Alfa Romeo Giulia 2015

Colocando de lado todo e qualquer tipo de lema ou filosofia actual da marca, o que distinguia a Alfa Romeo das outras não era por ter versões Gran Turismo Alleggerita até porque, quem conhece a marca, sabe que se contam pelos dedos de uma mão os modelos com esta designação.

Sendo um pouco extremista, um Alfa Romeo era um veículo egoísta porque, no fundo, só se preocupava em focar a sua atenção nas linhas do corpo e na mecânica nobre, portanto, focada para entusiastas.
Toda a linha, todas as versões desde os 1300 aos V6 eram assim. Não precisavam de vir versões XPTO para o ADN da marca se revelar.

Se quisermos apontar alguma coisa aos Alfa de hoje então teremos que apontar armas a todos os modelos e versões e não só à não existência de versões GTA.

Hoje isto não acontece e é transversal desde um "mero" 1.4T até ao QV.

Eu compreendo que isto não pareça correcto num Alfa Romeo, mas é o que o mercado actualmente dita.
É assim e não há nada a fazer.

O tempo dos Alfas com sangue na guelra já lá vai, infelizmente.
 
Sim, mas linhagens QV são linhagens QV, linhagens QO são linhagens QO, linhagens GTA são linhagens GTA.

Neste momento a ALFA não tem no mercado nenhuma versão GTA, logo não pode ir a jogo com verdeiros desportivos.

A existir hoje a bitola deveria ser colocada muito alta: pelo menos 235cv num MiTo e pelo menos 300cv num Giulietta.
 
A brincar, já foste à Lusofona pedir as equivalências? É q apenas de relance já estou a ver por ai umas quantas licenciaturas [:D]

Doutoramento!
Não, tirei o curso no ensino superior público.
Foi graças a esses trabalhitos que consegui ter dinheiro para tirar o curso e depois ir ganhando uns trocados para pagar umas contas.[;)]
Se tivesse colecionado cursos desses em faculdades a distribui-los dessa forma hoje era político.[:p]

Já agora, um pequeno à parte. Se a Alfa continua com esta política lenta e sem profundidade com excesso de exclusividade, erros de conceção e falta de visão estratégica, acabará por se extinguir.
O 159 já se arrasta no mercado e o 4C nunca mais aparece. O crossover terá de ter sucesso assim como o Giulia, senão a Alfa começa a definhar de vez.
A Alfa não pode ser apenas uma marca de culto, tem de vender minimamente bem, senão...
 
Sim, mas linhagens QV são linhagens QV, linhagens QO são linhagens QO, linhagens GTA são linhagens GTA.

Neste momento a ALFA não tem no mercado nenhuma versão GTA, logo não pode ir a jogo com verdeiros desportivos.

A existir hoje a bitola deveria ser colocada muito alta: pelo menos 235cv num MiTo e pelo menos 300cv num Giulietta.


Não é isso que estou a dizer.
Estou a dizer que, se estamos a pegar por não ter versões GTA porque não representa o real cuore sportivo da marca,acho muito mais importante pegar pelo simples facto da marca já não proporcionar aquele tacto especial que proporcionava antes, transversal a qualquer versão e modelo.
 
Não, tirei o curso no ensino superior público.
Foi graças a esses trabalhitos que consegui ter dinheiro para tirar o curso e depois ir ganhando uns trocados para pagar umas contas.[;)]
Se tivesse colecionado cursos desses em faculdades a distribui-los dessa forma hoje era político.

Eu sei.

Eu tal como tu, também tenho pena de ter demasiada coluna para ser político! :sh)
 
Sim, mas linhagens QV são linhagens QV, linhagens QO são linhagens QO, linhagens GTA são linhagens GTA.

Neste momento a ALFA não tem no mercado nenhuma versão GTA, logo não pode ir a jogo com verdeiros desportivos.

A existir hoje a bitola deveria ser colocada muito alta: pelo menos 235cv num MiTo e pelo menos 300cv num Giulietta.

Atenção que eu gostaria imenso de ver a Alfa com modelos exclusivos do tipo GTA, mas acho que não é por não os ter que se deve atirar pedras.

Atirar pedras é ao facto de não ter na linha de modelos algo que realmente se demarque, na condução e envolvência, do resto da concorrência.

È como disse, dantes um simples mille tré dava gozo acima da média.
Hoje até um QV é soft.

Das maiores desilusões que tive até hoje foi precisamente ter colocado as mãos num QV e ter achado que faltava qualquer coisa.
Não envolvia o condutor na máquina.
Não senti relação quase nenhuma com a mecanica.

Por isso é que por vezes digo que a Alfa Romeo devia ser como a BMW.
Nos BMW sinto sempre algo de diferente que não sinto nas outras marcas.
Para mim a BMW é, nas versões a gasolina, o esteriótipo daquilo que a Alfa Romeo foi antigamente, mas nos dias de hoje.
 
proporcionar aquele tacto especial que proporcionava antes, transversal a qualquer versão e modelo.

Hoje um carro como o MiTo ou o Giulietta a oferecerem de raiz sensações directas, duras, rebeldes como tu querias e eu e muitos... era simplesmente esmagado no mercado.
As mentalidades mudaram.
Muitos gostariam de dar uma voltinha... mas nunca comprariam.

Agora uma coisa boa, é que TODA a gente se preocupa com a Alfa Romeo, para o mal e para o bem. Gosto disso.

A ver se chega uma berlina RWD, um Duetto e um 4C pelo menos.
 
A Alfa tem actualmente carros interessantes nos segmentos B e C (não falo no D embora eu também sempre gostei bastante do 159), espero que façam outro tanto no segmento D e E.
 
ao facto de não ter na linha de modelos algo que realmente se demarque, na condução e envolvência, do resto da concorrência.

È como disse, dantes um simples mille tré dava gozo acima da média.
Hoje até um QV é soft.

Olha lá, bem perto de ti um iluminado lembrou-se de em tempos trazer uma coisa destas de França [:p]

http://forum.autohoje.com/road-book...ag-1619-apagar-matriculas.html#post1066732370


Eu sei que esta Berlina Alfetta é de Dezembro de 1984 e já havia os ALFA 90.
Eu sei que se calhar tinha muitas coisas ultrapassadas.
Eu sei também que é uma unidade com quase 30 anos e não sei se restaurada ou conservada, está com um aspecto novo. apr:)
Eu sei que se as Giulias são o carro da Polizia por excelência... as Alfettas são dos Capos da Máfia, assim como à paisana, dos inspectores da Polizia.
E sei também que gosto muito desta viatura!

Era um carro completo!
 
Simplesmente brutal

Olha lá, bem perto de ti um iluminado lembrou-se de em tempos trazer uma coisa destas de França [:p]

http://forum.autohoje.com/road-book...ag-1619-apagar-matriculas.html#post1066732370


Eu sei que esta Berlina Alfetta é de Dezembro de 1984 e já havia os ALFA 90.
Eu sei que se calhar tinha muitas coisas ultrapassadas.
Eu sei também que é uma unidade com quase 30 anos e não sei se restaurada ou conservada, está com um aspecto novo. apr:)
Eu sei que se as Giulias são o carro da Polizia por excelência... as Alfettas são dos Capos da Máfia, assim como à paisana, dos inspectores da Polizia.
E sei também que gosto muito desta viatura!

Era um carro completo!
 
Atenção que eu gostaria imenso de ver a Alfa com modelos exclusivos do tipo GTA, mas acho que não é por não os ter que se deve atirar pedras.

Atirar pedras é ao facto de não ter na linha de modelos algo que realmente se demarque, na condução e envolvência, do resto da concorrência.

È como disse, dantes um simples mille tré dava gozo acima da média.
Hoje até um QV é soft.

Das maiores desilusões que tive até hoje foi precisamente ter colocado as mãos num QV e ter achado que faltava qualquer coisa.
Não envolvia o condutor na máquina.
Não senti relação quase nenhuma com a mecanica.

Por isso é que por vezes digo que a Alfa Romeo devia ser como a BMW.
Nos BMW sinto sempre algo de diferente que não sinto nas outras marcas.
Para mim a BMW é, nas versões a gasolina, o esteriótipo daquilo que a Alfa Romeo foi antigamente, mas nos dias de hoje.

Estou de acordo com o teu post, mas acho que não seria muito prudente fazer tudo de uma vez. é preciso que as pessoas percebam as mudanças uma a uma, assim ficam mais marcadas na apreciação do consumidor. Cria bases.

Não tenho olhado para as vendas, mas tenho apercebido aquilo que o Gtabarth refere. Se antes, para comprar um segmento C tinham a referencia "Golf" na cabeça, agora ja pensam "Golf...Giulietta...começa por ai. Algo mudou e nem sequer passa pelo Cuore Sportivo.

Se fosse logo pelo Cuore, possivelmente falariam bem, mas não compravam. Agora com o Giulia, para não eternizar as coisas, ja podia vir um pouco dessa sensação distinta que referes, como os BMW transmitem.

Assim o Giulietta fique um pouco abaixo ou um pouco acima dos seus oponentes, a apreciação sobre este carro é bem diferente do que estou a habituado a a ouvir dos Alfas, nestes últimos anos.

É aquilo que me parece.
 
Hoje um carro como o MiTo ou o Giulietta a oferecerem de raiz sensações directas, duras, rebeldes como tu querias e eu e muitos... era simplesmente esmagado no mercado.
As mentalidades mudaram.
Muitos gostariam de dar uma voltinha... mas nunca comprariam.

Agora uma coisa boa, é que TODA a gente se preocupa com a Alfa Romeo, para o mal e para o bem. Gosto disso.


Eu não estou a dizer que tinham que ser rudes como eram dantes.

É possível fazer um automóvel moderno, com todas os gadjets modernos e dos melhores e mesmo assim ter um sense of immersion compatível com algo divertido, diferente e que não seja chato e aborrecido.

A ver se chega uma berlina RWD, um Duetto e um 4C pelo menos.

Já tardam, já tardam...

Mas por exemplo, o Duetto.
O mais próximo que tinhamos era o Spider baseado no Brera.
Lindíssimo de corpo, aborrecido de alma.

O Duetto, ou melhor, o Spider em geral, devia ser leve e potente quanto baste.
O melhor exemplo do que devia ser um Spider é o MX-5.
Felizmente o próximo Duetto terá este modelo como base.
 
A Alfa tem actualmente carros interessantes nos segmentos B e C (não falo no D embora eu também sempre gostei bastante do 159), espero que façam outro tanto no segmento D e E.

Lá está. E falta o "tal", aquele "tal" que a BMW tem, e faz dela especial. Era preciso fazer dos Alfas, carros interessantes mesmo sem o "tal".

Mas sem duvida, claro está, falta o ingrediente principal.
 
Olha lá, bem perto de ti um iluminado lembrou-se de em tempos trazer uma coisa destas de França [:p]

http://forum.autohoje.com/road-book...ag-1619-apagar-matriculas.html#post1066732370


Eu sei que esta Berlina Alfetta é de Dezembro de 1984 e já havia os ALFA 90.
Eu sei que se calhar tinha muitas coisas ultrapassadas.
Eu sei também que é uma unidade com quase 30 anos e não sei se restaurada ou conservada, está com um aspecto novo. apr:)
Eu sei que se as Giulias são o carro da Polizia por excelência... as Alfettas são dos Capos da Máfia, assim como à paisana, dos inspectores da Polizia.
E sei também que gosto muito desta viatura!

Era um carro completo!

Já tinha visto "noutro canal".[;)]

Os Alfetta e todos os que lhe derivam são o meu esteriótipo de berlina, mas isso tu já sabes.[:cool:]

Está nos meus planos vir a adquirir uma Alfetta daqui a uns tempos.

PS - onde a viste?
 
Colocando de lado todo e qualquer tipo de lema ou filosofia actual da marca, o que distinguia a Alfa Romeo das outras não era por ter versões Gran Turismo Alleggerita até porque, quem conhece a marca, sabe que se contam pelos dedos de uma mão os modelos com esta designação.

Sendo um pouco extremista, um Alfa Romeo era um veículo egoísta porque, no fundo, só se preocupava em focar a sua atenção nas linhas do corpo e na mecânica nobre, portanto, focada para entusiastas.
Toda a linha, todas as versões desde os 1300 aos V6 eram assim. Não precisavam de vir versões XPTO para o ADN da marca se revelar.

Se quisermos apontar alguma coisa aos Alfa de hoje então teremos que apontar armas a todos os modelos e versões e não só à não existência de versões GTA.

Hoje isto não acontece e é transversal desde um "mero" 1.4T até ao QV.

Eu compreendo que isto não pareça correcto num Alfa Romeo, mas é o que o mercado actualmente dita.
É assim e não há nada a fazer.

O tempo dos Alfas com sangue na guelra já lá vai, infelizmente.
Sou da opinião que os Alfas "base" podem ser mais mansos e virados para o mercado generalista. Mais interessantes que a média, que não precisam de ser máquinas puro-sangue, porque no fundo são estas versões base que mais vendem e o seu público-alvo não liga tanto a isso. Quem compra os QV e GTA é que terá outros gostos, e aqui a Alfa não pode decepcionar.

Que, mais uma vez, é um pouco como faz a BMW (concordo que a BMW representa aquilo que a Alfa deveria ser). Um 320 não é nenhum desportivo (embora as revistas nacionais da especialidade às vezes o queiram fazer parecer [:D]) mas ainda assim está mais próximo que qualquer concorrente. Há quem compre já a contar com isto, há quem nem ligue, mas de qualquer das formas a dinâmica está lá se lhe quiserem dar uso, e não é tão focado que vá estorvar a quem apenas quer dar uma utilização normal. Depois para quem quer mesmo uma coisa desportiva há as versões M.

No caso da Alfa poderiam haver as versões GTA/GTV (GTA é uma denominação um bocado ingrata para os carros actuais porque chamar alleggerita a uma coisa de tonelada e meia...) como equivalentes aos M, e as QV como um intermédio entre as versões base e as de topo.

Claro que para isto não pode acontecer como com o Giulietta, em que o base é mediano e o QV é ainda mais soft.
 
Last edited:
Estou de acordo com o teu post, mas acho que não seria muito prudente fazer tudo de uma vez. é preciso que as pessoas percebam as mudanças uma a uma, assim ficam mais marcadas na apreciação do consumidor. Cria bases.

Não tenho olhado para as vendas, mas tenho apercebido aquilo que o Gtabarth refere. Se antes, para comprar um segmento C tinham a referencia "Golf" na cabeça, agora ja pensam "Golf...Giulietta...começa por ai. Algo mudou e nem sequer passa pelo Cuore Sportivo.

Se fosse logo pelo Cuore, possivelmente falariam bem, mas não compravam. Agora com o Giulia, para não eternizar as coisas, ja podia vir um pouco dessa sensação distinta que referes, como os BMW transmitem.

Assim o Giulietta fique um pouco abaixo ou um pouco acima dos seus oponentes, a apreciação sobre este carro é bem diferente do que estou a habituado a a ouvir dos Alfas, nestes últimos anos.

É aquilo que me parece.

A realidade é que é possível fazer algo realmente bom e diferente sem contudo perder a clientela que a Alfa Romeo tem vindo a angariar, daí o exemplo que dei da BMW.
Não dou o exemplo da BMW por serem bem ou mal construídos.
Estou-me a focar exclusivamente na relação homem/máquina
 
Sou da opinião que os Alfas "base" podem ser mais mansos e virados para o mercado generalista. Mais interessantes que a média, que não precisam de ser máquinas puro-sangue, porque no fundo são estas versões base que mais vendem e o seu público-alvo não liga tanto a isso. Quem compra os QV e GTA é que terá outros gostos, e aqui a Alfa não pode decepcionar.

Que, mais uma vez, é um pouco como faz a BMW (concordo que a BMW representa aquilo que a Alfa deveria ser). Um 320 não é nenhum desportivo (embora as revistas nacionais da especialidade às vezes o queiram fazer parecer [:D]) mas ainda assim está mais próximo que qualquer concorrente. Há quem compre já a contar com isto, há quem nem ligue, mas de qualquer das formas a dinâmica está lá se lhe quiserem dar uso, e não é tão focado que vá estorvar a quem apenas quer dar uma utilização normal. Depois para quem quer mesmo uma coisa desportiva há as versões M.

No caso da Alfa poderiam haver as versões GTA/GTV (GTA é uma denominação um bocado ingrata para os carros actuais porque chamar alleggerita a uma coisa de tonelada e meia...) como equivalentes aos M, e as QV como um intermédio entre as versões base e as de topo.

É isso mesmo que tenho vindo a dizer.
 
Os Alfas devem manter algumas caracterísiticas do seu ADN mas devem também acompanhar a evolução, aliás como tem acontecido.

O que eu não percebo é porque é que estiveram estes anos todos sem um substituto do 166 e creio também que já deveriam ter substituído o 159 ou pelo menos ter feito alguma coisa para animar as suas vendas.

De resto acho que têm conseguido manter uma identidade visual distinta e com personalidade e mecânicas interessantes, nomeadamente a diesel. Mas deviam ir um pouco mais longe.
 
Os Alfas devem manter algumas caracterísiticas do seu ADN mas devem também acompanhar a evolução, aliás como tem acontecido.

O que eu não percebo é porque é que estiveram estes anos todos sem um substituto do 166 e creio também que já deveriam ter substituído o 159 ou pelo menos ter feito alguma coisa para animar as suas vendas.

De resto acho que têm conseguido manter uma identidade visual distinta e com personalidade e mecânicas interessantes, nomeadamente a diesel. Mas deviam ir um pouco mais longe.
O 166 foi um flop de todo o tamanho porque combinava num modelo só vários problemas:

- Como um segmento E tinha uma depreciação muito alta
- Como um Alfa tinha uma depreciação muito alta
- No segmentos E/F será provavelmente onde a imagem da marca mais conta e nisto a Alfa deixava muito a desejar (ao comprador típico deste segmento o cuore ainda dizia menos que à maioria)

Era o tipo de carro que davas 60 ou 70 mil por ele e passado meia dúzia de anos vendias por 10.

A Alfa não se deve meter nestes segmentos enquanto não tiver uma imagem de marca bem sólida. A espinha dorsal da Alfa Romeo devem ser os segmentos C e D.
 
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