Alfa Romeo Giulia 2015

Tb tens de meter isso em perspectiva. Os alemães têm muito mais motores, com mais variantes de motor, e vendem em números muito maiores. Em termos absolutos irão sempre ter mais problemas.

Eu pessoalmente já li mais que algumas vezes sobre problemas com o Giulia. Neste caso refiro-me a grupos de fb, fóruns, etc, incluindo este - como não conhecia nenhum caso em concreto, não posso dizer se de facto era mau como se dizia. Sempre problemas de electrónica.
Sim, é verdade... Mas também em termos relativos estão longe de ter a fiabilidade que quase se tornou dogmática por estas paragens.

Em relação ao Giulia, algumas unidades dos primeiros MY tinham bugs electrónicos. Mas nada que fosse um dissuasor de vendas.
Bugs electrónicos são incontornáveis em novos modelos, especialmente nos primeiros anos de mercado... O problema é que basta um bug electrónico num Alfa que, em em conjunto com a fama, é logo o fim do mundo.
E olhar para o Giulia (ou qualquer outro carro) é extremamente redutor.
 
A importação e rede de distribuição não ajuda nada.

A FCA nunca conseguiu separar as águas em condições.

Além disso, e com as vendas abaixo do que se esperava, o MY 2020 devia ter tido alterações mais profundas.
 
Podem dourar a pílula como quiserem.

Se um produto não vende é porque o preço está desadequado àquilo que o consumidor percepciona.
Pelo preço certo, tudo se vende.

Pode-se argumentar que o consumidor está mal informado. Pode até ser verdade, mas o mercado é o que é.
A Alfa tentou posicionar o carro no segmento premium pelo preço. Deu-se mal, previsivelmente.
 
Aos poucos, essa narrativa já é desmontada.
Os europeus já se começam a aperceber que afinal os alemães não são assim tão fiáveis como se apregoava.
Aliás, são menos fiáveis que os italianos. Ironicamente.

Quem compra carros de uma marca como a BMW não tem a fiabilidade no topo das prioridades. Quem diz BMW diz a esmagadora maioria das marcas premium.

Se estás verdadeiramente preocupado com fiabilidade não compras alemão de gama alta e muito menos italiano. Vais sim para japonês.
 
Até pode ser verdade. Mas a percepção do grande público é de um produto de melhor qualidade e logo também mais fiável, que também conta.

Um familiar meu passou um mau bocado com um Renault Laguna de segunda geração. Adivinha o que foi comprar? Exactamente, por achar que estaria a salvo dos problemas do passado, um Mercedes Classe C W204.

A verdade é que o automóvel revelou-se bastante fiável, mesmo que sempre assistido na marca e a maioria dos quilómetros efectuados em autoestrada.

E o que voltou comprar agora? Um outro Mercedes...
 
Podem dourar a pílula como quiserem.

Se um produto não vende é porque o preço está desadequado àquilo que o consumidor percepciona.
Pelo preço certo, tudo se vende.

Pode-se argumentar que o consumidor está mal informado. Pode até ser verdade, mas o mercado é o que é.
A Alfa tentou posicionar o carro no segmento premium pelo preço. Deu-se mal, previsivelmente.

Isto.

Podem vir com as histórias que quiserem, mas só compra um Alfa, sobretudo em novo e sendo um carro bem caro, quem gosta mesmo deles.
Um comprador mais conservador, tendo um Alfa a 50 mil (seja) e um alemão ao mesmo preço, não se mete nesse tipo de carros, vai antes para as outras que estão bem mais estabelecidas no mercado.

Podem vir com unicórnios e que é tudo uma cabala contra a Alfa Romeo, mas ao final do dia os números falam por si.

E ainda acrescento o seguinte, que revela a "gestão" da FCA: tens uma marca que tem uma imagem degradada em alguns mercados, e a solução em vez de apostar num produto com qualidade-preço inquestionável, e que venda e que aos poucos revitalize a marca, faz o exacto oposto: está na mó de baixo mas dá numa de elitista e quer vender um carro tão ou mais caro do que a concorrência. Não é preciso tirar um curso para perceber que isto vai correr mal.

A FCA que aproveite e que aprenda agora uma coisa ou duas com o Tavares e como ele soube dar a volta à Peugeot, que padecia do mesmo mal.
 
Last edited:
Quem compra carros de uma marca como a BMW não tem a fiabilidade no topo das prioridades. Quem diz BMW diz a esmagadora maioria das marcas premium.

Se estás verdadeiramente preocupado com fiabilidade não compras alemão de gama alta e muito menos italiano. Vais sim para japonês.
Óbvio. Então para quê essa conotação negativa da fiabilidade com os italianos?

Isto.

Podem vir com as histórias que quiserem, mas só compra um Alfa, sobretudo em novo e sendo um carro bem caro, quem gosta mesmo deles.
Um comprador mais conservador, tendo um Alfa a 50 mil (seja) e um alemão ao mesmo preço, não se mete nesse tipo de carros, vai antes para as outras que estão bem mais estabelecidas no mercado.

Podem vir com unicórnios e que é tudo uma cabala contra a Alfa Romeo, mas ao final do dia os números falam por si.

E ainda acrescento o seguinte, que revela a "gestão" da FCA: tens uma marca que tem uma imagem degradada em alguns mercados, e a solução em vez de apostar num produto com qualidade-preço inquestionável, e que venda e que aos poucos revitalize a marca, faz o exacto oposto: está na mó de baixo mas dá numa de elitista e quer vender um carro tão ou mais caro do que a concorrência. Não é preciso tirar um curso para perceber que isto vai correr mal.

A FCA que aproveite e que aprenda agora uma coisa ou duas com o Tavares e como ele soube dar a volta à Peugeot, que padecia do mesmo mal.
E se eu te disser que a Alfa Romeo é a marca com mais nome, inequivocamente, no mundo dos amantes de automóveis?
Mais que a Ferrari, até. Vale o que vale, mas é um facto.
 
Óbvio. Então para quê essa conotação negativa da fiabilidade com os italianos?

Porque tiveram anos a fazer carros que eram autênticos limões a todos os níveis, ao ponto de terem de sair de vários mercados por causa disso?

E se eu te disser que a Alfa Romeo é a marca com mais nome, inequivocamente, no mundo dos amantes de automóveis?
Mais que a Ferrari, até. Vale o que vale, mas é um facto.

Agora vou constatar duas realidades:

1) os alemães não estão presos ao que as marcas foram no passado, ao contrário da Alfa, e sabem trabalhar e promover muito bem as suas marcas, juntando a isso excelentes resultados em competição - ver Audi e Porsche em Le Mans, Mercedes a dominar a f1 em toda a linha, só para dar exemplos rápidos.

Mais, se a imagem de marca da Alfa no presente é assim tanta, como explicas que marcas com história riquíssima como a Alfa e a Lancia estejam moribundas, e no entanto uma VW agarra numa Seat e numa Skoda que têm pouco historial e metem-nas a vender e a dar lucro?

2) os amantes de automóveis são um mercado de nicho no bolo que são as vendas de um carro. Se queres um carro para vender não podes pensar só em petrolheads. Vais acabar extremamente desiludido ao final do dia.
 
Atenção que eu comprava um Giulia na boa, e acho que são verdadeiramente mais fiáveis que um BMW ou Mercedes.

Só tenho muitas dúvidas que comprasse novo.

É como os Jaguar, adoro os carros, mas alguém que os compre primeiro.
 
Porque tiveram anos a fazer carros que eram autênticos limões a todos os níveis, ao ponto de terem de sair de vários mercados por causa disso?
E isso é mentira.

Agora vou constatar duas realidades:

1) os alemães não estão presos ao que as marcas foram no passado, ao contrário da Alfa, e sabem trabalhar e promover muito bem as suas marcas, juntando a isso excelentes resultados em competição - ver Audi e Porsche em Le Mans, Mercedes a dominar a f1 em toda a linha, só para dar exemplos rápidos.
A Mercedes não se apoia na qualidade e fiabilidade, dos anos 70 e 80, para tentar vender actualmente carros com interiores com plásticos fisher-price?

Mais, se a imagem de marca da Alfa no presente é assim tanta, como explicas que marcas com história riquíssima como a Alfa e a Lancia estejam moribundas, e no entanto uma VW agarra numa Seat e numa Skoda que têm pouco historial e metem-nas a vender e a dar lucro?
Marketing, obviamente. Isso e o apoio generalizado no "alemão é fiável e bom."
Foram dezenas de anos a construir essa imagem, não é simplesmente "não ficar preso no passado."

2) os amantes de automóveis são um mercado de nicho no bolo que são as vendas de um carro. Se queres um carro para vender não podes pensar só em petrolheads. Vais acabar extremamente desiludido ao final do dia.
Não disse que não, mas não desvaloriza o que eu disse.
 
Sem uma politica de frotas agressiva seria sempre difícil fazer muito volume na Europa.

Este segmento é dominado pelas empresas
 
Sem uma politica de frotas agressiva seria sempre difícil fazer muito volume na Europa.

Este segmento é dominado pelas empresas

E junta a isso o facto de só teres uma configuração do Giulia disponível (4 portas), o que também se torna muito limitador.
Vais ao segmento D das alemãs e oferecem-te versões carrinha, coupé, shooting brake, allroad etc..
 
Last edited:
E isso é mentira.

É, diz que é mentira. Vai lá ver porque é que a Alfa Romeo saiu dos Estados Unidos, por exemplo. Vai ver porque a Lancia saiu do UK.

A Mercedes não se apoia na qualidade e fiabilidade, dos anos 70 e 80, para tentar vender actualmente carros com interiores com plásticos fisher-price?

Marketing, obviamente. Isso e o apoio generalizado no "alemão é fiável e bom."
Foram dezenas de anos a construir essa imagem, não é simplesmente "não ficar preso no passado."

A questão é que ao fim do dia é que marcas como a Mercedes souberam fazer o trabalho de casa, souberam promover a marca que têm, e a verdade é só uma - neste momento são marcas com nome estabelecido no mercado, e conseguem fazer o mais importante para uma marca de automóveis: vendem, e vendem bem.

Enquanto isso, o que é que "a marca de excelência dos amantes de automóveis" andou a fazer? Deixaram-se ultrapassar pela concorrência, e por culpa própria. A gestão italiana que a marca tem é um desastre em toda a linha. O que é triste, porque o potencial está lá todo, e não tenho dúvidas que uma Alfa ou Lancia numas mãos certas eram marcas que vendiam, e vendiam bem. Mas como estão nas mãos da FCA.. é literalmente andar a dar pérolas a porcos, dado que esses há muito que claramente não sabem o que andam ali a fazer.

A única esperança da marca neste momento é o Tavares, sendo ele próprio amante de automóveis, ser capaz de conseguir dar a volta àquilo, e já mencionei o exemplo da Peugeot.
Já que não quiseram ser adquiridos pela VW - se esses meteram uma Skoda e uma Seat a vender e a dar lucro, o que fariam então com uma Alfa nas mãos -, que seja o tuga a endireitar a marca.

Não disse que não, mas não desvaloriza o que eu disse.

E eu volto a dizer, de nada te serve dizeres que a tua marca tem isto e aquilo, se ao final do dia ninguém para além dos fanáticos da marca comprar os teus carros.
 
E junta a isso o facto de só teres uma configuração do Giulia disponível (4 portas), o que também se torna muito limitador.
Vais ao segmento D das alemãs e oferecem-te versões carrinha, coupé, shooting brake, allroad etc..

Eu deixei de comprar NOKIA porque não sabia o que escolher, tal era a estupidez de oferta.
E também porque tinha demasiados problemas para aquilo que custava.
Tipo Mercedes, portanto.

Apple e Alfa, pouca escolha mas sem problemas.
 
Sem uma politica de frotas agressiva seria sempre difícil fazer muito volume na Europa.

Este segmento é dominado pelas empresas


É isto.


Levei um colega meu para testar um Stelvio na Motor Village.
Adorou.

Quando foi para soluções de compra... não conseguiu fazer a “compra” (leasing ou renting, não me recordo) através da empresa dele.
Comprou Volvo.
 
É isto.


Levei um colega meu para testar um Stelvio na Motor Village.
Adorou.

Quando foi para soluções de compra... não conseguiu fazer a “compra” (leasing ou renting, não me recordo) através da empresa dele.
Comprou Volvo.
É isto.

Pouca procura e muita desvalorização, rendas muito mais elevadas do que a concorrência.

Têm de apostar em preços mais baixos.

Agora já ninguém compra carros a pronto, só dinossauros como eu.
 
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