A Crise Económica da Década de 20

Mais Liberdade
#MaisFactos

Em 2022, havia em Portugal cerca de mais 500 mil empregos, face a 2004. Mas, quais foram os sectores que mais contribuíram para este aumento líquido do emprego? Foram sectores produtivos?

O sector onde mais empregos líquidos foram criados foi a restauração e similares. São mais 87 mil empregos face a 2022, o que representa cerca de 17% da criação líquida total de empregos em Portugal. Seguem-se, por esta ordem, os sectores da consultoria e programação informática, comércio a retalho, atividades das sedes sociais e de consultoria para a gestão, serviços administrativos e de apoio às empresas, atividades de emprego, e agricultura e produção animal.

Destes sete sectores que mais contribuíram para a criação de empregos em Portugal, cinco deles apresentam uma produtividade por trabalhador relativamente baixa, abaixo da média nacional. Apenas os sectores da consultoria e programação informática e as atividades das sedes sociais e de consultoria para a gestão apresentam uma produtividade acima da média nacional.

No sector que mais emprego criou, o sector da restauração e similares, cada trabalhador produz, em média, pouco mais de metade da produtividade média nacional por trabalhador.


Carreguem canhotos, que os salários subirão por decreto, é só legislar... 🙄

image.png
 
Corte de juros de 50 pontos por parte do Jerome Powell... Necessário ou eleitoralista?

O certo é que se chegou a falar num corte de emergência entre reuniões...
 
IMHO, o preço da energia continua a ser um grande problema para a competitividade europeia, com a agravante de contribuir para uma certa dificuldade em arrumar de vez com os "tempos" duma inflação elevada.

Por cá instalou-se uma narrativa um bocado acrítica sobre a superioridade da rede ibérica; por outro lado Portugal anda há meses a importar uma % elevada de energia espanhola, logo o nosso sistema (PT) está um bocado dependente das opções espanholas. Em dezembro se não fosse o nuclear deles, bem como muitas centenas de GWh de produção à gás de ES, e se calhar teríamos um grande stress no nosso sistema energético.

Na Europa Central e UK, nos últimos dias houve horas e horas seguidas com centenas de GW de potência instalada eólica e FV completamente parada, colocando o ónus de suportar a rede no nuclear, carvão e Nat gas.

O preço do TTF, Carvão e Nat Gas (US) teve uma grande subida desde Março (em alguns casos mais de 50%) e os preços da energia nos últimos dias andaram várias vezes acima dos 100€/MWh, quer na Europa Central, quer em PT/ES. Na Europa Central houve um pico de 2 ou 3 dias bastante "feio", com um clímax no dia 12 de Dezembro, com valores quase a tocar nos 400€MWh. Nem sequer a Suécia e Noruega (que habitualmente têm bons valores) escaparam.

Vamos ver como a situação continua a evoluir, pois isto é um factor crucial para a competitividade industrial e agrícola da UE.

O meu medo é que a médio/longo prazo as opções sejam no sentido dum maior custo. FV à rodos em países com baixa exposição solar, baterias para suportar a rede, etc ... parecem opções que em grande escala podem continuar a tirar competitividade da europa central (que é "o" motor da UE).

PS: o stock de gás europeu está nos 81%, mesmo com um clima mais ameno. A média dos últimos 5 anos é de 83% e o ano passado - na mesma época - estava nos 91%.
 
Última edição:
IMHO, o preço da energia continua a ser um grande problema para a competitividade europeia, com a agravante de contribuir para uma certa dificuldade em arrumar de vez com os "tempos" duma inflação elevada.

Por cá instalou-se uma narrativa um bocado acrítica sobre a superioridade da rede ibérica; por outro lado Portugal anda há meses a importar uma % elevada de energia espanhola, logo o nosso sistema (PT) está um bocado dependente das opções espanholas. Em dezembro se não fosse o nuclear deles, bem como muitas centenas de GWh de produção à gás de ES, e se calhar teríamos um grande stress no nosso sistema energético.

Na Europa Central e UK, nos últimos dias houve horas e horas seguidas com centenas de GW de potência instalada eólica e FV completamente parada, colocando o ónus de suportar a rede no nuclear, carvão e Nat gas.

O preço do TTF, Carvão e Nat Gas (US) teve uma grande subida desde Março (em alguns casos mais de 50%) e os preços da energia nos últimos dias andaram várias vezes acima dos 100€/MWh, quer na Europa Central, quer em PT/ES. Na Europa Central houve um pico de 2 ou 3 dias bastante "feio", com um clímax no dia 12 de Dezembro, com valores quase a tocar nos 400€MWh. Nem sequer a Suécia e Noruega (que habitualmente têm bons valores) escaparam.

Vamos ver como a situação continua a evoluir, pois isto é um factor crucial para a competitividade industrial e agrícola da UE.

O meu medo é que a médio/longo prazo as opções sejam no sentido dum maior custo. FV à rodos em países com baixa exposição solar, baterias para suportar a rede, etc ... parecem opções que em grande escala podem continuar a tirar competitividade da europa central (que é "o" motor da UE).

PS: o stock de gás europeu está nos 81%, mesmo com um clima mais ameno. A média dos últimos 5 anos é de 83% e o ano passado - na mesma época - estava nos 91%.

A energia europeia é o exemplo perfeito de quão disfuncional a europa é.

Energia barata é fundamenta para a europa ser competitiva, mas toda a gente mete isso de lado em função de interesses nacionais ou secundários.

- politica de preços europeia que faz o custo da energia ser a energia mais caro do mix energético, agora está a chegar a um ponto que isto já não funciona, a energia da europa já é muito barata, mas está cheia de truques para garantir que o "mix" tem uma fonte cara para se ganhar bem.

- O jogo de interesses, os franceses que não querem concorrência de Espanha, e não ligam os cabos entre os 2 países, a UE está cheia de exemplos desses, os nórdicos já querem cortar a coneção porque estão a exportar muito, e um sistema de ilhas onde os interesses individuais prevalecem e ninguem quer perder, resultado em todos perderem.

- A estupidez da Alemanha, que acabou com o Nuclear sem um plano b, como por exemplo um parque considerável de baterias, e agora tem variações muito grandes de produção quando o sol e vento falham, lixando todos os países com ligações energéticas à Alemanha.

- Austrias Hungrias e afins que ficaram no seu mundo a consumir gás Russo e não querem saber.

tudo errado, tudo mal feito.

E no fim do dia, pagamos todos por energia mais cara que o necessário, e ainda perdemos as industrias para países com melhores preços energéticos.
 
Última edição:
  • Gosto
Reações: bg2
...
E no fim do dia, pagamos todos por energia mais cara que o necessário, e ainda perdemos as industrias para países com melhores preços energéticos.

Enquanto a Europa andou a brincar aos elefantes e arco-iris coloridos, outras zonas do globo trataram de explorar recursos naturais e construir unidades de produção de energia de forma a ficarem mais competitivos.

Agora estamos a pagar a conta colorida !
 
A energia europeia é o exemplo perfeito de quão disfuncional a europa é.

Energia barata é fundamenta para a europa ser competitiva, mas toda a gente mete isso de lado em função de interesses nacionais ou secundários.

- politica de preços europeia que faz o custo da energia ser a energia mais caro do mix energético, agora está a chegar a um ponto que isto já não funciona, a energia da europa já é muito barata, mas está cheia de truques para garantir que o "mix" tem uma fonte cara para se ganhar bem.

- O jogo de interesses, os franceses que não querem concorrência de Espanha, e não ligam os cabos entre os 2 países, a UE está cheia de exemplos desses, os nórdicos já querem cortar a coneção porque estão a exportar muito, e um sistema de ilhas onde os interesses individuais prevalecem e ninguem quer perder, resultado em todos perderem.

- A estupidez da Alemanha, que acabou com o Nuclear sem um plano b, como por exemplo um parque considerável de baterias, e agora tem variações muito grandes de produção quando o sol e vento falham, lixando todos os países com ligações energéticas à Alemanha.

- Austrias Hungrias e afins que ficaram no seu mundo a consumir gás Russo e não querem saber.

tudo errado, tudo mal feito.

E no fim do dia, pagamos todos por energia mais cara que o necessário, e ainda perdemos as industrias para países com melhores preços energéticos.

Reis
 


2022

Afinal havia mais uma coisa: A dose de picanha num restaurante onde vou frequentemente.

Foi mtos anos €24, em Abril passou para €26 e agora está a €28.

Pelo menos a shrinkflation ainda não apareceu. Uma dose continua a dar para uma família de 4 com dois adultos e duas crianças pequenas.[:D]


Alimentando a thread, agora a dose está a €30.

Porém não foi só a proteína que aumentou. Uma refeição tipo ficava a €50 em Junho agora foi €60.

Não é surpresa nenhuma mas é sempre giro ver os exemplos concretos.






2023

Inflação 0 desde Janeiro.apr:)

A picanha continua a 30 e a refeição toda ficou abaixo de 60 consumindo a mesma coisa +-.






2024

Retomando o grande indicador da picanha, a dose aumentou para €32. Já não ia lá desde Outubro talvez, pelo que não sei se foi aumento do ano novo ou não.

Tb me pareceu que cada dose veio com menos uma ou duas tiras, mas tenho que ir lá outra vez para confirmar dado que fui num registo diferente.

Inflação 0 durante este ano. Manteve-se nos €32 e a dose pareceu-me semelhante.

Vamos ver em 2025. Só faltam 3 dias.[:D]
 
https://eco.sapo.pt/2025/01/14/alimentos-ainda-28-mais-caros-do-que-antes-da-crise-inflacionista/

O ​​​​​​ano de 2024 ficou marcado por uma desaceleração da inflação, mas os preços continuam superiores aos registados antes da crise inflacionista. O nível médio de preços dos bens alimentares e bebidas não alcoólicas em dezembro do ano passado manteve-se superior em 28% face ao registado em 2021, de acordo com os dados divulgados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

O organismo de estatística nacional assinala que o nível médio dos preços em geral tem-se mantido superior ao de 2021, com o nível médio a fixar-se 16,2% acima de 2021
 
O impacto no poder de compra das pessoas com baixos rendimentos é brutal.

A inflação descontrolada é inimiga da prosperidade e conforto das populações. Infelizmente ela voltou e esta a custar a ir-se embora.

Alguma inversão na globalização, somado a alguma restrição em certas fontes energéticas pode ser um caldo de cultura para ficarmos acima dos 2% por mais algum tempo. O problema é que pelo princípio dos "juros compostos", quanto mais tempo este paradigma durar, mais impacto haverá para as populações.
 
Voltar
Superior