Bem, acho que grande parte do problema em apreciação estética aqui no fórum é mesmo uma falta de vocabulário.
É feio e bonito e "prontos"... não há espaço para mais nada.[
]
Dos pouco Lambos que se podem considerar belos, temos de ir lá atrás, ao sensual Miura.
O COuntach e derivados posteriores, pode-se dizer que são espectaculares, pelo estilo quase alienigena comparando com tudo o resto que se vê na rua, mas belos, num sentido mais clássico do termo, duvido que alguma vez sejam colocados nesse saco.
Um desenho pode ser memorável pelos mais variados aspectos e o nivel de beleza pode não ter nada a ver com isso.
O 8C, assim como os Aston actuais são daqueles que melhor encaixam nos cânones do que se considera belo, e porque recriam com grande eficácia os cânones estabelecidos nos anos 50 e 60. Não só nem sequer éramos nascidos (ou pelo menos maior parte de nós) quando chegaram essas novas referências, como quando chegámos a este mundo essas fórmulas já estavam mais que estabelecidas como referências absolutas do que deveria ser considerado belo, e com razão.
Estamos a falar de proporções "perfeitas", carroçarias no geral depuradas, linhas elegantes a caminhar nalguns casos para o sensual e raios delicadamente calculados na transição de superfícies ou de um plano para outro.
Onde é que um Murcielago encaixa neste conceito? nada. É um desenho excelente. O facto de não ser belo não o prejudica em nada. Um carro que cultiva agressividade e espectacularidade sem cair em pormenores da treta, e um desenho que se pode considerar até funcional, não tendo elementos desnecessários, apesar dos elementos que apresenta terem sido modelados e definidos para expressar um certo conjunto de valores e beleza não é propriamente um deles. Mas se é desejável? Sem dúvida.
Acho que o culto do belo é sobrevalorizado.
Prefiro mil vezes um desenho interessante e que cative, mesmo que vá contra os cânones estabelecidos.
Dito isto, o desenho do 8C e do Aston são excelentes, por trazerem esse gene da beleza passada para o presente, mas não significa que algo como um Murci não possa ser tanto ou mais cativante no capitulo estético. Isto porque apela apenas e só ao nosso centro emocional de forma mais eficaz que os outros, devido à forma como expressa visualmente noções de perigo e excitação. Mas não significa que seja belo.
Mas considerar um Murci belo em deterimento de um 8C ou um Db9, desculpem, mas estão com um problema sério ou então, a usar os termos errados para os diferenciar.
Se o Murci é mais cativante, excitante e até desejável ao olho, consigo aceitar isso.
Mexe mais connosco, porque apela a emoções mais primordiais.
Mas no capitulo da beleza, o 8C e maior parte dos Astons, deixam-no a milhas, porque exploram conceitos mais associados à noção de belo, como elegância.
No entanto, coisas como proporção, coesão e harmonia tanto podem fazer parte do vocabulário visual de um Murci como de um 8C. Mas todos os desenhos acabam por expressar uma ideia, um valor, uma emoção. E mesmo que estejam muito bem desenhados, não significa automaticamente que o belo seja-lhes associado.
É feio e bonito e "prontos"... não há espaço para mais nada.[
Dos pouco Lambos que se podem considerar belos, temos de ir lá atrás, ao sensual Miura.
O COuntach e derivados posteriores, pode-se dizer que são espectaculares, pelo estilo quase alienigena comparando com tudo o resto que se vê na rua, mas belos, num sentido mais clássico do termo, duvido que alguma vez sejam colocados nesse saco.
Um desenho pode ser memorável pelos mais variados aspectos e o nivel de beleza pode não ter nada a ver com isso.
O 8C, assim como os Aston actuais são daqueles que melhor encaixam nos cânones do que se considera belo, e porque recriam com grande eficácia os cânones estabelecidos nos anos 50 e 60. Não só nem sequer éramos nascidos (ou pelo menos maior parte de nós) quando chegaram essas novas referências, como quando chegámos a este mundo essas fórmulas já estavam mais que estabelecidas como referências absolutas do que deveria ser considerado belo, e com razão.
Estamos a falar de proporções "perfeitas", carroçarias no geral depuradas, linhas elegantes a caminhar nalguns casos para o sensual e raios delicadamente calculados na transição de superfícies ou de um plano para outro.
Onde é que um Murcielago encaixa neste conceito? nada. É um desenho excelente. O facto de não ser belo não o prejudica em nada. Um carro que cultiva agressividade e espectacularidade sem cair em pormenores da treta, e um desenho que se pode considerar até funcional, não tendo elementos desnecessários, apesar dos elementos que apresenta terem sido modelados e definidos para expressar um certo conjunto de valores e beleza não é propriamente um deles. Mas se é desejável? Sem dúvida.
Acho que o culto do belo é sobrevalorizado.
Prefiro mil vezes um desenho interessante e que cative, mesmo que vá contra os cânones estabelecidos.
Dito isto, o desenho do 8C e do Aston são excelentes, por trazerem esse gene da beleza passada para o presente, mas não significa que algo como um Murci não possa ser tanto ou mais cativante no capitulo estético. Isto porque apela apenas e só ao nosso centro emocional de forma mais eficaz que os outros, devido à forma como expressa visualmente noções de perigo e excitação. Mas não significa que seja belo.
Mas considerar um Murci belo em deterimento de um 8C ou um Db9, desculpem, mas estão com um problema sério ou então, a usar os termos errados para os diferenciar.
Se o Murci é mais cativante, excitante e até desejável ao olho, consigo aceitar isso.
Mexe mais connosco, porque apela a emoções mais primordiais.
Mas no capitulo da beleza, o 8C e maior parte dos Astons, deixam-no a milhas, porque exploram conceitos mais associados à noção de belo, como elegância.
No entanto, coisas como proporção, coesão e harmonia tanto podem fazer parte do vocabulário visual de um Murci como de um 8C. Mas todos os desenhos acabam por expressar uma ideia, um valor, uma emoção. E mesmo que estejam muito bem desenhados, não significa automaticamente que o belo seja-lhes associado.