de capitais no Ocidente, que entretanto vira as baterias para o rearmamento.

É preciso fazer um desenho: não é a guerra que faz a crise económica, é a crise económica, que já vinha antes, que gera a resposta militar-económica.

A factura pagam os ingénuos que animados pelos liberais foram para a rua defender as sanções e a militarização da UE/NATO; e pagamos – se deixarmos – quem vive do trabalho e não tem qualquer responsabilidade nesta guerra."

Não há pão, nem brioche, comam eucalipto!
 
Parece-me uma visão razoavelmente realista da situação, obviamente com o grande pendor de esquerda da Raquel Varela, que dá mais valor a alguns aspetos que apelam mais à visão do mundo dela. Não me sinto prejudicado de ter lido.
 
Parece-me uma visão razoavelmente realista da situação, obviamente com o grande pendor de esquerda da Raquel Varela, que dá mais valor a alguns aspetos que apelam mais à visão do mundo dela. Não me sinto prejudicado de ter lido.

Não concordo. Mostra muito desconhecimento sob vários prismas.
 
"Sem surpresas as sanções são uma hecatombe contra quem vive do trabalho, e sectores médios, na Europa, na Ucrânia e na Rússia. Num país como o nosso significa que o nosso salário está a ser engolido a cada dia, em queda virtiginosa, como vai sobreviver quem vive com 1000 euros, ou 700 euros ou 600? Como pode deixar de andar de carro quem vive nas aldeias do litoral ou na periferia das cidades? Portugal tem 85% de dependência de cereais, comemos o quê, eucaliptos?

Totalmente inúteis para parar a guerra, já que se trata de um país com um dos mais poderosos exércitos do mundo e que tem reservas de ouro, já disse que paga em rublos se for preciso, expropria patentes, nacionaliza empresas estrangeiras, o que pensam os líderes eurpeus, que isto é gerir um quiosque que não vende mais ao vizinho? Que noção de política têm estes cavalheiros? Mais, as sanções não são sobre trigo e petróleo e gás e já fizeram os trabalhadores da Europa ver os seus preços galopar.

O que se seguirá? São tão ilógicas, devastadores para os povos europeus , que a única coisa que as podem explicar com alguma racionalidade é que política foi tomada, tal como as empresa, por gestores, a irracionalidade da gestão é a explicação da lógica deste movimento. Não há propriamente líderes europeus, há gestores desesperados, pilotados pelos Verdes e pela NATO.

As sanções foram uma excelente desculpa para o rearmamento alemão, mas na Alemanha também há divisões, Schroder já foi a correr à Rússia negociar e deduzo tentar travar os Verdes no seu país. Medvedev ontem quando anunciou a eventual nacionalização russa de empresas que saiam do país disse que a Macdonalds pode ir embora que “pãezinhos com chouriços eles fazem bem”. Dá-se ao luxo de contar piadas enquanto os media nos explicam que a Rússia está a perder a guerra (quando todos os generais no Ocidente explicam o contrário) e que o melhor é mais sanções, que nos atingem a nós.

Medvedev estava a explicar a países como Portugal que a Rússia é exportador de trigo, tem segurança alimentar (como tem a Inglaterra, a Alemanha, e a França e os EUA e a China), que os oleodutos não se invertem (um regadio não corre para a barragem!). Nós temos turismo e eucalipto, vamos virar koalas? As empresas entram em layoff, usando a reforma de todos nós, a segurança social, porque não conseguem pagar o gás.

Depois de terem feito esta ignominia na pandemia – usar a nossa reforma para salvar accionistas -, fazem o mesmo agora, quanto acham que vai sobrar para pagar reformas?


É esta a ideia de luta contra a guerra que têm os governos europeus – é uma farsa na Europa rica; na periférica, como a nossa, é a farsa com a tragédia.

A solução imediata para a guerra vai ser a paz e a negociação, contra os loucos que defenderam uma resposta militar da UE/NATO. A Rússia não usou nem uma pequena parte do seu exército, o famoso comboio às portas de Kiev, “quase a chegar” está calmamente parado há 15 dias. A Rússia cercou as cidades da região que lhe interessa, e sobra um batalhão, fascista, de Azov em Mariupol, que lutará até à morte porque sabe que será morto, se alguém sobreviver – aí é guerra de guerrilha, de cidade, homem a homem. Todos os métodos são possíveis, incluindo “esconder-se” da parte dos fascistas numa maternidade semi desactivada, como da parte dos russos bombardear, haja ou não mortos civis, em Mariupol os combates vão ser brutais. O resto já se sabia, a NATO não entra, porque isso significava uma chacina mundial, a Rússia por isso não é derrotada, a Ucrânia será dividida de facto, e as sanções são uma “destruição criativa” de capitais no Ocidente, que entretanto vira as baterias para o rearmamento.

É preciso fazer um desenho: não é a guerra que faz a crise económica, é a crise económica, que já vinha antes, que gera a resposta militar-económica.

A factura pagam os ingénuos que animados pelos liberais foram para a rua defender as sanções e a militarização da UE/NATO; e pagamos – se deixarmos – quem vive do trabalho e não tem qualquer responsabilidade nesta guerra."

Não há pão, nem brioche, comam eucalipto!
Do que li na diagonal, temos então de fazer a vénia ao Putin e às suas políticas de conquistar os países que ele bem entender? De que vale a união europeia quando temos um louco às portas e que, por ter petróleo, gás e armas, e só nos resta prestar vassalagem? Prefiro pagar gasóleo a 5 euros do que ver a Europa a baixar as calças ao Putin.
 
Do que li na diagonal, temos então de fazer a vénia ao Putin e às suas políticas de conquistar os países que ele bem entender? De que vale a união europeia quando temos um louco às portas e que, por ter petróleo, gás e armas, e só nos resta prestar vassalagem? Prefiro pagar gasóleo a 5 euros do que ver a Europa a baixar as calças ao Putin.

Comida... O preocupante são mesmo os alimentos. Onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão.
 
"Sem surpresas as sanções são uma hecatombe contra quem vive do trabalho, e sectores médios, na Europa, na Ucrânia e na Rússia. Num país como o nosso significa que o nosso salário está a ser engolido a cada dia, em queda virtiginosa, como vai sobreviver quem vive com 1000 euros, ou 700 euros ou 600? Como pode deixar de andar de carro quem vive nas aldeias do litoral ou na periferia das cidades? Portugal tem 85% de dependência de cereais, comemos o quê, eucaliptos?

Totalmente inúteis para parar a guerra, já que se trata de um país com um dos mais poderosos exércitos do mundo e que tem reservas de ouro, já disse que paga em rublos se for preciso, expropria patentes, nacionaliza empresas estrangeiras, o que pensam os líderes eurpeus, que isto é gerir um quiosque que não vende mais ao vizinho? Que noção de política têm estes cavalheiros? Mais, as sanções não são sobre trigo e petróleo e gás e já fizeram os trabalhadores da Europa ver os seus preços galopar.

O que se seguirá? São tão ilógicas, devastadores para os povos europeus , que a única coisa que as podem explicar com alguma racionalidade é que política foi tomada, tal como as empresa, por gestores, a irracionalidade da gestão é a explicação da lógica deste movimento. Não há propriamente líderes europeus, há gestores desesperados, pilotados pelos Verdes e pela NATO.

As sanções foram uma excelente desculpa para o rearmamento alemão, mas na Alemanha também há divisões, Schroder já foi a correr à Rússia negociar e deduzo tentar travar os Verdes no seu país. Medvedev ontem quando anunciou a eventual nacionalização russa de empresas que saiam do país disse que a Macdonalds pode ir embora que “pãezinhos com chouriços eles fazem bem”. Dá-se ao luxo de contar piadas enquanto os media nos explicam que a Rússia está a perder a guerra (quando todos os generais no Ocidente explicam o contrário) e que o melhor é mais sanções, que nos atingem a nós.

Medvedev estava a explicar a países como Portugal que a Rússia é exportador de trigo, tem segurança alimentar (como tem a Inglaterra, a Alemanha, e a França e os EUA e a China), que os oleodutos não se invertem (um regadio não corre para a barragem!). Nós temos turismo e eucalipto, vamos virar koalas? As empresas entram em layoff, usando a reforma de todos nós, a segurança social, porque não conseguem pagar o gás.

Depois de terem feito esta ignominia na pandemia – usar a nossa reforma para salvar accionistas -, fazem o mesmo agora, quanto acham que vai sobrar para pagar reformas?


É esta a ideia de luta contra a guerra que têm os governos europeus – é uma farsa na Europa rica; na periférica, como a nossa, é a farsa com a tragédia.

A solução imediata para a guerra vai ser a paz e a negociação, contra os loucos que defenderam uma resposta militar da UE/NATO. A Rússia não usou nem uma pequena parte do seu exército, o famoso comboio às portas de Kiev, “quase a chegar” está calmamente parado há 15 dias. A Rússia cercou as cidades da região que lhe interessa, e sobra um batalhão, fascista, de Azov em Mariupol, que lutará até à morte porque sabe que será morto, se alguém sobreviver – aí é guerra de guerrilha, de cidade, homem a homem. Todos os métodos são possíveis, incluindo “esconder-se” da parte dos fascistas numa maternidade semi desactivada, como da parte dos russos bombardear, haja ou não mortos civis, em Mariupol os combates vão ser brutais. O resto já se sabia, a NATO não entra, porque isso significava uma chacina mundial, a Rússia por isso não é derrotada, a Ucrânia será dividida de facto, e as sanções são uma “destruição criativa” de capitais no Ocidente, que entretanto vira as baterias para o rearmamento.

É preciso fazer um desenho: não é a guerra que faz a crise económica, é a crise económica, que já vinha antes, que gera a resposta militar-económica.

A factura pagam os ingénuos que animados pelos liberais foram para a rua defender as sanções e a militarização da UE/NATO; e pagamos – se deixarmos – quem vive do trabalho e não tem qualquer responsabilidade nesta guerra."

Não há pão, nem brioche, comam eucalipto!

Parece-me uma grande confusão este artigo, escreve,escreve mas sem dizer qual a alternativa…
 
Vocês não se devem recordar que a Raquel Varela foi abafada por um puto muito novito no prós e contras há muitos anos atrás... Não é brilhante e é do PCP, está condicionada mentalmente. Agora, não deixa de falar em coisas que são uma realidade que não se pode ignorar.
 
Comida... O preocupante são mesmo os alimentos. Onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão.

Como já disse noutro tópico a Europa não tem políticos de outros tempos para mediar esta guerra e resolver diplomaticamente isto, a Rússia é uma potência mundial não é a venuzuela.
 
E se a comida (cereais) não vêm da Rússia ou Ucrânia, há que comprar noutras paragens. Agora porque vai mexer no nosso estilo de vida temos de seguir as vontades de um ditador? Mau era se assim fosse.. É ver as manifestações tanto na Europa como na Rússia só mostra que há muita gente que pensa assim.
 
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