A Guerra

Gostei, é a história. Nada a fazer! Ou muita ilação a tirar.

Gostei, é a história. Nada a fazer! Ou muita ilação a tirar.

Percebe-se agora a expressão "Orgulhosamente sós", imagens que não eram passadas nos media, convinha não deixar passar que o "Império" estava a cair ou já tinha caído à muito.

O mapa côr de rosa já nada significava senão para júbilo do ensino de geografia ultramarina e ostentação de um poder corrupto. Contrariando as directivas da ONU, teimávamos em arrastar o que há muito se fazia adivinhar noutras paragens do continente africano fruto dos movimentos independentistas, enfim.

As guerras são frias e imagens que chocam bem como relatos não são só de agora, sempre o foram, pena não existir na altura a CNN. Mas não fica por aqui, o Joaquim foi buscar ao armazém muita peça de reportagem que nem sonhavamos existir e que ficou a guardar pó fruto de uma censura sem limites.

"Está tudo bem com as províncias ultramarinas...", "Angola é nossa...a pátria não se discute"


1961: O PIOR ANO DA MINHA VIDA

A 22 de Janeiro, na América Central, o Henrique Galvão assalta o paquete Sta. Maria (Santa Liberdade, berram eles...). É pirataria das antigas, mas as outras Nações assim não o entendem. O Brasil dá asilo político aos piratas.

A 4 de Fevereiro um bando de selvagens assalta as prisões de Luanda, querem libertar os presos políticos. Espicaçados, a reacção dos portugueses é heróica: de muceque em muceque, partem à caça dos terroristas.

11 de Março... O General Botelho Moniz é um militar "craveirista", eu bem sabia disso. Mas quis neutralizá-los, convidei-o para meu Ministro da Guerra e muito me custou pôr de lado o Santos Costa. Enganei-me, isto já não funciona como dantes. A 11 de Março o Américo Tomás telefona-me a avisar que o Botelho Moniz e outros generais têm um golpe armado para me apear. Neste preciso momento os golpistas estão a assistir a um jogo de futebol entre as selecções militares de Portugal e Marrocos. Rapidamente vou de quartel em quartel, altero os comandos, esvazio o golpe. Depois do jogo, o Botelho Moniz ainda vem ao meu gabinete tentar uma solução pacífica, que eu trate de acabar com a Censura e outras parvoíces... Ele a falar e eu a lembrar-me de um outro Botelho Moniz fundador da Legião Portuguesa e comandante dos nossos Viriatos na guerra de Espanha. Este aqui degenerou, não saiu aos seus... Corto rente:

- Senhor General, está demitido, queira retirar-se!

Em Angola dão-me uma facada pelas costas. E agora, na minha própria casa, outra facada me queriam dar?

A 13 de Março vou à Emissora Nacional e proclamo, espicaço:

- Para Angola e em força!

Mobilização, flores, fanfarras, a Pátria não se discute!

Mas a 15 de Março a quadrilha do Holden Roberto começa a chacina no norte de Angola. Ele, que nem português sabe falar, é traidor de segunda financiado pelos americanos.

A PIDE avisa-me que outros, dos que estudaram na Metrópole, como o médico Agostinho Neto e o engenheiro agrónomo Amílcar Cabral, também andam lá por fora a organizar movimentos terroristas de outro cariz. Fiz mal em ter aberto em Lisboa a Casa dos Estudantes do Império. Apesar de assimilados, e até licenciados, portugueses de segunda, de segunda serão sempre.

A 21 de Abril há uma resolução da ONU a condenar a política africana de Portugal. Ninguém entende a nossa forma de estar no mundo, à qual um brasileiro chamou, e muito bem, de luso-tropicalismo. Não percebem que a nossa Nação é pluricontinental e plurirracial, é Una, vai do Minho a Timor e a Pátria não se discute.

A 19 de Dezembro tropas indianas invadem Goa, Damão e Diu. Eu tinha ordenado que resistíssemos até ao último homem. O nosso martírio (e eu só estava à espera dele...) levaria ao ridículo internacional o incensado pacifismo de Nehru. Mas Vassalo e Silva, o comandante da nossa tropa, acovardou-se, rendeu-se, traiu-me. Fico muito abalado com a traição.

Na noite de 31 de Dezembro para 1 de Janeiro há uma tentativa de sublevação no quartel de Beja, e nela está envolvido o próprio Humberto Delgado. A PIDE está a par das movimentações. Abafa a revolta mas o susto é grande.

Este foi o pior ano da minha vida.


Faltavam ainda 13 anos para derrubar esta linha de pensamento "orgulhosamente só" o resultado está à vista.

Embora muitos acreditassem mais tarde numa primavera Marcelista o certo é que as políticas colonialistas continuaram. Mudavam-se as moscas mas o substracto continuava etc, etc, etc...(ainda hoje)

«Marcelo estava pálido, barba por fazer, gravata desapertada, mas digno. (...)

Perguntou-me ainda o que ia ser feito do Ultramar. Declarei-lhe que a solução para a guerra seria obtida por conversações. Toda esta conversa, tida a sós, teve por fundo o barulho do povo a cantar o Hino Nacional e o Está na hora».
 
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Nada mau este 1ª episodio.

A propósito da legitimidade ou não da guerra, gostava de expor uma ideia que achei bastante interessante de um Tenente que não me lembro o nome, esteve no programa “PRÓS E CONTRAS” da RTP1 desta ultima 2ª-Feira , ele disse mais ou menos isto:

“Porque os Russo tiveram o direito em manter o seu imenso território conquistado ao longo dos tempos e nos não? Será porque eles (os Russos) conquistaram esses territórios a “cavalo” e nos a “barco”?

Pois é! O mesmo diria eu dos EUA: Porque os EUA tiveram (ou tem) o direito de manter todos seus estados e nos não? Lembremos que os EUA após sua independência que foi muito mais recente que a portuguesa continuaram a conquistar territórios, aos nativos “índios” e ao México. Os EUA até os 70 tiveram graves conflitos raciais, contra negros e contra nativos (índios), as leis dos EUA ate os anos 60 ao contrário das de Portugal era claramente discriminatórias, racistas. Então!? porque nos? Que fizemos de mal? A nossa “politica racial” era de fazer inveja aos “civilizados” britânicos e aos próprio povo dos EUA.

Mais uma vez sobre a legitimidade da guerra, na minha opinião os governantes da altura fizeram o correcto, tínhamos a obrigação moral e civica de defender os portugueses (brancos e negros) que viviam nos territórios portugueses de ultramar.

Certas pessoas devem entender de uma vez por toda que a “guerra do Ultramar” não foi contra os nativos dos territórios portugueses africanos, foi contra a “cobiça internacional” que incentivou e patrocinou uma pequena minoria de terroristas objectivando precisamente a nossa divisão, e conseguiram infelizmente. Os Norte-americanos (principalmente os nortemaricanos) bem que poderiam usar na sua bandeira o lema: “Dividir para reinar”. Tudo a ver.

No programa “Prós e contras” da RTP1 foi mencionado por diversas vezes apoio dos EUA no movimento terrorista independentista UPA (união popular de Angola). E ninguém no programa desmentiu. Parece um facto indesmentível, o que na minha óptica e gravíssimo. O Movimento terrorista independentista UPA não reflectia a vontade da maioria, na verdade estava bem longe disso como muitos retornados (brancos e negros) podem testemunhar.
 
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Mais uma vez sobre a legitimidade da guerra, na minha opinião os governantes da altura fizeram o correcto, tínhamos a obrigação moral e civica de defender os portugueses (brancos e negros) que viviam nos territórios portugueses de ultramar.

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Dizes muito bem, TERRITÓRIOS PORTUGUESES sómente à 5 séculos
 
Dizes muito bem, TERRITÓRIOS PORTUGUESES sómente à 5 séculos

5 seculos quase nada, não é?

Dizem as más linguas que a luta foi em vão, pois perdemos a guerra em africa... O que é mais um tremendo erro!!! Mencinando mais uma vez o "tenente" que referi na minha anterior mensagem, disse: "Nos não perdemos a guerra em africa, perdemo-la no terreio do paço"

Pois é, perdemo-la militarmente no terreiro do paço, e politicamente no "Tribunal da Santa Inquisição" dos tempos moderno... esta:

Brasil_ONU_FomeZero.jpg


ONU
 
Reforça a ideia que as pessoas(assasinos) apoiam-se na ideia que na guerra vale tudo até matar crianças [8b] [8b] [8b] [8b] [8b]

Referes-te a ambos os lados ou só a um?!...

É que o exército português teve no mato africano esquadrões da morte que chegavam às aldeias nativas para as exterminar. Não havia prisioneiros. A justificação é que eram bases de apoio aos terroristas...

Numa guerra só a parte que tem evidente supremacia se pode permitir «o não vale tudo». A outra parte, se for por aí, acabou de perder a guerra.

«Quem não tem cão caça com gato».
 
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O «Angola é nossa!», mote que Mizé Nogueira Pinto & marido ainda não conseguiram superar, diz tudo sobre uma mentalidade que se recusava a observar o mundo à sua volta, e onde as independências das colónias (e províncias ultramarinas!...) eram o padrão natural...

Portugal, uma vez mais, pensou-se como excepção, como «special one», e depois mais dura foi a batida com a realidade...
 
segundo esta linha de pensamento deviamos ser tudos arabes.

Segundo aquela linha de pensamento deveriamos ter sido tão inteligentes e unidos como foram os Norte-Americanos e os Russos na defesa dos interesses da nação.

5 seculos de unidade não significa nada?
 
Referes-te a ambos os lados ou só a um?!...

É que o exército português teve no mato africano esquadrões da morte que chegavam às aldeias nativas para as exterminar. Não havia prisioneiros. A justificação é que eram bases de apoio aos terroristas...

Numa guerra só a parte que tem evidente supremacia se pode permitir «o não vale tudo». A outra parte, se for por aí, acabou de perder a guerra.

«Quem não tem cão caça com gato».

Antes de 1961 quase não havia tropas em Angola.

Não te esqueças do começo dos conflictos, dos masacres de milhares de portugueses (brancos e negros). Queres que te conte alguns detalhes dos masacres? Tenho conhecimento de muitas situações contadas pelos meus familiares, ainda hoje apos o almoço o meu pai relembro alguns episodios que ele mesmo testemunhou, e outros amplamente conhecidos na altura... [:vm)] Mexe com qualquer um...
 
O «Angola é nossa!», mote que Mizé Nogueira Pinto & marido ainda não conseguiram superar, diz tudo sobre uma mentalidade que se recusava a observar o mundo à sua volta, e onde as independências das colónias (e províncias ultramarinas!...) eram o padrão natural...

Portugal, uma vez mais, pensou-se como excepção, como «special one», e depois mais dura foi a batida com a realidade...

Mas porque Portugal tinha que seguir o mesmo caminho de outros países europeus?

Portugal como pais soberano que foi optou por manter a unidade territorial e devia ter sido respeitada a sua vontade, ainda mais quando não havia motivos reais que justificasse a separação, o mais grave disto tudo é que a soberania portuguesa foi desrespeitada por um organismo (ONU) que se pretendia justa e não foi como se sabe.

Estávamos condenados a perder a guerra contra o terrorismo? Não! Tanto não estávamos condenados como ganhamos em todas as frentes de guerra em Africa, em Angola nos últimos anos vivia-se num clima de paz. Não fosse as pressões da ONU (EUA e URSS) e a traição dos “abrilistas” hoje seríamos um grande pais, unido e rico. O que é que somo hoje em dia? O que é Portugal hoje em dia? Os terroristas (de fato e gravata) “libertaram” o povo Português de Angola de que? O que era e em que se tornou Angola apos a "libertação"? O que é Angola?

Concordo que Portugal esta muito melhor hoje em dia… mas para aqueles que encheram os bolsos de dinheiro.
 
Mas porque Portugal tinha que seguir o mesmo caminho de outros países europeus?

Portugal como pais soberano que foi optou por manter a unidade territorial e devia ter sido respeitada a sua vontade, ainda mais quando não havia motivos reais que justificasse a separação, o mais grave disto tudo é que a soberania portuguesa foi desrespeitada por um organismo (ONU) que se pretendia justa e não foi como se sabe.

Estávamos condenados a perder a guerra contra o terrorismo? Não! Tanto não estávamos condenados como ganhamos em todas as frentes de guerra em Africa, em Angola nos últimos anos vivia-se num clima de paz. Não fosse as pressões da ONU (EUA e URSS) e a traição dos “abrilistas” hoje seríamos um grande pais, unido e rico. O que é que somo hoje em dia? O que é Portugal hoje em dia? Os terroristas (de fato e gravata) “libertaram” o povo Português de Angola de que? O que era e em que se tornou Angola apos a "libertação"? O que é Angola?

Concordo que Portugal esta muito melhor hoje em dia… mas para aqueles que encheram os bolsos de dinheiro.

Vai a Angola e conversa com os negros que eram jovens nos anos 60 e 70, e vais ver o que é que eles pensam dessa tua ideia da Angola portuguesa...

Já agora achas que um país assim merece ter influência seja sobre que povo for?!...~

http://www.megavideo.com/?v=QHOYAVC0+
 
Vai a Angola e conversa com os negros que eram jovens nos anos 60 e 70, e vais ver o que é que eles pensam dessa tua ideia da Angola portuguesa...

Já agora achas que um país assim merece ter influência seja sobre que povo for?!...~

http://www.megavideo.com/?v=QHOYAVC0+

Dr. Zen achas mesmo que a maioria em Angola pensa assim, e os que pensam assim pensam com a propria cabeça? Achas? Tem algum juizo?

Contra factos não há argumentos, volto a repetir algumas perguntas:

Angola foi libertada de que? O que era e em que se tornou Angola apos a "libertação"? O que é Angola?
 
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