Confesso que este tópico me parece ser um caso clínico de dependência psicológica de substâncias ilícitas.
Epá, já percebemos o jornalismo está a degradar-se a ritmo acelerado, desde as capas dos jornais ao batalhão de comentadores especialistas em tudo e coisa nenhuma, convidados para cada noticiário.
A minha esposa contou-me que num dos telejornais apareceu um "especialista em famílias reais" a comentar a visita do trump ao Reino Unido (onde será que se faz uma especialização em famílias reais?).
Mas a realidade é que isso acontece porque as pessoas estão colados a TV a ver uns tipos de tefone em riste a filmar a viagem do Mourinho e outras parvoíces e não ouvem notícias sobre o Governo querer levar o Código do Trabalho para 1933.
Mudem de canal, leiam jornais Franceses, Alemães, vejam o canal Odisseia, o National Geográfic, sigam a PBS ou a CBS, comprem livros de economia moderna ("Porque falham as nações" de Daron Acemoglu e James Robinson ou "In This Economy? How Money & Markets Really Work" de Kyla Scanlon), psicologia, romances, livros de história mundial, qualquer coisa.
E mudem de canal sempre que forem apresentados comentadores, achistas, especialistas em tudo, futebol, assuntos mórbidos, incêndios e gente parva a fazer coisas parvas.
Pode parecer que não, mas faz toda a diferença.
E quando forem questionados em sondagens, sobre canais de tv, conversas tontas dos políticos ou futebois, respondam que não viram, não conhecem ou nunca viram esse canal. Vão ver que as coisas mudam.