Alfa 4c

Se tiveres costas de aço [:D]

Já andaste no carro?

Eu já e não achei nada duro, talvez um pouco a nível de suspensão, mas vai buscar algum conforto aos bancos que são molinhos embora com algum apoio

Para o carro que é, acho perfeitamente confortável e habitável para uma utilização diária

Também pode ser dos meus carros serem um bocado pau, mas achei relativamente confortável, principalmente comparado com os meus
 
Picar? A verdade é que o grupo tinha uma base e um logo muito mais interessante para trabalhar c/ o 1.75 e que em termos de custos finais e resultados, mesmo com a especulação habitual, aniquilavam "racionalmente" um 4c (mesmo com o preço inicial).

Da mesma maneira que a Porsche demorou anos a colocar um motor 911 num Cayman. E tb sabiam que o Cayman aniquilaria o 911. E estamos a falar da mesma marca.

No caso do 124 não sabemos se o 1.75 caberia na baía (desconheço mesmo) ou de qq acordo com o parceiro de negócios (desconheço igualmente, mas não me parece descabido, até pq este tipo de acordos são habituais na indústria).
 
Já andaste no carro?

Eu já e não achei nada duro, talvez um pouco a nível de suspensão, mas vai buscar algum conforto aos bancos que são molinhos embora com algum apoio

Para o carro que é, acho perfeitamente confortável e habitável para uma utilização diária

Também pode ser dos meus carros serem um bocado pau, mas achei relativamente confortável, principalmente comparado com os meus
Não andei, apenas me sentei dentro de um que estava parado.
Falei, baseando-me nas reviews que o esmagam nesse ponto.
 
Da mesma maneira que a Porsche demorou anos a colocar um motor 911 num Cayman. E tb sabiam que o Cayman aniquilaria o 911. E estamos a falar da mesma marca.

No caso do 124 não sabemos se o 1.75 caberia na baía (desconheço mesmo) ou de qq acordo com o parceiro de negócios (desconheço igualmente, mas não me parece descabido, até pq este tipo de acordos são habituais na indústria).
caber, cabe, pois mostraram essa versão radical com o 1.8 bialbiero (que nada mais é que o 1750tb)
 
Já andaste no carro?

Eu já e não achei nada duro, talvez um pouco a nível de suspensão, mas vai buscar algum conforto aos bancos que são molinhos embora com algum apoio

Para o carro que é, acho perfeitamente confortável e habitável para uma utilização diária

Também pode ser dos meus carros serem um bocado pau, mas achei relativamente confortável, principalmente comparado com os meus

E a parte do acesso ao habitáculo? Não precisas de alguma ginástica para entrar e sair? E em termos de trânsito não ficas digamos muito baixo em relação aos restantes? Em termos de visibilidade no meio do trânsito deve ter algumas complicações, não será o mesmo que um Giu 1750tbi...apesar do motor ser o mesmo...
 
E a parte do acesso ao habitáculo? Não precisas de alguma ginástica para entrar e sair? E em termos de trânsito não ficas digamos muito baixo em relação aos restantes? Em termos de visibilidade no meio do trânsito deve ter algumas complicações, não será o mesmo que um Giu 1750tbi...apesar do motor ser o mesmo...

O entrar e sair requer alguma habituação, mas não tem nada a ver com os Lotus, um gajo normal, até 1.80m e 80kgs entra bem, para malta acima destas dimensões já é um bocado complicado ou senhoras de saia [:D]

Ao nível da percepção do trânsito é mais psicológico, um Mazda MX-5 NA ou NB é igual, quando começas a ver os pára choques dos SUVs a darem pelo pára brisas claro que mete um bocado de medo, o principal contra é não conseguires ver o que se passa à frente do carro que segue imediatamente a seguir ao teu, mas isso acontece-me também a mim principalmente com carros recentes (SUVs e carros com vidro traseiro pequeno)
 
Da mesma maneira que a Porsche demorou anos a colocar um motor 911 num Cayman. E tb sabiam que o Cayman aniquilaria o 911. E estamos a falar da mesma marca.

No caso do 124 não sabemos se o 1.75 caberia na baía (desconheço mesmo) ou de qq acordo com o parceiro de negócios (desconheço igualmente, mas não me parece descabido, até pq este tipo de acordos são habituais na indústria).

caber, cabe, pois mostraram essa versão radical com o 1.8 bialbiero (que nada mais é que o 1750tb)

Ia também mencionar o carro de rali que já traz uma versão do 1.75 do 4C. E com 300 cavalos.
Ou seja, caber até cabe.
Pode é haver outras condicionantes. O acordo com a Mazda parece-me uma justificação viável, e também pode ser uma questão de custos.

Tudo bem que desenvolveram uma versão de competição com o motor, mas é um projecto completamente distinto de um modelo de estrada e certamente o dinheiro que irão cobrar permitirá ter o retorno necessário.
Mas será que criar um 124 de estrada com esse motor e esperando no mínimo 200cv não poderia acarretar custos de desenvolvimento demasiado elevados para um carro que venderá sempre pouco?
O 1.75 tem mais binário do que o 1.4. A transmissão a que a Fiat/Abarth recorrem é a do MX-5, mas já teve de ser reforçada para lidar com o binário e a disponibilidade deste do 1.4 Turbo.

Provavelmente teriam de arranjar uma nova caixa de velocidades. Não acredito que a TCT da Alfa coubesse ali. A solução mais viável seria associar uma caixa manual proveniente de qualquer a coisa a diesel da Fiat, que essas, pelo menos, sabe-se que aguentam binários comparáveis ao do 1.75 (350Nm no 4C).
Foi o que a Lotus fez quando adoptou o V6 da Toyota. Toma lá uma transmissão de um Avensis a diesel e pronto... siga para bingo.
O problema continua a ser... será que cabe? Obrigaria a alterações estruturais?
Aposto que consideraram todas estas opções.

É certo que o Abarth 124 já é caro de origem. Mas se achamos o preço do Abarth inflacionado, o que seria se tivesse o 1.75?

Talvez apareça uma versão de "homologação" a um preço estratosférico como o Biposto no futuro.
 
Ia também mencionar o carro de rali que já traz uma versão do 1.75 do 4C. E com 300 cavalos.
Ou seja, caber até cabe.
Pode é haver outras condicionantes. O acordo com a Mazda parece-me uma justificação viável, e também pode ser uma questão de custos.

Tudo bem que desenvolveram uma versão de competição com o motor, mas é um projecto completamente distinto de um modelo de estrada e certamente o dinheiro que irão cobrar permitirá ter o retorno necessário.
Mas será que criar um 124 de estrada com esse motor e esperando no mínimo 200cv não poderia acarretar custos de desenvolvimento demasiado elevados para um carro que venderá sempre pouco?
O 1.75 tem mais binário do que o 1.4. A transmissão a que a Fiat/Abarth recorrem é a do MX-5, mas já teve de ser reforçada para lidar com o binário e a disponibilidade deste do 1.4 Turbo.

Provavelmente teriam de arranjar uma nova caixa de velocidades. Não acredito que a TCT da Alfa coubesse ali. A solução mais viável seria associar uma caixa manual proveniente de qualquer a coisa a diesel da Fiat, que essas, pelo menos, sabe-se que aguentam binários comparáveis ao do 1.75 (350Nm no 4C).
Foi o que a Lotus fez quando adoptou o V6 da Toyota. Toma lá uma transmissão de um Avensis a diesel e pronto... siga para bingo.
O problema continua a ser... será que cabe? Obrigaria a alterações estruturais?
Aposto que consideraram todas estas opções.

É certo que o Abarth 124 já é caro de origem. Mas se achamos o preço do Abarth inflacionado, o que seria se tivesse o 1.75?

Talvez apareça uma versão de "homologação" a um preço estratosférico como o Biposto no futuro.
A caixa tinha de ser outra sem duvida, pois a usada no 4C e na Giulietta é uma caixa para motores transversais e no caso do 124 o motor é longitudinal, portanto nada a ver...
 
Ainda há esse pormenor.
Mas bastaria considerar apenas o facto de a TCT ser uma caixa de dupla embraiagem, bastante mais volumosa e pesada que uma manual com uma embraiagem.
 
Quando o 4C chegou a Portugal fiz post aqui com fotos sobre o espaço e acesso.
Dá até para pessoas bem grandes.
O que custa mais é meter o pé esquerdo.
 
Da mesma maneira que a Porsche demorou anos a colocar um motor 911 num Cayman. E tb sabiam que o Cayman aniquilaria o 911. E estamos a falar da mesma marca.

No caso do 124 não sabemos se o 1.75 caberia na baía (desconheço mesmo) ou de qq acordo com o parceiro de negócios (desconheço igualmente, mas não me parece descabido, até pq este tipo de acordos são habituais na indústria).

Cabe lá um 8 cilindros! E acho engraçado falar-se de custos em colocar o 1.75, mais cx manual, quando a plataforma é tão modificável, que o que não falta são soluções a gosto aftermarket! Deve ser mais barato andar a brincar com fibra[:p]
 
Cabe lá um 8 cilindros! E acho engraçado falar-se de custos em colocar o 1.75, mais cx manual, quando a plataforma é tão modificável, que o que não falta são soluções a gosto aftermarket! Deve ser mais barato andar a brincar com fibra[:p]

A sério que comparas as modificações aftermarket com o desenvolvimento de um automóvel??

Pela tua "lógica", e se cabe lá um 8 cilindros, porque raio então a Mazda não colocou no Mx-5 os V6 que tem no portfólio? (atenção que imagino a resposta da Mazda e o porquê de provavelmente nem sequer terem ponderado essa hipótese)

A FCA conseguiu que a Mazda lhes fornecesse a plataforma (uma das mais desejadas, e algo que a Ford durante anos tentou e não conseguiu), e acredito que se o conseguiu terá sido por ter aceite as condições apresentadas pela Mazda (não credito que a Mazda achasse muita piada a ter um motor topo de gama de 160cv e o construtor a quem forneceu a plataforma ter um de 240cv);
Como o Crash referiu, o 1.4 TB já teve que levar embraiagem reforçada... que mais teria que levar para 0 1.75?;
A logística de fabrico do 124 já é complexa por si, ter que ser ajustada a mais uma motorização, mais periféricos, mas afinações de chassis diferentes, etc etc, tornariam os custos (já elevados) provavelmente próximos do incomportável para o tipo de caro\posicionamento que estamos a falar.

Mas se achas que um carro se desenvolve a"brincar com fibra" e com produtos aftermarket...

(Sinceramente não compreendo o porquê de os apreciadores e compradores (alguns, nem todos) do excelente MX-5 terem tanta celeuma com o 124 - e basta visitar os dois tópicos para esse sentimento ser por demais evidente... mas se calhar é só a mim:sh))
 
A sério que comparas as modificações aftermarket com o desenvolvimento de um automóvel??

Pela tua "lógica", e se cabe lá um 8 cilindros, porque raio então a Mazda não colocou no Mx-5 os V6 que tem no portfólio? (atenção que imagino a resposta da Mazda e o porquê de provavelmente nem sequer terem ponderado essa hipótese)

A FCA conseguiu que a Mazda lhes fornecesse a plataforma (uma das mais desejadas, e algo que a Ford durante anos tentou e não conseguiu), e acredito que se o conseguiu terá sido por ter aceite as condições apresentadas pela Mazda (não credito que a Mazda achasse muita piada a ter um motor topo de gama de 160cv e o construtor a quem forneceu a plataforma ter um de 240cv);
Como o Crash referiu, o 1.4 TB já teve que levar embraiagem reforçada... que mais teria que levar para 0 1.75?;
A logística de fabrico do 124 já é complexa por si, ter que ser ajustada a mais uma motorização, mais periféricos, mas afinações de chassis diferentes, etc etc, tornariam os custos (já elevados) provavelmente próximos do incomportável para o tipo de caro\posicionamento que estamos a falar.

Mas se achas que um carro se desenvolve a"brincar com fibra" e com produtos aftermarket...

(Sinceramente não compreendo o porquê de os apreciadores e compradores (alguns, nem todos) do excelente MX-5 terem tanta celeuma com o 124 - e basta visitar os dois tópicos para esse sentimento ser por demais evidente... mas se calhar é só a mim:sh))

No final não fizeram o fácil! Fosse pagando mais royalti€s, fazendo de novo ou fazendo um upgrade ao 1.4t (não esquecer que há faz tempo 1.6 c/ +250cv na actualidade) e arranjando uma cx manual tinham tudo para fazer um carro em massa, melhor e com custos de produção inferiores a um 4c...mas preferiram "brincar com fibra" (espero que tenhas percebido o sentido agora) e fazer mais um carro de prateleira.

Em relação aos produtos aftermarket, falo como é óbvio da base do mx-5 vendida por algumas marcas/empresas pequenas com peças/kits aftermarket próprios ou não completos (por exemplo os BBR)....Por isso quando me falam de dificuldad€s de desenvolvimento de um marca grande não é mesmo por aí[:D].
Uma questão de acordo até aceito, mas como dizia o outro tudo é negociável e com um posicionamento bem diferenciado mais ainda!
 
No final não fizeram o fácil! Fosse pagando mais royalti€s, fazendo de novo ou fazendo um upgrade ao 1.4t (não esquecer que há faz tempo 1.6 c/ +250cv na actualidade) e arranjando uma cx manual tinham tudo para fazer um carro em massa, melhor e com custos de produção inferiores a um 4c...mas preferiram "brincar com fibra" (espero que tenhas percebido o sentido agora) e fazer mais um carro de prateleira.

Em relação aos produtos aftermarket, falo como é óbvio da base do mx-5 vendida por algumas marcas/empresas pequenas com peças/kits aftermarket próprios ou não completos (por exemplo os BBR)....Por isso quando me falam de dificuldad€s de desenvolvimento de um marca grande não é mesmo por aí[:D].
Uma questão de acordo até aceito, mas como dizia o outro tudo é negociável e com um posicionamento bem diferenciado mais ainda!

Ainda bem que não fizeram o fácil.
Estás a apostar no renascimento de uma marca que tem andado mais para lá do que para cá. E o teu primeiro passo é um MX-5 italianizado? Não é a mensagem correcta que queres passar ao mundo. Tal como acontece em todos os textos que se lê do 124, o MX-5 aparece sempre referenciado, com rasgados elogios à base do qual o 124 deriva. O lançamento de um Alfa Spider derivado do MX-5 (algo que até concordei na altura que foi anunciado), como ponto de partida para o renascimento da marca, provavelmente não teria o impacto que o 4C teve.

Tudo bem que o carro está longe de ser a 8ª maravilha automóvel, mas como já disse aqui, o 4C, como manifesto de intenções será sempre muito mais credível que qualquer MX-5 italian style. Pelo menos podem dizer que é um verdadeiro Alfa. Não pode ser acusado de ser um Fiat com outras vestes, ou neste caso específico, de um Mazda com motor e estilo distinto.

O objectivo do 4C nunca foi ser objecto de massas. Tivessem usado carbono ou não. Este é o manifesto, o cartão de visita, o primeiro contacto com uma nova Alfa. Não queres mistura de genes.
O 4C nasceu na Dallara como track-car para a Abarth. Aproveitar a base para servir de primeiro capítulo à aposta de relançamento da marca veio mais tarde. E por um lado ainda bem.
Puderam criar um Alfa Romeo, com todas as suas qualidades, defeitos e feitios. Puderam dar corpo a uma visão muito mais aproximada do que é a alma ou o "cuore" da Alfa Romeo. Algo que nunca seria possível com um MX-5 a servir-lhe de base. Seria sempre uma proposta mestiça. Haveria sempre as boquinhas que vemos relativamente ao 124.

Não vende muito? É caro? Que se dane. Está a cumprir tudo o que lhe pediram. O plano inicial anunciado indicava 2500 carros/ano até um máximo de 3500 carros/ano. 3 anos no mercado e a procura mantém-se elevada.

Os modelos para o povo vêm aí, Giulias a diesel e crossovers...

Mais para a frente, certamente veremos um Alfa Romeo Spider, derivado da plataforma do Giulia.
E mesmo assim, nada terá a ver com o 4C, pois deverá ser criatura para ir atrás dos Boxsters, TT's e Z4's deste mundo.
Nas justificações para terem abandonado o projecto com base no MX-5, disseram que o carro era pequeno demais, e que todos os Alfas serão produzidos em Itália (124 produzido em Hiroxima ao lado do MX-5).
Goste-se ou não do Marchionne, concordo com ele num aspecto. Se é para fazer, ao menos façamo-lo bem e da maneira correcta. O 4C encaixa como uma luva nesta opção.

Mesmo que por vezes, a diferença entre o discurso e a execução deixe algo a desejar, até estou mais esperançado após as primeiras conclusões dos testes do Levante. O que augura um bom prenúncio para o Giulia, e talvez os meses de atraso que ambos os projectos sofreram tenham servido para o fine-tuning necessário para convencer não só os media como o mercado.
 
No final não fizeram o fácil! Fosse pagando mais royalti€s, fazendo de novo ou fazendo um upgrade ao 1.4t (não esquecer que há faz tempo 1.6 c/ +250cv na actualidade) e arranjando uma cx manual tinham tudo para fazer um carro em massa, melhor e com custos de produção inferiores a um 4c...mas preferiram "brincar com fibra" (espero que tenhas percebido o sentido agora) e fazer mais um carro de prateleira.

Em relação aos produtos aftermarket, falo como é óbvio da base do mx-5 vendida por algumas marcas/empresas pequenas com peças/kits aftermarket próprios ou não completos (por exemplo os BBR)....Por isso quando me falam de dificuldad€s de desenvolvimento de um marca grande não é mesmo por aí
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Uma questão de acordo até aceito, mas como dizia o outro tudo é negociável e com um posicionamento bem diferenciado mais ainda!

Aceito e respeito a tua opinião, mas não concordo com nada… J

Antes de mais não concordo, porque MX-5, 124 e 4C têm propósitos, posicionamentos e objectivos bastante diferentes que não consigo misturá-los no mesmo argumentário. A única coisa que encontro de comum entre os 3 é que são modelo evocativos:
» O MX-5 actual é a Mazda a voltar ao NA no século XXI, e é por isso evocativo dessa primeira geração. Enquanto a anterior versão era mais burguesa, o actual que voltar à fórmula inicial do verdadeiro fun-car.
Se aplicares tudo o que afirmas (relativamente ao 124) ao Mazda (e sendo tu um fã do modelo), faria sentido a Mazda ter aplicado um motor turbo de 250cv? Acho que tanto tu como a Mazda consideram que esse hipotético modelo já não encarnaria o verdadeiro espírito do MX-5: fun-car com diversão garantida a 60km\h!
Usando os teus argumentos de que tudo se resolve com royalities (e partindo do principio – errado - de que em aftermarket se pode colocar um V8 no carro e o resultado seria igual a um automóvel desenvolvido de raiz com esse pressuposto), a Mazda podia ter negociado com outra marca o fornecimento de um V8.. mas não o fez, porque esse não é o objectivo do MX-5.

» Da mesma maneira, o 124 actual é a Fiat a voltar ao clássico 124 no século XXI. A Fiat precisava de um carro que causasse impacto e chamasse a atenção da Fiat e dos seus produtos.
Para o fazer, recorreu ao que de melhor se faz no mercado (jogada inteligente, não sabendo nós quais os custos desse acordo - quer financeiros, quer de retorno tecnológico, quer de definição de posicionamentos). Para que o produto fosse Fiat, optou por utilizar as motorizações que já possui e que considerou mais adaptadas ao espírito do carro.
O 124 nunca foi um muscle car, ou um roadster desportivo focado nos tempos por volta e, se era um fun-car, era igualmente burguês e ao mesmo tempo simples e tanto permitia fazer umas estradas de serra a bom ritmo como passear confortavelmente na marginal. Para isso precisaria de 240cv?
Se por um lado seria divertido, por outro não teria muito a ver com o conceito original, não seria um carro fácil, acessível e estaria desfasado do conceito original. Mesmo que fosse um Abarth, as versões Abarth distinguiam-se dos Fiat pelo “assetto” mais do que pela potência do motor. A versão Abarth lançada é isso mesmo: um 124 com outro “assetto” e não apenas um carro com mais potência. Está por isso em linha com o que sempre foi e o que pretende evocar.
Quem quiser as versões de +200cv pode fazê-lo da mesma forma que faz no MX-5: recorre ao aftermarket.
Ainda quanto à possibilidade de equipar o 124 com outro motor, digo-te que no processo de desenvolvimento\produção,o que parecem ser umas “míseras” centenas de euros aqui (novo motor), outras ali (adaptações necessárias ao novo motor), outras acolá (processos de logística ainda mais complexo), levam a que, no final, estejamos a falar de vários “míseros” milhões. No final teríamos um produto de posicionamento ainda mais difícil (como poderia um veículo Fiat ou Abarth, de base Mazda, bater-se no segmento de mercado do BMW z4?), com custos de produção incomportáveis, e que nunca gerariam contrapartida.

» Misturar o 4C no meio destes dois e afirmar que é "brincar com fibra", é por demais redutor do que o 4C é, e julgo que é só mesmo para lançar uma “farpa” aos Alfistas.
Afirmar que em vez de fazerem o 4C, e já que tinham a plataforma do MX-5, podiam ter feito um MX-5 e meter-lhe um motor maior e o símbolo da Alfa é… tudo menos o que os Alfistas queriam e uma péssima imagem para o mercado, ainda para mais, num modelo que teria como objectivo principal mudar\ a imagem da marca no mercado. Se a Fiat já é criticada nos fórums por ter recorrido a uma plataforma da Mazda (como se isso pudesse ser um defeito???), imagine-se a Alfa.

O 4C foi lançado a excelentes preços em mercados onde os impostos incidiam sobre a cilindrada. São fabricados “semi-manualmente” 3.500\ano e a procura é imensamente superior à oferta.
O que faz qualquer marca nesta situação? Aumenta os preços para garantir maior retorno e, ao mesmo tempo dar ainda maior valor comercial ao seu produto. Entretanto lança uma nova versão e a procura aumenta ainda mais, mantendo a oferta estável. Mesmo com o preço substancialmente mais elevado, a procura continua a aumentar. O que faria qualquer marca nesta situação? Aumenta os preços… e mesmo assim a procura continua superior à oferta e continuam a haver anualmente 3500 pessoas que esperam um ano.
Se verificares, isso é exactamente o que as grandes marcas fazem. E os clientes compram alegremente os seus produtos.
Se o 8C foi o primeiro produto da Alfa recente que gerou automaticamente especulação de mercado, e tinha o posicionamento de preço que tinha a número de unidades limitadíssimo, colocar o 4C no mesmo patamar só pode ser extremamente meritório para o 4C: ainda para mais quando tem um posicionamento a nível de preço bastante mais baixo e, cada ano, são fabricados 3 vezes mais 4C do que a totalidade de 8C.

Se um carro que custa €80k e que apesar de produção “controlada” não tem produção “limitada” e leva o mercado a comportar-se como se se tratasse de um modelo de €250k e de produção extremamente limitada, então… Bingo!!
Se o 4C leva o mercado a comportar-se dessa forma é porque, reconhece que o produto tem ainda mais valor do que o seu preço de venda.

O facto de poder ser acusado de garage queen não é um defeito, é uma consequência! E com a cadência produção que tem, duvido muito que o número de compradores que apenas visam o coleccionismo ou a simples compra para valorização seja superior a 30%\40% das vendas. Os restantes 60%\70% serão para os usarem (antes de mais porque não é “assim tão” exclusivo, depois porque mesmo com utilização, a valorização é, ainda assim, garantida).
 
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