A vida do Maia em 50 discos

Muito, muito bom!!! (não sei porquê, mas acho que vou repetir este comentário vezes e vezes sem conta...[:D])

Descobri esta banda devido ao hype Arcade Fire, em 2005 ou 2006 (eu cheguei um pouco tarde ao fenómeno...).

E este BSS são muito bons naquilo que fazem!

Mais um álbum a recordar com grande vontade.[kiss]
 
Broken Social Scene são de facto uma bela banda. Conheço a obra e já vi ao vivo em Paredes de Coura. Excelente escolha.
 
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48. Broken Social Scene - Broken Social Scene (2005)

Os Broken Social Scene são um dos rostos mais importantes da vaga canadiana que (felizmente) se abateu sobre nós nos últimos anos. Companheiros de corrida de Wolf Parade, Arcade Fire, Islands ou The Dears, os BSC são um colectivo de vários músicos (as últimas contas apontavam para quinze), liderados por Kevin Drew e Brendan Canning.
Ao partilharem afinidades com qualquer um dos citados, implica que são portadores de uma nova ideia de exuberância aplicada à música rock ou pop alternativa. E são mesmo.
Este álbum homónimo é uma surpreendente colecção de mini-sinfonias pop, quer pelas orquestrações, quer pelas batidas ora calmas ora em crescendo, resultantes em verdadeiros momentos de libertação do que vai na alma destes músicos, sempre ajudados por uma panóplia de instrumentos e vozes, entre guitarras exacerbadas.
Por vezes, parece instalar-se alguma confusão, pelo elevado número de elementos à solta, mas no meio dessa confusão surge sempre um traço melódico que ajuda a ver o caminho a seguir. Confusão propositada, mas perfeitamente controlada, tão típico da “cena canadiana”.
Álbum de uma consistência assinalável, conta ainda assim com momentos altos como “Ibi Dreams of Pavement (A Better Day)”, a bela indie-pop de “Swimmers” (com a voz da também canadiana Feist) ou a magnífica epopeia de “It’s All Gonna Break”. São tudo músicas para ir disfrutando e descobrindo. Só assim podemos encontrar nelas o repouso aconchegante no meio do aparente caos.

Posto de escuta:
http://www.youtube.com/watch?v=9JRsyIXzsU8(momento Arcade Fire após os 2:49)
http://www.youtube.com/watch?v=l8s3fSE5j8o
http://www.youtube.com/watch?v=Uev2J_cBHjQ
http://listen.grooveshark.com/#/song/It_s_All_Gonna_Break/111193


Este álbum é algo de maravilhoso, acompanhou-me durante um tempão e quando fazia rádio passava qualquer coisa do álbum todos os dias!

7/4 Shoreline, Fire eyed boy, Windsurfing nation... Não vale a pena enumerar... são todas!

O concerto em PdC em 2007 foi magnifico e o ponto alto daquela edição do festival! É óptimo poder ver aquele caos de que falas ao vivo, a máquina funciona muito bem.

Não é deste álbum mas o ponto alto do tal concerto foi para mim esta
 
Não é deste álbum mas o ponto alto do tal concerto foi para mim esta
Não é à toa que os concertos dos Arcade Fire e dos BSS foram marcantes para quem teve o prazer de os presenciar (os relatos são mais que muitos).

O "You Forgot it in People" de 2003, é ainda hoje considerado como o álbum propulsor de uma série de bandas que lhes seguiram no movimento, movimento esse que ganhou "visibilidade" com o "Funeral" dos AF.

Muito bom também.
 
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Não é à toa que os concertos dos Arcade Fire e dos BSS foram marcantes para quem teve o prazer de os presenciar (os relatos são mais que muitos).

O "You Forgot it in People" de 2003, é ainda hoje considerado como o álbum propulsor de uma série de bandas que lhes seguiram no movimento, movimento esse que ganhou "visibilidade" com o "Funeral" dos AF.

Muito bom também.

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Este conheço apr:)

E conheço bem!
A minha favorita é a "Superconnected"...
(esteve qs p/entrar no meu top)

Outra banda/álbum q descobri graças ao Nuno Calado!

Excelente escolha Miguel!
 
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Já conhecia os BSS desde que comecei a dar atenção aos Arcade Fire. No entanto, acabei por "favorecer" os segundos e os BSS, apesar da boa impressão que me deixaram, ficaram como que "adormecidos" na imensidão de coisas que se vão ouvindo.

Como tal é com um enorme prazer que agora me cruzo novamente com eles à pala do eclético gosto do Miguel Maia.apr:)apr:)apr:)

PS: A "swimmers" é algo de magnífico. Já não a ouvia há algum tempo e soube-me mesmo muito bem. [:cool:].
 
Mais um bom álbum. Acho q nunca lhe (lhes...) dei a atenção q talvez mereça, mas a criatividade e o apelo estão lá.
 
Já estive a ouvir Battles e Herbert. Os primeiros fizeram-me vir à memória os Ratatat, não é propriamente a mesma coisa mas têm muito em comum. Gostei. Os segundos também gostei bastante, é música para ir ouvindo acompanhada por um bom livro, muito bom.
 
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47. Yeasayer - All Hour Cymbals (2007)


Os Yeasayer são provenientes de Brooklyn, Nova Iorque, local de onde saíram nos últimos dois anos, bandas que fizeram alguma da música mais entusiasmante e rica culturalmente, que tivemos o privilégio de ouvir: Dirty Projectors, High Places, Vampire Weekend, MGMT, entre outros.
Se há discos que caem no goto, este “All Hour Cymbals” é um desses. Aliás, vai um pouco mais além ainda. Na primeira audição, lembro-me de logo ser chamado à atenção para a maravilha que é “2080”, terceira música do álbum, com guitarras tricotadas e límpidas vindas directamente do Mali e baixo gordo e funky. Esta mistura africana com música do ocidente é abrilhantada pelas vozes de um grupo de crianças no final do tema. Tremenda canção. Melhor do que isto, é saber que há mais. “No Need to Worry” é uma lenta digressão com travos de tribalismo (as vozes, sempre as vozes a remeterem para o universo Animal Collective), onde o piano marca a melodia e o solo de guitarra final nos põe um palmo acima da terra. Apetece ficar neste mundo para sempre. “Wait for the wintertime” é uma marcha psicadélica e arrebatadora, com novamente o baixo gordo (uma delícia) a sobressair nos momentos calmos da música. Deixemo-nos ainda embalar por “Worms”, que tem os Jefferson Airplane no controle das máquinas (e continuo a ter visões de Ian Curtis no início da música, não sei bem porquê).
Podíamos falar de todas elas que mesmo assim, não conseguiríamos descrever em palavras toda as influências que os Yeasayer “escolheram” para fazer o seu som. E é na maneira como não se deixaram ficar reféns delas, mas antes as souberam usar para construir novos horizontes, que consiste a sua beleza.
Não é fácil ser conquistado por uma banda logo ao primeiro álbum, e ainda por cima sendo tão recente, mas neste caso, a surpresa inicial transformou-se numa opinião bem amadurecida e merecem, por mérito próprio, a presença neste top. A única coisa que resta é continuarmos a ouvir este disco regularmente e esperar pelo regresso do cometa Yeasayer.
Magnífico.

Posto de escuta:
Sunrise
2080 (convém aumentar um pouco o volume, não por ser espectacular, mas tal como no original, parecer estar gravada mais baixa)
No Need to Worry
Wait for the Wintertime
Worms
 
Last edited:
De longe, o melhor q colocaste até agora.

Há aquele chavão do "baralhar e dar de novo", muitas vezes parceiro de um outro, "puzzle", na mesma frase. Os escribas da indústria adoram essas coisas. Tanto como os autores pouco talentosos adoram os dicionários de rimas.
Esta música é o oposto de tudo isto: quem é q quer falar em recolecta?! -aqui é só o "dar de novo"! E as doses são sempre generosas. E é de barmen destes q os clientes gostam.
 
Já tinha percebido que gostavas muito do álbum (chegámos a falar dele noutro tópico) mas não ao ponto de o incluíres num top 50 de vinte anos a ouvir música. Bateu-te mesmo forte :eek:

Em relação à música em si nada a acrescentar ou tirar ao que escreveste, talvez só os MGMT estejam ali a mais nas boas referências de Brooklyn. E esqueceste-te dos The National.[:p]
 
Os BSS foram a excepção, até agora...

Pq tb ñ conhecia isto [:p]

Na minha opinião, do pouco q pude ouvir, música ao género místico!

Ñ é disto q + tenho na minha biblioteca musical, mas parece-me q continuamos naquele género de boa música p/ouvir numa onda + descontraída, de relaxamento, s/grandes stresses... Ideal, por ex, p/estar a trabalhar ou estudar... No entanto, nota-se 1 grande trabalho em arranjos e afins, q faz esta banda ser credível p/ouvir em qq ocasião!
 
É um album muito, digamos "refrescante".

Nalguns detalhes faz-me lembrar as últimas incursões dos Blur em Think Tank.

Também para mim é o melhor dos que foram colocados até agora (embora, em abono da verdade, não conheça os dois primeiros!![:D]).
 
Já tinha percebido que gostavas muito do álbum (chegámos a falar dele noutro tópico) mas não ao ponto de o incluíres num top 50 de vinte anos a ouvir música. Bateu-te mesmo forte :eek:

Em relação à música em si nada a acrescentar ou tirar ao que escreveste, talvez só os MGMT estejam ali a mais nas boas referências de Brooklyn. E esqueceste-te dos The National.[:p]

Já sabia que não gostavas de MGMT (por favor não voltes a dizer que é música do Senhor dos Anéis [:D]), mas continuo a achar que fizeram óptima pop com o álbum de estreia.

Eu nunca me esqueço dos The National [:p], apenas não os referi por duas razões: porque não se incluem no "comprimento de onda" das outras bandas referidas, nem bebem seguramente das mesmas influências e segundo porque já cá andam há um bocado mais de tempo. [;)]
 
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