A Crise Económica da Década de 20

É isto que os bancos centrais vão tentar evitar:


Esses valores ocorreram num contexto diferente do actual. Os EUA estiveram no Vietname, na corrida ao armamento e corrida espacial. Alem disso, houve alterações na SS, limites em ordenados e preços. Deixaram o gold standard. Embargo da opec aos Eua. Enfim, um conjunto de eventos diferentes do actual. Não acredito muito que se repita.
 
Se se consegue arranjar cada vez mais gente indiferenciada e à rasca para trabalhar no retalho, como se espera que o salário suba?

Por outro lado, tendo em conta que esses grupos são relevantes noutros mercados, se têm sucesso na Polônia (Bierdronka) ou se fazem centros comerciais por toda a parte (Sonae Sierra), como é que a visão dos gestores que têm sucesso não é devidamente recompensada para os conseguirem manter?

Eu sei que neste caso é mais complicado quando se pessoaliza nos salários dos donos das empresas. Mas, abstraindo disso, enquanto tantas pessoas estiverem disponíveis para trabalhar pelo salário mínimo, não vai ser necessário subir os salários. Se não há competição pela mão de obra, não há melhoria global.

As pessoas precisam de comer e pagar casa. É uma mania que as pessoas têm.

Daí que haverá sempre gente disposta a trabalhar pelo ordenado mínimo. O problema é que o salário é limitado pelos decretos do governo e não acompanha a produtividade, que por sua vez é também limitada pela corrupção e pela fuga aos impostos do 10% mais ricos.

A análise da economia devia ser indexada à qualidade de vida, a corrupção e a fuga aos impostos devia ser combatida e a justiça devia ser mais rápida a resolver casos como o do salgado, varas, socrates, passos e outros.

Mas a justiça só é rápida para quem não paga portagens.
 
Isto é revelador da vergonha que é este país:

Bruxelas diz que houve fraude na empresa de Passos Coelho

O gabinete anti-fraude da Comissão Europeia (OLAF) contraria as conclusões do Ministério Público (MP) português e considera que a Tecnoforma cometeu "graves irregularidades" na gestão de fundos europeus

A investigação do OLAF foi realizada no âmbito de um pedido de apoio que lhe foi dirigido pelas autoridades judiciais portuguesas, em 2013. O DCIAP avaliava o eventual favorecimento da Tecnoforma por parte de políticos, principalmente Miguel Relvas, que era o secretário de Estado responsável pelo programa europeu Foral, ao abrigo do qual a Tecnoforma foi financiada entre 2000 e 2006. O DIAP de Coimbra investigava também o possível favorecimento da empresa e a gestão das verbas para formação de pessoal para aeródromos e heliportos municipais da região Centro. Ambos os inquéritos foram arquivados e, segundo o Público, ignorando as conclusões de Bruxelas. Este arquivamento aconteceu em setembro passado, altura em que foi possível aceder ao processo do OLAF.
O relatório desta entidade foi subscrito pelo próprio diretor, NicholasIllet, e Sweeney James, chefe de uma das três unidades especializadas na investigação de fraudes nos fundos agrícolas e estruturais, e os investigadores de nacionalidade portuguesa Cláudia Filipe, que foi técnica superior principal do Instituto Financeiro para o Desenvolvimento Regional (um dos organismos que integra a Agência para o Desenvolvimento e Coesão, instituto público responsável pela coordenação dos fundos europeus), e Artur Domingos, inspetor superior principal da Inspeção-Geral de Finanças.

De acordo ainda com o Público, o OLAF conclui que "foram cometidas graves irregularidades, ou mesmo fraudes, na gestão dos fundos europeus" atribuídos entre 2000 e 2013 aos projetos da Tecnoforma e a outros cujo titular foi a Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE), mas cuja execução foi subcontratada em 2006, à empresa de Passos Coelho. Os peritos do OLAF verificaram que "na maioria dos projetos auditados, a empresa inclui os custos de amortização dos seus imóveis, ou as rendas de instalações em que funcionam os serviços administrativos e financeiros, os serviços de reprografia e as salas de formação onde têm lugar outras formações se qualquer relação com as formações abrangidas por estes projetos", com uma "parte significativa da atividade" a ter lugar em Angola. O OLAF demonstra que as despesas listadas a partir de 2004 envolvem casas de que a empresa era dona em Angola, tal como "veículos topo de gama, frigoríficos, arcas congeladoras, placas de aquecimento, televisores, geradores, máquinas de lavar roupa, colchões, armários e quadros".

Foram também detetadas duplicações de custos, registados simultaneamente como serviços contratados a terceiros e nas despesas atribuídas ais serviços da Tecnoforma, envolvendo a Oesteconsult, sociedade contratada para a contabilidade dos projetos. Para o OLAF, os factos "demonstram claramente que as duas empresas criaram um sistema fraudulento (carrossel financeiro) com o objetivo de receber indevidamente fundos da União Europeia".


https://www.dn.pt/portugal/bruxelas-diz-que-houve-fraude-na-empresa-de-passos-coelho-8912579.html
 
Esses valores ocorreram num contexto diferente do actual. Os EUA estiveram no Vietname, na corrida ao armamento e corrida espacial. Alem disso, houve alterações na SS, limites em ordenados e preços. Deixaram o gold standard. Embargo da opec aos Eua. Enfim, um conjunto de eventos diferentes do actual. Não acredito muito que se repita.

Nada do que disseste invalida o que eu disse.

Levas com o choque inesperado qq daqui a 6 meses e os quadro macro muda totalmente.

Não sabemos.

Agora que aquele quadro e o que ali se passou é os que os bancos centrais vão tentar evitar é. Tb é o que vão ter em conta nas mais próximas decisões sobre as taxas de juro...
 
Nada do que disseste invalida o que eu disse.

Levas com o choque inesperado qq daqui a 6 meses e os quadro macro muda totalmente.

Não sabemos.

Agora que aquele quadro e o que ali se passou é os que os bancos centrais vão tentar evitar é. Tb é o que vão ter em conta nas mais próximas decisões sobre as taxas de juro...

O problema é que o valor de 2% de inflação não tem uma fundamentação científica a sustentar quem o defende.

A primeira vez que se falou nos 2% foi um primeiro ministro neozelandês que num discurso avançou com essa ideia em 1912 ou algo assim.

Estamos a aplicar medidas para resolver um problema na foz, quando o problema está na nascente, os baixos salários, a falta de incentivos à poupança e a falta de indústria que foi deslocalizada para a China.
 
"Jerónimo Martins e Sonae lideram disparidade entre vencimento médio dos funcionários e o que recebe o líder. Em apenas 10 anos, com duas crises pelo meio, a remuneração dos gestores subiu 47% em 10 anos, a dos trabalhadores recuou 0,7%"

https://twitter.com/expresso/status/1646637132474138629

As crises não são para todos.
9 is m cada postos de trabalho no retalho são indiferenciados sem qualquer profissão sem qualquer skill.
esses empregos só podem existir com baixos salários , com salários mais altos serão substituídos por tecnologia e automação.
são robots de carne e osso .
(eu sei eu sei são pessoas coisa e tal mas é a vida)
a medida que os ordenados forem subindo por decreto tonta-se mais vantajosos automatizar os hypermcados e retirar as pessoas
 
9 is m cada postos de trabalho no retalho são indiferenciados sem qualquer profissão sem qualquer skill.
esses empregos só podem existir com baixos salários , com salários mais altos serão substituídos por tecnologia e automação.
são robots de carne e osso .
(eu sei eu sei são pessoas coisa e tal mas é a vida)
a medida que os ordenados forem subindo por decreto tonta-se mais vantajosos automatizar os hypermcados e retirar as pessoas

Em 20 anos esse nº de postos de trabalho caiu 54%, e é como dizes cada vez mais, rotinas e processos serão automatizados.

Basta ver o modelo de trabalho na GD na Alemanha ou nos Nórdicos, nem as secções de frescos escapam. A tendencia é para o pré-acabado em LS
 
Mas o cabrita do PS esteve hoje no Observador a dizer que estava tudo bem, que o PS e os Portugueses estavam bem, que o PS cumpria e dava, que era responsável, que o PSD só ameaçava com o Diabo, bla bla bla.
 
O salário irá subir (SMN) sempre por concentração, muito dificilmente será diferente.

Tendo em conta o número de pessoas que morre por não ter o que comer vais ter sempre pessoas disponíveis para trabalhar por menos.

Com a globalização ainda se acentuou mais a presença de pessoas com muito pouco que procuram melhorar as suas vidas.

O salário mínimo sobe, mas os preços também sobem, mesmo sem inflação. Com inflação fica ainda pior, nem se mantem o poder de compra.

PS: Claro que existirão sempre pessoas que não terão alternativa senão trabalhar pelo salário mínimo, e este tem de ser minimamente justo. Mas uma sociedade dominada por salários mínimos (já 10% da população) não gera valor, o que produzem são sempre produtos ou serviços que não permitem que fique muito.
 
Última edição:
Hoje já senti o iva 0.

Compro sempre a mesma quantidade de pão e já levava o dinheiro contado. Ou seja ainda trouxe troco, pouco mas trouxe.
 
O salário mínimo sobe, mas os preços também sobem, mesmo sem inflação. Com inflação fica ainda pior, nem se mantem o poder de compra.

PS: Claro que existirão sempre pessoas que não terão alternativa senão trabalhar pelo salário mínimo, e este tem de ser minimamente justo. Mas uma sociedade dominada por salários mínimos (já 10% da população) não gera valor, o que produzem são sempre produtos ou serviços que não permitem que fique muito.

Mas a verdade é que as pessoas globalmente estão hoje melhor do que há 20 ou 30 anos atrás, apesar da inflação ao longo destes anos.

E os SMN foram subindo graças à concertação social.

Obviamente que é negativo para a sociedade se muitos trabalhadores ganharem o SMN mas eu penso que se não fosse o SMN a população no geral estava pior, com salários mais baixos.
 
Mas a verdade é que as pessoas globalmente estão hoje melhor do que há 20 ou 30 anos atrás, apesar da inflação ao longo destes anos.

E os SMN foram subindo graças à concertação social.

Obviamente que é negativo para a sociedade se muitos trabalhadores ganharem o SMN mas eu penso que se não fosse o SMN a população no geral estava pior, com salários mais baixos.
Acho que no geral se vive melhor fruto do investimento em infra estruturas habitações etc porque no resto vejo sim uma aparente melhoria. Gente melhor vestida com melhores gadgets umas feriazitas ou fins de semana fora fruto do lowcost que nao existia antes ou de malta que aos 30 e tal ainda nao vive com os pais e como tal aparenta uma vida melhor do que a carteira diz.

Pouco espirito de sacrificio e muitos vícios de geracoes que acham que tem direito a tudo e a toda a hora mas isto devo ser eu que estou a ficar velho e rabugento eheh
 
Acho que no geral se vive melhor fruto do investimento em infra estruturas habitações etc porque no resto vejo sim uma aparente melhoria. Gente melhor vestida com melhores gadgets umas feriazitas ou fins de semana fora fruto do lowcost que nao existia antes ou de malta que aos 30 e tal ainda nao vive com os pais e como tal aparenta uma vida melhor do que a carteira diz.

Pouco espirito de sacrificio e muitos vícios de geracoes que acham que tem direito a tudo e a toda a hora mas isto devo ser eu que estou a ficar velho e rabugento eheh

Também me parece que há pouco espírito de sacrifício mas associo à falta de necessidade para…

Só quando querem sair de casa dos pais percebem as dificuldades, porque de resto mesmo que ganhem o SMN a viver em casa dos pais conseguem ter os tais gadgets, férias, roupa de marca, eventualmente um carrito.

Mas tudo isto é palpável e significa que para muitos adultos a vida vai-se levando relativamente bem.

Há 20 ou 30 anos isto era impensável.

Claro que as viagens lowcost, e o aumento do SMN ajudam e muito para esta realidade.

Contudo, os jovens vivem e só conhecem esta realidade.

Partem do princípio que isto é o normal.

E como disse no início, só quando quiserem a sua casa vão perceber as dificuldades que terão de passar para atingir esse objetivo.
 
Acho que no geral se vive melhor fruto do investimento em infra estruturas habitações etc porque no resto vejo sim uma aparente melhoria. Gente melhor vestida com melhores gadgets umas feriazitas ou fins de semana fora fruto do lowcost que nao existia antes ou de malta que aos 30 e tal ainda nao vive com os pais e como tal aparenta uma vida melhor do que a carteira diz.

Pouco espirito de sacrificio e muitos vícios de geracoes que acham que tem direito a tudo e a toda a hora mas isto devo ser eu que estou a ficar velho e rabugento eheh

Corta o crédito e logo vês os gadgets, carros, ps5, tenis. Tudo a prestações.

Isso não é viver melhor. É ilusão de viver melhor.

Não se pode, ou melhor deve, julgar uma melhoria da qualidade vida por aparências.
 
Corta o crédito e logo vês os gadgets, carros, ps5, tenis. Tudo a prestações.

Isso não é viver melhor. É ilusão de viver melhor.

Não se pode, ou melhor deve, julgar uma melhoria da qualidade vida por aparências.

A este propósito (crédito) li um estudo que dizia que os portugueses tinham em média 4 créditos:

1 CH
1 automóvel
1 crédito pessoal
1 crédito cartão crédito
 
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