[Sociedade] A farsa da justiça portuguesa!

Senhora Ministra, tiro-lhe o chapéu.

"Depois de procelosa tempestade, Noturna sombra e sibilante vento, Traz a manhã serena claridade, Esperança de porto e salvamento"

Os Lusíadas, canto IV.


Dizem que a ordem do Ministério onde vossa excelência está ministra, é de pôr a Justiça ao serviço das pessoas, ao serviço do "outro".
Finalmente alguém entende que o Direito, mais que a Economia, pode fazer uma Nação.
É raro encontrar tanta tenacidade num ministro e ainda mais raro é vê-lo fazer cumprir o que diz.

Até aqui a Justiça tem sido a detentora de todas as culpas, a partir daqui a Justiça aparece como a inovadora de todas as mudanças.

Dizem que se zangou como Sr Bastonário e que até acordou o senhor Procurador Geral para dura prova de continuar a sê-lo. Dizem que está contra tudo e contra todos mas, o que eu vejo é alguém determinado a levar a bom porto um barco que navega há muito a meio gás e em que a culpa de tão má navegação tem sido atribuída sempre aos juizes, como se fossem eles os senhores das cartas de marear.

E provavelmente até deviam sê-lo ou pelo menos deveriam fazer parte da elaboração das mesmas. E vejo então que começam a ser ouvidos os aplicadores da lei.
E como a srª Ministra diz, não estamos aqui para festejar nada. Os anos são difíceis mas o que sinto é que há um caminho a ser feito e felizmente está a ser feito na área da Justiça.

A minha área por eleição.
E de eleição porque, quando digo que sou titular de um órgão de soberania, sei que exerço um poder dever de forma independente e que, de forma independente, estou ao serviço do " outro ". E sei que o poder que exerço, o Poder Judicial, é ainda o único que é independente. Sendo a voz do Direito porque o é, o Poder Judicial pode ser, por ser o único independente de qualquer sufrágio e tendência política, aquele que zela pelo respeito e cumprimento da essência do Direito.

O Poder judicial pode ser um factor de mudança, o garante do Estado de Direito fundado nos valores humanos, nos direitos fundamentais e princípios constitucionais.
Sujeito a sufrágio e eleito o Soberano, abandonado ao seu novo estado, este esquece vulgarmente que exerce o Poder em nome do Povo e ao seu serviço. Criando leis conforme as conveniências económicas, políticas ou outras, Poder Legislativo e Executivo, esquecem que foram eleitos não para serem donos, mas servos.

Sendo o intérprete/aplicador da lei, o leitor do espírito da mesma e não só da letra, o poder Judicial zela para que a lei deve estar apenas ao serviço de Direitos Universais e não interesses individuais. É por isso que lhe tiro o chapéu senhora ministra da Justiça, porque teve a coragem de querer reconhecer na sua pasta, a capacidade para mudar mentalidades e costumes, a capacidade de ter coragem para agir e passar das palavras aos actos.

A Lei não é a Justiça. Esta será um resultado de uma análise interpretativa abrangente e esclarecida, livre de inclinações políticas, económicas, religiosas ou quaisquer outras. Para fazer este percurso querem-se aplicadores da Lei independentes, sabedores, humanistas que tenham a noção de que a lei positiva não é justa pelo simples facto de ser lei e resultar de uma convenção que deve ser cumprida ("pacta sunt servanda") e que há uma teoria da Justiça que não é apenas formal.

É necessário reconhecer que a justiça material é como pão para a boca e vossa excelência, tem se reunido de gente boa que vem tirando o véu formalista à aplicação do direito.

Os passos que vier a dar são ainda árduos e enfrentarão ventos e marés .... Espero que consiga levar o barco a bom porto e que as cartas de marear nunca lhe sejam rasgadas e que as vozes dos velhos do Restelo, embora cautelosas, não a façam desistir ainda que tenha de enfrentar procelosas tempestades.


Sim, sim...muito bonito de ler e tal...

O alarve da Ordem dos Advogados está caladinho, nem mia, é que com as alterações ao CPPenal, cada processo-crime que entra num MP a primeira bola a sair do saco é um advogado oficioso nomeado, quer o arguido queira, quer não.

Tanta crise e falta de dinheiro e nem fazemos ideia do aumento brutal que o MJ vai ter com os honorários dos "Dr's".

Então há falta de dinheiro para tudo e para advogados já há?


Quem dera aos doentes que desesperam horas num banco de urgência ser-lhes nomeado à cabeça um "Dr"...

Os suspeitos da prática de crimes ao final de 1 hora, no máximo, estão a falar com um Dr, que os vai cuidar na sua defesa perante procuradores e juízes...os doentes...esperam 6, 7, 8, 9 e + horas até que algum Dr. os possa observar, cuidar, medicar...
 
Sim, sim...muito bonito de ler e tal...

O alarve da Ordem dos Advogados está caladinho, nem mia, é que com as alterações ao CPPenal, cada processo-crime que entra num MP a primeira bola a sair do saco é um advogado oficioso nomeado, quer o arguido queira, quer não.

Tanta crise e falta de dinheiro e nem fazemos ideia do aumento brutal que o MJ vai ter com os honorários dos "Dr's".

Então há falta de dinheiro para tudo e para advogados já há?


Quem dera aos doentes que desesperam horas num banco de urgência ser-lhes nomeado à cabeça um "Dr"...

Os suspeitos da prática de crimes ao final de 1 hora, no máximo, estão a falar com um Dr, que os vai cuidar na sua defesa perante procuradores e juízes...os doentes...esperam 6, 7, 8, 9 e + horas até que algum Dr. os possa observar, cuidar, medicar...
Percebo a sua revolta (que também é a minha), mas, o objectivo, deveria ser o de garantir que o tempo de espera dos doentes fosse mais o mais reduzido possível.

Não se deve no entanto confundir a nomeação de um advogado de turno (até porque não se ganha assim tanto, estando de turno no tribunal) colocando em causa esse tipo de honorários, com o tempo de espera nos hospitais, nem colocar em causa o direito à justiça ou estaríamos a nivelar por baixo o que se deveria almejar que fosse melhor.
 
Percebo a sua revolta (que também é a minha), mas, o objectivo, deveria ser o de garantir que o tempo de espera dos doentes fosse mais o mais reduzido possível.

Não se deve no entanto confundir a nomeação de um advogado de turno (até porque não se ganha assim tanto, estando de turno no tribunal) colocando em causa esse tipo de honorários, com o tempo de espera nos hospitais, nem colocar em causa o direito à justiça ou estaríamos a nivelar por baixo o que se deveria almejar que fosse melhor.

Isso obviamente o que todos queremos, mas o certo é que o tempo de espera nas urgências é sempre muito acima do razoável.
Fiz a analogia para que vejamos o diferente tratamento que os governantes dão a tão distintos serviços, não estou a confundir nada, apenas a tentar espelhar o que se faz com o dinheiro que é de todos.

O direito à justiça não é colocado em causa pelo facto de não se nomear um advogado a um arguido que :
- não está detido;
- é maior de 21 anos;
- é notificado para comparecer em tribunal para responder pela prática(suspeita de) de algum crime.

Ora, o arguido até pode muito bem dizer "não necessito de advogado, não quero", mas com esta Lei vai tê-lo...:rolleyes:...mesmo contra a sua vontade(o direito a não querer um advogado já era...[:D])


Isto é que me causa grande estranheza...num momento onde não há dinheiro para nada, mas afinal para nomear e pagar a advogados, já há?

E os advogados estão de turno, sim, mas pelo que sei já nem estão fisicamente no tribunal, são contactados telefonicamente e caso possam(ou queiram) têm 45 minutos para ali chegar, estou errado?

Não sei se se ganha muito ou pouco - depende. Se um advogado chega a um interrogatório, fala 5 minutos antes com o arguido, durante o interrogatório não abre a boca e no julgamento "pede justiça", e depois recebe 100 ou 200 euros, acho muito(até porque teremos de multiplicar estes 100 euros por MUITOS advogados nomeados diariamente a nível nacional).
 
[h=5]VIANA DO CASTELO[/h][h=2]Indignados com sentença sobre agressões mortais[/h]
O tribunal de Viana do Castelo condenou hoje a dois anos e meio de prisão, suspensa, um dos quatro arguidos no caso das agressões mortais a um jovem de 19 anos, decisão recebida com gritos em plena sala de audiência.



O tribunal decidiu condenar um dos arguidos, que confessou o empurrão que se revelou mortal para o jovem Tiago Puga devido queda, por um crime de ofensas à integridade física simples, agravado pela sua morte, numa pena de prisão de dois anos e seis meses de prisão, suspensa na execução por igual período, em cúmulo jurídico também pelo crime de omissão de auxílio.
Este arguido foi ainda condenado ao pagamento de uma indemnização aos pais da vítima, de 117.500 euros.
No final da leitura do acórdão, ainda em plena sala de audiência, e sem a presença de qualquer elemento policial, um grupo de jovens, com cerca de duas dezenas de amigos da vítima, gritaram insistentemente "vergonha", face à decisão do tribunal.
Ainda dentro do tribunal ouviram-se vários gritos de protesto, o que obrigou à chamada da PSP para assegurar a saída dos arguidos, face à concentração no exterior.
O tribunal condenou um outro arguido, por agressões a outro jovem, amigo de Tiago Puga, num crime de ofensas à integridade física simples e omissão de auxílio, em cúmulo jurídico, a 280 dias de multa à taxa diária de 7 euros.

Indignados com sentença sobre agressões mortais - Portugal - DN



 
[h=5]CASO BCP[/h][h=2]Juízes trocam datas e culpam Banco de Portugal[/h]Conselho Superior da Magistratura diz que processo esteve cinco anos no supervisor. Mas foram apenas dois anos e meio

http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=3746657
 
[h=2]Por dia, dois arguidos escapam à Justiça por prescrição[/h]A prescrição do caso do antigo líder do maior banco privado português teve um efeito notável: conseguiu gerar um consenso absoluto no Parlamento. Todos ficaram chocados e todos querem saber se é preciso mudar as leis. Uma coisa é certa. Não se percebe qual o padrão de prescrições em Portugal
831072


PÚBLICO


A fotografia foi muito bem escolhida![:D]
 
Privilégios dos magistrados

Os magistrados portugueses beneficiam de um conjunto de regalias profissionais que constituem verdadeiros privilégios quando comparadas com as de outras funções do estado. E o que é mais escandaloso nem é tanto a existência desses privilégios (sempre os houve em Portugal), mas sobretudo a desfaçatez com que os próprios magistrados os negam, quase sempre apoiados por bem oleadas máquinas de propaganda mediática e recorrendo mesmo a puras falsidades.
Uma das mais repetidas falsidade consiste em afirmar que os juízes portugueses são dos mais mal pagos da União Europeia e que o próprio Conselho da Europa o teria reconhecido. Ora, de acordo com um estudo divulgado por esse organismo em 2010, os juízes portugueses em início de carreira auferiam, em 2008 (ano a que se refere esse estudo), 34 693 euros por ano, o que equivale a 1,7 vezes o salário médio de Portugal. Esse rácio é superior aos da Áustria e da França (1,1 salários médios cada), da Holanda (1,4), da Finlândia (1,5), da Bélgica (1,6) e Dinamarca (1,6). Tudo isso dando de barato que o ordenado médio nacional é de aproximadamente 20.000 euros anuais, o que não é verdade, pois ele é até bastante inferior.

Mas a desigualdade é ainda maior quando se faz a mesma comparação com os juízes em fim de carreira. Estes ganhavam, no mesmo ano, 83 401 euros por ano, o que equivale a 4,2 salários médios, o que é bastante superior ao que ganhavam os juízes da Holanda (2,3 vezes a média salarial), Dinamarca (2,3), Áustria (2,6), Islândia (2,7), Suécia (3,2), Noruega (3,2), Luxemburgo (3,3), Finlândia (3,3), França (3,4) e Bélgica (3,5).

Os juízes portugueses são, assim, bem melhor remunerados do que os seus colegas dos países mais desenvolvidos da Europa, se compararmos os níveis de vida e as capacidades económicas de cada país.

É óbvio que essas remunerações só se tornam privilégios quando comparados com a média das remunerações praticadas em Portugal e não com as remunerações dos juízes dos países desenvolvidos da Europa, muito mais ricos do que nós. Nestes países todos ganham mais do que em Portugal, a começar pelos chefes de Estado, passando pelos governantes, deputados e acabando nos mais humildes trabalhadores do sector privado. Comparar o vencimento de um juiz português com o de um suíço ou de um alemão em termos absolutos é misturar falaciosamente realidades diferentes que só pode servir para confundir os incautos ou então para sustentar agendas reivindicativas totalmente desfasadas das realidades económicas do nosso país.

Porém, onde o privilégio se torna chocante é quando comparamos os vencimentos dos magistrados com os das restantes funções do Estado em Portugal.
Os juízes de primeira instância com cerca de 15 anos de serviço ganham mais do que um general das Forças Armadas no topo da carreira com mais de 40 anos de serviço. E se for um juiz de círculo (último escalão da primeira instância), a diferença é de cerca de mil euros a mais. Por outro lado, um juiz com apenas três anos de serviço ganha mais que um professor catedrático em dedicação exclusiva numa universidade pública com dezenas de anos de serviço, mais do que um director de serviço num hospital do estado e mais do que qualquer funcionário superior da administração pública em fim de carreira.

Outra das falsidades em que os juízes mais insistem é na de que não são aumentados há cerca de 15 ou 20 anos. Ora, os magistrados sempre foram aumentados todos os anos nos mesmos termos e percentagens em que o foram o presidente da República, o primeiro-ministro, o presidente da Assembleia da República e todos os restantes servidores do Estado. O aumento dos magistrados é automático e reporta-se sempre a 1 de Janeiro de cada ano, ao contrário do que sucede com os funcionários públicos cujos aumentos, em alguns anos, só entraram em vigor meses depois.

O que os juízes têm pretendido com essa falsidade é obter aumentos muito maiores do que os dos restantes servidores do Estado, incluindo o próprio presidente da República, unicamente porque se julgam superiores a todos os outros. Mas como não conseguiram esses aumentos, estão permanentemente a afirmar, com todo o descaramento do mundo, a mentira de que têm os seus vencimentos congelados.

Vimos na minha última crónica como são elevados os vencimentos dos magistrados portugueses quando comparados com as remunerações de outros servidores do Estado, nomeadamente militares e professores do Ensino Superior e, sobretudo, quando são olhadas à luz das capacidades económicas do país.Mas, há outro aspecto relevante e que é pouco conhecido do público. Trata-se do apertadíssimo leque remuneratório existente na magistratura judicial. Com efeito, os vencimentos dos magistrados têm vindo a ser uniformizados, chegando-se já ao ponto de a diferença entre o vencimento base do presidente do Supremo Tribunal de Justiça e o dos juízes dos tribunais de círculo (primeira instância), ser apenas de cerca de 500 euros.

Esse facto resulta da circunstância de haver um tecto remuneratório correspondente ao vencimento fixado para o presidente da República que limita os aumentos dos vencimentos dos juízes dos tribunais superiores, enquanto os dos outros magistrados, sobretudo os de 1.ª instância, têm uma margem de aumento muito maior. Se as coisas continuarem assim, não tardará muito para que a maioria dos magistrados tenha uma remuneração muito semelhante à do presidente do STJ. Essa é outra consequência do sindicalismo nas magistraturas.

Sublinhe-se que, só com as remunerações dos magistrados, o Estado português gastou em 2010, mais de 220 milhões de euros, dos quais cerca de 182 milhões com as remunerações certas e permanentes e cerca de 40 milhões com remunerações variáveis e eventuais.

Mas outro dos mais escandalosos privilégios das magistraturas é o subsídio de habitação que os sindicatos querem que passe a ser denominado de subsídio de compensação e que corresponde a milhares de euros anuais, os quais, por decisão dos próprios tribunais, estão totalmente isentos de impostos.

Esse subsídio estava na sua origem ligado a um dos paradigmas mais saudáveis da boa administração da justiça consubstanciado na antiga regra do sexénio, abolida em meados dos anos oitenta, e que consistia na obrigatoriedade de os juízes não poderem permanecer na mesma comarca mais de seis anos. Era a versão contemporânea da figura do «juiz de fora» do século XIV e que pretendia evitar que as relações pessoais dos juízes pusessem em causa a boa administração da justiça.

Com efeito, é de meridiana evidência que um juiz residente durante muitos anos na mesma localidade chegará a um ponto em que, por muito honesto que seja, acaba por não poder fazer boa justiça, precisamente por não se libertar das ligações pessoais e familiares, bem como das amizades e inimizades que a prolongada permanência no mesmo local sempre origina.

É óbvio que o sexénio obrigava a grandes sacrifícios, a que o Estado respondia com a atribuição aos juízes de alguns direitos extraordinários, tal como as casas de função, ou seja, residências mobiladas e totalmente gratuitas. E quando não havia residência do Estado, então os magistrados recebiam uma quantia em dinheiro para eles custearem as despesas de habitação.

Porém, os magistrados acabaram com a regra do sexénio, mas mantiveram o subsídio para a habitação.
Ultimamente, os juízes têm tentado transformá-lo numa parte do vencimento, chamando-lhe subsídio de compensação (compensação de quê?), embora seja óbvio que ele só se refere à habitação, pois os magistrados a quem o Estado atribuiu casa não o recebem.

Ou seja, além da remuneração que é das mais elevadas do Estado (basta ver que cerca de 95% de todas as pensões de reforma superiores a 5.000 euros por mês que o Estado paga, incluindo as dos titulares dos restantes órgãos de soberania, são de magistrados), ainda recebem um subsídio pago, indistintamente, a todos os magistrados, incluindo aqueles que já estão aposentados ou os que vivem em casa própria ou de familiares. Mesmo aqueles que vivem juntos na mesma casa recebem esse subsídio como se cada um vivesse em casa própria.

Chega mesmo a verificar-se situações em que um casal de magistrados vivendo juntos, a um deles o Estado atribui a casa de função e a outro o subsídio de habitação. Trata-se de situações anómalas que não deviam acontecer ou então que deviam ser corrigidas rapidamente. Mas nesses privilégios não mexe a ministra da Justiça.

Privilégios dos magistrados (I) - JN
Privilégios dos magistrados (II) - JN

pois é meninos, não são só as PPP que comem sofregamente o nosso dinheirinho dos impostos
 
Última edição:
Os nossos juizes são bem pagos, e ainda por cima trabalham mal.
Pelos vistos só trabalham bem quando é para defender os próprios interesses...
Isto prova que nem sempre pagar bem é suficiente para se ser bem servido.
 
Pena que ninguém fale da vergonha que são as actuais nomeações em barda de advogados nos processos crime e nas execuções.

Ex: dois arguidos em processo crime de fraude fiscal - Zé Pintor(legal representante) e Zé Pintor Lda, são, no fundo, um só, porque o primeiro representa a empresa.

Dantes, bastava a nomeação de um advogado.

Agora(ai a austeridade...), nomeiam-se dois advogados, um para o Zé Pintor, outro para o Zé Pintor Lda.

Ou seja, o arguido físico é UM, mas vai a julgamento com DOIS advogados.

Se tiver apoio judiciário, cá estamos nós para pagar aos causídicos.

Por isso o "bom" do Marinho Pinto cessou o ataque à sra ministra....
 
Os nossos juizes são bem pagos, e ainda por cima trabalham mal.
Pelos vistos só trabalham bem quando é para defender os próprios interesses...
Isto prova que nem sempre pagar bem é suficiente para se ser bem servido.

quando nao ha avaliacao a serio impera a mediocridade e os contribuintes veem o produto do seu trabalho a perder-se em servicos sem qualidade
 
As PPPs não são um aumento, pelo menos no verdadeiros sentido da palavra, apenas e só entram em pagamento obras realizadas neste ano de 2014.

Quanto à justiça que é má, os Juízes apenas e só como em tudo o resto são um espelho do país, são na generalidade maus e decidem em função de interesses sejam eles financeiros, pessoais ou de interesses instalados.

O caso mais mediático que prova isto nos últimos tempos (que tem tópico por cá) é o caso do homem que assassinou o genro com direito a video e tudo e agora está em casa, ainda por cima vive com a neta cujo pai assassinou e cujos outros avós paternos (que tiveram filho assassinado) há anos não a conseguem ver!
Não sei como é isto possível num país civilizado... ou melhor, sei, a senhora é juíza e mexeu bem os cordelinhos, no fim o que dá vontade é de fazer justiça pelas próprias mãos.
 
Produtividade...

Contra-ordenações. Só em três meses prescreveram no tribunal multas de mais de 300 mil euros
http://www.ionline.pt/artigos/portugal/contra-ordenacoes-so-tres-meses-prescreveram-no-tribunal-multas-mais-300-mil-euros
 
Já dizia o "demagógico" Marinho Pinto uma coisa do género: "há polícias fedorentos, médicos fedorentos, advogados fedorentos, mas os magistrados têm sempre de cheirar bem"...

[;)]
 
Têm uma das profissões mais bem pagas em Portugal, e é uma das profissões aonde deve haver mais incompetentes.
E depois o pessoal fala daqueles que não querem trabalhar pelo salário mínimo. Estes nem trabalham por 10 vezes mais o salário mínimo...
 
Voltar
Superior