A grande BMW.....

O título do tópico é assim um bocadinho "atiçado" para a noticia em questão... Até parece que descobriram que a BMW tinha campos de concentração para fabrico de peças ou assim.
 
A situação que se vive em Portugal é mais escandalosa e ninguém estrabucha...
Somos UE, Zona Euro, abolimos fronteiras, temos livre circulação de bens e serviços, porém estamos inibidos pela nossa própria lei (ou devo chamar-lhe "anti diretiva comunitária) de comprar um carro em Espanha e de o conduzir em Portugal... Assim pagamos um ISV absurdo, uma taxa de 23% de IVA sobre o valor do veiculo mais o valor do ISV e ainda largamos umas centenas em imposto anual e ninguém diz nada...
Sejamos sinceros, a BMW so quer que os suiços comprem carros na suiça, por mim tudo bem, estão no seu direito.
 
A situação que se vive em Portugal é mais escandalosa e ninguém estrabucha...
Somos UE, Zona Euro, abolimos fronteiras, temos livre circulação de bens e serviços, porém estamos inibidos pela nossa própria lei (ou devo chamar-lhe "anti diretiva comunitária) de comprar um carro em Espanha e de o conduzir em Portugal... Assim pagamos um ISV absurdo, uma taxa de 23% de IVA sobre o valor do veiculo mais o valor do ISV e ainda largamos umas centenas em imposto anual e ninguém diz nada...
Sejamos sinceros, a BMW so quer que os suiços comprem carros na suiça, por mim tudo bem, estão no seu direito.

Mas é mesmo sobre essas "leis" que isto se retrata... Esta mal feito, seja por parte de uma marca ou parte de um (des)governo qualquer.
 
Bom, li os varios comentarios aqui postos a noticia, a maioria deles baseados em a "coitadinha da bm" e os r@nhosos dos suicos" e cada vez mais acho que a populacao mundial, europeia, como queiram chamar esta decadente, podre e tudo o mais.
Veem isto como se uma brincadeira se tratasse e que a populacao do pais X fosse um alvo a abater....
Aos meus olhos, vejo isto como uma questao de injustica. Injustica para com a carteira de cada um. Injustiça para com a liberdade de compra e muitas mais coisas.

Se tenho dinheiro para comprar um bem, e que no pais vizinho, é muito mais barato, mesmo depois de pagar as taxas impostas pelo meu pais, onde é que eu iria comprar esse bem? Acho que aqui so um asno vai dizer: compro no meu pais porque estou a ajudar a economia. Tou a enterrar a minha carteira e o dinheiro que tou a pagar a mais mete me muito comer em casa, mas que se lixe, tou a ajudar a economia do meu pais........

Penso que sera mais neste prisma que a "coitadinha da bm" ta a levar com a multa que esta a levar.
E muito sinceramente, do meu ponto de vista nao é por ser com a BMW, mesmo que fosse com uma outra marca qualquer eu iria dizer sempre o seguinte : Bem feito, deviam era levar com uma coima 3 vezes superiores para abrirem a pestana. [;)]

Realmente, há pessoas só vêem para aquilo que lhes interessa.

As tuas noções de economia são demasiado básicas para te andares aqui a sentir injustiçado. E dizer que a população europeia é decadente e podre só demonstra ignorância.

Injustiça?! Injustiça é tu gerires uma empresa em Portugal em que pagas ordenados dignos aos teus trabalhadores, não os fazes trabalhar 16 horas por dia, não contratas criancinhas e ainda descontas para a segurança social por eles, e depois tens de concorrer com empresas produtoras asiáticas e/ou africanas em que nem os direitos humanos cumprem.

Porquê que isto acontece? Porque não há suficiente regulação dos estados, neste caso da Europa. A UE deveria ser ainda mais proteccionista neste aspecto, ou seja, procurar garantir justiça social/fiscal não só nos países membros, mas também, só aceitar que entre no nosso mercado o que cumpre com determinadas regras mínimas. O problema é que nos sabe demasiado bem ter smart phones e ipads baratos, que quando nos fartamos dos mesmos, joga-se fora e compra-se outro.

Para esta situação da BMW em concreto, nós só temos um mercado único porque existe harmonização fiscal entre os vários países membros da UE, de modo a garantir haja justiça em termos de concorrência. Sem isto não há mercado único, foi por essa mesma razão que Portugal teve de implementar o IVA no seu sistema fiscal.

Se a suíça não faz parte da UE, e não joga com as mesmas regras que os países membros, também não pode estar à espera que o mercado único esteja lá para quando lhe apetecer. Isso sim, não é justo.

Esta coisa de querer comprar de olhos fechados a quem vende mais barato não é bom para ninguém. É preciso ver o filme todo, não só o final.
 
Injustiça?! Injustiça é tu gerires uma empresa em Portugal em que pagas ordenados dignos aos teus trabalhadores, não os fazes trabalhar 16 horas por dia, não contratas criancinhas e ainda descontas para a segurança social por eles, e depois tens de concorrer com empresas produtoras asiáticas e/ou africanas em que nem os direitos humanos cumprem.
apr:)apr:)
Concordo em absoluto. Aliás, tenho denunciado neste fórum esta e outras facetas muito negativas do modelo atual de globalização.
 
A Suiça não é exemplo para ninguém... Não contribui para a redistribuição de riqueza a nível mundial e ainda por cima tem nos cofres dos seus bancos muitos dólares manchados de sangue...

Portanto ética não é com esses senhores...
 
pelo titulo parece mais azia que outra coisa

supostamente na suiça com a união europeia não ha livre circulação de bens, por isso nem vejo onde esta o mal
 
Aqui neste fórum, parece-me que ao mencionar uma marca, é como mencionar um clube de futebol: exaltam-se logo os sentimentos. Parece-me que alguns dos nossos intervenientes ficaram logo irritados só pelo título do tópico. Aliás, as primeiras respostas foram simplesmente lamentáveis. Não sei se será só para somar mais uma resposta às muitas milhares que já têm.
Estou completamente de acordo com o Ribeiros. Se uma loja/estabelecimento está aberta, não podem existir exclusões por nacionalidade, raça, etnia ou seja o que for. Se eu, português, for à Alemanha comprar um BMW decerto eles vendem-mo. E se for lá um Angolano ou um Japonês, também. Por isso os suiços também têm esse direito. No caso da Suiça (estado) é que pode impor legislação que regule a entrada desses carros.
A BMW foi multada e muito bem. Não é por acaso que é a marca mais rentável do mundo.
 
A situação que se vive em Portugal é mais escandalosa e ninguém estrabucha...
Somos UE, Zona Euro, abolimos fronteiras, temos livre circulação de bens e serviços, porém estamos inibidos pela nossa própria lei (ou devo chamar-lhe "anti diretiva comunitária) de comprar um carro em Espanha e de o conduzir em Portugal... Assim pagamos um ISV absurdo, uma taxa de 23% de IVA sobre o valor do veiculo mais o valor do ISV e ainda largamos umas centenas em imposto anual e ninguém diz nada...
Sejamos sinceros, a BMW so quer que os suiços comprem carros na suiça, por mim tudo bem, estão no seu direito.

Se comprares um carro em Espanha e lhe puseres uma matricula Portuguesa podes conduzi-lo na boa.
 
Aqui neste fórum, parece-me que ao mencionar uma marca, é como mencionar um clube de futebol: exaltam-se logo os sentimentos. Parece-me que alguns dos nossos intervenientes ficaram logo irritados só pelo título do tópico. Aliás, as primeiras respostas foram simplesmente lamentáveis. Não sei se será só para somar mais uma resposta às muitas milhares que já têm.
Estou completamente de acordo com o Ribeiros. Se uma loja/estabelecimento está aberta, não podem existir exclusões por nacionalidade, raça, etnia ou seja o que for. Se eu, português, for à Alemanha comprar um BMW decerto eles vendem-mo. E se for lá um Angolano ou um Japonês, também. Por isso os suiços também têm esse direito. No caso da Suiça (estado) é que pode impor legislação que regule a entrada desses carros.
A BMW foi multada e muito bem. Não é por acaso que é a marca mais rentável do mundo.


parece que estas a ver mal as coisas

eu não vejo as marcas a venderem assim tão facilmente como tu queres pintar
deve ser preciso alguns requisitos, porque senão iamos todos comprar os carros ao estrangeiro

agora o mal aqui não me parece defender a marca, parece-me mau é defender que a suiça queira ser união europeia quando convem, e quando não convem assobia para o lado
 
Se comprares um carro em Espanha e lhe puseres uma matricula Portuguesa podes conduzi-lo na boa.

Resposta cheia de sumo esta... a menos que estejas a leste e não saibas que isso implica o pagamento de um volume de impostos significativo, ou seja contradiz aquilo que é um dos fundamentos da UE...
 
Realmente, há pessoas só vêem para aquilo que lhes interessa.

As tuas noções de economia são demasiado básicas para te andares aqui a sentir injustiçado. E dizer que a população europeia é decadente e podre só demonstra ignorância. (Nao me sinto injusticado em coisa nenhuma, nao sou Suiço, nao faco ideias de o ser, nao tenho BMW e tao pouco pretendo ter um )

Injustiça?! Injustiça é tu gerires uma empresa em Portugal em que pagas ordenados dignos aos teus trabalhadores ( Onde em Portugal isso existe??? 500€ e um salario digno para quem? ), não os fazes trabalhar 16 horas por dia ( por enquanto, mas ja nao falta muito pois nao? A ultima vez que ouvi dizer o estado pediu um esforco aos trabalhadores para fazerem mais horas por semana de borla em prol da economia ), não contratas criancinhas e ainda descontas para a segurança social por eles (onde anda a Seguranca Social estes ultimos tempos? A minha mae teve de cancelar os tratamentos que fazia porque agora nao sao comparticipados, ou se cura ou morre a fome, parabens Seguranca Social ), e depois tens de concorrer com empresas produtoras asiáticas e/ou africanas em que nem os direitos humanos cumprem. ( nisto estou de acordo e nao aceito isso, mas isso é por culpa dos estados que aceitam que esses produtos entrem na UE )

Porquê que isto acontece? Porque não há suficiente regulação dos estados, neste caso da Europa. A UE deveria ser ainda mais proteccionista neste aspecto, ou seja, procurar garantir justiça social/fiscal não só nos países membros, mas também, só aceitar que entre no nosso mercado o que cumpre com determinadas regras mínimas. O problema é que nos sabe demasiado bem ter smart phones e ipads baratos, que quando nos fartamos dos mesmos, joga-se fora e compra-se outro. ( Exacto, mas quem é a BMW para decidir e meter em pratica o que meteu? A BMW tem algum poder legal para impor estas coisas sobre que pais for? A BMW é orgao soberano de algum Pais? Que eu saiba nao. )

Para esta situação da BMW em concreto, nós só temos um mercado único porque existe harmonização fiscal entre os vários países membros da UE, de modo a garantir haja justiça em termos de concorrência. Sem isto não há mercado único, foi por essa mesma razão que Portugal teve de implementar o IVA no seu sistema fiscal.

Se a suíça não faz parte da UE, e não joga com as mesmas regras que os países membros, também não pode estar à espera que o mercado único esteja lá para quando lhe apetecer. Isso sim, não é justo.
( A Suiça nao entra na UE para preservar a economia que tem, coisa que alguns paises da actual UE deveriam ter feito e cairam na burrice de o fazer. Portugal penso que foi um deles, pelo simples facto de ter aderido ao Euro, nao condeno por terem aderido a UE atencao )
Esta coisa de querer comprar de olhos fechados a quem vende mais barato não é bom para ninguém. É preciso ver o filme todo, não só o final.

No fundo digamos assim : a UE esta mal estruturada, mal organizada e gerida, mas nao é um constructor automovel que tem que impor leis seja a quem for. Dai eu dizer que é injustica, seja para os Suiços, seja para Espanhois, Franceses ou ate mesmo nos Portugueses.
 
Assim de repente, parece-me que o objectivo da BMW era proteger os concessionários suiços, e evitar a propagação de mercado paralelo a partir desse país...

Se é legal ou não, não sei que como dizia o outro: " não sou electricista"[:D], mas não tem nada a haver com não querer vender aos suiços, mas sim evitar o desaparecimento da BMW Suisse.
 
Esta questão curiosamente coloca-se ao nível de impostos cobrados por cada cantão suíço no espaço da confederação Suíça, [:D] propaga-se ao nível de pagamentos e de eventuais prémios dados por multinacionais presentes na Suíça e em espaço comunitário, razão o verdadeiro impulso cambial do franco suíço em relação ao euro.

De qualquer modo é extremamente difícil controlar o destino final do fluxo de vendas de uma concessão, há indicação interna (discutível perante certos acordos de livre comércio), se um cidadão suíço tiver o total do capital, a compra é efectuada, se um cidadão suíço tiver acesso ao crédito local a compra é efectuada, as próprias regulamentações fiscais são variáveis na confederação Suíça, e acordos com países terceiros.
 
(...) Existe um Espaço Económico Europeu (EEE), nascido de um acordo entre os países da UE e da EFTA (associação da qual a Suiça faz parte) (...)

Que permitiu diversos acordos comerciais entre os dois blocos, ou seja para real efeito a Suíça está integrada em muitos pontos comercias e mesmo politicos na UE, e em ambos os blocos comercias não é permitido o condicionamento de circulação de pessoas e mercadorias como é o caso apresentado, [;)]
 
(...) temos um mercado único porque existe harmonização fiscal entre os vários países membros da UE, (...)

Onde?[:)], se as respectivas cargas fiscais e normas contabilísticas particadas dentro do espaço comunitário são totalmente dispares?, ou será mera coincidência a transferência de capital e o deslocar das sedes sociais de diversas empresas nacionais, existe de facto é uma livre circulação de pessoas e mercadorias, coisa totalmente diferente, e mesmo neste ponto existem condicionantes politicas a serem observadas e respeitadas como por exemplo o tratado do espaço Schengen.
 
Onde?[:)], se as respectivas cargas fiscais e normas contabilísticas particadas dentro do espaço comunitário são totalmente dispares?, ou será mera coincidência a transferência de capital e o deslocar das sedes sociais de diversas empresas nacionais, existe de facto é uma livre circulação de pessoas e mercadorias, coisa totalmente diferente, e mesmo neste ponto existem condicionantes politicas a serem observadas e respeitadas como por exemplo o tratado do espaço Schengen.

Uma coisa é harmonização fiscal, outra coisa são taxas iguais.

Em relação às normas contabilísticas, acredito que tenhas dito isso apenas por desconhecimento teu. Até porque ainda em 2010, passou a ser obrigatório para todas as empresas portuguesas que possuem contabilidade organizada, utilizarem o Sistema de Normalização Contabilístico (SNC) em detrimento do Plano Oficial de Contabilidade (POC). O SNC vai precisamente de encontro às IAS (International Accounting Standard) e às IFRS (International Financial Reporting Standards), já adoptadas pela maioria dos países da UE.

Em termos fiscais, todos os países têm impostos semelhantes. Na pratica, uma empresa portuguesa pode perfeitamente vender para qualquer país sem que os impostos interfiram com a escolha dos potenciais clientes. Isto acontece porque há regras definidas e acabou-se com as alfandegas dentro do mercado único, por exemplo, quando uma empresa portuguesa exporta, esta fica isenta de IVA, sendo que o IVA será depois exigido no país de destino das mercadorias/serviços a quem as comprou.

O mesmo acontece com os impostos sobre o rendimento. Tu podes trabalhar por toda a UE, que depois os teus rendimentos não irão ser alvo de dupla tributação. Isto porque existem regras em todos os impostos sobre o rendimento de todos os países da UE, que evitam que isto aconteça e porque, posteriormente os países trocam informações entre si.

Por onde tu estás a querer entrar, é pelo facto de existirem taxas a aplicar diferentes. Ou seja, impostos iguais, taxas diferentes. Isto só acontece porque os vários países têm necessidades de financiamento diferentes, em que os impostos contribuem para tal. As diferentes taxas podem também contribuir para que haja concorrência fiscal entre os vários países, que é o caso que estás a relatar. Mas nada disso tem a ver com harmonização fiscal.
 
Resposta cheia de sumo esta... a menos que estejas a leste e não saibas que isso implica o pagamento de um volume de impostos significativo, ou seja contradiz aquilo que é um dos fundamentos da UE...

Apenas comentei o facto de teres dito que estávamos inibidos de conduzir em Portugal um carro comprado em Espanha, o que é falso, pela razão que referi.
Não falei nada sobre as taxas que cada pais cobra para gerar matriculas de um veiculo para circular no seu território.
 
Resposta cheia de sumo esta... a menos que estejas a leste e não saibas que isso implica o pagamento de um volume de impostos significativo, ou seja contradiz aquilo que é um dos fundamentos da UE...

Nunca entendi o porquê de termos que legalizar o que quer que seja se vem da UE.
Eu quando vou a outro país compro equipamentos de electrónica, vestuário, leitura, etc e nunca me pediram para legalizar nada.
Porque é que com os carros havia de ser diferente? Que se pague pela matrícula e pelo registo nacional ainda se concebe, agora estar a "repagar" o que supostamente está pago é que não entendo.
 
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