Acusação em processo crime

Se houve um despacho do MP a pedir segredo então nada a fazer.

Podes e deves ir com um advogado ao interrogatorio.

Agora a história do roubo da matricula esta mal contada. Não era mais fácil mandar fazer umas e nem sabias de nada?

Tens a certeza que não há mais algum facto estranho no passado?

A única coisa que me ocorre é essa situação das matrículas. Com certeza não as roubaram para fazer coleção. De resto, não me recordo de nenhuma outra situação.
 
Foi o que aconteceu quando pedi as matrículas de substituição. Também ficaram com os meus dados.
 
O problema é que deram uma matrícula errada, que nada tinha a ver com a situação, por isso disse que fui chamado a depor com base em nada.
Ou seja, eu posso apresentar uma queixa de roubo e dizer que a matrícula me parecia a do teu carro. Bem sei que não há outra maneira de fazer as coisas, mas não compreendo porque é que informam a pessoa para depor daqui a 1 mês ou coisa do género. Nestes casos as pessoas deviam ser notificadas para se apresentarem logo nos dias a seguir, de modo a evitar a que as pessoas fiquem desorientadas sem saber o que se trata.

Certo, não te tiro (grande) parte da razão. Até acho que num caso desses de roubo deviam era logo ir ter contigo(uma vez que deram a tua matrícula, erradamente).

Uma curiosidade - a polícia não deu logo com o "buraco"?, uma vez que só por muita coincidência o teu carro seria da marca/modelo e cor do usado no roubo.

E normalmente os tipos usam carros roubados, furtados ou com matrículas falsas, assim que normalmente até são mais relevantes as descrições físicas dos ladrões, o modus operandi, o n.º de elementos, etc
 
Eu mandei fazer uma há dias para o meu atrelado e pediram-me o BI/CC.

Agora pedem, há uns anos, não.

Há uns 6/7 anos tive de substituir as matrículas de um carro que tinha e quem tratou disso foi o responsável da oficina, ninguém me pediu nada...e dias depois vi que estavam mal[:D](o mês na parte amarela, meterem 4, quando era 3...lá foram para trás e trocadas pelas certas).
 
Visto que não posso apresentar requerimento por estar em segredo é justiça, só me resta esperar. Mas acho ridículo não poder saber pelo menos qual a acusação. Já agora, existe algum critério para um processo passar a estar em segredo de justiça?
 
Visto que não posso apresentar requerimento por estar em segredo é justiça, só me resta esperar. Mas acho ridículo não poder saber pelo menos qual a acusação. Já agora, existe algum critério para um processo passar a estar em segredo de justiça?

Não é ridículo.

Se todos soubessem ao que iam, iam mais bem preparados e com a lição estudada e a investigação ficaria de certo modo prejudicada.

Com tempo, os "alibis", as explicações e os entendimentos com outros sujeitos processuais seriam muito mais facilitados. O efeito "surpresa" lá dará os seus frutos.

Há vários pressupostos para que um processo esteja em segredo de justiça, seja o vedar totalmente a investigação, o proteger vítimas, blindar provas/documentos/testemunhos, etc
 
Não te preocupes com isso. Eu já fui não só suspeito como também arguido num processo totalmente surreal que uma certa pessoa resolveu inventar por vingaça. Estive inclusive com termo de identidade e residência por uns 2 meses. Parece que em Portugal para seres arguído, basta uma pessoa inventar qualquer coisa a teu respeito e arranjar alguém que confirme, e pronto. Eu estava totalmente tranquilo porque como não podem haver provas de algo que não aconteceu, eu nunca poderia ser condenado a nada. E foi mesmo assim, passados 2 ou 3 meses foi tudo arquivado, e o despacho inclusive "ironiza" a queixa que a tal pessoa fez, ou seja, dá a entender que é tudo uma grande tanga. Depois disso ainda pensei em "contra-atacar" com uma queixa por calúnia, mas achei melhor acabar com o assunto.
 
Fala com um advogado e pede uma indemnização por danos morais e pelos transtornos causados pela incompetência da justiça.
 
Fala com um advogado e pede uma indemnização por danos morais e pelos transtornos causados pela incompetência da justiça.

Mas qual incompetência? Acaso não foi indicada a matrícula do carro do user? Agora é ouvido, o assunto ficará certamente esclarecido, e pronto.

Acaso a "justiça" adivinha que a matrícula informada é errada? Adivinha que possivelmente o user teria hipoteticamente vendido o carro no dia anterior a um tipo qualquer?

As pessoas falam de um modo tão gratuito que até assusta...

(E sim, esse processo devia ter muita perna para andar...danos morais por ser chamado a prestar declarações porque a matrícula informada no processo é mesmo a dele...e pelo "transtorno" de ir prestar depoimento por tal motivo...enfim...)
 
Não é ridículo.

Se todos soubessem ao que iam, iam mais bem preparados e com a lição estudada e a investigação ficaria de certo modo prejudicada.

Com tempo, os "alibis", as explicações e os entendimentos com outros sujeitos processuais seriam muito mais facilitados. O efeito "surpresa" lá dará os seus frutos.

Há vários pressupostos para que um processo esteja em segredo de justiça, seja o vedar totalmente a investigação, o proteger vítimas, blindar provas/documentos/testemunhos, etc


Pois, eu compreendo esse ponto de vista. Mas acho que informar qual a acusação (e não o seu conteúdo) não traria problemas à investigação. Se o ministério público apenas me dissesse de que se trata de um roubo, por exemplo, e não me desse mais nenhuma informação referente ao mesmo (local, data, vítima, etc) penso que não prejudicaria a investigação. Penso que dificilmente arranjaria um alíbi.
Ou então não. Talvez não esteja a pensar como um criminoso [:D] .

Vou aguardar e logo se vê.

Uma outra questão. No caso da acusação ser um qualquer tipo de crime, não deveria ter sido chamado primeiro pela polícia para interrogatório?
 
Fala com um advogado e pede uma indemnização por danos morais e pelos transtornos causados pela incompetência da justiça.

Pedir uma indemnização a quem? Ao ministério público? Acho que eles estão a fazer o seu trabalho. Se for confirmado de que se trata de um acto ilícito cometido com uma viatura com mesma matrícula que a minha, acho perfeitamente normal que o MP me interrogue, nem que seja para me excluir como suspeito.
A processar alguém, só se for o palerma que roubou as matrículas por fazer-me perder tempo e dinheiro.
 
Ai um indivíduo é constituído arguido sem a polícia, neste caso a GNR, vir sequer bater à porta a pedir esclarecimentos/documentação/fazer perguntas? Sem nunca ter sido abordado? Manda-se uma carta registada para casa com base em suspeitas e mal entendidos?
Na saúde manda-se uma carta a alguém para comparecer numa cirurgia quando a pessoa já morreu há 2 anos? E acham isto normal? Acham que as instituições funcionam como um todo e há uma boa comunicação entre elas? Que a justiça em Portugal é um bom exemplo? Quando os magistrados têm pressa em destruir provas e arquivar processos quando suspeitas de crime recaem sob gente importante, nomeadamente políticos? Quando vemos 2 casos muito semelhantes receberem penas muito diferentes só porque uns têm o poder de influência e outros não? Para mim a justiça em Portugal é corrupta e ponto final.
 
Mesmo assim, e ao que tudo indica, será ouvido na qualidade de arguido e não de testemunha(embora o facto de ser arguido não leve a que seja posteriormente acusado, obviamente, tanto mais que o companheiro ao fim e ao cabo é vítima de crime).

Pois, exacto. Acredito que após o ouvirem passe depois a ser testemunha/vitima.
 
Certo, não te tiro (grande) parte da razão. Até acho que num caso desses de roubo deviam era logo ir ter contigo(uma vez que deram a tua matrícula, erradamente).

Uma curiosidade - a polícia não deu logo com o "buraco"?, uma vez que só por muita coincidência o teu carro seria da marca/modelo e cor do usado no roubo.

E normalmente os tipos usam carros roubados, furtados ou com matrículas falsas, assim que normalmente até são mais relevantes as descrições físicas dos ladrões, o modus operandi, o n.º de elementos, etc
O que disseram na altura é que a vitima tinha dito que era um carro preto e que a matrícula lhe tinha parecido aquela.
 
O importante é não stressar e chegar à data com um advogado.

A justiça é uma coisa estranha.Há fui acusado de ter ameaçado uma pessoa - e fui chamado para prestar declarações na GNR. Se eu não estivesse apoiado por advogado, provavelmente tinha falado demais, por falta de conhecimentos.
 
O importante é não stressar e chegar à data com um advogado.

A justiça é uma coisa estranha.Há fui acusado de ter ameaçado uma pessoa - e fui chamado para prestar declarações na GNR. Se eu não estivesse apoiado por advogado, provavelmente tinha falado demais, por falta de conhecimentos.

Não é preciso um advogado(embora na ocasião possas até requerer um para o acto).

Aquando da leitura de direitos e deveres uma coisa que te esclarecem e informam é que só prestas declarações se quiseres.

Só falavas demais se quisesses, apenas tens de te reportar aos factos que constam na queixa contra ti.

Dar a tua versão dos factos.
-Admitir - sim senhor, fiz isso que aí consta;
-não senhor, o que consta nessa queixa é mentira;
-não senhor, as coisas não se passaram bem assim, a parte A é verdade e a B é mentira;
-não senhor, não pretendo prestar declarações.

E a justiça é estranha porque alguém se queixou de ti? :confused:

O que acho estranho são pessoas a ameaçar outras, mas isso sou eu a falar demais...[;)][:D]

Se calhar se não tivesses falado demais antes, não tinhas de ir prestar contas à "coisa estranha da justiça"...digo eu.
 
Vejo que és muito mais inteligente do que eu, que, mesmo sabendo que só prestava declarações se entendesse fazê-lo, poderia ter sido levado a falar. E a falar porquê? Porque a acusação era delirante: tratava-se dois emails, de trabalho, em que eu apontava dois erros na prosecução de um projeto. Sabes o que aconteceu? A queixa foi considerada como não tendo qualquer mérito, os erros que eu tinha apontado foram corrigidos no projeto - e o queixoso acabou por engolir valentes sapos.

Quando eu me refiro a falar demais, refiro-me àquela situação em que alguém que não tem nada a temer acaba por fazer declarações, podendo involuntariamente prejudicar-se.

E a justiça é estranha porque alguém se queixou de ti? :confused:

O que acho estranho são pessoas a ameaçar outras, mas isso sou eu a falar demais...[;)][:D]

Se calhar se não tivesses falado demais antes, não tinhas de ir prestar contas à "coisa estranha da justiça"...digo eu.

Cito estas pérolas apenas pelas patetices, patetices que naturalmente nem vou comentar. Fica bem - e não fales demais.
 
Vejo que és muito mais inteligente do que eu, que, mesmo sabendo que só prestava declarações se entendesse fazê-lo, poderia ter sido levado a falar. E a falar porquê? Porque a acusação era delirante: tratava-se dois emails, de trabalho, em que eu apontava dois erros na prosecução de um projeto. Sabes o que aconteceu? A queixa foi considerada como não tendo qualquer mérito, os erros que eu tinha apontado foram corrigidos no projeto - e o queixoso acabou por engolir valentes sapos.

Quando eu me refiro a falar demais, refiro-me àquela situação em que alguém que não tem nada a temer acaba por fazer declarações, podendo involuntariamente prejudicar-se.



Cito estas pérolas apenas pelas patetices, patetices que naturalmente nem vou comentar. Fica bem - e não fales demais.


Se a queixa consistia em "acusação era delirante: tratava-se dois emails, de trabalho" acho muito estranho teres optado por não teres prestado declarações e teres tido necessidade de levares um advogado...:rolleyes:

Qual foi a razão de te teres remetido ao silêncio depois de uma delirante queixa contra ti?[;)]

Cada um é como cada qual, mas eu a apresentarem uma queixa "delirante" contra mim ia falar, claro que ia!

Muito estranho. Não patético - que não vou descer a um certo nível para te chamar pateta, apenas acho estranho...alguém apresentar queixa crime contra ti por dois erros na procecussão de um trabalho, mas há gente para tudo[:D]
 
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