A vida do Maia em 50 discos

Parece evidente que as principais referências do Miguel são a pop ou o rock nas suas vertentes mais dançáveis ou em fusão com musica mais tradicional. Não posso dizer que seja particularmente a minha onda, apesar de partilhar alguns gostos em comum. Vamos ter por aqui muito world, funk, dub, electrónica, cenas psicadélicas tipo Animal Collective e suas variantes. Certo?[:cool:]

Começo a ficar triste. Mas ouve-se á mesma, conhecer é melhor que não conhecer e todos os dias se aprende.
 
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este álbum é mais uma daquelas "learning experiences" para qualquer projecto de "carreira" na moderna música popular. Pistas, espalharam estes senhores am todas as direcções. Pura classe, a mesma q o senhor Clinton e os Parliament destilavam.

Dito isto, há algum tempo q n ouvia e n ouço um álbum inteiro deste colectivo.
 
Óptimo então, variedade não irá faltar. E eu até apostava num excelente disco que fui hoje buscar ao fundo da prateleira e que já não ouvia há anos, "La Revancha Del Tango" dos Gotan Project. Lembrei-me logo deste tópico. Conheces?

Esse álbum é mítico.

A 1ª vez q o ouvi, fiquei simplesmente fascinado c/aquele som tão diferente de tudo o q já tinha ouvido.

São uns srs. cheios de classe, q conseguiram pegar no tango e dar-lhe uma roupagem sonora totalmente moderna e arrebatadora!

É daqueles álbuns q revisisto c/agrado e q gosto de ouvir quando estou numa onda + calma...
 
Óptimo então, variedade não irá faltar. E eu até apostava num excelente disco que fui hoje buscar ao fundo da prateleira e que já não ouvia há anos, "La Revancha Del Tango" dos Gotan Project. Lembrei-me logo deste tópico. Conheces?

Conheço e até tenho o original. Gostei bastante na altura, ainda gosto, mas nem pensei nele para esta lista. Foram uma lufada de ar fresco, numa mistura original entre electrónica e música tradicional. Pena foi não terem mantido o mesmo nível de novidade nos trabalhos seguintes, mas também não era fácil.

Desculpa não ter respondido ontem, mas fiquei sem net. [8b]
 
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41. LCD Soundsystem - Sound of Silver (2007)

James Murphy é um génio. Com o lançamento do álbum homónimo em 2005, constituído por dois cd’s (um de originais e outro com os singles editados até à data), ganhou lugar de topo na lista dos músicos mais entusiasmantes da actualidade. Através dos singles, já se sabia que Murphy era capaz de criar imparáveis máquinas de ritmo, com total ausência de virtuosismo, mas sempre com muita intuição. Canções vigorosas, conciliavam as dinâmicas do house ou do “disco” com a força do rock.
O segundo disco "Sound of Silver" conseguiu o mais improvável: ser ainda melhor. Por vezes continuamos sem perceber o porquê de ficarmos fascinados com um tipo que tem uma voz esforçada, mas longe de ser brilhante e que a música parece nem sempre bem acabada. Depois ouvimos "All My Friends" e voltamos a achar que o homem é um génio. Música da década? Pouco importa, mas que é uma grande canção, não há dúvidas e sabe bem seguirmos aquela digressão até à explosão final. É um disco de prazer contínuo, por vezes hipnótico, com batidas infecciosas e viciantes. Tem os seus momentos mais calmos (tal como o primeiro álbum) com a magnífica balada "New York, I Love You…", mais um exemplo de que a simplicidade de processos, sejam em ritmo calmo ou acelerado, também é caminho para a perfeição.
E se há pessoa que melhor encarna a condição urbana nos tempos actuais, esse alguém é James Murphy e o companheiro Tim Goldsworthy, os LCD Soundsystem. Nota máxima.
Este lugar obtido é um pouco também, um prémio carreira (e tendo eles editado apenas dois álbuns, está tudo dito). Polémico? Nem por isso.

Posto de escuta:
All My Friends
All My Friends (versão cd)
North American Scum
Someone Great
Us v Them
Time To Get Away
New York, I Love You But You’re Bringing Me Down
 
Este eu tb tenho [;)]

Infelizmente, nunca lhe prestei a devida atenção!
Ouvi algumas vezes, ainda bem q me lembras, p/o fazer subir novamente na minha playlist!
 
Este não tenho mas hei-de ter, só tenho o homónimo de 2005. Na altura ainda andei muito tempo a vibrar com isto.
Esse foi o ponto alto do concerto de há 3 anos (+/-) na Casa da Música, que diga-se, foi um verdadeiro espectáculo. Ficou tudo com água na boca, o que não é de estranhar porque demorou pouco mais de uma hora.
 
Este não tenho mas hei-de ter, só tenho o homónimo de 2005. Na altura ainda andei muito tempo a vibrar com isto.

Adoro essa tb, ainda bem q me recordas, há tempos q ñ ouvia! [br:)]

Curiosamente (e infelizmente), nunca consegui arranjar esse álbum, o homónimo...
Coisas estranhas da internet![:p]

Tenho q voltar a refinar as minhas pesquisas, está a fazer falta na minha biblioteca de mp3!
(q isto de comprar sai caro, pois sai...)
 
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40. Hipnótica - Reconciliation (2004)

Os portugueses Hipnótica já andam por cá desde 1994, mas só os conheci com este “Reconciliation”. Pouco tempo depois saiu uma colectânea com o resumo de dez anos de carreira e só aí me apercebi que já conhecia algumas músicas mais antigas, mas nem fazia ideia de quem eram, nem tão pouco de que eram cá do burgo. Eram músicas tinham na pop o seu denominador comum, mas sendo bons temas, com um nível bem aceitável, nem sempre conseguiam traduzir a consistência geral que era exigível, às vezes por culpa da voz que parecia algo deslocada do resto.
A música dos Hipnótica ganhou uma nova dimensão com a produção de Wolfgang Schlogel (vulgo I-Wolf, membro dos austríacos Sofa Surfers). Com este terceiro álbum de originais, o lado mais negro e urbano da banda ganhou nova luz e modernidade, sendo agora o jazz o elemento inspiracional. Música de altíssima qualidade e bom gosto, é um disco de uma sensibilidade apurada e um dos melhores (e mais esquecidos) discos dos últimos anos na música portuguesa.
“Soul Rise” e “Voyage to Innerself”…são pontos altos de um disco que, por vezes, faz lembrar a The Cinematic Orchestra, e isso, é o melhor elogio que se lhes pode fazer.
O posto de escuta é fraco, porque há muito pouca coisa no youtube e nada mesmo no grooveshark, ficam para ouvir "She’s Afraid" trabalho anterior a este disco, uma versão curta de "Soul Rise" e uma prestação ao vivo no Lux de "Voyage to Innerself", que até está com um bom som e os links do myspace e da banda, onde podem ouvir mais qualquer coisa. Não percam.

Posto de escuta:
She’s Afraid
Soul Rise
Voyage to Innerself (ao vivo no Lux)
http://www.myspace.com/hipnoticapt
http://www.hipnotica.net/
 
Last edited:
Também tenho este CD! Os Hipnótica ofereciam a quem assistia aos seus concertos. Foi um dos melhores álbuns portugueses em 2004.
 
Desconheço por completo...

Mas é sempre de louvar uma presença portuguesa neste top. Vamos lá ver se será caso único ou não.[;)]
 
Agora sim!
Do q te foste lembrar!...

Acho q a mistura do swing e do sol deste álbum o tornam uma obra eminentemente "a sul".
Apesar do seu carácter moderno e de, ao tempo, estar a desbravar territórios, n tem nada a ver c as experiências e os projectos vindos do norte da Europa. Mas tb é verdade q, na área, as coisas depressa passavam a "comida do dia anterior...
Na cena músical de então, mesmo nas "outras músicas", estava condenado à "particularidade"...
Já agora, penso q o nome da banda tb n ajudou nada, típico de um certo "original-urbano-caleidoscópico-pós-moderno", mesmo a "convidar" p n ser levado a sério, q sempre me aborreceu pelo pedantismo "arty-vanguardista".
 
Isso dos nomes é uma questão interessante, pois não hajam dúvidas que mesmo que inconscientemente as pessoas associam a designação da banda à música, o que muitas vezes acaba por ser um erro grosseiro. Só para dar 3 exemplos:

- Os Aquaparque. Que nome tão mal escolhido, soa a... sei lá, Onda Choc, Mini Stars, grupos de pop adolescente para crianças? Pois, não tem nada a ver, mas parece-me um nome muito mal escolhido para a música que fazem.

- Os Destroyer. O quê?? Heavy Metal ou Trash?? Pois, nada mais errado. Música sublime, delicada, que apetece guardar só para nós.

- Certa vez falei nos Linda Martini a um colega que não os conhecia. E ainda não os conhece nem quer conhecer apesar de ser uma pessoa que sei que até iria gostar bastante da música deles, dado ser o seu "género". Mas a resposta que obtive foi "Linda Martini? Só pelo nome já vi que não interessa". Fiquei num misto de :confused: e [8b], mas pronto não sou eu que fico a perder.

Infelizmente hoje em dia dá-se muito mais importância ao embrulho, ao pacote, do que ao que está lá dentro, e se é assim nas relações humanas, como poderia ser diferente na música?:(
 
Last edited:
Infelizmente hoje em dia dá-se muito mais importância ao embrulho, ao pacote, do que ao que está lá dentro, e se é assim nas relações humanas, como poderia ser diferente na música?:(
Sempre achei isso uma estupidez. Felizmente ainda existem (muitas) pessoas como nós, mas a tendência é para piorar, basta ver a canalhada dos dias de hoje.
 
Pois...

Vai lá citar GranDaddy. Coisa p te dizerem q n gostam de "hip-hop p bimbos"...

Acho destroyer um muito bom nome. Já linda martini... Opções.

De qq forma, o comentário q fiz n ia por aí.
 
Infelizmente hoje em dia dá-se muito mais importância ao embrulho, ao pacote, do que ao que está lá dentro, e se é assim nas relações humanas, como poderia ser diferente na música?:(

Só a quantidade de albuns que eu tenho cuja capa são desenhos a lápis, ou que é uma fotocopia a PB das pessoas com o nome do projecto, ou foi feito a máquina de escrever, e lá dentro se escondem preciosidades... Mais sobra!!
 
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39. Pixies - Surfer Rosa (1988)

Ano: 1991. Localização: Bragança. Local específico: Renault 4L. Objecto: cassete com meia dúzia de gravações sobrepostas. Conteúdo da cassete: "Surfer Rosa" dos Pixies. Passeios pelo Parque Natural de Montesinho podiam ter direito a outra banda sonora, mas muitos deles foram feitos ao som deste disco, que me levaram a descobrir uma das melhores bandas rock dos últimos 20 anos.
Objecto inspirador para gente insuspeita, como Kurt Cobain, PJ Harvey ou Billy Corgan, "Surfer Rosa" foi o primeiro de quatro álbuns de originais da banda e o ponto de partida para uma carreira curta, mas verdadeiramente entusiasmante. Conjunto de canções curtas (apenas uma ultrapassa os 4 minutos), com letras abordando temas algo bizarros, belos riffs de guitarra, ora melódica ora a fazer coro com os berros de Black Francis. Ainda hoje "Gigantic" ou "Where is My Mind" são temas obrigatórios na sua discografia, que teve continuidade nos trabalhos seguintes, com mais duas mãos cheias de grandes músicas. Nem tudo foi brilhante, mas mesmo nos momentos menos inspirados, conseguiram ficar acima da média, o que mostra bem da importância e qualidade desta banda. Só não se percebe quem escolhe os temas a incluir nas duas colectâneas entretanto editadas, boas, mas nada consentâneas com o que de melhor fizeram.
"Doolittle" ou "Bossanova" (nem tanto o "Trompe le Monde") podiam cá figurar, porque todos eles têm músicas que figuram na lista das minhas predilectas ("Ana", "Gouge Away", "The Happening", "Hey", só para dar alguns exemplos), mas “Surfer Rosa” acabou por ganhar a corrida, por ter fortes valores sentimentais.

Posto de escuta:
Bone_Machine
Something_Against_You
Gigantic
Where Is My Mind
Vamos
 
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