A vida do Maia em 50 discos

A sonoridade deste trabalho não é fácil de entender. Precisa de estudo.
A Tonto a cada audição que se faz (não digo que assim também não seja com as outras), nota-se que transporta grande nivel. A forma como a Atlas termina é que está um pouco abrupta em jeito tipo laboratório, (talvez seja também a passagem para a faixa seguinte).
Consoante aumentam o número de audições por certo vai agradar ainda mais.
 
Também me lembro de na altura ter ficado surpreendido com este álbum. Já não o ouvia há muito, já nem me lembrava dele. É bom sim senhor. Não o colocaria nos melhores de 2007, quanto mais nos melhores de sempre, mas lá está, este tópico é sobre gosto e cada qual tem o seu. [;)]

Bom início.
 
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49. Herbert - Bodily Functions (2001)

Matthew Herbert, DJ, produtor e compositor britânico, tem mantido ao longo de vários anos, uma sequência de trabalhos notável, quer em nome próprio, quer com alter-egos como Doctor Rockit, Wishmountain, Rádio Boy ou Transformer, ou ainda com outro dos trabalhos paralelos, a Matthew Herbert Big Band.
Mas é assinando como Herbert ou com a sua Big Band (conjunto de músicos de jazz), que tem alcançado maior notariedade e brilhantismo nos meandros da música de cariz electrónico e experimental. Mesmo experimentando várias “orientações sonoras”, sempre nos habituou a trabalhos de elevada qualidade, como são os mais recentes “Scale” (2006) e “Plat du Jour” (2007), ou com a sua Big Band em “There’s Me and There’s You” (2008).
Com este “Bodily Functions”, seu terceiro álbum, é criada a simbiose perfeita entre instrumentos acústicos, mergulhados em ambientes jazzísticos, com a electrónica house sempre elegante de Herbert. A companheira de sempre Dani Sicilliano empresta a voz, preguiçosa mas apaixonante, peça fundamental no equilíbrio geral do álbum. Banda sonora perfeita para um calmo final de noite (“The Last Beat” ou “I Know”), ou para agitação em pista de dança (“It’s Only” ou “The Audience”).
Como curiosidade, quase todas as faixas contêm samples de sons do corpo humano (daí o nome do álbum), tendo Herbert assegurado que todas as percussões foram criadas por “estranhos que existem dentro de nós”. Elucidativo.

Posto de escuta:
It's Only
The Audience
I Know
The Last Beat
 
Last edited:
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49. Herbert - Bodily Functions (2001)


Matthew Herbert, DJ, produtor e compositor britânico, tem mantido ao longo de vários anos, uma sequência de trabalhos notável, quer em nome próprio, quer com alter-egos como Doctor Rockit, Wishmountain, Rádio Boy ou Transformer, ou ainda com outro dos trabalhos paralelos, a Matthew Herbert Big Band.
Mas é assinando como Herbert ou com a sua Big Band (conjunto de músicos de jazz), que tem alcançado maior notariedade e brilhantismo nos meandros da música de cariz electrónico e experimental. Mesmo experimentando várias “orientações sonoras”, sempre nos habituou a trabalhos de elevada qualidade, como são os mais recentes “Scale” (2006) e “Plat du Jour” (2007), ou com a sua Big Band em “There’s Me and There’s You” (2008).
Com este “Bodily Functions”, seu terceiro álbum, é criada a simbiose perfeita entre instrumentos acústicos, mergulhados em ambientes jazzísticos, com a electrónica house sempre elegante de Herbert. A companheira de sempre Dani Sicilliano empresta a voz, preguiçosa mas apaixonante, peça fundamental no equilíbrio geral do álbum. Banda sonora perfeita para um calmo final de noite (“The Last Beat” ou “I Know”), ou para agitação em pista de dança (“It’s Only” ou “The Audience”).
Como curiosidade, quase todas as faixas contêm samples de sons do corpo humano (daí o nome do álbum), tendo Herbert assegurado que todas as percussões foram criadas por “estranhos que existem dentro de nós”. Elucidativo.

Posto de escuta:
http://listen.grooveshark.com/#/song/It_s_Only/1295291
http://www.youtube.com/watch?v=INwJj8-Ak-A
http://listen.grooveshark.com/#/song/I_Know/1295294
http://listen.grooveshark.com/#/song/The_Last_Beat/1295296

Também não conheço... [:D]:sh)
 
Ñ conhecia, ñ faz muito o meu género de música...
(nem nunca tinha ouvido falar, sinceramente)

Ainda assim, ñ deixo de aplaudir o gosto eclético, e até entendo o pqê de 1 álbum deste género estar nesta contagem! Parece-me 1 estilo de música muito bom em termos de versatilidade em relação aos vários momentos de audição, ou da própria disposição da pessoa...

Miguel, assim tb vou chegar ao fim a reconhecer apenas uns 4 ou 5 discos [:D]:sh)
 
Como prometi a mim próprio, não deixaria nenhuma das sugestões passar em branco.

Já estou a ouvir o nº 49 da tua contagem, e a tua descrição encaixa na perfeição.

Um óptimo disco para ouvir ao final do dia, durante momentos mais relaxantes.


Desconhecia por completo, mas fico feliz por agora conhecer.[;)]
 
No número 49 uma lufada de ar fresco relativamente aos estilos habitualmente ouvidos por aqui (por aqui entenda-se Raistatop, Scientistop, Álbuns do Ano xxxx, etc). Não conhecia também, mas, além das que colocaste, ouvi mais uma (Suddenly) e fiquei fã. Não é o tipo de música que meta na aparelhagem a rodar. É mais do tipo de meter num mp3 e, esporadicamente, no carro, quando se dá aquela voltinha ou quando se pára naqueles momentos de descontracção.

Pergunta: se bem me recordo, este estilo musical não é contemplado no tópico dos Álbuns do Ano, certo?
 
No número 49 uma lufada de ar fresco relativamente aos estilos habitualmente ouvidos por aqui (por aqui entenda-se Raistatop, Scientistop, Álbuns do Ano xxxx, etc). Não conhecia também, mas, além das que colocaste, ouvi mais uma (Suddenly) e fiquei fã. Não é o tipo de música que meta na aparelhagem a rodar. É mais do tipo de meter num mp3 e, esporadicamente, no carro, quando se dá aquela voltinha ou quando se pára naqueles momentos de descontracção.

Pergunta: se bem me recordo, este estilo musical não é contemplado no tópico dos Álbuns do Ano, certo?
Este ano, alterou-se o tópico, precisamente para contemplar todos os estilos musicais.

Dantes era "Melhores Álbuns Rock do Ano", agora é " Melhores Álbuns do Ano".[;)]
 
Não conhecia (pelo menos que me lembre) o trabalho deste Matthew Herbert mas confesso que estou a ouvir e a gostar. A gostar bastante mesmo, assim numa temática de música numa onda meio chill/electronica, para se ouvir num passeio de carro pelo final de uma tarde tarde ou como música ambiente num qualquer bom e acolhedor bar, bem junto ao rio ou ao mar.

Miguel, muito obrigado por esta "apresentação". apr:)apr:)
 
Boa escolha,
Conheço há já uns anos, ouvi pela primeira vez Matthew Herbert na 'RUC', é sempre um bom som para se descontrair.. ;)
 
Também não conheço, mas tal como em relação aos Battles (e a todos os álbuns que eu não conheça e que passarem por aqui*) fica prometida várias audições atentas.

Este é um tópico que vou canibalizar e esmiuçar até ao osso na minha demanda pela boa música que ainda não conheço.

*excepto se passar por aqui o álbum dos Buraka[:D]
 
Também não conheço, mas tal como em relação aos Battles (e a todos os álbuns que eu não conheça e que passarem por aqui*) fica prometida várias audições atentas.

Este é um tópico que vou canibalizar e esmiuçar até ao osso na minha demanda pela boa música que ainda não conheço.

*excepto se passar por aqui o álbum dos Buraka[:D]



Mas irá concerteza passar o já reputado JP GANGGGGG apr:)


Um album mítico a esmiuçar com toda a atenção e para entranhar na alma daqueles que realmente apreciam música
 
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48. Broken Social Scene - Broken Social Scene (2005)

Os Broken Social Scene são um dos rostos mais importantes da vaga canadiana que (felizmente) se abateu sobre nós nos últimos anos. Companheiros de corrida de Wolf Parade, Arcade Fire, Islands ou The Dears, os BSS são um colectivo de vários músicos (as últimas contas apontavam para quinze), liderados por Kevin Drew e Brendan Canning.
Ao partilharem afinidades com qualquer um dos citados, implica que são portadores de uma nova ideia de exuberância aplicada à música rock ou pop alternativa. E são mesmo.
Este álbum homónimo é uma surpreendente colecção de mini-sinfonias pop, quer pelas orquestrações, quer pelas batidas ora calmas ora em crescendo, resultantes em verdadeiros momentos de libertação do que vai na alma destes músicos, sempre ajudados por uma panóplia de instrumentos e vozes, entre guitarras exacerbadas.
Por vezes, parece instalar-se alguma confusão, pelo elevado número de elementos à solta, mas no meio dessa confusão surge sempre um traço melódico que ajuda a ver o caminho a seguir. Confusão propositada, mas perfeitamente controlada, tão típico da “cena canadiana”.
Álbum de uma consistência assinalável, conta ainda assim com momentos altos como “Ibi Dreams of Pavement (A Better Day)”, a bela indie-pop de “Swimmers” (com a voz da também canadiana Feist) ou a magnífica epopeia de “It’s All Gonna Break”. São tudo músicas para ir disfrutando e descobrindo. Só assim podemos encontrar nelas o repouso aconchegante no meio do aparente caos.

Posto de escuta:
Ibi Dreams of Pavement (A Better Day) (momento Arcade Fire após os 2:49)
Swimmers
7/4 Shoreline
It's All Gonna Break

 
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