É sintética.Isso é que é visão selectiva.
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Vai ao cerne da questão, na minha opinião.
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É sintética.Isso é que é visão selectiva.
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Claro que os sistemas comunistas, ou defensores desse tipo de doutrinas!interessante seria ver que sistema politico tem os mais ricos e os mais pobres.
Claro que os sistemas comunistas, ou defensores desse tipo de doutrinas!
Não sei se a India será um bom exemplo, pois tem protagonismo industrial, tecnológico e, até, nuclear (...), mas o povo (imenso) continua a parecer viver em enorme e insustentável miséria...e os mais ricos ?
a questão indiana é um paradigma disso .
Diz ali no texto que na india onde adoptaram politicas mais liberias, que é preciso politicas que melhor disrtibuam a riqueza por aqueles que não beneficiam TANTO.
a conclusão logica é que quase todods beneficiam do crescimento assente em pliticas liberias, não beneficiaam foi todos de igual forma, aind assim demonstra duas coisas importante.
- a india melhorou como umtodo
- quase todos beneficiam
é certo que uns ficaram podres de ricos e outros apenas menos pobres, mas incomensuravelmente melhor que ficarem todos pobres.
o mesmo se esta a pssar na china.
E basta ter dois neuronios mesmo que um fundido para se perceber que assim é.
Mais uma vez dou o meu exemplo de vida.
quando a minha vida melhorou e comecei a ter muito mais trabalho e dinheiro, arranjei aguem para la em casa fazer as tarefas domesticas.
é evidente que é so mais um posto de trabalho de baixo salario e baixa qualificação, ainda assim é para essa pessoa incomensuravelmente melhor que não ganhar nada.
percebes porque é qe o sistema mais livre ( mais liberal) é melhor que se conhece[]
.Não sei se a India será um bom exemplo, pois tem protagonismo industrial, tecnológico e, até, nuclear (...), mas o povo (imenso) continua a parecer viver em enorme e insustentável miséria...
Eu não quereria lá viver!
Eu acho que não estás minimamente interessado em PERCEBER nada!
Creio que com este tópico apenas queres vincar o teu ponto de vista...
Mesmo que te mostrem e provem por "A+B" algumas razões que claramente desconheces....
Deixo uma sugestão, um livro que já mencionei aqui no forum e escrito por um ecónomista que NÃO se intitula como Liberal:
Tenta-se neste livro explicar muitas das tuas dúvidas sem qualquer perconceito:
Não percebo a relação da pobreza com a liberalização.
Só há riqueza quando se é competitivo. E quem pensa que pode ser competente aqui ou na China, está no bom caminho para criar riqueza.
O resto é conversa. []
Hobbes mostrou claramente com o seu «Leviathan» a natureza do Homem.
A liberalização num tal ambiente implica evidentemente um velho e conhecido efeito: «o 8 para muitos e 80 para poucos»...
Ora vês?!.
nem tu, nem eu nem niguem que viva na europa nos USA ou no japão .
Mas poderemos dizer o mesmo daqui a 20 anos?
olha a coreia do sul!
e a china daqui a 10 anos ?
percebes
que é muito melhor que nada a dividir em partes iguais.
matematica elementar meu caro zen
Eu diria a maioria muito pobre para "nós, uma curta minoria, ficarmos ainda mais ricos"...[8b]Nem mais! Mas parece que muita gente prefere a igualdade comunista: todos muito pobres.
Nem mais! Mas parece que muita gente prefere a igualdade comunista: todos muito pobres.
Ora vês?!
O que se vai passar daqui a 20 anos "a Deus pertence"! Mas percebo o que queres dizer!...[]
Nem mais! Mas parece que muita gente prefere a igualdade comunista: todos muito pobres.
que é muito melhor que nada a dividir em partes iguais.
matematica elementar meu caro zen
Liberalização global
Hernando de Soto, activista contra a pobreza, acredita que a globalização pode ajudar os mais pobres.Mas primeiro é preciso alterar as leis da propriedade
World Business 29 Jun. 2006
por Morice Mendoza
Economista e antigo líder empresarial, Hernando de Soto é presidente do Institute for Liberty and Democracy, uma influente organização internacional de investigação com sede em Lima, Peru, que está empenhada em criar sistemas jurídicos que ajudem os mais pobres a ter acesso a direitos de propriedade, bens e capital. Considerado pelas revistas Time e Forbes como um dos líderes mais inovadores do mundo, Hernando de Soto aconselhou Chefes de Estado de mais de 20 países sobre os programas de reforma da lei da propriedade. É autor de vários livros sobre política económica, em que se inclui O Mistério do Capital (Editorial Notícias), e que explica por que motivo as estruturas legais que regem os acordos de propriedade são a base do desenvolvimento económico.
World Business – Mantém uma posição optimista ou pessimista em relação à globalização?
Hernando de Soto – Acredito que para além de todas as dúvidas e discussões sobre as vantagens ou desvantagens, os altos e baixos da globalização, temos de prosseguir com este processo, pois é a forma mais eficaz de fazer as coisas. Vai muito além do tema da redução dos custos de produção e da criação de mercados mais abrangentes. Tem que ver com o conceito de civilização. Os países que dependem uns dos outros têm menos probabilidades de entrar em guerra. É tão simples quanto isto.
O que é que falta para lá chegarmos?
Os países actualmente excluídos da economia globalizada terão de fazer ajustamentos gigantescos nos seus sistemas jurídicos e na governação, de modo a conseguirem tirar o máximo partido. O Ocidente fê-lo durante centenas de anos, mas actualmente não temos esse tempo. A globalização, tal como a conhecemos hoje, é restrita. Permite a participação de apenas 2 mil milhões de pessoas num total de 6 mil milhões. Falando de modo geral, 1000 milhões estão no Atlântico Norte, no Japão e nas quatro principais economias. Os restantes estão no mundo em desenvolvimento e na antiga União Soviética e tentam copiar o Ocidente.
Entretanto, 4 mil milhões de pessoas, 80% da população mundial, não estão incluídas no sistema. Não há forma de poderem participar. Por exemplo, não é possível comercializar, fazer transferências bancárias ou ter morada própria para realizar um negócio. Cerca de 4 mil milhões não possuem direitos de propriedade. Sem identidade fixa não conseguem obter crédito. Estas pessoas podem facilmente considerar o sistema de comércio internacional um abuso. Podem revoltar-se contra o Ocidente, a globalização e todos os problemas subjacentes que daí advêm.
Texto completo na World Business 29 Junho 2006
Esta Globalização Não Beneficia os Pobres do Mundo
A pobreza não diminuiu apesar dos compromissos assumidos pelos líderes mundiais na Cimeira do Milénio em 2000. Pelo contrário, aumentou em várias regiões, de acordo com o relatório Social Watch 2005, que será apresentado esta quarta-feira aos participantes na Cimeira das Nações Unidas anunciada como a maior reunião de Chefes de Estado e do Governo da história.
O relatório Social Watch 2005, uma rede internacional de monitorização com membros em 50 países – representada em Portugal pela oikos – demonstra claramente o mau desempenho dos vários governos no cumprimento dos acordos internacionais destinados a reduzir a pobreza e alcançar a igualdade de género.
“Que o mundo tenha alcançado apenas metade do que seria necessário para se cumprir com os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio significa que o ritmo dos avanços em desenvolvimento social tem vindo a reduzir-se desde 1990, apesar de todas as promessas e declarações”, afirmou Roberto Bissio, coordenador do Social Watch.
O relatório Social Watch 2005, intitulado “Gritos e Murmúrios”, para salientar a diferença entre o que se tem prometido e o que se tem conseguido, avalia o progresso face às metas adoptadas pela comunidade internacional em 2000 e conclui que parte da culpa cabe ao processo de globalização económica promovido depois da Guerra Fria como meio para pôr fim às desigualdades entre as nações.
A globalização melhorou as condições para o comércio, mas não para os trabalhadores. Como resultado, enquanto se cria riqueza, a maioria das pessoas pelo mundo fora não a partilham, salienta o relatório.
“O capital pode mover-se mais depressa do que há dois séculos atrás, mas os trabalhadores não. Eles são forçados a competir numa corrida pelas piores condições, enquanto os governos, desesperados por investimentos, competem para oferecer mais concessões e benefícios fiscais. Regras desiguais geram resultados desiguais.”, assinalou Roberto Bissio. “Isto não deve ser uma surpresa para muitos economistas porque é precisamente o que Adam Smith observou e previu em A Riqueza das Nações, publicada no século XVIII”, adicionou Bissio.
O relatório também refere os conflitos de interesse que emergiram no âmbito do comércio internacional, como o conflito entre os direitos das pessoas nos países em desenvolvimento a terem acesso aos medicamentos contra o HIV/SIDA e os direitos de propriedade intelectual das companhias farmacêuticas que são reguladas pela Organização Mundial do Comércio (OMC).
A inexistência de um supremo tribunal internacional para decidir sobre os conflitos entre direitos humanos e as regras do comércio da OMC concede uma importância ainda maior a encontros como a Cimeira das Nações Unidas Milénio+5. A Cimeira que se reúne de 14 a 16 de Setembro juntará mais de 170 Chefes de Estado e Governo e avaliará o progresso alcançado até agora em termos de cumprimento com os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio e as regras de comércio internacional, entre outros temas.
A questão técnica de como definir e medir a pobreza está aberta ao debate. O Programa de Acção da Cimeira Social adoptada em Copenhaga em 1992 definiu pobreza como a falta de recursos, de participação social, política e cultural, e diferenciou a pobreza generalizada dos países pobres da pobreza focalizada dos países ricos. Pobreza absoluta foi assim definida como a que impede as pessoas de aceder aos serviços básicos mínimos para garantir a sua sobrevivência.
A Declaração do Milénio combina as referências às necessidades (alimentos, água) aos meios (rendimento) quando se propõe o objectivo de reduzir para metade, até 2015, a percentagem de pessoas com rendimentos inferiores a um dólar por dia, a percentagem de pessoas com fome e a percentagem de pessoas sem acesso sustentável a água potável.
O critério de menos de um dólar por dia foi estabelecido pelo Banco Mundial como a linha internacional para a pobreza extrema.
Mas ao adoptar este critério, “a Declaração do Milénio distancia-se da perspectiva da Cimeira Social e do vencedor do Prémio Nobel Amartya Sen, para quem a pobreza deve ser vista mais como a privação das capacidades básicas e muito menos como a mera escassez de rendimento”, diz Bissio.
Segundo a sua própria definição o Banco Mundial estima que existe 1.3 mil milhões de pobres no mundo. Contudo, o Social Watch avisa que se as definições nacionais de pobreza fossem usadas em vez da “linha internacional para a pobreza extrema”, pelo menos mais 500 milhões de pessoas dos países de rendimentos médios e altos seriam adicionadas ao número total de pobres no mundo.
A discrepância surge do facto do indicador de um dólar por dia ser inadequado em algumas regiões. Na América Latina, por exemplo, a Comissão Económica para a América Latina e Caraíbas (ECLAC) usa a medição de dois dólares diários para definir a linha de pobreza extrema, enquanto nos Estados Unidos da América esta está estimada em 12 dólares diários.
De facto, quando as definições nacionais e oficiais são utilizadas, ao número de pobres na América Latina incluídos na contagem internacional devem ser adicionados mais 200 milhões.
O novo relatório da Social Watch 2005 argumenta que o uso do indicador de um dólar diário responde basicamente a motivos ideológicos e políticos: “Este indicador levou os investigadores do Banco Mundial a afirmar que a ‘globalização funciona já que parece implicar que a percentagem de pessoas que vivem na pobreza em todo o mundo está a diminuir”, salientou Bissio.
A equipa de investigação do Social Watch chegou a uma conclusão diferente: a pobreza extrema não está a diminuir e na realidade está a aumentar em África, América Latina, Médio Oriente e Europa do Leste e grande parte da Ásia onde o progresso se concentra no Vietname, Índia e China.
Lisboa e Montevideo, 13 de Setembro de 2005
FONTE OIKOS